Operação conjunta apura suposto esquema bilionário de venda de ouro
Agentes cumprem 27 mandados de busca e apreensão em 7 estados e no DF
Por: Alex Rodrigues
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Foto: Divulgação | PF
- Policiais federais prenderam hoje (15), no Pará, a duas pessoas suspeitas de participar de um esquema de compra e venda de ouro extraído ilegalmente da região amazônica. Realizada em conjunto com a Receita Federal e com o Ministério Público Federal (MPF), a Operação Sisaque também resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 2 bilhões pertencentes aos investigados. O nome da operação é uma alusão à história bíblica de Sisaque, rei do Egito que invadiu o reino de Judá e saqueou os tesouros do templo. Segundo a PF, uma das três prisões cautelares autorizadas pela Justiça Federal foi feita em Belém e outra, em Santarém. Até a publicação desta reportagem, o alvo do terceiro mandado judicial de prisão preventiva não tinha sido localizado. Por impedimento legal, os nomes dos investigados não foram divulgados. Os agentes federais cumprem também 27 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A busca por documentos e elementos que possam ajudar os investigadores ocorrem nos municípios de Belém, Santarém e Itaituba, no Pará, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Manaus, São Paulo, Tatuí e Campinas, em São Paulo, Sinop, em Mato Grosso, e Boa Vista. Mais de 100 policiais federais, além de cinco auditores fiscais e três analistas da Receita Federal participam da Operação Sisaque. Segundo a PF, a suposta organização criminosa agia principalmente na região de Itaituba, fraudando notas fiscais para regularizar o ouro extraído de garimpos ilegais. O esquema vem sendo investigado desde 2021, quando a Receita Federal identificou inconsistências na emissão de notas fiscais. “Os termos de constatação elaborados pela Receita demonstraram que havia uma organização criminosa. Empresas menores emitiam notas fiscais para dar uma aparente legalidade ao ouro [ilícito] que recebiam e que repassavam a empresas maiores. E todo o esquema criminoso culminava em uma única empresa exportadora”, afirmou o delegado federal Vinícius Serpa, responsável pelas investigações. Segundo a PF, existem indícios de que, só entre o início de 2020 e o fim de 2022, a emissão de notas fiscais eletrônicas fraudulentas superaram R$ 4 bilhões, correspondendo a aproximadamente 13 toneladas de ouro ilícito, que era, então, exportado para outros países, por meio, principalmente, de uma empresa com sede nos Estados Unidos. Ainda de acordo com a PF, essa empresa, cujo nome não foi informado, criava estoques fictícios para, assim, dar aparente legalidade à “enorme quantidade do minério” vendida clandestinamente a empresas de Dubai, da Itália, da Suíça, de Hong Kong e dos Emirados Árabes Unidos, entre outros países. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de adquirir e comercializar ouro obtido ilegalmente; pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização; lavagem de capitais e organização criminosa.
É ouro! Brasil vence a Espanha e é bicampeão olímpico de futebol
O gol decisivo foi feito por Malcom aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação, depois de Matheus Cunha e Oyarzabal marcarem no tempo normal
Por: Cristiele França
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Foto: Reprodução | CBF
- O Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 na prorrogação e conquistou hoje (7) a medalha de ouro do futebol masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O gol decisivo foi feito por Malcom aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação, depois de Matheus Cunha e Oyarzabal marcarem no tempo normal no Estádio Internacional de Yokohama. Este é o bicampeonato olímpico da seleção brasileira, que conquistou o inédito ouro na modalidade depois de 12 tentativas na Rio-2016 e agora se candidata a potência com apenas um título a menos do que Hungria e Grã-Bretanha e os mesmos dois que ostentam Argentina, União Soviética e Uruguai. Apesar de não ser permitida a entrada de público, pelo menos 500 credenciados assistiram ao jogo e muitos torceram. O comitê organizador escolhe alguns eventos nos quais podem entrar credenciados dos comitês olímpicos. Os jogos mais recentes de vôlei foram assim e hoje também. Os gritos a favor do Brasil vinham principalmente de funcionários do COB que atuam nos bastidores, e ainda comissões técnicas que seguem em Tóquio, como os que acompanham Rebeca Andrade, que será porta bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento. Além disso, brasileiros que trabalharam nos Jogos em diversas áreas também compareceram ao jogo. Na arquibancada estavam credenciados de Marrocos, Romênia, Grã-Bretanha, Índia e Hungria, entre outros países, que não perderam a chance de ver uma final de futebol, além de pelo menos três torcedores com camisas do Flamengo.
Mais um: baiano Isaquias Queiroz é ouro na canoagem de velocidade
Baiano venceu prova do C1 1000m na Olimpíada de Tóquio
Por: Cristiele França
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Foto: Reprodução | COB
- Isaquias Queiroz fez história ontem a noite (6) no Canal Sea Forest. O baiano faturou a medalha de ouro na prova do C1 1000 metros (m) da canoagem de velocidade na Olimpíada de Tóquio (Japão). Correndo na raia 4, o atleta cravou a marca de 4min04s408. O chinês Hao Liu ficou com a medalha de prata com 4min05s724. O bronze foi para Serghei Tarnovschi, da República da Moldavia, com o tempo de 4min06s069. De acordo com a Agência Brasil, essa é a 4ª medalha do atleta baiano na história das Olimpíadas. Nos Jogos de 2016 (Rio de Janeiro), ele já havia faturado duas pratas, no C1 1000 m e no C2 1000 m, e o bronze no C1 200 m. Agora o baiano se iguala ao líbero Serginho e ao nadador Gustavo Borges, dupla que também tem quatro medalhas olímpicas na carreira.
Aos 29 anos, baiana Ana Marcela conquista o ouro olímpico na maratona aquática
Por: Rodrigo Meneses
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Foto: Reprodução | COB
- A baiana Ana Marcela Cunha conquistou a sua tão sonhada medalha olímpica na disputa da maratona aquática (10 Km) nas Olimpíadas de Tóquio nesta terça-feira. Após 1h59 minutos e 30 segundos de braçadas, o resultado do esforço veio em forma de medalha de ouro. Aos 29 anos, Ana Marcela é dona de 12 medalhas em campeonatos mundiais de maratona aquática –cinco ouros, duas pratas e cinco bronzes - mas só agora conquistou a primeira medalha em Olimpíadas. Em Pequim-2008, ainda com 16 anos, Ana Marcela assumiu ter errado na estratégia adotada na reta final da prova, o que lhe custou a medalha. Mesmo assim, acabou como quinta colocada. Um início promissor, mas que não teve continuidade em Londres-2012. Sem índice para a Olimpíada seguinte, o que sempre conta ter sido um divisor de águas para uma postura mais profissional na carreira, chegou ao Rio-2016 como forte candidata a medalha. Acabou frustrada com um modesto décimo lugar. "Só quero dizer uma coisa. Acredite nos seus sonhos", disse Ana Marcela em entrevista ao SporTV após vencer a prova.
Com ouro no salto, Rebeca Andrade é a primeira campeã olímpica da ginástica artística brasileira
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Reuters
- Rebeca Andrade marcou o nome na história como a primeira ginasta brasileira a ser campeã olímpica, com uma medalha de ouro no salto na manhã deste domingo (1º). Antes, a ginasta já tinha o feito histórico de ser a primeira a subir no pódio, com a prata no individual geral. No primeiro salto, a ginasta teve a nota 15.166 e no segundo 15.000, sendo a única a ultrapassar a média de 15 pontos na final deste domingo. Com isso, Rebeca é também a primeira ginasta brasileira a subir duas vezes no pódio em uma Olimpíada. A ginasta tem ainda mais uma chance de medalha na manhã desta segunda-feira (2), quando acontece a final do individual solo.























