Idoso é absolvido após agredir genro para defender filha em Irecê
Júri entendeu que réu agiu sob forte abalo emocional, segundo a Defensoria
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Foto: Defensoria Pública da Bahia
Um lavrador foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal do Júri após confessar que agrediu o próprio genro, em Irecê, no interior da Bahia. Ele respondia por tentativa de homicídio, sequestro e cárcere privado. O julgamento ocorreu após cerca de dez anos de tramitação.De acordo com a Defensoria Pública do Estado da Bahia, o caso teve origem em dezembro de 2015, quando o idoso soube que a filha, grávida, havia sido agredida pelo companheiro. Segundo o relato, além da violência física, o genro teria quebrado o celular da vítima e já possuía histórico de agressões.O lavrador levou a filha e as netas para sua casa e, em seguida, chamou o genro até uma propriedade rural. No local, ele amarrou o homem e o agrediu com uma corda. Em depoimento, afirmou que não teve intenção de matar, mas de impedir novas agressões.O genro registrou ocorrência três dias depois. O Ministério Público denunciou o idoso por tentativa de homicídio, e o processo seguiu até julgamento pelo júri popular.Durante a sessão, o defensor público Felipe Ferreira sustentou que o réu agiu sob forte abalo emocional e para proteger a filha de um ciclo de violência doméstica. Os jurados acolheram a tese da defesa e consideraram o acusado inocente.O caso voltou a repercutir após a divulgação de um vídeo do julgamento nas redes sociais, compartilhado pela deputada federal Silvye Alves. As imagens mostram o momento em que o idoso se emociona ao relatar os fatos e aguardar a decisão do júri.Com a absolvição, o lavrador não terá qualquer condenação criminal relacionada ao caso.
Homem é condenado por tentar matar jovem grávida ao jogá-la de ponte em Carinhanha
Crime ocorreu em 2020, quando vítima foi empurrada da ponte Guimarães Rosa, no rio São Francisco
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Foto: Divulgação | Polícia Civil
O Tribunal do Júri de Carinhanha, no sudoeste da Bahia, condenou nesta quarta-feira (19) Wanrley Silva Teixeira, de 30 anos, a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Ele foi responsabilizado por tentativa de feminicídio qualificado e por provocar aborto sem consentimento da vítima. O caso aconteceu em abril de 2020, quando Cleidiane dos Santos Ribeiro, então com 20 anos e grávida, foi empurrada da ponte Guimarães Rosa, que liga os municípios de Carinhanha e Malhada, sobre o rio São Francisco. A jovem sobreviveu após ficar presa em vegetação às margens do rio e foi resgatada por guardas municipais com ajuda de um pescador. Durante o julgamento, a defesa alegou que a queda teria sido acidental, mas a versão foi rejeitada pelos jurados. O Ministério Público sustentou que o réu agiu por motivo torpe, ao se recusar a assumir a paternidade, e enganou a vítima antes de empurrá-la. Os jurados acolheram integralmente a denúncia, reconhecendo as qualificadoras de feminicídio tentado e aborto provocado por terceiro. Na sentença, o juiz Arthur Antunes Amaro Neves destacou a gravidade da conduta e a crueldade do ato, ressaltando que a vítima ainda sofre consequências psicológicas cinco anos após o crime, necessitando de medicamentos controlados. Apesar da condenação, o magistrado concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, impondo medidas cautelares que o proíbem de se aproximar ou manter contato com a vítima e seus familiares.
Caetité: Advogado de defesa detalha processo do caso Paulo de Quindim
Advogado defende análise minuciosa das circunstâncias do crime.
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Foto: Júnior Moreira | Sudoeste Bahia
Em entrevista ao portal Sudoeste Bahia, o advogado Manoel Aprígio Neto, que atua na defesa de Cláudio Bacelar, acusado de matar Paulo Herbet, conhecido como Paulo de Quindim, detalhou os próximos passos do processo e destacou a necessidade de cautela na análise do caso. Segundo o advogado, após a audiência de instrução realizada em 2 de outubro, ficou definido que o processo seguirá para julgamento no Tribunal do Júri ainda este ano, em Caetité, no sudoeste da Bahia. Ele ressaltou que o caso é complexo e que ainda não há elementos suficientes para confirmar se houve ou não legítima defesa. “É cedo para qualquer conclusão definitiva. O Tribunal do Júri é o ambiente adequado para a apreciação completa das provas e para que os fatos sejam debatidos de forma ampla”, afirmou Neto durante a entrevista. O crime ocorreu em 2 de julho, na Fazenda Tabua, zona rural de Caetité. De acordo com relatos policiais, Paulo teria ido ao local após ser chamado por uma jovem, namorada do acusado, que relatou que Cláudio estaria “fora de si” e teria tentado contra a própria vida. Ao chegar, a vítima foi atingida por um disparo e morreu no local. A Vara Criminal de Caetité deve confirmar a data do júri até o fim do ano. O caso ganhou repercussão regional e segue sendo acompanhado de perto pela comunidade. Assista e entrevista:
Mulher acusada de tentativa de homicídio vai a júri popular em Carinhanha
O caso aconteceu em junho do ano passado, durante uma festa em bar, que fica localizado às margens da BA-161
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Foto: Reprodução
- O juiz da Comarca da cidade de Carinhanha, Médio São Francisco, Arthur Antunes Amaro Neves, se pronunciou nesta segunda-feira (20), que Anne Sthephany Mendes Davi, 23 anos, acusada de atentar contra a vida de Caroline Vieira da Silva, 27 anos, vai a júri popular pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. No entanto, o magistrado não informou a data do julgamento. Em 05 junho do ano passado, durante uma discussão em um bar, que fica localizado às margens da BA-161, do referido município, motivada por ciúmes, Sthephany jogou gasolina em Caroline, ateou fogo, o que resultou 10% do corpo da vítima queimado, sendo que Caroline precisou ficar internada em um hospital de referência em Salvador. Também no ano passado, Arthur Neves converteu a prisão de Anne de preventiva para domiciliar.
Caetité: na final da primeira parte do júri, acusado é ouvido
Por: Willian Silva
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Narração automática (IA)Foto: Willian Silva - Sudoeste Bahia
No final da primeira parte da sessão de julgamento de Dênys Márcio Carvalho, este foi ouvido pela promotoria pública e jurados. Dênys, durante seu depoimento afirmou estar arrependido do que fez e reiterou que é o único responsável por toda essa situação. Dênys ainda disse que se descontrolou no momento em que conversou com Vanessa, quando está foi até o seu estabelecimento comercial buscar a pensão da sua filha, momento em que discutiram. "Eu fiquei transformado naquele momento, perdi a cabeça. Gostaria de pedir perdão para minha família e para a família de Vanessa. Ela era uma boa pessoa, boa mãe e boa esposa" disse Dênys, emocionado. O ministério público ainda leu para o acusado partes de seu depoimento. Durante a leitura, o Ministério Público relembrou que Dênys teria efetuado cinco disparos e um sexto tiro para o alto. O Ministério Público ainda lembrou e perguntou porque Dênys teria recarregado a arma. Diante de tal pergunta, o acusado não deu resposta. Em outra parte de seu depoimento, Dênys afirmou que pretendia tirar a sua vida diante de ter praticado tal situação. Na segunda parte, que deverá começar agora por volta das 14h, será a vez de defesa e acusação apresentarem os seus argumentos. Segundo um advogado ouvido por nossa reportagem, o júri deverá se estender por mais um dia, caso haja prolongamento das verbalizações.























