Com uma pandemia ainda em curso, festa de réveillon e carnaval são manifestações histéricas da insensibilidade coletiva
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução
- Graças a robustez do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), aos esforços do governador João Dória (PSDB), de uma CPI no Senado Federal, da pressão da sociedade civil organizada e da imprensa, o expediente negacionista e anticientífico no que tange à pandemia, por parte de Jair Bolsonaro et caterva, se desdobraram ao bom senso. Com isso, podemos dizer então, que mesmo com atraso, que custou a vida de milhares de pessoas, a vacinação no Brasil é um sucesso. Êxito este que é refletido nas ruas, pois mesmo com a pandemia ainda em curso, paira uma sensação de tranquilidade na população, em que boa parte já abandonou as máscaras, estão realizando encontros, o público já voltou aos estádios de futebol e demais eventos, embora este comportamento seja um tão pouco displicente. O certo é que a pandemia chegou em um estágio de fadiga, a ponto de nem mesmo uma nova variante provocar medo nas pessoas. E esta realidade vai de encontro daquilo que se chamou de “novo normal”, ou seja, todos nós sabemos do que o vírus é capaz, mas admite-se conviver com ele, criando novos hábitos e remodelando os ritos sociais. Mas não, o que prevaleceu mesmo foi a força do ‘velho normal’, pois é muito difícil para uma sociedade incorporar novos hábitos e abandonar os velhos. Um exemplo claro dessa premissa, é a histeria da insensibilidade coletiva em torno da realização das festas de réveillon e do nosso famigerado carnaval, enquanto a ameaça da Covid-19 ainda está entre nós. E não venham com essa, “ah, mas Claudia Leitte, João Gomes e Daniela Mercury já estão fazendo suas festas.” Sim, no entanto, uma coisa é um evento particular em que as pessoas assumem os riscos, com exigência de comprovante de vacina e realização de testes rápidos, outra coisa é uma decisão no âmbito da administração pública que coloca milhões de pessoas na rua, com predisposição a troca de fluídos e otras cositas más, se é que me entendem.
Guanambi: Curso de Jornalismo promove debate sobre fake-news e Código de Ética do Jornalismo
Por: Willian Silva
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Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Professores e alunos do primeiro e quarto semestres do curso de Jornalismo da UniFg (Faculdade Guanambi), participaram na noite desta terça-feira (03) de uma aula interdisciplinar, discutindo os principais assuntos que envolvem a forma de se produzir notícia. Entre os tantos assuntos discutidos entre alunos e professores, dois foram os pontos chave para uma maior reflexão: o papel do jornalista em meio as fake-news e o Código de Ética e a postura do jornalista. Participaram da aula as professoras Adriana Bonfim (Educomunicação), Milenna Castro (Oficina de Radiojornalismo / Jornalismo e Tecnologia); Carolina Gaviolli (Planejamento Visual Gráfico / Análise Crítica da Mídia) e o professor Gil Brito (Oficina de Impresso / Jornalismo Esportivo). As discussões duraram cerca de três horas e com participação ativa dos alunos. A ideia partiu da professora Carolina Gaviolli que sugeriu aos outros três docentes a troca de conhecimento entre as disciplinas do curso de Jornalismo.
Foto: Willian Silva | Sudoeste Bahia
Para a professora, o momento que o jornalismo vive é crucial para esse tipo de discussão que surgiu em um outro momento, logo após o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. “A idéia surgiu depois de uma aula da disciplina Análise crítica da mídia. Essa aula aconteceu depois do acontecido com a vereadora do Rio Marielle Franco. Lembro que comentei sobre o ocorrido com os alunos e o objetivo foi provocar reflexão sobre o papel do jornalista como receptor e transmissor da notícia. Entretanto o que ouvi durante a aula estava pautado muitas vezes em opiniões de textos do facebook e whatsapp. Conversei primeiramente com Milenna e depois com Gil e Adriana. Todos toparam prontamente”. Para o professor e também cartunista Gil Brito, que participou da discussão, o jornalista tem que apurar o máximo possível para que a informação seja a mais próxima da realidade. “A primeira coisa a se fazer é aquilo que se espera de qualquer jornalista que se preze. Ou seja, checar as informações com o máximo de rigor possível antes de publicá-las. Nós devemos manter sempre o ceticismo que nos leva a investigar, pois ajudamos a construir uma realidade, a partir do que publicamos. E, por isso, somos também responsáveis por essa realidade. É até triste que o simples fato de fazer o básico de nosso trabalho seja uma forma de nos sobressairmos, porque isso deve ser a regra geral a ser seguida por todos. Nós dependemos de nossa credibilidade.”























