Órgãos federais encobriram caso joias de Michelle por 1 ano e 4 meses
Observação foi feita pelo jornalista Janio de Freitas, em matéria publicada nesta sexta-feira (10)
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O caso das joias de R$ 16 milhões, presenteadas a Michelle Bolsonaro (PL), ficou encoberto durante 1 ano e 4 meses pela Polícia Federal, pelos Ministérios da Economia, da Justiça, das Relações Exteriores, e por seus protagonistas. A observação foi feita pelo jornalista Janio de Freitas, em matéria publicada nesta sexta-feira (10) no Poder 360. Na reportagem, o jornalista relembra que o incidente inicial no aeroporto de Guarulhos aconteceu em 20 de outubro de 2021. A revelação dos repórteres Adriana Fernandes e André Borges foi feita em 3 de março de 2023. Segundo Jânio, o período que o caso ficou longe dos holofotes mostra as conivências e temores que sustentam as delinquências. Além da permanência das joias de diamantes na Receita Federal por 16 meses, um segundo estojo de joias passou também em torno de 1 ano em cofre do Ministério de Minas e Energia, até que o seu portador desde a Arábia, o então almirante-ministro Bento Albuquerque, o entregasse ao destinatário, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As joias não foram passadas ao acervo da Presidência da República e embolsadas, como peculato, por Bolsonaro. "A duração e os lugares das duas guardas têm mais significação do que aparentam. Comprovam que não há inocentes", diz um trecho do texto de Janio. "Foi trama típica de quadrilha", conclui.
Ilegalmente, Bolsonaro tentou trazer R$ 16 mi em jóias para Michelle
Itens foram encontrados na mochila do militar Marcos André dos Santos Soeiro, que assessorava o então ministro Bento Albuquerque, em outubro de 2021
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Foto: Reprodução
- O ex-presidente Jair Bolsonaro tentou trazer ilegamnete para o Brasil um conjunto de joias avaliado em 3 milhões de euros (R$ 16,5 milhões) para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. De acordo com informações obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro tentou fazer com que um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes, que teriam sido um presente do governo da Arábia Saudita à então primeira-dama, entrassem ilegalmente no país. Os itens foram encontrados na mochila do militar Marcos André dos Santos Soeiro, que assessorava o então ministro Bento Albuquerque, em outubro de 2021 e foram retidas pela Receita Federal no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), já que as leis do Brasil obrigam que seja feita a declaração de bens vindos de fora com valor superior a mil dólares. Ao Estadão, o ex-ministro de Minas e Energia admitiu, nesta sexta-feira (3) que trouxe a encomenda, mas alegou não saber do que se tratava, porque o pacote estava fechado. Nos últimos meses de seu governo, Bolsonaro recorreu a ministérios pelo menos quatro vezes, para tentar reaver as peças, mas não conseguiu. A informações também foram confirmadas ao veículo pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo, Paulo Pimenta (PT).























