Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Programa deve oferecer até R$ 20 mil por trabalhador, com juros de 12,6% ao ano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo federal está preparando uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos, com limite de R$ 20 mil por trabalhador e juros de 12,6% ao ano. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada, e seguirá modelo semelhante ao adotado para motoristas de aplicativo.
- A proposta, batizada de Move Motos, integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais e visa atender aos cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega no Brasil
Foto: Reprodução - PR
O governo federal prepara uma nova linha de crédito para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos. A expectativa é disponibilizar cerca de R$ 4 bilhões em financiamentos, com limite de aproximadamente R$ 20 mil por trabalhador. A proposta prevê juros próximos de 12,6% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). O governo também avalia medidas para facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada. As regras devem seguir modelo semelhante ao já adotado para motoristas de aplicativo, com a elegibilidade dos trabalhadores sendo validada pelas próprias plataformas. Batizado de Move Motos, o programa integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais. Segundo o IBGE, o Brasil tinha cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega em 2024.
Juros para quem atrasar pagamento da fatura do cartão de crédito não poderão ultrapassar dívida original
Medidas passam a valer a partir desta quarta-feira (3)
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- As novas regras que limitam os juros do rotativo do cartão de crédito no Brasil começam a valer nesta quarta-feira (3). As mudanças foram estabelecidas no mês de dezembro, em decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). A partir de agora, a dívida total de quem atrasar o pagamento da fatura do cartão, não poderá ultrapassar o dobro do débito original. Logo, se a dívida original for de R$ 100, o valor total a ser pago pelo cliente, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O rotativo é ativado automaticamente quando o cliente não efetua o pagamento total da fatura até a data de vencimento. Esta é a categoria mais cara do país para pessoas físicas, na casa dos 430% ao ano. De acordo com o Serasa, há 71,8 milhões de brasileiros em situação de inadimplência, conforme apontam os dados de novembro. Desse total, 20,8 milhões (ou 28,97%) possuem pendências com bancos e cartões — o segmento que mais concentra dívidas atrasadas.
Após corte de juros, dólar sobe 1,91% e atinge R$4,89
Após corte de juros, dólar sobe 1,91% e atinge R$4,89
Nesta quarta-feira (2), o Copom anunciou uma redução de 0,5p.p., além disso, fatores da economia internacional também contribuíram para a alta da moeda americana
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Foto: Reprodução
- No dia seguinte após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a taxa básica de juros em 0,5p.p., o dólar subiu em 1,91%, nesta quinta-feira (3), atingindo o patamar de R$4,897. Em seu comunicado, o Banco Central ainda sinalizou para possíveis novas reduções ainda em 2023. O cenário favoreceu a alta do dólar já que quanto mais o juros cai pior fica a possibilidade de transformar o Brasil em um ‘carry trade’. Assim, esse tipo de investidores optaram por sair país, porque com juros mais baixos menor a chance de ter rentabilidade na renda fixa brasileira. Fatores externos, como os dados divulgados, nesta quinta-feira (3), sobre a economia da China e da Europa também colaboraram para essa alta. Já o índice da bolsa de valores brasileira apresentou forte alta nesta quinta, fechando o dia em 120.585 pontos. O resultado simboliza a expectativa de que a queda na taxa Selic deve apoiar os resultados das empresas brasileiras.
80% dos brasileiros concordam com pressão de Lula ao BC pela queda de juros, diz Datafolha
Até mesmo entre os eleitores do PL, a percepção é de que os juros estão mais altos do que o recomendado
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Foto: Ricardo Stuckert
- Nos primeiros meses de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) tem feito duras críticas ao Banco Central, por manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano. A conduta do presidente tem recebido apoio de boa parte da população. Um recorte da pesquisa Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (3), apontou que 80% dos brasileiros concordam com a pressão feita pelo petista. Para 71% dos entrevistados, a taxa de juros do país está mais alta do que deveria. Entre os que pensam assim, 55% dizem que a Selic está mais alta do que deveria, e apenas 16% consideram que está um pouco mais alta. Apenas 16% dos eleitores disseram considerar que Lula age mal ao criticar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL). Outros 5% não souberam responder. Até mesmo entre os eleitores do PL, a percepção é de que os juros estão mais altos do que o recomendado: 77% dos entrevistados afirmaram pensar dessa forma. Entre as regiões do país, essa opinião só fica abaixo dos 70% no Nordeste (67%). O Comitê de Política Monetária (Copom) mantém a Selic no atual patamar desde setembro de 2022, quando interrompeu um ciclo de 12 altas consecutivas. Roberto Campos Neto usa o argumento de que controlar a inflação e trazê-la para a meta são decisões técnicas e baseadas nas expectativas de inflação futura.























