MPF investiga uso da Lei Rouanet em desfile de Margareth Menezes
MPF investiga uso da Lei Rouanet em desfile de Margareth Menezes
Investigação apura a destinação de cerca de R$ 290 mil em recursos da Lei Rouanet no Carnaval de 2026.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar o suposto uso de recursos da Lei Rouanet no desfile da cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o Carnaval de Salvador de 2026. A investigação busca esclarecer a aplicação de aproximadamente R$ 290 mil em recursos da Lei Rouanet pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, produtora do desfile realizado em 12 de fevereiro.
- A investigação ocorre após o Ministério Público já ter solicitado que o Tribunal de Contas da União (TCU) analisasse a aplicação dos recursos relacionados ao evento, e Margareth Menezes ter negado qualquer irregularidade em suas redes sociais, afirmando que o bloco Os Mascarados nunca recebeu recursos da Lei Rouanet.
Foto: Reprodução
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar o suposto uso de recursos da Lei Rouanet no desfile da cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o bloco Os Mascarados, realizado no Carnaval de Salvador de 2026. A investigação, conduzida pelo procurador da República Ovídio Augusto Amoedo Machado, busca esclarecer a aplicação de aproximadamente R$ 290 mil em recursos da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) pela empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento, responsável pela produção do desfile realizado em 12 de fevereiro, no circuito Dodô (Barra-Ondina). Segundo o MPF, a apuração foi aberta após o recebimento de uma notícia de fato apontando possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos utilizados no evento. O órgão informou ainda que o Ministério da Cultura foi acionado para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas, até o momento da instauração do inquérito, não havia apresentado resposta. A investigação ocorre após o Ministério Público já ter solicitado, em fevereiro deste ano, que o Tribunal de Contas da União (TCU) analisasse a aplicação dos recursos relacionados ao evento. Em publicação nas redes sociais, Margareth Menezes negou qualquer irregularidade e afirmou que o bloco Os Mascarados nunca recebeu recursos da Lei Rouanet. "Peço respeito à minha história. O Bloco Os Mascarados nunca recebeu um centavo da Lei Rouanet. Sou uma mulher negra que construiu sua própria trajetória no Carnaval, prestes a completar 40 anos de carreira. Não vão criminalizar o que eu mais amo na vida: cantar", declarou a ministra. Além da apuração sobre a Lei Rouanet, reportagem do site Metrópoles informou que a Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), vinculada à Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), firmou um contrato de R$ 1 milhão com a empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento para ações ligadas ao Carnaval da artista. Em nota, a equipe de Margareth Menezes afirmou que não houve qualquer irregularidade na execução dos projetos e sustentou que todas as normas legais e éticas foram observadas.
Flávio nega irregularidades em negociação para filme do pai
Flávio nega irregularidades em negociação para filme do pai
Senador confirmou relação com Daniel Vorcaro e afirmou que recursos seriam destinados a produção privada sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O senador Flávio Bolsonaro admitiu realizar contato com o banqueiro Daniel Vorcaro por quase um ano enquanto buscava apoio financeiro para produzir um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado por The Intercept Brasil e Flávio confirmou o pedido de recursos e a relação com Vorcaro.
- Flávio negou envolvimento com a Lei Rouanet e disse não ter oferecido vantagens ao banqueiro em troca do apoio financeiro, além de defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso envolvendo o Banco Master.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter mantido contato por quase um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro para buscar apoio financeiro destinado à produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso foi revelado nesta quarta-feira (13) pelo portal The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, o projeto previa um aporte de R$ 134 milhões para a produção cinematográfica. Em nota divulgada após a publicação da matéria, Flávio confirmou o pedido de recursos e a relação com Vorcaro, mas afirmou que se tratava de uma iniciativa privada, sem uso de dinheiro público. “Foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, declarou o senador. Na manifestação, ele afirmou ainda que não utilizou recursos públicos, negou envolvimento com a Lei Rouanet e disse não ter oferecido vantagens ao banqueiro em troca do apoio financeiro. Flávio também rebateu suspeitas de favorecimento político. Segundo ele, não houve intermediação de negócios com o governo nem recebimento de qualquer benefício pessoal. O parlamentar ainda defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo o Banco Master. A reportagem do Intercept divulgou um áudio atribuído ao senador, no qual ele menciona a necessidade do envio de recursos para quitar parcelas atrasadas da produção do filme. Em outro trecho, Flávio afirma que havia preocupação com o andamento do projeto diante do atraso nos pagamentos. Conforme a publicação, parte dos valores prometidos teria sido transferida entre fevereiro e maio de 2025. O material também aponta que o apoio financeiro envolveu transferências internacionais realizadas por uma empresa ligada a Vorcaro para um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto. As últimas mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro teriam ocorrido pouco antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Dias depois, o banqueiro foi preso pela Polícia Federal em investigação relacionada a supostas fraudes financeiras. Atualmente, Daniel Vorcaro está custodiado na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada. O filme sobre Jair Bolsonaro estaria sendo produzido no exterior, com elenco e equipe internacionais, e tem previsão de lançamento ainda neste ano.























