Trump exigiu que Brasil permitisse ‘dissidentes’ nas eleições de 2026
Trump exigiu que Brasil permitisse ‘dissidentes’ nas eleições de 2026
Pedido foi apresentado durante negociações sobre tarifaço e acabou rejeitado pelo governo brasileiro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, apresentou ao Brasil uma exigência para que pessoas rotuladas como “dissidentes políticos” pudessem participar das eleições de 2026, conforme documentos vazados e confirmados por fontes do Itamaraty. A proposta, inserida nas negociações sobre tarifas americanas a produtos brasileiros, não especificava quem seria considerado dissidente e acabou rejeitada pelo governo brasileiro, sem avançar para discussões de alto nível.
- Além da questão dos dissidentes, o documento abordava temas como a compra de aeronaves Boeing por empresas brasileiras, minerais críticos, regulação de plataformas digitais e meios de pagamento, refletindo a amplitude das tratativas comerciais entre as duas nações. A menção ao termo ganhou destaque após Trump criticar o tratamento dado ao ex‑presidente Jair Bolsonaro em 2025, chamando o processo de “caça às bruxas”.
Foto: Daniel Torok | Casa Branca
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou ao Brasil uma exigência para que pessoas classificadas como “dissidentes políticos” pudessem participar das eleições de 2026. A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty após a divulgação do documento, que fazia parte das negociações entre os dois países relacionadas às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. De acordo com integrantes da diplomacia brasileira, o documento não especificava quais pessoas seriam consideradas “dissidentes políticos”. A proposta foi rejeitada pelo governo brasileiro e não chegou a integrar oficialmente as negociações conduzidas entre as diplomacias dos dois países. Segundo as fontes, o conteúdo circulou inicialmente entre integrantes técnicos das tratativas e não avançou para uma discussão entre autoridades de alto escalão. A exigência fazia parte de uma lista mais ampla apresentada pelos Estados Unidos durante as conversas comerciais. O documento também incluía outros temas, como a compra de aeronaves da Boeing por empresas brasileiras, minerais críticos e questões relacionadas à regulação de plataformas digitais e meios de pagamento. A expressão “dissidentes políticos” ganhou repercussão porque, em 2025, Trump havia criticado publicamente o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando o processo contra ele como uma “caça às bruxas”. Na ocasião, Trump também questionou decisões das instituições brasileiras relacionadas ao caso. A documentação divulgada agora, porém, não identifica nominalmente quais pessoas seriam contempladas pela exigência. Segundo as informações divulgadas pelo Itamaraty, o governo brasileiro considerou a proposta incompatível com os termos das negociações e decidiu não levá-la adiante. A Casa Branca não havia apresentado, até a publicação das primeiras reportagens sobre o caso, uma manifestação oficial sobre o conteúdo do documento.
Brasil tenta acordo para evitar tarifas de 25% dos EUA
Brasil tenta acordo para evitar tarifas de 25% dos EUA
Alckmin criticou atuação de Flávio Bolsonaro sobre o tema
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro está em intensas negociações com os Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas extras de 25% sobre produtos nacionais, com o prazo final para um acordo estabelecido em 15 de julho. Representantes dos dois países mantêm uma agenda de reuniões, buscando convencer os EUA de que um entendimento comercial é mais vantajoso do que a imposição das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O Ministério das Relações Exteriores chegou a afirmar que a decisão norte-americana decorre de uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira, enquanto segue utilizando os canais diplomáticos para defender as políticas adotadas pelo Brasil.
- Em meio às tratativas, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro por sua atuação no tema, classificando-o como um dos "maus brasileiros" que trabalharam contra o país. Apesar de reconhecer a complexidade das negociações, o governo brasileiro mantém a expectativa de alcançar um entendimento antes do prazo. Caso não haja acordo até 15 de julho, os Estados Unidos poderão efetivar a tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, impactando o comércio bilateral.
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de tarifas extras de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. O prazo para um acordo termina em 15 de julho, e representantes dos dois países mantêm uma agenda de reuniões para discutir o tema. Segundo o governo, a estratégia é demonstrar que um acordo comercial é mais vantajoso para ambos os países do que a adoção das novas tarifas. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Na última quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota nas redes sociais afirmando que a decisão dos Estados Unidos tem origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira. O Itamaraty informou ainda que continua utilizando os canais diplomáticos para defender que as políticas adotadas pelo Brasil não prejudicam o comércio bilateral. Durante um evento sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, realizado na sexta-feira (26), em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, nas tratativas envolvendo as tarifas. "Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando remediar o que foi feito", afirmou Alckmin. Apesar de considerar as negociações difíceis, o governo brasileiro acredita que ainda é possível chegar a um entendimento antes do prazo final. Caso não haja acordo até 15 de julho, os Estados Unidos poderão aplicar a tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil.
Lula deve procurar Trump para discutir tarifas contra o Brasil
Lula deve procurar Trump para discutir tarifas contra o Brasil
Ministro da Fazenda afirma que presidente brasileiro deve entrar em contato com Donald Trump para tratar das tarifas que podem atingir produtos nacionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja entrar em contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abordar a questão das tarifas que o governo norte-americano ameaça impor a produtos brasileiros. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que indicou que o contato pode ser via ligação ou carta, como parte da estratégia brasileira para ampliar o diálogo e mitigar impactos nas exportações nacionais. A medida surge em meio a crescentes preocupações com novas barreiras comerciais.
- Durigan enfatizou que o Brasil mantém as negociações abertas com representantes dos EUA e se mostrou disponível para conversar com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, buscando uma solução para o impasse comercial. O cenário inclui a participação de Lula e Trump no encontro do G7, onde o Brasil, embora não membro, foi convidado. Paralelamente, esforços estão sendo feitos para viabilizar uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, com o objetivo de preservar o fluxo comercial bilateral.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve entrar em contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir as tarifas que o governo norte-americano ameaça impor a produtos brasileiros. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista publicada nesta segunda-feira (15). Segundo o ministro, o contato poderá ocorrer por meio de uma ligação telefônica ou de uma carta enviada diretamente ao chefe da Casa Branca. A iniciativa faz parte da estratégia do governo brasileiro para tentar ampliar o diálogo com as autoridades americanas e evitar impactos nas exportações nacionais. Durigan afirmou que o Brasil mantém abertas as negociações com representantes do governo dos Estados Unidos. Ele também declarou estar disponível para conversar com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em busca de uma solução para o impasse comercial. A discussão ocorre em meio às preocupações do governo brasileiro com a possibilidade de novas tarifas sobre produtos exportados para o mercado americano. Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e eventuais medidas podem afetar setores importantes da economia. Lula e Trump participam do encontro do G7, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo. Embora o Brasil não faça parte do bloco, o país foi convidado para participar das atividades e reuniões do evento. Na semana passada, Durigan já havia informado que o governo brasileiro trabalhava para viabilizar uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos. A expectativa é que as conversas avancem nos próximos dias, enquanto o governo brasileiro busca preservar o fluxo comercial entre os dois países.
























