Fim da 6x1 terá mudanças pós-eleição para excluir setores; texto já é preparado por base de Lula
PEC paralela está sendo elaborada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM)
Por: Roseann Kennedy
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- A base do governo Lula está preparando uma nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pode abrir exceções ao fim da jornada 6x1, com o texto a ser divulgado somente após o segundo turno das eleições. A medida, apresentada como trunfo de campanha, visa permitir ajustes rápidos para setores específicos, como trabalhadores de plataformas de petróleo e pilotos, mantendo o limite de 40 horas semanais e duas folgas.
- O relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD‑AM), e o senador Eduardo Braga (MDB‑AM), responsável pela versão paralela, destacam a necessidade de regulamentação para evitar custos operacionais elevados e inflação, ao mesmo tempo que garantem atenção ao pequeno comércio. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Congresso trabalhará nos ajustes, buscando equilibrar a flexibilidade setorial com a proteção dos direitos trabalhistas.
Foto: Carlos Moura | Agência Senado
A base do governo Lula já prepara uma nova Proposta de Emenda Constitucional para abrir exceções em relação ao fim da jornada 6x1. O texto, porém, só será conhecido após o segundo turno da corrida eleitoral. Na tentativa de apresentar pauta positiva e buscar uma virada de votos na corrida ao Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mobilizou seus aliados e votou, às pressas, o texto da PEC. A ordem foi para aprovar a matéria da mesma forma como havia passado na Câmara dos Deputados em maio, para dar tempo de apresentar ainda como um trunfo na campanha eleitoral. Mas o Planalto e seus interlocutores no Congresso já sabiam da necessidade de rapidamente fazer ajustes para evitar problemas em alguns segmentos. “É preciso notar que existem alguns setores de que o Senado e a Câmara vão ter que tratar (dos ajustes) com a maior rapidez possível”, disse o relator da PEC, senador Omar Aziz (PSD-AM), ainda durante a sessão de votação. Como exemplo, ele citou dois casos: trabalhadores de plataformas de petróleo e pilotos. Mas observou que há outros. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) confirmou que o Congresso fará ajustes. A própria PEC aprovada prevê um período para regulamentação em segmentos com jornadas específicas, desde que sejam mantidos e computados o limite de 40 horas e as duas folgas semanais. Para isso, bastaria um projeto de regulamentação. Entretanto, a base de Lula está preparando uma nova mudança constitucional, que abriria espaço para debater outras alterações. O texto da PEC paralela está sob responsabilidade do senador Eduardo Braga (MDB-AM). À Coluna do Estadão, ele negou a possibilidade de mexer na garantia de ter mais tempo de folga, como aprovado esta semana, e disse que a opção por emenda constitucional é para evitar que os ajustes sejam facilmente alterados posteriormente de acordo com o humor dos governantes. Durante a sessão do Senado, Braga ressaltou: “Eu já fui empresário, prefeito e governador e sei o que é fechar uma folha de pagamento. Por isso, digo com tranquilidade que esta mudança exige adaptação estrutural da legislação e das empresas para evitar elevação de custos operacionais e, consequentemente, inflação de serviços”. “Não ignoro as preocupações do pequeno comerciante. Não ignoro as preocupações dos setores que têm as suas especificidades. Onde houver essa especificidade, e há, este Congresso tem o dever de contribuir com soluções””, complementou.
Diesel S-10 sobe 7% em um mês e chega a R$ 7,35 por litro
Diesel S-10 sobe 7% em um mês e chega a R$ 7,35 por litro
Preço médio do combustível subiu de R$ 6,88 para R$ 7,35 em quatro semanas, segundo levantamento da ANP.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O preço médio do diesel S‑10 subiu 7% em um mês, atingindo R$ 7,35 por litro, segundo a ANP, marcando a maior cotação desde o fim de abril. O aumento, impulsionado pelos custos internacionais e pela baixa oferta global, tem reflexos diretos nos custos de transporte de cargas e passageiros, pressionando o frete e encarecendo produtos que dependem do modal rodoviário.
- Importadores apontam que a restrição potencial das exportações dos EUA pode intensificar ainda mais a pressão sobre o mercado brasileiro. Enquanto a Petrobras e a refinaria Acelen já ajustaram seus preços, a Abicom estima que o custo de importação do diesel também tenha subido cerca de 7%, reforçando a necessidade de monitoramento do cenário internacional para o setor de combustíveis no Brasil.
Foto: Reprodução
O preço médio do diesel S-10 subiu 7% nos postos brasileiros em um mês e chegou a R$ 7,35 por litro na última semana, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor representa uma alta de R$ 0,47 em relação à primeira semana de setembro, quando o litro era vendido, em média, por R$ 6,88. Essa foi a quarta semana consecutiva de aumento e levou o combustível ao maior preço desde o fim de abril. Segundo importadores, a alta está relacionada ao aumento dos custos no mercado internacional, em meio à redução da oferta global. Sergio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), afirmou que os estoques internacionais estão baixos e que uma eventual restrição às exportações dos Estados Unidos pode aumentar ainda mais a pressão sobre os preços. Para os consumidores, a alta do diesel pode elevar os custos de transporte de cargas e passageiros, já que o combustível é utilizado por caminhões, ônibus e outros veículos movidos a diesel. O aumento também pode pressionar o preço do frete e, consequentemente, encarecer produtos que dependem do transporte rodoviário para chegar ao consumidor. O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, enquanto o restante é fornecido principalmente pela Petrobras e pela refinaria Acelen. Segundo estimativa da StoneX em parceria com a Abicom, o custo de importação do diesel também subiu cerca de 7% no período. Na abertura do mercado desta segunda-feira (5), a paridade de importação do produto no porto de Paulínia estava em R$ 6,70 por litro. A Petrobras reajustou o preço do diesel nas refinarias há duas semanas, enquanto a Acelen promoveu dois aumentos em setembro e outubro, que somados chegaram a cerca de R$ 1 por litro, conforme a base de entrega. O setor afirma que o cenário internacional continuará sendo acompanhado diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restringir exportações do país. Para Araújo, da Abicom, uma eventual proibição poderia provocar nova pressão sobre o mercado brasileiro a partir de novembro.
Flávio e Lula focam economia e segurança na propaganda eleitoral na reta final
Flávio e Lula focam economia e segurança na propaganda eleitoral na reta final
Programas desta terça-feira (22) abordaram endividamento, inflação, segurança pública e comparação entre governos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A menos de duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram a propaganda eleitoral, focando em economia e segurança pública. Flávio acusou ataques da campanha petista e apresentou propostas de renegociação de dívidas, redução de juros e impostos, além de medidas como a construção de cinco megapresídios federais e a redução da maioridade penal.
- Lula, por sua vez, destacou a situação econômica, prometendo ações para conter a inflação e comparou políticas tributárias e preços de alimentos entre os governos de Jair Bolsonaro e o atual presidente. Analistas políticos apontam que a disputa gira em torno de endividamento, custo de vida e segurança, enquanto candidatos como Augusto Cury e Ronaldo Caiado seguem estratégias próprias. O horário eleitoral gratuito encerra‑se em 1º de outubro, três dias antes da votação em 4 de outubro.
Foto: Reprodução
A menos de duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a concentrar a propaganda eleitoral desta terça-feira (22) na comparação entre os dois grupos políticos e em temas como economia e segurança pública. Flávio abriu seu programa afirmando que vem sendo alvo de ataques da campanha petista e criticou o conteúdo exibido pelo adversário. Na mesma peça, apresentou propostas para renegociação de dívidas, redução de juros e impostos, além de medidas mais rígidas na segurança pública, como a construção de cinco megapresídios federais e a redução da maioridade penal. O senador também afirmou que pretende ampliar as penas para crimes como roubo de celulares. Já o programa de Lula destacou a situação econômica e prometeu medidas para reduzir a inflação, além de comparar políticas tributárias e preços de alimentos entre os governos do atual presidente e de Jair Bolsonaro. A propaganda petista também voltou a associar Flávio à gestão do pai. Para os cientistas políticos Aldo Fornazieri, da FESPSP, e Camilo Aggio, da UFMG, ouvidos na análise publicada pela imprensa, os programas refletem uma disputa concentrada em temas como endividamento, custo de vida e segurança pública. Candidatos que aparecem atrás dos dois principais nomes também mantiveram estratégias próprias: Augusto Cury (Avante) reforçou a proposta de terceira via, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) explorou trechos de entrevistas e conteúdos digitais. O horário eleitoral gratuito do primeiro turno termina em 1º de outubro, três dias antes da votação, marcada para 4 de outubro.
Aneel projeta aumento de 9,4% na conta de luz, quase o dobro da inflação
Aneel projeta aumento de 9,4% na conta de luz, quase o dobro da inflação
Pressão de componentes financeiros e encargos leva projeção a quase o dobro do IPCA, mesmo após repasse de R$ 5,5 bilhões destinados a aliviar tarifas no Norte e Nordeste
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou na terceira edição do boletim InfoTarifas que a projeção do efeito tarifário médio para 2026 subiu para 9,4%, quase o dobro da inflação oficial esperada para o ano, que inclui 4,4% de IGP‑M e 5% de IPCA. Essa alta supera a estimativa anterior de 8,6% e indica um aumento significativo nos custos de energia elétrica no país.
- O principal impulso vem dos componentes financeiros, responsáveis por 4,7 pontos percentuais da projeção, seguidos pelos encargos setoriais (1,6 ponto), compra de energia (1,1 ponto), transmissão (0,9 ponto) e custos de distribuição, ou Parcela B (0,8 ponto).
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) elevou para 9,4% a projeção do efeito tarifário médio no país em 2026. O percentual, apresentado na terceira edição do boletim InfoTarifas deste ano, divulgada nesta sexta-feira (18), supera as estimativas de inflação consideradas pela agência. O documento trabalha com projeções de 4,4% para o IGP-M e de 5% para o ÍPCA. Dessa forma, o efeito médio previsto para as tarifas de energia é quase o dobro da inflação oficial esperada para o ano. A alta supera inclusive projeções anteriores da agência, que na última edição esperava uma alta de 8,6% em 2026. A principal pressão vem dos componentes financeiros considerados nos processos tarifários, que respondem por 4,7 pontos percentuais da projeção nacional. Também contribuem para o resultado os encargos setoriais, com impacto de 1,6 ponto; a compra de energia, com 1,1 ponto; a transmissão, com 0,9 ponto; e os custos de distribuição, também chamados de Parcela B, com 0,8 ponto.
Opinião: Lula repete Bolsonaro e faz reajuste eleitoreiro no Bolsa Família, pressionado por queda em pesquisa
Populismo econômico atinge candidatos de esquerda e de direita; nos EUA, Trump prometeu cheque de US$ 5 mil
Por: Alvaro Gribel / Estadão Conteúdo
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- O governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, medida divulgada a apenas 17 dias das eleições e vista como estratégia eleitoreira para reconquistar eleitores que vêm diminuindo seu apoio ao presidente Lula. A decisão, comparada ao aumento de 50% do antigo Auxílio Brasil em 2022, foi justificada como correção inflacionária, remanejamento de rubricas e combate a fraudes, mas gera um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, exigindo revisão do orçamento de 2027 e dificultando o cumprimento das metas fiscais em um cenário de juros altos e dívida pública crescente.
- Pesquisas recentes mostram oscilações na intenção de voto entre os beneficiários: de 65% para 51% entre agosto e setembro, com recuperação para 64% em 14 de setembro, refletindo a influência do programa nas preferências eleitorais. Analistas apontam que, embora o Bolsa Família seja um programa meritório de redução da pobreza, seu uso como moeda de barganha política pode comprometer a sustentabilidade fiscal e a efetividade das políticas sociais no Brasil.
Foto: Reprodução
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15% no Bolsa Família, depois de passar meses negando a hipótese de aumento no valor do programa. A medida é claramente eleitoreira, pois acontece a apenas 17 dias das eleições, e reflete a perda de votos de Lula entre essa parcela do eleitorado, capturada por algumas pesquisas de intenção de votos. De certa forma, Lula repete Bolsonaro, que anunciou um forte aumento no então Auxílio Brasil em 2022. O reajuste naquela época, contudo, foi muito maior: uma alta de 50%, de R$ 400 para R$ 600, e sem que os seus valores tivessem contemplados na peça orçamentária herdada pelo próprio governo Lula, em 2023. Um erro não justifica o outro, porque em ambos os casos o programa tem sido usado para conquistar votos de forma artificial. Nos EUA, o presidente americano, Donald Trump, prometeu um cheque de US$ 5 mil para cada americano caso o seu partido vença as eleições de meio de mandato, em novembro. O populismo na economia está disseminado entre presidentes de esquerda e de direita. Aqui no Brasil, a pesquisa BTG/Nexus acendeu um sinal de alerta para o governo. De 17 de agosto a 8 de setembro as intenções de voto para Lula entre quem recebe o programa caíram de 65% para 51%. Na última pesquisa, do dia 14, houve forte recuperação, para 64%. Com o empate no quadro geral entre Lula e Flávio Bolsonaro, e com o candidato do PL aparecendo à frente já em algumas sondagens, o governo preferiu não mais esperar e fazer o que havia negado. A equipe econômica até tentou dar um ar de caráter técnico para o anúncio, afirmando que ele reflete três aspectos: primeiro, que é apenas uma correção da inflação desde 2023, segundo, que não haverá impacto no Orçamento total, porque acontecerá por meio de remanejamento de rubricas. Terceiro, diz que o combate a fraudes permitiu que houvesse queda no dispêndio total com o programa. O fato é que o reajuste terá um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, como admitiu o próprio ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Valor que não está previsto na peça orçamentária de 2027, enviada pelo governo ao Congresso no final de agosto. O Orçamento terá que ser refeito, em um valor considerável. Também significa que o governo terá mais dificuldade para cumprir as metas primárias, em um contexto de juros altos e dívida pública elevada. Apesar de o Bolsa Família não ser uma despesa obrigatória como a Previdência, dificilmente algum governo gastará capital político para reduzir o seu valor. O Bolsa Família é um programa meritório, que ajudou a diminuir os índices de pobreza do País. O melhor seria que fosse usado como programa de Estado, para atingir seus objetivos, e não como instrumento de barganha de voto com o eleitor.
Bolsa Família terá aumento de 15% e valor mínimo passará para R$ 691
Bolsa Família terá aumento de 15% e valor mínimo passará para R$ 691
Governo estima impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691 e a média de pagamento de R$ 675 para R$ 777. A medida, divulgada no Palácio do Planalto a 17 dias das eleições presidenciais, deve impactar R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027, segundo o ministro do Planejamento Bruno Moretti, e está alinhada à recomposição da inflação acumulada desde 2023.
- O benefício, que voltou a se chamar Bolsa Família em 2023 após ter sido chamado Auxílio Brasil sob o governo Bolsonaro, não recebia reajuste desde então. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, ressaltou que a legislação permite novas correções, reforçando o compromisso do governo com a proteção das famílias de baixa renda.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777, segundo informações do governo federal. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. O ministro afirmou que a medida prevê a recomposição da inflação acumulada desde o início do atual governo, em 2023, e que os gastos estão dentro do espaço fiscal disponível. Já o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que a legislação prevê a possibilidade de correção dos valores. O benefício mínimo de R$ 600 foi estabelecido em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, quando o programa se chamava Auxílio Brasil. Em março de 2023, a gestão Lula retomou o nome Bolsa Família. Desde então, os valores não haviam sido reajustados.
Greve dos bancários deve fechar agências no sudoeste da Bahia a partir do dia 10
Greve dos bancários deve fechar agências no sudoeste da Bahia a partir do dia 10
Além do reajuste salarial, trabalhadores cobram melhores condições de trabalho e o fim do fechamento de agências no interior.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Bancários de Vitória da Conquista e região decidiram entrar em greve a partir de quinta‑feira (10), após a assembleia sindical rejeitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que oferecia reposição da inflação mais 0,6% de reajuste salarial – considerado insuficiente pela categoria. O sindicato dos bancários no Sudoeste da Bahia, liderado por Paulo Barrocas, informou que a paralisação será efetivada caso não haja avanço nas negociações com os bancos privados, previstas para a última avaliação nesta quarta‑feira (9).
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Os bancários de Vitória da Conquista e região decidiram entrar em greve e devem paralisar as atividades a partir desta quinta-feira (10). A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo sindicato da categoria após a rejeição da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários no Sudoeste da Bahia, Paulo Barrocas, a proposta foi recusada pela maioria dos trabalhadores. A Fenaban ofereceu reposição da inflação mais 0,6% de reajuste salarial, índice considerado insuficiente pela categoria. Além do aumento nos salários, os bancários reivindicam melhores condições de trabalho, mais investimentos na saúde dos funcionários e a manutenção das agências bancárias no interior. Antes do início da paralisação, o sindicato ainda fará uma última avaliação das negociações com os bancos privados nesta quarta-feira (9). Caso não haja avanço nas tratativas, a greve será iniciada no dia seguinte.
Salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027, diz ministro
Salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027, diz ministro
Valor representa aumento de 7,4% em relação ao piso atual e ainda é uma projeção, que será incluída no Orçamento de 2027
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O salário mínimo no Brasil deve subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A proposta, que será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e enviada ao Congresso até 31 de agosto, representa um aumento de 7,4% e ultrapassa a previsão anterior de R$ 1.717. O valor ainda é uma projeção e será definido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.
- O reajuste também impacta benefícios como aposentadorias, pensões do INSS, BPC, seguro‑desemprego e abono salarial, já que cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao piso. O governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias, com o novo valor entrando em vigor em janeiro de 2027.
Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
O salário mínimo deverá subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto. O novo valor representa aumento de R$ 120, ou 7,4%, e supera em R$ 24 a previsão de R$ 1.717 apresentada pelo governo na proposta da LDO, em abril. O valor ainda é uma projeção e será definido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro. A regra atual considera a inflação medida pelo índice e ganho real de 2,5%. O reajuste também afeta benefícios como aposentadorias, pensões do INSS, BPC, seguro-desemprego e abono salarial. Segundo Durigan, o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao piso. Se a projeção for confirmada, o salário mínimo de R$ 1.741 entrará em vigor em janeiro de 2027.
Deputados aprovam crédito de R$ 10 bilhões para o diesel
Deputados aprovam crédito de R$ 10 bilhões para o diesel
Recursos serão destinados à ANP para reduzir os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelos conflitos no Oriente Médio.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1.344/2026, que abre um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento da União para subsidiar o óleo diesel no mercado nacional. A matéria, que segue para análise do Senado Federal, prevê a utilização do superávit financeiro de 2025 para custear o benefício até o final de 2026, visando conter os reflexos da alta internacional do petróleo provocada por tensões no Oriente Médio.
- Operacionalizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o programa concede ressarcimento de R$ 0,32 por litro de diesel a produtores e importadores parceiros. Com a iniciativa, o governo federal busca estabilizar os custos de frete e transporte coletivo, garantindo o abastecimento do país e mitigando pressões inflacionárias.
Foto: Kayo Magalhães | Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) 1.344/2026, que abre um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento da União para financiar o subsídio ao óleo diesel. O texto segue agora para análise do Senado Federal. A proposta foi aprovada sem alterações e prevê a utilização de recursos provenientes do superávit financeiro de 2025 para custear o benefício até 31 de dezembro de 2026. Os valores serão repassados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por operacionalizar os pagamentos aos produtores e importadores de diesel que aderirem ao programa, conforme as regras estabelecidas pelas Medidas Provisórias 1.340/2026 e 1.349/2026. O objetivo da iniciativa é reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre o preço do diesel no Brasil. O aumento das cotações foi impulsionado pela escalada dos conflitos no Oriente Médio, especialmente após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O primeiro subsídio ao diesel foi instituído em março deste ano pela MP 1.340/2026. Com a intensificação do cenário internacional, o governo federal editou, em abril, a MP 1.349/2026, ampliando o programa por meio do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis. Desde 12 de março, produtores e importadores que aderiram ao programa passaram a receber um ressarcimento de R$ 0,32 por litro de diesel importado ou produzido no país. O benefício permanecerá em vigor até que os recursos de R$ 10 bilhões sejam totalmente utilizados ou até 31 de dezembro de 2026, o que ocorrer primeiro. Segundo o governo, a medida busca garantir o abastecimento nacional e reduzir os efeitos da volatilidade do mercado internacional sobre os custos do transporte de cargas e de passageiros, evitando impactos ainda maiores na inflação e na economia brasileira.
MEI poderá faturar até R$ 110 mil por ano, prevê projeto
MEI poderá faturar até R$ 110 mil por ano, prevê projeto
Novo teto poderá chegar a R$ 140 mil em 2028.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou à Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que propõe um aumento significativo no limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI). A iniciativa visa elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e, posteriormente, para R$ 140 mil em 2028. Além do reajuste financeiro, a proposta também permite que o MEI contrate até dois funcionários, em vez de um, ampliando a capacidade de expansão dos pequenos negócios.
- Essa medida atende a uma antiga reivindicação de entidades representativas dos pequenos empreendedores e busca corrigir a defasagem do limite atual, que não é reajustado desde 2018 e não considera a inflação acumulada. O Ministério do Empreendedorismo justifica que muitos empreendedores são forçados a sair do regime simplificado ao ultrapassar o limite, mesmo sem um crescimento substancial de suas atividades. O projeto ainda passará por análise em comissões da Câmara e do Senado antes de seguir para sanção presidencial.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou à Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (29), um projeto de lei complementar que aumenta o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI). A proposta prevê que o teto passe dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e chegue a R$ 140 mil em 2028. Além do reajuste no limite de receita bruta anual, o projeto também amplia de um para dois o número máximo de funcionários que poderão ser contratados por um microempreendedor individual. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a proposta será encaminhada para a comissão especial que já analisa projetos relacionados ao tema. Nas redes sociais, ele afirmou que o envio do texto faz parte de um acordo firmado durante as negociações para a aprovação da proposta que trata do fim da escala de trabalho 6x1. A atualização do teto do MEI é uma reivindicação antiga de entidades que representam os pequenos empreendedores. Atualmente, o limite de faturamento está em vigor desde 2018, sem reajustes. De acordo com o Ministério do Empreendedorismo, a proposta busca corrigir essa defasagem, considerando a inflação acumulada e o crescimento natural da receita dos pequenos negócios. Segundo a pasta, muitos empreendedores acabam ultrapassando o limite atual e precisam deixar o regime simplificado, mesmo sem um aumento significativo da atividade. O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara e do Senado antes de seguir para sanção presidencial, caso seja aprovado.
Petrobras anuncia corte de R$ 0,35 no litro do diesel
Petrobras anuncia corte de R$ 0,35 no litro do diesel
Desconto de 9,59% nas refinarias passa a valer nesta segunda (1º) e integra pacote federal para conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Petrobras reduziu em R$ 0,35 por litro o preço do diesel vendido às distribuidoras, em vigor desde a segunda-feira. A medida visa minimizar os impactos da alta internacional do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Com a redução, o preço médio do diesel A passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
- A Petrobras anunciou a redução como parte das ações adotadas pelo governo federal. O modelo de subsídio novinho em folha busca garantir que a diminuição dos custos chegue ao consumidor final. As novas regras unificam programas anteriores e simplificam o repasse dos recursos para produtores e importadores.
Foto: Reprodução
A Petrobras anunciou neste domingo (31) uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. O novo valor entra em vigor nesta segunda-feira (1º) e representa uma queda de 9,59% no combustível comercializado nas refinarias da estatal. Com o reajuste, o preço médio do diesel A passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A medida faz parte das ações adotadas pelo governo federal para minimizar os impactos provocados pela alta internacional do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Segundo o governo, a redução incorpora o novo modelo de subsídio concedido ao combustível. A iniciativa substitui benefícios anteriores e busca garantir que a diminuição dos custos chegue ao consumidor final. No sábado (30), o governo federal prorrogou até o fim do ano as medidas de contenção dos preços dos combustíveis. Entre elas estão a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha, além da manutenção da isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel. De acordo com as novas regras, o benefício total destinado ao diesel poderá alcançar R$ 1,47 por litro. O modelo unifica programas anteriores e simplifica o repasse dos recursos para produtores e importadores. A Petrobras havia elevado o preço do diesel em março, após a disparada do petróleo no mercado internacional causada pela guerra envolvendo o Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte da commodity. Agora, com a ampliação dos subsídios e a redução anunciada pela estatal, a expectativa é de que o combustível apresente queda nos preços praticados ao longo da cadeia de distribuição, chegando gradualmente aos postos de combustíveis em todo o país.
Senado aprova novo piso nacional de professores para 2026
Senado aprova novo piso nacional de professores para 2026
Medida provisória cria nova fórmula de reajuste e garante ganho real para docentes
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Senado Federal aprovou uma medida provisória que redefine a fórmula de reajuste do piso salarial dos professores da educação básica. A nova regra estabelece o valor mínimo da categoria em R$ 5.130 para 2026 e prevê um reajuste de 5,4% no piso do magistério, elevando o valor atual para cerca de R$ 5.130,63. A medida agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
- A medida também estabelece limites para os reajustes futuros, garantindo que o percentual não superie a variação nominal das receitas do Fundeb entre os dois anos anteriores, mas também não fique abaixo da inflação medida pelo INPC. A nova regra visa promover salários mais atrativos e evitar a desvalorização da carreira docente, além de combater o déficit de profissionais na educação.
Foto: Paula Fróes | GOVBA
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26) a medida provisória que redefine a fórmula de reajuste do piso salarial dos professores da educação básica e estabelece o valor mínimo da categoria em R$ 5.130 para 2026. Como a proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados, o texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida foi editada pelo governo federal em janeiro e já está em vigor desde então, mas precisava do aval do Congresso Nacional dentro do prazo de 120 dias para se tornar lei definitiva. A nova regra garante ainda neste ano um reajuste de 5,4% no piso do magistério, elevando o valor atual de R$ 4.867,77 para cerca de R$ 5.130,63. O aumento representa ganho real de aproximadamente 1,5% acima da inflação acumulada pelo INPC de 2025, que fechou em 3,9%. O texto aprovado define que os futuros reajustes serão calculados a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor com metade da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos. O fundo é considerado o principal instrumento de financiamento da educação pública brasileira e reúne recursos estaduais e federais destinados à educação básica. Antes de ser analisada em plenário, a proposta passou por uma comissão mista de deputados e senadores. A relatora, senadora Dorinha Seabra (União-GO), incluiu alterações no texto, entre elas a fixação nominal do novo piso em R$ 5.130,63 para evitar disputas judiciais sobre o cálculo. Pela regra antiga, o reajuste seria de apenas 0,37%, enquanto o novo modelo assegura aumento mais amplo. A medida também estabelece limites para os reajustes futuros. O percentual não poderá superar a variação nominal das receitas do Fundeb entre os dois anos anteriores, mas também não poderá ficar abaixo da inflação medida pelo INPC. Em seu parecer, a relatora afirmou que salários mais atrativos são fundamentais para evitar a desvalorização da carreira docente e combater o déficit de profissionais na educação.
São João e Copa do Mundo devem impulsionar economia da Bahia em 2026
São João e Copa do Mundo devem impulsionar economia da Bahia em 2026
Fecomércio BA prevê crescimento nas vendas e no turismo durante os festejos juninos, mas alerta para aumento nos custos de transporte e serviços.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Fecomércio BA projeta um crescimento de 4% nas vendas do comércio e aumento da movimentação turística no estado da Bahia em 2026, principalmente devido ao São João e à Copa do Mundo. A combinação dos dois eventos tende a impulsionar o consumo e o setor de serviços.O evento possui forte impacto econômico no interior do estado, impulsionando viagens regionais e ampliando a movimentação em rodovias, terminais rodoviários, hotéis e estabelecimentos ligados à alimentação e entretenimento. Apesar disso, a inflação do São João em 2026 tem sido pressionada pelos custos de transporte e serviços, com cesta de produtos e serviços acumulando inflação de 6,64% em 12 meses.
Foto: Reprodução | Agência Sertão
O São João deve voltar a impulsionar a economia baiana em 2026, com expectativa de crescimento nas vendas do comércio e aumento da movimentação turística em diversas regiões do estado. A projeção é da Fecomércio BA, que estima avanço médio de 4% nos segmentos mais ligados aos festejos juninos. Entre os setores com expectativa de maior aquecimento estão supermercados, lojas de vestuário, tecidos, armarinhos, bebidas e artigos típicos do período. Segundo a entidade, além da força cultural do São João, a realização da Copa do Mundo durante o mês de junho deve ampliar a circulação de pessoas e estimular ainda mais o consumo. A combinação entre os dois eventos tende a aumentar o movimento em bares, restaurantes, casas de eventos e reuniões familiares, fortalecendo o comércio e o setor de serviços em diversas cidades baianas. Na Bahia, o São João possui forte impacto econômico no interior do estado, impulsionando viagens regionais e ampliando a movimentação em rodovias, terminais rodoviários, hotéis e estabelecimentos ligados à alimentação e entretenimento. No turismo, a expectativa da Fecomércio BA é de crescimento de 3% em comparação com junho do ano passado. O resultado deve ser puxado principalmente pelas viagens para municípios do interior, tradição comum durante os festejos juninos. Apesar da perspectiva positiva para a economia, a entidade aponta que a inflação do São João em 2026 tem sido pressionada principalmente pelos custos de transporte e serviços. Dados do IPCA mostram alta acumulada de 15,14% na gasolina, além de reajustes nas passagens aéreas, ônibus intermunicipais, hospedagens e etanol. Entre os alimentos típicos, alguns produtos registraram queda, como o açúcar cristal e a farinha de mandioca. Já itens tradicionais das festas juninas, como mandioca e carne-seca, apresentaram aumento nos preços. Segundo a Fecomércio BA, a cesta de produtos e serviços ligados ao São João acumula inflação de 6,64% em 12 meses até abril na Região Metropolitana de Salvador, percentual acima da inflação média geral do período. Para o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, a expectativa é de um cenário positivo para a economia estadual, sustentado pela tradição cultural da festa e pelo aumento da circulação de consumidores durante o período junino.
Combustível acumula queda após medidas do governo federal
Combustível acumula queda após medidas do governo federal
Combustível acumula redução de 4,5% em cinco semanas, segundo a ANP.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O preço do óleo diesel no Brasil registrou a quarta queda em cinco semanas, com o litro do diesel S10 caindo para uma média de R$ 7,24, uma redução acumulada de 4,5% no período, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Apesar da sequência de recuos, o combustível ainda se mantém 18,9% acima do valor praticado antes do início da escalada militar no Oriente Médio, que marcou o preço médio de R$ 6,09.
- A desaceleração dos preços é atribuída a medidas do governo federal, como subsídios a produtores e importadores, e à atuação da Petrobras, que ajudaram a conter repasses maiores ao consumidor. No entanto, o patamar elevado reflete os impactos da guerra no Irã sobre o mercado internacional de petróleo, com o barril de Brent acima de US$ 100. A dependência brasileira da importação de diesel, que corresponde a 30% do consumo interno, mantém o país vulnerável às oscilações globais, influenciando diretamente o custo do frete e, consequentemente, os preços de alimentos e mercadorias.
Foto: Reprodução
O preço do óleo diesel voltou a cair no Brasil e registrou a quarta redução em um intervalo de cinco semanas, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Apesar da sequência de recuos, o combustível ainda permanece em patamar elevado por causa dos reflexos da guerra no Irã sobre o mercado internacional de petróleo. De acordo com o monitoramento da ANP, o litro do diesel S10 foi vendido, em média, a R$ 7,24 na semana entre os dias 3 e 9 de maio. Há cinco semanas, o valor estava em R$ 7,58. A redução acumulada no período chega a 4,5%.Mesmo assim, o preço ainda segue 18,9% acima do registrado antes do início do conflito no Oriente Médio. Na semana encerrada em 28 de fevereiro, data apontada como marco inicial da escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o diesel custava R$ 6,09 em média no país. O diesel é acompanhado com atenção pelo governo e pelo setor produtivo porque influencia diretamente o valor do frete rodoviário e, consequentemente, o custo final de alimentos e mercadorias transportadas em todo o Brasil.O diesel S500 também apresentou redução nas últimas semanas. O combustível caiu de R$ 7,45 para R$ 7,05 por litro, retração de 5,37%. Ainda assim, permanece cerca de 17% acima do período anterior ao conflito internacional. Segundo especialistas do setor, a recente desaceleração nos preços está ligada a medidas adotadas pelo governo federal e à atuação da Petrobras no mercado de combustíveis.Desde 1º de abril, produtores e importadores de diesel passaram a receber subsídios federais para reduzir o impacto da alta internacional. O diesel nacional pode receber até R$ 1,12 por litro em subvenção, enquanto o combustível importado pode alcançar R$ 1,52 por litro. Além disso, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o diesel como tentativa de reduzir o preço final nas bombas.O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), avalia que as medidas fiscais e a forte presença da Petrobras ajudaram a conter repasses ainda maiores ao consumidor. Segundo ele, o mercado começou a se adaptar ao novo cenário internacional, mesmo com o barril do petróleo Brent ainda acima dos US$ 100 no mercado global.A guerra no Irã provocou forte instabilidade na cadeia internacional de petróleo após ataques atingirem áreas estratégicas e afetarem o fluxo pelo Estreito de Ormuz, região por onde circula cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. O Brasil, apesar de produtor de petróleo, ainda depende da importação de aproximadamente 30% do diesel consumido internamente, o que mantém o país vulnerável às oscilações do mercado internacional.
Inflação oficial recua para 0,16% em março, diz IBGE
Inflação oficial recua para 0,16% em março, diz IBGE
Em fevereiro, a taxa ficou em 0,83%
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou para 0,16% em março deste ano. Em fevereiro, a taxa ficou em 0,83%. Já em março do ano passado, o índice registrado foi 0,71%.Com o resultado, o IPCA acumula taxa de 1,42% no ano e de 3,93% em 12 meses, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de março foi puxada pelo grupo de despesas alimentação e bebidas, cujos preços subiram 0,53% no mês.
Inflação oficial do Brasil acelera em fevereiro para 0,83%
Inflação oficial do Brasil acelera em fevereiro para 0,83%
Em 12 meses, IPCA acumula 4,5%, dentro do limite da meta do BC
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial de fevereiro, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), fechou em 0,83%, quase o dobro do mês anterior, janeiro(0,42%).Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (12). Os reajustes de mensalidades escolares foram os que mais pressionaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O resultado ficou bem próximo de fevereiro de 2023, quando alcançou 0,84%. No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,5%, dentro do limite máximo da meta do Banco Central. No ano, a inflação é de 1,25%. Um dos fatores que influenciou no resultado foi o reajuste dos preços do grupo de educação que tiveram o maior crescimento (4,98%). Isso representou 0,29 p.p.) do IPCA de fevereiro. Dentro do grupo, a maior contribuição veio dos cursos regulares (6,13%).As maiores altas vieram do ensino médio (8,51%), do ensino fundamental (8,24%), da pré-escola (8,05%) e da creche (6,03%). Também houve aumento na inflação do curso técnico (6,14%), ensino superior (3,81%) e pós-graduação (2,76%).
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Principal impacto para esse grupo é de alimentos e bebidas
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial para famílias com renda mais baixa, em novembro deste ano, continuou sendo menor do que para aquelas com renda mais alta, como ocorreu nos cinco meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, em novembro a inflação para famílias com renda muito baixa, baixa e média-baixa passou de 0,13% em outubro para 0,20% em novembro. Entre as pessoas com renda média, a inflação passou de 0,22% para 0,23%. Entre aquelas com renda média-alta, a inflação manteve-se em 0,23%. Por fim, entre as pessoas com renda alta, a alta de preços passou de 0,55% para 0,58%. Segundo o Ipea, o principal impacto inflacionário para as classes de renda mais baixas, em novembro, veio do grupo “alimentos e bebidas”, com altas de produtos como o arroz (3,7%), feijão-preto (4,2%), batata (8,8%), cebola (26,6%), carnes (1,4%) e aves e ovos (0,53%). Os gastos com habitação também pressionaram o orçamento das famílias com renda mais baixa, principalmente devido ao aumento de 1,1% nas tarifas de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, o maior impacto da inflação no mês veio da alta de 19,1% nos preços das passagens aéreas e de 0,76% nos planos de saúde. No acumulado de 12 meses, a inflação cresce de acordo com a faixa de renda: muito baixa (3,38%), baixa (3,85%), média baixa (4,40%), média (4,93%), média-alta (5,24%) e alta (6,09%). A inflação oficial é medida mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea usa os dados do IBGE para fazer a divisão da inflação por faixa de renda.
Com valorização real, governo prevê salário mínimo de R$1.421 em 2024
Com valorização real, governo prevê salário mínimo de R$1.421 em 2024
A proposta leva em conta o resultado da inflação e ainda é acrescido a variação do Produto Interno Bruto (PIB)
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê que o salário mínimo de 2024 deve ficar no patamar de R$1.421. Segundo aprovação da Folha de S.Paulo, a proposta deve seguir a política de valorização salarial proposta pelo petista. O planejamento é feito na garantia do reajuste com base no número da inflação, além disso ainda é acrescido a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Levando em conta os resultados desde 2022, seria um aumento de 2,9%. A decisão final sobre o valor do salário precisa ser anunciada até 31 de agosto, quando o governo precisa enviar a Lei de Diretrizes Orçamentária de 2024. Após ter sido reajustado em maio, o piso salarial atual é de R$1.320.
Pressão da gasolina: inflação de março sobe 0,71%
Pressão da gasolina: inflação de março sobe 0,71%
Com o novo resultado, o IPCA acumulou inflação de 4,65% em 12 meses
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O índice oficial de inflação do Brasil teve alta de 0,71% em março, puxado pela gasolina. Em fevereiro, o indicador já havia apresentado um aumento de 0,84%. Os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o novo resultado, o IPCA acumulou inflação de 4,65% em 12 meses. Até fevereiro, o avanço era de 5,60%. O mercado financeiro prevê uma inflação de de 5,98% no acumulado até dezembro de 2023, de acordo com a edição mais recente do boletim Focus, divulgada na segunda (10). O centro de meta de inflação, que serve de referência para o Banco Central, é de 3,25% em 2023. O BC foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste início de governo, devido ao patamar dos juros no Brasil. Para tentar conter a inflação, o BC manteve a Selic, taxa básica de juros, em 13,75% ao ano. A medida acaba por esfriar a demanda por bens e serviços, na busca por frear os preços.
Inflação de produtos ligados à Páscoa sobe 12,21% na Bahia, calcula Fecomércio
Inflação de produtos ligados à Páscoa sobe 12,21% na Bahia, calcula Fecomércio
Chocolate teve teve aumento de 22,15% em um ano; tendência é que preço do ovo da páscoa também esteja mas salgado
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- Os baianos terão que gastar um pouco mais na Semana Santa. A inflação de produtos ligados à ceia da Sexta-feira Santa subiu 12,21% no estado no período de um ano, segundo apontou a Fecomércio-BA. O índice é quase o dobro da inflação geral da região, que é de 6,51%. A grande vilã da Semana Santa dos baianos será a cebola, que teve um aumento médio de 40,95% em 12 meses. A menor oferta prevista no Nordeste e as chuvas de verão na região Sudeste atrapalharam a colheita e a distribuição entre as centrais de abastecimento, proporcionando esse aumento. Ainda segundo a Fecomércio-BA, os peixes subiram 1,96% em um ano, abaixo da inflação geral. O arroz, no entanto, ficou 16,28% mais caro. O chocolate também está com preço mais salgado. Junto com o achocolatado em pó, ele teve aumento de 22,15% em um ano. Já o chocolate em barra e o bombom subiram, em média, 11,02%. O ovo de páscoa não faz parte da pesquisa, mas, segundo a federação, a tendência é que este produto sazonal também sofrerá com preços altos, não só por causa do preço do chocolate, mas também pelo encarecimento das embalagens, da mão de obra, entre outros custos.
Nem o pão com ovo escapa da inflação
Nem o pão com ovo escapa da inflação
Em 2022, os preços do tradicional pão francês acumularam alta de 18,03%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)
Por: Leonardo Vieceli
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Foto: Reprodução
Nem os lanches mais simples escaparam da inflação dos alimentos no Brasil. É o caso do pão com ovo, um sanduíche que muitas vezes salva quem tem pouca criatividade na cozinha ou anda com o orçamento apertado. Em 2022, os preços do tradicional pão francês acumularam alta de 18,03%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Trata-se da maior inflação em 14 anos, ou desde 2008 (19,35%). O ovo de galinha, por sua vez, subiu 18,45% em 2022. É o avanço mais intenso em sete anos, desde 2015 (18,55%). No caso do pão francês, economistas dizem que a principal pressão sobre os preços veio da guerra envolvendo Rússia e Ucrânia. Após o início do conflito, em fevereiro de 2022, houve um salto nas cotações do trigo, insumo usado para a produção de alimentos nas padarias. Rússia e Ucrânia estão entre os principais países produtores do cereal. O Brasil é dependente de importações de trigo. As cotações até mostraram trégua recentemente, mas o movimento foi incapaz de impedir o impacto sobre o bolso do consumidor. "A raiz dessa alta está na Guerra da Ucrânia", afirma o pesquisador Felippe Serigati, do centro de estudos FGV Agro. Na capital paulista, o quilo do pão francês custou em média R$ 16,21 em dezembro de 2022, o equivalente a uma alta de 18,58% ante dezembro de 2021 (R$ 13,67). Os dados são de uma pesquisa da cesta básica realizada pelo Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Já a dúzia de ovos brancos custou R$ 10,63 para os paulistanos, em média, em dezembro de 2022. O valor está 28,69% acima do registrado um ano antes (R$ 8,26), conforme a mesma pesquisa do Procon-SP. O economista Rodolfo Coelho Prates, professor da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), avalia que os ovos ficaram mais caros devido a uma combinação entre aumento nos custos de produção e demanda aquecida. Nesse sentido, Prates destaca que a valorização da soja e do milho na pandemia pressionou os preços da ração usada na alimentação das galinhas. Além disso, diz, houve uma pressão de demanda porque os ovos representam uma fonte de proteínas mais barata na comparação com a carne, que segue em um patamar elevado de preços, apesar dos recentes sinais de trégua. "São as duas coisas. A população sofreu um processo de empobrecimento e substituiu proteínas, e o setor de frangos, galinhas, depende muito da ração", indica Prates. A carestia dos ovos não é uma exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, os preços também subiram, mas por um motivo diferente: a gripe aviária. A doença provocou a morte de aves poedeiras, gerando escassez de ovos. Com a oferta restrita, houve uma pressão sobre a inflação dos produtos. "Está faltando ovo porque lá o pessoal está tendo de abater os animais", diz Serigati. Na Europa, além da gripe aviária, a alta dos custos de grãos e da energia também afetam a produção neste momento. "Os ovos estão caros no mundo", ressalta o pesquisador. Cenário para 2023 Serigati avalia que, após a forte alta no ano passado, não há mais tanto espaço para aumentos expressivos no início de 2023 no Brasil. A análise está ancorada na trégua dos preços ao longo da cadeia produtiva no começo deste ano. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indicou que as cotações dos ovos caíram em praças produtoras na segunda semana de janeiro com uma procura menor. O movimento ocorreu após o registro em 2022 de recordes reais (descontada a inflação) na série histórica da instituição, iniciada em 2013. "Não tem tanto motivo para continuar acelerando no começo do ano, mas ao longo dos próximos meses pode acontecer alguma turbulência", pondera Serigati. Prates vê os preços dos ovos ainda pressionados. No caso dos pães, ele avalia que o cenário de trégua está mais claro, diante do alívio das cotações do trigo nos últimos meses. "O trigo é o principal fator, embora também tenha os custos do trabalho, da energia necessária para a produção. Em um cenário sem um aumento nos outros fatores, a gente pode esperar alguma diminuição nos preços", projeta o professor.
Orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.210 em 2022, sem ganho real
Orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.210 em 2022, sem ganho real
Em agosto, governo estimava que o valor subisse para R$ 1.170 no próximo ano
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O relator-geral do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), aumentou levemente a previsão do salário mínimo para 2022, de R$ 1.069 para R$ 1.210, acompanhando uma nova estimativa da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O valor consta do parecer final divulgado na madrugada desta segunda-feira (20), informa o jornal Folha de S. Paulo. A previsão inicial era que o texto fosse votado nesta segunda-feira (20), mas, devido a divergências sobre valores destinados à Educação e em meio à pressão da segurança pública para reajuste salarial, o texto só deve ser apreciado na CMO (Comissão Mista de Orçamento) nesta terça (21). A conta do reajuste considera que a inflação medida pelo INPC será de 10,18% em 2021 — sem ganho real para o piso nacional, portanto. A Constituição determina que o salário mínimo deve garantir a manutenção do poder de compra do trabalhador. Por isso, o valor tem que ser corrigido pela inflação. Em agosto, o governo previa um valor um pouco menor ao considerar uma inflação defasada. Na época, a estimativa era que o valor subisse para R$ 1.170 no próximo ano.
Inflação de setembro é a maior desde a criação do Plano Real; no ano, índice supera 10%
Gastos com habitação e transportes lideram o aumento
Por: Maria Clara Andrade
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa de medição da inflação oficial no país, teve alta de 1,16% em setembro. O valor é o mais alto para o mês desde 1994, ano de início do Plano Real. Desde o início do ano até o mês de setembro,o IPCA acumula alta de 6,90%. O índice ultrapassa a meta definida pelo Banco Central para este ano, que é de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% a 5,25%. A bandeira vermelha, por conta da crise de escassez hídrica, provocou um aumento de 6,47% na conta de energia elétrica. O grupo de gastos com habitação atingiu uma inflação de 2,56% em setembro contra 0,68% em agosto. Em segundo lugar nas maiores despesas no bolso dos brasileiros estão os gastos com transportes, seguido pela alimentação.
Arroz sobe em um ano quase oito vezes mais que o salário mínimo
Arroz sobe em um ano quase oito vezes mais que o salário mínimo
Preço de um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros teve aumento de 40%
Por: Luciane Freire
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Foto: Reprodução | Getty Images
- Um dos alimentos mais consumidos na mesa dos brasileiros, o arroz segue como um dos itens com maior valorização no último ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em julho de 2021 ele acumulou alta de 39,8% nos últimos 12 meses, quatro vezes mais que a inflação no período, de 8,99%, e quase oito vezes o reajuste do salário mínimo do país. Em 2020, o piso salarial do país, definido pelo governo federal, era de R$ 1.045. Em 2021, R$ 1.100, com 5,2% de aumento. Nos últimos 12 meses, portanto, o arroz subiu 7,65 vezes mais que o salário mínimo, afetando diretamente as pessoas com menos renda e que mais consomem o produto.
Com alta da gasolina, inflação oficial fica em 0,87% em agosto
Com alta da gasolina, inflação oficial fica em 0,87% em agosto
Esta é a maior taxa para o mês em 21 anos
Por: Luciane Freire
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
- A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, ficou em 0,87% em agosto, segundo dados divulgados nesta quinta (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Puxada pelo aumento do preço da gasolina, esta foi a maior taxa para um mês de agosto desde 2000, embora levemente abaixo dos 0,96% registrados em julho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 9,68%, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%. No ano, o IPCA acumula alta de 5,67%. A inflação está cada vez mais disseminada, ou seja, atingindo cada vez mais itens de consumo do brasileiro. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA, oito registraram aumento de preços em agosto.
























