Juros para quem atrasar pagamento da fatura do cartão de crédito não poderão ultrapassar dívida original
Medidas passam a valer a partir desta quarta-feira (3)
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- As novas regras que limitam os juros do rotativo do cartão de crédito no Brasil começam a valer nesta quarta-feira (3). As mudanças foram estabelecidas no mês de dezembro, em decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). A partir de agora, a dívida total de quem atrasar o pagamento da fatura do cartão, não poderá ultrapassar o dobro do débito original. Logo, se a dívida original for de R$ 100, o valor total a ser pago pelo cliente, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O rotativo é ativado automaticamente quando o cliente não efetua o pagamento total da fatura até a data de vencimento. Esta é a categoria mais cara do país para pessoas físicas, na casa dos 430% ao ano. De acordo com o Serasa, há 71,8 milhões de brasileiros em situação de inadimplência, conforme apontam os dados de novembro. Desse total, 20,8 milhões (ou 28,97%) possuem pendências com bancos e cartões — o segmento que mais concentra dívidas atrasadas.
Após corte de juros, dólar sobe 1,91% e atinge R$4,89
Nesta quarta-feira (2), o Copom anunciou uma redução de 0,5p.p., além disso, fatores da economia internacional também contribuíram para a alta da moeda americana
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Foto: Reprodução
- No dia seguinte após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a taxa básica de juros em 0,5p.p., o dólar subiu em 1,91%, nesta quinta-feira (3), atingindo o patamar de R$4,897. Em seu comunicado, o Banco Central ainda sinalizou para possíveis novas reduções ainda em 2023. O cenário favoreceu a alta do dólar já que quanto mais o juros cai pior fica a possibilidade de transformar o Brasil em um ‘carry trade’. Assim, esse tipo de investidores optaram por sair país, porque com juros mais baixos menor a chance de ter rentabilidade na renda fixa brasileira. Fatores externos, como os dados divulgados, nesta quinta-feira (3), sobre a economia da China e da Europa também colaboraram para essa alta. Já o índice da bolsa de valores brasileira apresentou forte alta nesta quinta, fechando o dia em 120.585 pontos. O resultado simboliza a expectativa de que a queda na taxa Selic deve apoiar os resultados das empresas brasileiras.
80% dos brasileiros concordam com pressão de Lula ao BC pela queda de juros, diz Datafolha
Até mesmo entre os eleitores do PL, a percepção é de que os juros estão mais altos do que o recomendado
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Foto: Ricardo Stuckert
- Nos primeiros meses de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) tem feito duras críticas ao Banco Central, por manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. A conduta do presidente tem recebido apoio de boa parte da população. Um recorte da pesquisa Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (3), apontou que 80% dos brasileiros concordam com a pressão feita pelo petista. Para 71% dos entrevistados, a taxa de juros do país está mais alta do que deveria. Entre os que pensam assim, 55% dizem que a Selic está mais alta do que deveria, e apenas 16% consideram que está um pouco mais alta. Apenas 16% dos eleitores disseram considerar que Lula age mal ao criticar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL). Outros 5% não souberam responder. Até mesmo entre os eleitores do PL, a percepção é de que os juros estão mais altos do que o recomendado: 77% dos entrevistados afirmaram pensar dessa forma. Entre as regiões do país, essa opinião só fica abaixo dos 70% no Nordeste (67%). O Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a Selic no atual patamar desde setembro de 2022, quando interrompeu um ciclo de 12 altas consecutivas. Roberto Campos Neto usa o argumento de que controlar a inflação e trazê-la para a meta são decisões técnicas e baseadas nas expectativas de inflação futura.























