Mais de 33% dos médicos da Bahia atuam na rede pública estadual
Além do esforço estadual, há uma estreita parceria com o Governo Federal com o Programa Mais Médicos, que possibilitou ofertar 1.464 profissionais em 346 municípios (83% dos 417 do Estado)
Por: Redação do Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Leonardo Rattes
- Dos 29.611 médicos registrados no Conselho Regional de Medicina da Bahia, 33,5% atuam na rede pública estadual. De acordo com dados de 2024 da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), atualmente, 9.925 médicos trabalham na rede estadual, incluindo 1.155 residentes. De acordo com a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, há um esforço contínuo para criar as condições necessárias, sobretudo, para a fixação de médicos especialistas no interior do estado, ao levar estrutura, tecnologia e condições de trabalho para os profissionais. “Ainda temos o desafio de atrair médicos para o interior, que hoje representa cerca de 49% da nossa força de trabalho, mas apenas nos dois últimos anos abrimos novas estruturas assistenciais e realizamos requalificações em Itaberaba, Ilhéus, São Francisco do Conde, Barreiras, Vitória da Conquista, Irecê, Jacobina, Jequié, Paulo Afonso, Jaguaquara, Porto Seguro e Feira de Santana, apenas para citar alguns. Isso demandou novos serviços médicos”, afirma.Ainda no interior, o Governo do Estado fará a inauguração no mês de maio do Hospital Estadual Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, com 216 leitos, sendo 30 de UTI. Entre obras e equipamentos, os investimentos ultrapassam os R$ 200 milhões. A unidade será referência para o diagnóstico e tratamento nas especialidades médicas de cardiologia, oncologia, neurocirurgia, traumato-ortopedia, pediatria, dentre outras. Além do esforço estadual, há uma estreita parceria com o Governo Federal com o Programa Mais Médicos, que possibilitou ofertar 1.464 profissionais em 346 municípios (83% dos 417 do Estado), número este, não contabilizado no cálculo dos 9.925 profissionais estaduais. Especialistas - Infelizmente, o quantitativo de especialistas não tem acompanhado a expansão dos serviços públicos e o aumento da complexidade dos procedimentos. Há escassez de anestesiologistas em todo o Brasil, por exemplo, sendo pauta constante no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Policlínica de Brumado está com processo seletivo aberto para contratação de médicos
Por: Redação do Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Sesab
- Estão abertas as inscrições para o processo seletivo da Policlínica Regional de Saúde de Brumado para contratação de médicos. A seleção será na modalidade simplificada, ou seja, com caráter temporário e mediante a análise de currículo, além de entrevista. De posse do cargo, os profissionais exerceram jornadas de trabalho de 8, 10, 12, 16 ou 20 horas, com remuneração proporcional. As inscrições podem ser feitas através do email [email protected] até o dia 26 deste mês. As vagas serão destinadas aos seguintes cargos: angiologista, cardiologista\ergometria, cardiologista clínico, ginecologista e obstetra, oftalmologista, otorrinolaringologista, pneumologista, urologista, ultrassonografista e médicos neonatologista e infectologista para cadastro de reserva.
Saúde enviará 90 médicos a regiões atingidas por chuvas na Bahia, diz João Roma
João Roma, ministro da Cidadania, visitou áreas alagadas no domingo
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | GOV/BA
- O Ministério da Saúde deve enviar nesta segunda-feira (27) 90 médicos para auxiliar a população atingida pelas fortes chuvas das últimas semanas na região sul da Bahia. A informação foi divulgada em entrevista dada à imprensa local pelo ministro da Cidadania, João Roma, que visitou o estado no domingo (26). No mesmo dia, via decreto, o governador Rui Costa incluiu mais 47 cidades na lista de municípios em situação de emergência em decorrência das tempestades. Com isso, chega a 72 o número de municípios nesta condição. Segundo ele, 37 cidades da região estão embaixo da água, atingidas de forma mais intensa pela subida do nível dos rios. Nesta segunda-feira (27), o governador disse, em sua conta oficial no Twitter, que as águas na cabeceira do rio Cachoeira, um dos que atravessam a região, começaram a baixar, e que “a expectativa é de melhora nos próximos dias”. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantiveram para esta segunda-feira o alerta de alto risco de novas inundações e deslizamentos de terra na Bahia, devido ao acumulado de chuvas dos últimos dias e à previsão de novas precipitações. Segundo o boletim mais recente da Defesa Civil da Bahia, divulgado no domingo, o estado contabiliza até o momento 18 mortos em decorrência dos temporais, além de dois desaparecidos, 16.001 desabrigados (pessoas que não possuem mais moradia) e 19.580 desalojados (pessoas que não conseguem acessar suas casas). Até o momento, o governo federal disse ter aplicado cerca de R$ 20 milhões da Defesa Civil Nacional nos esforços para atender a população atingida. Nesta segunda, o governo da Bahia divulgou também a abertura de uma linha de crédito especial, de até R$ 150 mil a juro zero, para recuperar estabelecimento comerciais prejudicados.
Médicos criticam parecer de Bolsonaro contra máscara e defendem uso mesmo para vacinados
Especialistas explicam os riscos da medida
Por: Adele Robichez
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Agência Brasil
- Em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (10), que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prepara um parecer para desobrigar o uso da máscara por quem já foi vacinado ou já se infectou com a Covid-19. Médicos infectologistas ouvidos pela reportagem criticaram a declaração e a avaliam como perigosa. “Nenhuma vacina apresenta 100% de eficácia. Isso significa que não há garantia da proteção completa contra a doença”, afirma o médico infectologista e clínico plantonista do Hospital Aliança, Robson Reis. Ele informa que esse é o primeiro ponto a ser considerado pela população, ao pensar no uso da máscara. O doutor em Virologia e farmacêutico da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Gúbio Soares, completa: “a vacina diminui os efeitos colaterais da infecção, evita um caso grave, a morte”. Além da falta de garantia da proteção integral pela vacina, ainda há a possibilidade de transmissão. "Os vacinados ainda podem transmitir o vírus, mesmo que adquiram a doença de forma mais branda”, explica a médica infectologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fernanda Grassi. Na mesma linha, Reis ainda acrescenta que os estudos da vacina foram feitos apenas para avaliar a proteção individual do paciente. “Eles demonstram as eficácias para proteger da infecção e não da transmissão”, esclarece. A orientação é que as pessoas que já foram infectadas também não dispensem o uso de máscaras, instruem os especialistas. “Quem teve a doença não necessariamente vai desenvolver uma imunidade efetiva e duradoura, dura em torno de 3 meses”, indica Reis. “As pessoas que foram infectadas ainda podem ser reinfectadas", completa Fernanda, citando exemplo de Manaus: “houve uma taxa de infecção altíssima em 2020 e novamente, em 2021, uma nova onda violentíssima, com reinfecção da variante”. Os especialistas alertam para a gravidade da discussão. “Essa medida é um absurdo, um crime. Se isso acontecer vai ser um desastre”, considera Soares. “Isso não deve ser feito. Os Estados Unidos fizeram porque o país tem 35% da população imunizada com as duas doses, o vírus diminuiu a circulação. Mas aqui não: o vírus continua circulando de forma intensa e nós corremos risco”, explica. Segundo Reis, “até que a situação fique controlada, todos devem continuar utilizando os equipamentos de proteção”. Além disso, Reis classificou a declaração como perigosa, vindo de um presidente da República, com poder de influência. "Quando saiu esse comentario, diversos pacientes nos procuraram para falar sobre isso. Tem um grande impacto a fala do presidente", revelou.
População de Livramento sofre com a falta de médicos e outros profissionais nas Unidades Básicas de Saúde
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Repdodução | Site Oficial
- Com férias recém tiradas no paradisíaco litoral de Taipu de Fora, na Bahia, nos últimos dias, o prefeito de Livramento, Ricardinho Ribeiro (Rede), parece se importar apenas com tratores, carros e outras máquinas. Quando se trata da gestão da saúde municipal, sua administração é totalmente inerte. Em Livramento, o munícipe não consegue realizar exames considerados simples, como de sangue, urina, fezes, dentre outros. Além do mais, a Covid-19 já vitimou fatalmente 57 pessoas e há indícios que pacientes acometidos pelo vírus não cumprem a quarentena por falta de monitoramento da Secretaria de Saúde de Livramento (Sesau-Lvto). Outro agravante, diz respeito a situação dos postos de saúde do município. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) não funcionam e, quando atendem, o fazem de forma precarizada. É o caso, por exemplo, Lagoa dos Couros, na zona rural, que de acordo com o site Mandacaru da Serra, os moradores são atendidos na localidade de Açoita Cavalos, também na zona rural, mas dificilmente um médico aparece por lá. Sem alternativa, as pessoas vão para São Timóteo, que também passa pelo mesmo problema de falta de profissionais de saúde. Por conta deste gargalo, os livramentenses que moram em localidades mais afastadas da cidade, são obrigados a buscarem tratamento nas unidades de saúde da sede do município, ficando assim, mais expostos ao coronavírus.
Em carta aberta, grupo de médicos brumandenses defendem ‘tratamento precoce’ e uso de ivermectina, contra Covid-19
Em testes realizados por cientistas, a ivermectina se mostrou ineficaz contra a Covid-19
Por: Redação do Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Getty Images
- 16 médicos assinaram uma carta aberta em defesa de ‘tratamento precoce’ e do uso de ivermectina como forma de mitigar os avanços da Covid-19 em Brumado. A informação foi divulgada em matéria do site Achei Sudoeste. “O tratamento precoce não significa sair distribuindo medicação de forma desordenada. É justamente uma tentativa, defendida por uma corrente grande de profissionais sem espaço na grande mídia tradicional, de enfrentarmos esse momento”, afirmou um dos assinantes do manifesto. O médico Danilo Menezes, que atua como coordenador do Centro de Atendimento Covid-19 de Brumado, refutou o fato da comunidade científica atestar a ineficácia do medicamento. “A grande maioria dos pacientes que chega até nós aqui no Centro de Atendimento Covid já chega na fase mais avançada, inflamatória, onde ocorrem as complicações. Então, nos 6 primeiros dias em média, tomando como referência o primeiro dia de sintomas, quando utilizado o protocolo na dose preconizada é adequado, minimiza-se o risco de complicações”, arguiu o médico. Assinanam o documento junto com Menezes, Erickson Dias Cambuí CRM 17554; Luiz Fabiano CRM 31181; Murilo Camelo Fernandes CRM 31386; Renata Britto CRM 31696; Lavínia Caires CRM 34198; Bruno Andrade CRM 23459; Carlos Alves de Jesus Júnior CRM 24695; Maurício Rios de Castro CRM 23660; Bruno Leandro Neves Brandão CRM 31322; Thiago Torres CRM 27950; Carla Torres CRM 27951; Breno Fernandes CRM 32122- BA; Marcolino Souza Aguiar CRM 22958 e Joaquim de Castro Donato Júnior CRM 20176.























