Aliados de Flávio Bolsonaro questionam eleição antes do resultado e levantam suspeitas de golpe
Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem criticaram a prorrogação da votação determinada por Cristiano Zanin, após denúncias de dificuldades no transporte de eleitores
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Antes da divulgação do segundo turno das eleições presidenciais, aliados de Flávio Bolsonaro (PL) questionaram a legitimidade da prorrogação da votação até as 19h, decidida pelo ministro do STF Cristiano Zanin. Deputados como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, além de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que estão nos Estados Unidos, acusaram tentativa de golpe e ameaçaram medidas como pedido de impeachment contra Zanin, gerando intenso debate sobre a condução do pleito.
- A extensão do horário foi motivada por denúncias de problemas no transporte público em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Porto Velho (RO), Campina Grande (PB) e Salvador (BA). A Justiça Eleitoral orientou a manutenção das seções ainda abertas até as 19h, enquanto os votos já registrados seriam computados normalmente, em meio a críticas e suspeitas de interferência eleitoral.
Foto: Reprodução
Antes mesmo da divulgação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25), aliados de Flávio Bolsonaro (PL) passaram a questionar a legitimidade do processo eleitoral após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prorrogação da votação até as 19h. Entre os nomes que se manifestaram estão os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), além de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que estão nos Estados Unidos. As declarações colocaram em dúvida a decisão judicial e levantaram questionamentos sobre a condução do pleito. A manifestação mais explícita foi feita por Nikolas Ferreira. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado afirmou: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”. Ele também ameaçou apresentar um pedido de impeachment contra Zanin. Questionado sobre a possibilidade de o PL contestar o resultado caso Flávio Bolsonaro perca, respondeu: “Tem alguma dúvida?”. Lucas Pavanato, eleito deputado federal, também publicou um vídeo em que questionou a decisão judicial e associou a ampliação do horário de votação a uma possível interferência no resultado. O político afirmou que não aceitaria uma tentativa de golpe. Eduardo Bolsonaro e Ramagem questionam decisão do STF - Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro reagiu à prorrogação durante uma transmissão realizada em Miami, ao lado de Alexandre Ramagem e do comentarista Paulo Figueiredo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a decisão tinha “cheiro de queimado” e colocou em dúvida a credibilidade da votação. Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Já Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), recebeu pena de 16 anos de prisão por participação na trama golpista que tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022. Ambos permanecem nos Estados Unidos. Ramagem também questionou a decisão e afirmou que resultados eleitorais considerados equivocados devem ser contestados. Durante a transmissão, disse que pretende retornar ao Brasil caso Flávio Bolsonaro vença, a depender de uma eventual anistia ou revisão de sua condenação. Prorrogação ocorreu após denúncias de problemas no transporte - A decisão de Cristiano Zanin foi tomada após a coligação de Lula solicitar a ampliação do horário de votação em municípios afetados por problemas no transporte público. O ministro determinou inicialmente a extensão até as 19h em todas as seções do país e, posteriormente, esclareceu que a medida deveria ser aplicada apenas nos locais em que as urnas ainda não haviam sido fechadas. Mensagens obtidas pelo ICL Notícias apontaram dificuldades no cumprimento da determinação em diferentes localidades. Em Porto Velho (RO), funcionários receberam orientação para não reabrir urnas já encerradas, enquanto, em Campina Grande (PB), equipamentos já haviam sido retirados de um local de votação. Em Salvador, denúncias de ônibus retidos nas garagens levaram a Justiça Eleitoral a determinar o restabelecimento integral da frota e a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a prorrogação do horário de votação em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por chuvas e dificuldades de deslocamento. A decisão do STF, portanto, ocorreu em meio a relatos de obstáculos enfrentados por eleitores para chegar às urnas. A determinação estabeleceu que as seções ainda abertas permanecessem em funcionamento até as 19h, enquanto os votos registrados em urnas já fechadas seriam computados normalmente.
Nikolas Ferreira (PL) é reeleito e se torna o deputado federal mais votado da história
Deputado do PL-MG supera votação de Eduardo Bolsonaro, que detinha o recorde desde 2018
Por: Victor Quirino
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Nikolas Ferreira (PL-MG) foi reeleito neste domingo (4) e se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil, com mais de 2,6 milhões de votos em Minas Gerais, superando o recorde anterior de Eduardo Bolsonaro (PL‑SP). A conquista destaca a forte base eleitoral do parlamentar e reforça sua posição de destaque no cenário político nacional.
- Com a votação parcial, Nikolas liderava amplamente a disputa, seguido por Ana Elisa (PT) e Duda Salabert. O recorde de 2,6 milhões de votos supera marcas históricas, como a de Enéas Carneiro em 2002, e será confirmado pelos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foto: Divulgação
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi reeleito para a Câmara dos Deputados neste domingo (4) e se tornou o deputado federal mais votado da história do Brasil. Durante a apuração em Minas Gerais, o parlamentar ultrapassou 2,6 milhões de votos, superando o recorde anterior. A marca pertencia a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que recebeu 1.843.735 votos nas eleições de 2018. Naquele pleito, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleito para a Câmara pelo estado de São Paulo. Com a votação parcial, Nikolas também liderava a disputa para deputado federal em Minas Gerais com ampla vantagem. Ana Elisa (PT) aparecia na segunda colocação, com 442.947 votos, enquanto Duda Salabert ocupava o terceiro lugar, com 206.450 votos. Nikolas já havia registrado uma das maiores votações da história para a Câmara em 2022, quando recebeu 1.492.047 votos. O ranking também tinha entre seus principais resultados a votação de Enéas Carneiro, que obteve 1.573.642 votos em 2002. A votação de Nikolas ainda estava em atualização durante a apuração. Os resultados oficiais das eleições são divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e podem ser acompanhados em tempo real pela plataforma da Justiça Eleitoral.
Erika Hilton é reeleita e se torna a deputada federal mais votada da história
Erika Hilton é reeleita e se torna a deputada federal mais votada da história
Deputada do PSOL-SP ultrapassou votação de Joice Hasselmann, que tinha o recorde desde 2018
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Erika Hilton (PSOL‑SP) foi reeleita para a Câmara dos Deputados, tornando‑se a mulher mais votada da história do Brasil com 1.406.671 votos, segundo a apuração de 88,52% das urnas em São Paulo. O recorde supera o de Joice Hasselmann (2018) e representa mais de cinco vezes a votação que a deputada recebeu em 2022.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita para a Câmara dos Deputados e se tornou a mulher mais votada da história do Brasil para o cargo. Com 88,52% das urnas apuradas em São Paulo, a deputada havia alcançado 1.406.671 votos. A votação supera o recorde anterior, de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo. Erika também ampliou em mais de cinco vezes a votação obtida na eleição de 2022, quando recebeu 256.903 votos. No total de votos para deputado federal em São Paulo, Erika aparecia na segunda colocação, atrás de Lucas Pavanato (PL), que ultrapassou 2,7 milhões de votos. Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL) também superou a marca de 2 milhões de votos. Outra mulher com votação expressiva foi Julia Zanatta (PL-SC), que havia recebido 527.441 votos e ocupava a segunda posição entre as mulheres mais votadas para a Câmara. Sâmia Bomfim (PSOL-SP) aparecia na sequência, com 515 mil votos. Os números ainda eram parciais durante a apuração e poderiam ser atualizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral disponibiliza os resultados em tempo real à medida que os boletins de urna são recebidos e processados.
Justiça determina remoção de reportagem que cita Nikolas Ferreira e dono do Banco Master
Decisão atendeu pedido do deputado e também alcança publicações nas redes sociais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou a retirada da reportagem do ICL Notícias que divulgava mensagens entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, por suposta alteração do conteúdo da conversa.
- O juiz Jair Francisco dos Santos destacou que o áudio original mostra que o deputado usou apenas o apelido “Dani”, não “lindão”, e concedeu medida cautelar que obriga ICL Notícias e Meta a removerem o material em 24 horas, enquanto o Ministério Público Eleitoral e o direito de resposta são analisados.
Foto: reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou a retirada do ar de uma reportagem publicada pelo portal ICL Notícias que abordava mensagens trocadas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão também determina a remoção das publicações relacionadas ao conteúdo nas redes sociais. Segundo o juiz auxiliar Jair Francisco dos Santos, responsável pela decisão, a reportagem teria alterado o conteúdo da conversa ao afirmar que o parlamentar se despediu de Vorcaro utilizando o termo "lindão". De acordo com o magistrado, o áudio original mostra que Nikolas utilizou apenas o apelido "Dani", o que, na avaliação da Justiça, comprometeu a integridade da informação divulgada. A ação foi movida pelo deputado, que pediu a suspensão imediata da reportagem. Na decisão, o juiz afirmou haver indícios suficientes para conceder a medida e determinou que o ICL Notícias e a Meta removam o conteúdo. O portal terá prazo de 24 horas para apresentar defesa, assim como o Ministério Público Eleitoral. Além disso, a Justiça ainda irá analisar o pedido de direito de resposta apresentado por Nikolas Ferreira.
PF desmente relatório falso compartilhado por Nikolas Ferreira sobre caso Banco Master
Deputado afirma que apenas republicou publicação no X e apagou o conteúdo após a exclusão do perfil de origem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Polícia Federal desmentiu a autenticidade de um relatório divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegava inexistência de indícios de crime nas conversas com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso e apresenta erros de datas, transcrições e divergências com registros oficiais.
- Após a repercussão, Nikolas afirmou ter apenas republicado a postagem e a retirou quando a origem foi removida, negando receber recursos de Vorcaro e ironizando as denúncias. O parlamentar anunciou que divulgará vídeos contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e confirmou presença nos atos de 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
Foto: reprodução
A Polícia Federal (PF) desmentiu a autenticidade de um relatório compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que apontava inexistência de indícios de crime nas conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso. Após a repercussão, Nikolas afirmou que apenas republicou uma postagem de um perfil na rede social X e que apagou o conteúdo logo depois que a publicação original foi removida. O suposto relatório afirmava que as mensagens entre o deputado e Vorcaro representavam apenas um contato de natureza pessoal e profissional, sem elementos para justificar uma investigação. No entanto, plataformas de checagem identificaram diversas inconsistências, como erros em datas, transcrições e divergências em relação aos documentos oficiais da Polícia Federal. As conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro vieram a público na quinta-feira (3). Em um dos diálogos divulgados, o deputado chama o empresário de "Dani" e manifesta interesse em estreitar a relação entre os dois. Em outra mensagem, solicita apoio para uma demanda relacionada à liberação de um ativo minerário. Nesta sexta-feira (4), Nikolas voltou a comentar o caso nas redes sociais, negou ter recebido recursos de Vorcaro, ironizou as denúncias e anunciou que publicará, no domingo (6), uma série de vídeos com acusações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar também confirmou participação nos atos marcados para 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Áudio mostra Nikolas Ferreira pedindo ajuda a dono do Banco Master
Deputado diz que mensagens são irrelevantes e afirma nunca ter recebido dinheiro do ex-banqueiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, ajuda para seu ex‑assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva (ICL Notícias). O pedido incluía a liberação de um ativo de mineração, e a defesa de Vorcaro ainda não se manifestou.
- Em vídeo divulgado nas redes, Nikolas nega qualquer proximidade com Vorcaro, rotulando as mensagens como “irrelevantes” e “cortina de fumaça”. Ele também pediu desculpas por criticar um evento financiado pelo Banco Master em Londres e afirmou que Vorcaro teria auxiliado nos custos de transporte durante a campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste em 2022. As conversas fazem parte de uma série de áudios vazados que envolvem políticos, autoridades e membros do Judiciário.
Foto: Reprodução
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ajuda a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para seu ex-assessor Thiago Faria e o advogado dele, segundo reportagem da jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. O pedido envolveria a liberação de um ativo de mineração. Procurada nesta quinta-feira (3), a defesa de Vorcaro não respondeu. Faria também não foi localizado. Ao ICL, ele negou irregularidades. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas negou ter proximidade com Vorcaro. Ele chamou as mensagens de “irrelevantes” e afirmou que os áudios divulgados seriam uma “cortina de fumaça”. “Eu nunca recebi um tostão de Vorcaro e nunca encontrei com ele”, declarou. Um áudio obtido pelo ICL foi enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na conversa, o deputado chama o empresário de “Dani”, diz que gostaria de se aproximar dele e, depois, encaminha o contato de Thiago Faria. No dia seguinte, informa que o ex-assessor estaria disponível em Brasília. As mensagens não mostram se Vorcaro atendeu ao pedido. Nikolas também pediu desculpas por uma publicação em que havia criticado um evento financiado pelo Banco Master em Londres. Segundo o deputado, ele recebeu o contato de Vorcaro por meio do pastor André Valadão. Nikolas afirmou ainda que o empresário teria ajudado com gastos de transporte durante sua participação na campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste, em 2022. O parlamentar disse não ter identificado irregularidades na ocasião. Em mensagens de 2024, Vorcaro também teria afirmado a um empresário que havia custeado voos de Nikolas, sem informar quantos ou em qual período. As conversas fazem parte de uma série de mensagens atribuídas a Vorcaro que vieram a público nos últimos dias e envolvem políticos, autoridades e integrantes do Judiciário.
Depois de peruca e discurso transfóbico, deputados querem cassação de Nikolas
Depois de peruca e discurso transfóbico, deputados querem cassação de Nikolas
Deputado mais votado das últimas eleições, teve fala transfóbica no Dia Internacional da Mulher
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- Depois de o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) realizar um discurso transfóbico chegando a usar uma peruca loira ao subir na tribuna, um grupo de deputados federais anunciou nesta quarta-feira (8) que pretendem entrar com pedido de cassação do mandato do colega ao Conselho de Ética. Na tribuna, o deputado vestiu uma peruca amarela e disse que “se sentia uma mulher” no Dia Internacional da Mulher e que “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres”. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) disse que ela, ao lado da bancada do partido, irá apresentar pedido de cassação do mandato de Nikolas Ferreira pelo crime de transfobia. Já a bancada do PSOL informou que irá ingressar com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o deputado seja responsabilizado pelo crime de transfobia. “Estamos falando de um homem, no Dia Internacional das Mulheres, tirou nosso tempo de fala para trazer uma fala preconceituosa, criminosa, absurda e nojenta. A transfobia ultrapassada a liberdade de discurso, que é garantida pela imunidade parlamentar. Transfobia é crime no Brasil”, disse a Tabata, ao chamar o deputado de “moleque”. “Nenhuma transfobia terá palco. E nenhuma transfobia passará sem respostas políticas e jurídicas à altura. Transfobia é crime”, disse a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Erika Hilton e Duda Salabert (PDT-MG) são as primeiras deputadas federais transexuais do país. Nas redes sociais, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a atitude do deputado Nikolas Ferreira. “O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje. A todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos, minha solidariedade”, disse Lira. Desde 2019, a transfobia é considerada crime no país. O Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais e travestis no mundo, pelo 14º ano consecutivo. A expectativa de vida de transexuais no país é de 35 anos, menos da metade da média geral (77 anos).
























