BahiaFarma firma parceria internacional para produzir medicamento contra câncer
Acordo prevê transferência de tecnologia para fabricação de medicamentos biológicos usados no tratamento de câncer e doenças raras.
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Foto: Reprodução
A BahiaFarma formalizou uma parceria com a Bionovis S.A. – Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica e a Dr. Reddy's Laboratories para a transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos biológicos no Brasil. O acordo foi firmado após termo de compromisso celebrado entre as empresas e o Ministério da Saúde do Brasil, dentro da estratégia de ampliar a capacidade produtiva nacional e reduzir a dependência de importações.Pela parceria, a unidade baiana passará a produzir o medicamento biológico nivolumabe, utilizado no tratamento de cânceres avançados ou metastáticos. O remédio será fabricado nas dosagens de 40 mg (4 ml) e 100 mg (10 ml) e deverá atender principalmente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio ocorre poucos dias após outro acordo firmado pelo governo baiano, por meio da BahiaFarma, com a empresa sul-coreana Samsung Bioepis e a própria Bionovis.A formalização ocorreu durante o Fórum Empresarial Coreia-Brasil 2026, realizado em Seul. Nesse caso, a parceria prevê a transferência de tecnologia para fabricação do eculizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), doença rara do sangue que provoca a destruição excessiva dos glóbulos vermelhos.A expectativa é que a produção local dos medicamentos permita ampliar o acesso aos tratamentos por meio do SUS e reduzir os custos para o sistema público de saúde.A iniciativa também busca fortalecer o desenvolvimento tecnológico e a capacidade industrial da área farmacêutica no Brasil.
Brasil envia 100 toneladas de insumos à Venezuela
Envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos à Venezuela é anunciado em resposta à destruição de centro de distribuição de saúde.
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Foto: Rafael Nascimento - MS
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, anunciou nesta quinta-feira (8) a doação de 100 toneladas de medicamentos e insumos de saúde à Venezuela, em um ato de apoio humanitário à população do país vizinho após a destruição do maior centro de distribuição de medicamentos.A medida ocorre em meio a uma crise na Venezuela que inclui um ataque militar recente que atingiu infraestrutura de saúde e compromet eu a assistência a pacientes dependentes de tratamentos contínuos, especialmente aqueles que realizam hemodiálise.Segundo o Ministério, a primeira remessa será enviada na manhã de sexta-feira (9) e consiste em 40 toneladas de medicamentos de uso contínuo e insumos médico-hospitalares, incluindo filtros, soluções arterial e venosa, cateteres e materiais essenciais para tratamentos renais, visando atender cerca de 16 mil pacientes que precisam de hemodiálise e ficaram sem atendimento adequado após a destruição do centro logístico venezuelano.O ministro Alexandre Padilha afirmou que a doação não compromete o atendimento de pacientes brasileiros, mantendo estoques suficientes para os cerca de 170 mil usuários de diálise atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).Os insumos foram reunidos com o apoio de hospitais universitários e filantrópicos de diversas regiões do país e estão armazenados no Centro de Distribuição de Insumos e Medicamentos do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), de onde serão despachados conforme cronograma logístico.Em correspondência à ministra da Saúde da Venezuela, Magaly Gutiérrez, o ministro brasileiro reforçou o compromisso com a assistência sanitária dos venezuelanos, especialmente daqueles mais vulneráveis, em um momento de necessidade crítica.O envio das 100 toneladas integra uma resposta humanitária que será realizada em etapas, com remessas programadas ao longo dos próximos dias, em coordenação com autoridades de saúde venezuelanas e organismos internacionais.
Anvisa libera medicamento para fase inicial do Alzheimer
Leqembi é indicado para pacientes com demência leve e atua na redução de placas no cérebro.
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Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Leqembi para o tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado. O remédio tem como princípio ativo o anticorpo monoclonal lecanemabe e é indicado para retardar o declínio cognitivo em pessoas que já apresentam demência leve associada à doença. O produto é administrado por infusão intravenosa após diluição.De acordo com o registro da Anvisa, o lecanemabe atua reduzindo o acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro, uma das principais características patológicas do Alzheimer. Essas placas estão associadas à progressão da doença e à perda das funções cognitivas. A eficácia clínica do medicamento foi avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pacientes com Alzheimer em estágio inicial, todos com presença comprovada de placas beta-amiloides. Os participantes receberam o Leqembi ou placebo ao longo do período de análise.Segundo a Anvisa, a principal medida de eficácia foi a evolução dos sintomas após 18 meses de tratamento, avaliada por meio da escala CDR-SB (Clinical Dementia Rating – Sum of Boxes), utilizada para medir a gravidade da demência e o impacto do comprometimento cognitivo na rotina do paciente. Os resultados indicaram que, em um subgrupo de 1.521 participantes, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram progressão mais lenta da doença, com aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação aos que receberam placebo.
Anvisa aprova uso emergencial do regdanvimabe, remédio para tratamento da Covid
Por: Luciane Freire
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Foto: Reprodução | Getty Images
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta (11) o uso emergencial do medicamento regdanvimabe para o tratamento da Covid-19. Trata-se de um anticorpo para o tratamento de casos leves a moderados em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio. O medicamento passou por unanimidade no crivo da agência. De acordo com a gerência-geral de medicamentos da agência, "o regdanvimabe deve ser administrado assim que possível após teste viral positivo para Sars-CoV-2 e dentro de 7 dias após o início dos sintomas”. Isso porque fármacos do tipo podem colaborar com a piora do quadro clínico de pacientes que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica, informou o Gustavo Mendes, gerente do departamento. Ele disse que o medicamento seria como uma “prevenção” para o agravamento da doença. O uso deverá ser direcionado a pacientes com fatores de alto risco para a evolução do quadro da doença.























