Bolsonaro presta depoimento à PF sobre caso das joias sauditas
O depoimento do ex-presidente da República ocorreu na sede da PF, em Brasília, nesta quarta-feira (5)
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Foto: Reprodução
- O ex-presidente Jair Bolsonaro se apresentou à Polícia Federal (PF), por volta das 14h20 desta quarta-feira (5), para prestar depoimento sobre a entrada ilegal das joias presenteadas ao governo da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em 29 de março, um dia antes da data prevista para o retorno do ex-mandatário ao Brasil, ele foi intimado pela PF. O tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro, também foi intimado e prestou depoimento nesta quarta (5). Além do ex-presidente e do tenente-coronel, outras oito pessoas estavam previstas para serem ouvidas simultaneamente, inclusive o ex-assessor especial, Marcelo Câmara, e o ex-chefe da Receita Federal, Julio Cesar Vieira. A informação foi divulgada pela jornalista Andréia Sadi.
Órgãos federais encobriram caso joias de Michelle por 1 ano e 4 meses
Observação foi feita pelo jornalista Janio de Freitas, em matéria publicada nesta sexta-feira (10)
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O caso das joias de R$ 16 milhões, presenteadas a Michelle Bolsonaro (PL), ficou encoberto durante 1 ano e 4 meses pela Polícia Federal, pelos Ministérios da Economia, da Justiça, das Relações Exteriores, e por seus protagonistas. A observação foi feita pelo jornalista Janio de Freitas, em matéria publicada nesta sexta-feira (10) no Poder 360. Na reportagem, o jornalista relembra que o incidente inicial no aeroporto de Guarulhos aconteceu em 20 de outubro de 2021. A revelação dos repórteres Adriana Fernandes e André Borges foi feita em 3 de março de 2023. Segundo Jânio, o período que o caso ficou longe dos holofotes mostra as conivências e temores que sustentam as delinquências. Além da permanência das joias de diamantes na Receita Federal por 16 meses, um segundo estojo de joias passou também em torno de 1 ano em cofre do Ministério de Minas e Energia, até que o seu portador desde a Arábia, o então almirante-ministro Bento Albuquerque, o entregasse ao destinatário, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As joias não foram passadas ao acervo da Presidência da República e embolsadas, como peculato, por Bolsonaro. "A duração e os lugares das duas guardas têm mais significação do que aparentam. Comprovam que não há inocentes", diz um trecho do texto de Janio. "Foi trama típica de quadrilha", conclui.























