Comemoração da morte do ex-astrólogo Olavo de Carvalho gera discussão na internet: ‘ódio do bem’
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução
- Na madrugada da última segunda-feira (24) morreu o ex-astrólogo e ideólogo de extrema direita, Olavo de Carvalho, certamente por complicações de Covid-19, doença esta que ele negou e tripudiou até o fim de seus dias. Olavo foi considerado uma espécie de ‘guru’ intelectual do governo de Jair Bolsonaro, embora o ex-astrólogo tenha negado por diversas vezes a pecha. No entanto, Carvalho era figura cativa entre os bolsonarianos, que chegaram a chamá-lo de professor, sendo que o mesmo indicou dois ministros. Por conta da estreita ligação do ideólogo com a família Bolsonaro e seus acólitos, a morte do polemista foi comemorada por aqueles que são antipáticos ao bolsonarismo, o que gerou grande discussão na internet, em que os adeptos dos pensamentos olavistas denominaram o comportamento como ‘ódio do bem’. Frases de efeito como “e daí, eu não sou coveiro”, “quer que eu faça o que?”, proferidas por Bolsonaro ao se referir às vítimas da Covid-19 dominaram o Twitter. O certo é que Olavo de Carvalho, que se autodenominava filósofo, mesmo sem reconhecimento acadêmico para tal, foi uma figura totalmente repugnante e, que, em vida, disseminou por demais o mal, prejudicando muita gente. Olavo destacou-se por seu negacionismo, pela divulgação de fake news, de teorias da conspiração e por um vocabulário chulo que era espinafrado aos quatros ventos, principalmente a quem discordava de seus pensamentos. Porém, é razoável celebrar a morte de um ser humano? A resposta reside em um limiar entre valores cristãos e éticos. Na Grécia antiga, por exemplo, havia respeito ao luto mesmo em inimigos de guerra, e tal tradição foi incorporada ao cristianismo. Todavia, do ponto de vista filosófico, o ódio é um sentimento genuinamente humano, ainda mais para um elemento que nunca foi digno de qualquer respeito. Portanto, é comum que as pessoas odeiem uma figura tão maléfica como Olavo de Carvalho, o que desdobrou na comemoração de sua morte, afinal, como bem disse o filósofo Nietzsche, “todo ódio pra fora é uma forma de não ressentimento."
Olavo de Carvalho diz que Bolsonaro não é estadista: ‘É como um prefeito de interior’
Ideólogo dos bolsonaristas fez críticas ao presidente em live com ex-ministros
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Foto: Alan Santos | PR
- Após admitir publicamente que não acredita na reeleição de Jair Bolsonaro, Olavo de Carvalho fez novas críticas ao presidente em uma live com os ex-ministros Abraham Weintraub, Ernesto Araújo e Ricardo Salles. De acordo com informações obtidas pela coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles, o ideólogo dos bolsonaristas afirmou que o chefe do Executivo não é “guerreiro” e tampouco “estadista”. “O que ele quer agora é parecer simpático, parecer bonzinho, parecer um bom administrador. O que de fato ele é, é um excelente administrador, de fato é o melhor que nós já tivemos pra lidar com obras públicas, economia. Está indo muito bem. Mas política ele não faz, e sobretudo, o guerreiro ele não é. Estadista ele não é, de jeito nenhum. Ele é como um prefeito de interior, é o Paulo Salim Maluf sem a roubalheira”, declarou. Durante a transmissão, Olavo voltou a pôr em descrédito a vitória do presidente nas eleições de 2022. “A briga já está perdida. Bolsonaro me usou como poster boy para se promover e se eleger. Até meus amigos que estavam no governo ele tirou”, afirmou o guru.























