Acidentes de moto já custaram R$ 148 milhões à Bahia
Acidentes de moto já custaram R$ 148 milhões à Bahia
Hospital Ortopédico da Bahia alerta para o aumento de traumas graves, afastamento do trabalho e impactos financeiros causados pelos acidentes de trânsito.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Os acidentes envolvendo motocicletas representam um crescente e significativo impacto financeiro para a rede pública de saúde da Bahia, com internações consumindo cerca de R$ 148,6 milhões dos cofres públicos somente em 2025. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e alertas do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB) reforçam a gravidade da situação, destacando que aproximadamente 60% dos 450 atendimentos de urgência mensais estão ligados a acidentes de trânsito, sendo quatro em cada dez vítimas motociclistas, predominantemente homens entre 18 e 40 anos que utilizam a moto como ferramenta de trabalho.
- Além dos custos elevadíssimos para o sistema de saúde, esses acidentes geram graves consequências sociais e econômicas, como lesões complexas – incluindo fraturas expostas e traumas diversos –, que exigem múltiplas cirurgias e longos períodos de reabilitação. As vítimas, como um entregador de 37 anos citado, frequentemente ficam afastadas do trabalho, comprometendo a renda familiar e dependendo de apoio externo. A direção do HOEB alerta para os impactos duradouros na saúde mental, qualidade de vida e estrutura financeira de milhares de famílias baianas.
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
Os acidentes envolvendo motocicletas continuam gerando um impacto crescente na rede pública de saúde da Bahia. Somente em 2025, as internações relacionadas a esse tipo de ocorrência consumiram cerca de R$ 148,6 milhões dos cofres públicos, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O alerta foi reforçado pelo Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), referência em ortopedia e trauma, no encerramento da campanha Maio Amarelo, dedicada à conscientização sobre segurança no trânsito. De acordo com a unidade, cerca de 450 atendimentos regulados de urgência são realizados a cada mês. Desse total, aproximadamente 60% estão ligados a acidentes de trânsito e, dentro desse grupo, quatro em cada dez vítimas são motociclistas. O perfil mais frequente é formado por homens entre 18 e 40 anos. Muitos utilizam a motocicleta como principal ferramenta de trabalho, atuando como entregadores, mototaxistas e prestadores de serviços. Quando sofrem acidentes, além das lesões, enfrentam longos períodos afastados das atividades profissionais, comprometendo a renda familiar. Entre as ocorrências mais graves atendidas pelo hospital estão fraturas expostas de tíbia e fíbula, lesões no fêmur, traumas em membros superiores, além de casos envolvendo coluna, pelve e amputações traumáticas. Em muitos casos, os pacientes precisam passar por várias cirurgias e meses de reabilitação. Um entregador de 37 anos, internado após sofrer o terceiro acidente de moto da vida, relata as dificuldades enfrentadas desde que ficou impossibilitado de trabalhar. Pai de três filhos e com a esposa grávida, ele depende atualmente da ajuda de familiares e amigos para manter as despesas da casa. Segundo a direção do hospital, além dos custos para o sistema público de saúde, os acidentes provocam consequências duradouras para milhares de famílias, afetando a renda, a saúde mental e a qualidade de vida das vítimas.
Acidentes com motos deixam 55 mortos nas BRs baianas em 2026
Acidentes com motos deixam 55 mortos nas BRs baianas em 2026
Levantamento da PRF aponta que motocicletas estão envolvidas em quase metade dos sinistros nas rodovias federais baianas; uso do celular e falta de habilitação preocupam.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Os acidentes envolvendo motocicletas persistem como um grave problema nas rodovias federais da Bahia. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que, em 2025, foram registrados 1.658 sinistros com motos, resultando em 1.863 feridos e 179 mortes. Nos primeiros quatro meses de 2026, a situação manteve-se crítica, com 555 sinistros, 655 feridos e 55 mortes, representando quase metade de todos os acidentes e mais de 30% das mortes no trânsito do estado.
- As BRs 324, 116 e 101, com trechos em Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista entre os mais críticos, concentram a maioria das ocorrências. A PRF destaca que 75% dos envolvidos são homens e que 544 motociclistas flagrados não possuíam CNH. Entre as principais causas estão acesso inadequado à via, ausência de reação do condutor (muitas vezes ligada a distrações como uso de celular) e reação tardia. A corporação também alerta para os riscos de trafegar entre veículos pesados e a importância do uso correto do capacete, registrando 3.923 infrações em 2025 por não uso do equipamento.
Foto: Polícia Rodoviária Federal - Vitória da Conquista
Os acidentes envolvendo motocicletas seguem entre os principais desafios nas rodovias federais da Bahia. Dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal mostram que, entre janeiro e dezembro de 2025, foram registrados 1.658 sinistros com motos no estado. As ocorrências deixaram 1.863 pessoas feridas e 179 mortas. Nos primeiros quatro meses de 2026, a situação continua preocupante. Segundo a PRF, já foram contabilizados 555 sinistros envolvendo motocicletas, com 655 feridos e 55 mortes nas estradas federais que cortam a Bahia. O número representa quase metade de todos os acidentes registrados nas rodovias federais do estado e mais de 30% das mortes no trânsito. As BRs 324, 116 e 101 concentram os maiores índices de ocorrências com veículos de duas rodas. Os trechos localizados em Feira de Santana, Salvador e Vitória da Conquista aparecem entre os mais críticos no levantamento. O balanço também revela que 75% dos envolvidos nos sinistros são homens. Outro dado considerado alarmante pela PRF aponta que 544 motociclistas flagrados nas ocorrências não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as principais causas dos acidentes estão o acesso à via sem observar outros veículos, responsável por 290 registros, a ausência de reação do condutor, com 205 casos, e a reação tardia ou ineficiente, apontada em 168 sinistros. Para a PRF, as situações têm relação direta com distrações ao volante, especialmente pelo uso do celular durante a condução. A corporação também alerta para o risco de trafegar entre caminhões e ônibus nas rodovias. O deslocamento de ar provocado por veículos de grande porte, aliado à alta velocidade, pode fazer o motociclista perder o controle da direção. Outro fator apontado é o ponto cego dos veículos pesados, que dificulta a visualização de motos próximas às laterais e à traseira. Segundo a PRF, trafegar muito perto de caminhões aumenta o risco de colisões graves e atropelamentos. O uso inadequado do capacete também segue como preocupação. Em 2025, foram registradas 3.923 infrações relacionadas ao não uso do equipamento de segurança nas rodovias federais da Bahia.
























