Concurso da INB 2026: edital prevê oportunidades em Caetité para níveis médio, técnico e superior
Seleção da estatal inclui cadastro de reserva para funções administrativas, operacionais, técnicas e de engenharia na unidade de Caetité.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A unidade da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité, Bahia, está incluída no concurso público de 2026, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O edital abre cadastro de reserva para cargos de níveis médio, técnico e superior nas áreas administrativa, operacional, mineração, meio ambiente, saúde e engenharia, com vagas como assistente administrativo, operador de processos, técnico em agrimensura, automação, enfermagem do trabalho, engenheiro, advogado, entre outros.
- Os salários‑base variam de R$ 3.452 para níveis médio e técnico e de R$ 6.233 a R$ 8.374 para nível superior. As inscrições vão até 11 de novembro de 2026 (taxa de R$ 100 ou R$ 125) e as provas objetivas estão previstas para 10 de janeiro de 2027. O concurso terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação.
Foto: Reprodução | INB
A unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité, no sudoeste da Bahia, está entre as localidades contempladas pelo concurso público de 2026 da estatal. O edital prevê formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio, técnico e superior, em áreas administrativas, operacionais, de mineração, meio ambiente, saúde e engenharia. A seleção é organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e não prevê contratações imediatas em número fixo: os aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade da empresa durante a validade do concurso. Entre as funções previstas para Caetité estão assistente administrativo e operador de processos, para nível médio; técnico em agrimensura, automação, eletrotécnica, enfermagem do trabalho, geologia, instrumentação, logística, mecânica, meio ambiente, mineração, química, radioproteção e segurança do trabalho, para nível técnico; além de administrador, advogado, analista de comunicação, biólogo, enfermeiro do trabalho, engenheiros de diferentes especialidades, físico, geólogo, médico do trabalho e químico, para nível superior. Os salários-base são de R$ 3.452 para cargos de níveis médio e técnico e variam de R$ 6.233 a R$ 8.374 para nível superior, conforme a função. As inscrições devem ser realizadas até as 16h de 11 de novembro de 2026, pelo site da FGV, com taxa de R$ 100 para níveis médio e técnico e R$ 125 para nível superior. O pagamento poderá ser efetuado até 12 de novembro. As provas objetivas estão previstas para 10 de janeiro de 2027, com aplicação também em Caetité. O concurso terá validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. O edital completo, com os requisitos específicos de cada cargo, está disponível no portal oficial da FGV.
Dez anos sem Ricardo Ladeia: médico e ex-prefeito marcou a história de Caetité
Dez anos sem Ricardo Ladeia: médico e ex-prefeito marcou a história de Caetité
Médico ginecologista e obstetra, Ricardo Ladeia governou Caetité por dois mandatos, participou da construção do Hospital Municipal e morreu aos 59 anos, vítima de uma parada cardíaca.
Por: Willian Silva
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- Há dez anos, Caetité lamenta a morte de Ricardo de Tadeu Ladeia, médico ginecologista e ex-prefeito que faleceu aos 59 anos após parada cardíaca em Guanambi. Sua trajetória uniu a medicina à política, destacando-se como vereador (1989‑1992), prefeito (2001‑2008) e diretor regional de saúde, e culminou na construção do Hospital Municipal, hoje batizado em sua homenagem.
- Ladeia também deixou marcas na educação, reduzindo escolas multisseriadas e modernizando a infraestrutura urbana. Mesmo após derrotas nas eleições de 2012 e 2016, sua influência perdura, sendo lembrado por lideranças e pela população como símbolo de desenvolvimento em saúde e urbanismo em Caetité.
Foto: Reprodução
Há exatos dez anos, em 9 de outubro de 2016, Caetité se despedia de Ricardo de Tadeu Ladeia, médico e ex-prefeito que marcou a história política do município. Ele morreu aos 59 anos, em uma fazenda na zona rural de Guanambi, após sofrer uma parada cardíaca. Levado ao Hospital Nova Aliança, em Guanambi, não resistiu. A morte ocorreu apenas uma semana depois das eleições municipais daquele ano, quando disputou novamente a Prefeitura de Caetité e recebeu 12.172 votos. Natural de Caetité, onde nasceu em 28 de outubro de 1956, Ricardo Ladeia construiu uma trajetória que uniu a medicina à vida pública. Como ginecologista e obstetra, atuou por mais de 30 anos e realizou centenas de partos na região, sendo lembrado por pacientes pelo atendimento humanizado. Na política, começou como vereador entre 1989 e 1992 e participou da elaboração da Lei Orgânica do Município, documento que estabelece as regras fundamentais da administração municipal. Mais tarde, assumiu a liderança de seu grupo político e foi eleito prefeito em 2000, sendo reeleito em 2004. Governou Caetité de 2001 a 2008 e também ocupou o cargo de diretor regional da 24ª Diretoria Regional de Saúde (Dires). Entre as principais realizações de suas gestões está a construção do Hospital Municipal, iniciada em 2003 e entregue no fim de 2008. A unidade foi construída com recursos municipais e apoio de outras fontes, incluindo o governo federal e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Anos depois, o prédio passou a abrigar a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que atende pacientes de Caetité e de outros municípios da região. Em 2021, a Câmara de Vereadores aprovou a mudança do nome do hospital para Hospital Municipal Dr. Ricardo de Tadeu Ladeia, em homenagem ao ex-prefeito. Na educação, sua administração promoveu a reorganização da rede municipal, com a redução gradual das escolas multisseriadas — aquelas em que alunos de diferentes séries estudam na mesma sala — e a concentração de estudantes em unidades escolares maiores. Também foram realizadas obras em praças, quadras esportivas, escolas e unidades de saúde, além de intervenções de urbanização, como a realizada na Rua Mem de Sá. A trajetória política de Ricardo Ladeia continuou após o fim de seus mandatos. Ele voltou a disputar a Prefeitura em 2012 e, pela última vez, em 2016, quando foi derrotado por Aldo Gondim. Sua morte repentina interrompeu uma carreira que ainda estava ativa e provocou manifestações de pesar de lideranças políticas e da população. Dez anos depois, seu nome permanece ligado à história administrativa e à saúde pública de Caetité, especialmente pela construção do hospital que hoje leva seu nome.
MPF recomenda que Ibama não renove licença de operação de unidade nuclear em Caetité
Órgão quer que comunidades quilombolas sejam consultadas antes da renovação; INB opera a unidade desde 1999
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Ibama suspenda a renovação da licença de operação da Unidade de Concentrado de Urânio (URA) em Caetité, na Bahia, por não ter realizado consulta prévia com comunidades quilombolas. A unidade operada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) desde 1999 nunca realizou tal consulta.
- A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) determina que povos tradicionais sejam ouvidos sempre que medidas administrativas possam impactar seus territórios e modos de vida. O MPF alega que a renovação da licença não é automática e precisa passar por nova avaliação técnica, com possibilidade de inclusão de condicionantes ambientais e sociais.
Foto: Reprodução | INB
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Ibama suspenda a renovação da licença de operação da Unidade de Concentrado de Urânio (URA), instalada em Caetité, no sudoeste da Bahia. A orientação foi enviada nesta semana e pede que o processo só avance após a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas que vivem no entorno do empreendimento operado pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Comunidades quilombolas nunca foram consultadas - De acordo com o MPF, ao menos 14 comunidades quilombolas localizadas num raio de até 20 quilômetros da unidade — entre Caetité e Livramento de Nossa Senhora — jamais participaram de qualquer processo de consulta, mesmo com a URA em funcionamento desde 1999. O órgão lembra que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em vigor no Brasil desde 2004, determina que povos tradicionais sejam ouvidos sempre que medidas administrativas possam impactar seus territórios e modos de vida. O procurador da República Marcos André Carneiro Silva afirma que o direito à consulta não depende da titulação definitiva das terras. Segundo ele, há 13 processos de regularização fundiária em andamento no Incra envolvendo comunidades da região, alguns iniciados há mais de uma década, o que reforça a necessidade de participação social no licenciamento. Renovação exige nova análise ambiental - O MPF destaca que a renovação da licença ambiental não é automática e precisa passar por nova avaliação técnica, com possibilidade de inclusão de condicionantes ambientais e sociais. Por isso, segundo o órgão, a autorização só pode ser renovada após a consulta às comunidades potencialmente afetadas. O documento enviado ao Ibama também lembra que já existem tratativas entre o MPF e as INB para firmar um acordo extrajudicial que viabilize a consulta às comunidades quilombolas da área de influência direta da unidade. O Ibama tem 30 dias para informar se acatará a recomendação e quais medidas adotará para garantir o cumprimento da Convenção 169 da OIT.
Caetité mantém operação de unidade de urânio após aval nuclear
Caetité mantém operação de unidade de urânio após aval nuclear
Instalações em Caetité (BA) e Resende (RJ) seguem operando após avaliação técnica de segurança
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) renovou as autorizações de operação das instalações estratégicas do setor nuclear brasileiro, incluindo a Unidade de Concentração de Urânio (URA) e a Fábrica do Combustível Nuclear – Reconversão e Pastilhas (FCN-RP). A decisão foi baseada em análises técnicas de segurança, histórico operacional e cumprimento de exigências regulatórias.
- As unidades continuam autorizadas a operar, mantendo atividades estratégicas para o abastecimento energético e para a autonomia do ciclo nuclear brasileiro.
Foto: Reprodução | INB
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) renovou, em 16 de abril de 2026, as autorizações para operação permanente de duas instalações estratégicas do setor nuclear brasileiro. As licenças foram concedidas à Unidade de Concentração de Urânio (URA), localizada em Caetité, e à Fábrica do Combustível Nuclear – Reconversão e Pastilhas (FCN-RP), situada em Resende. Ambas pertencem às Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e integram etapas do ciclo do combustível nuclear. A decisão foi baseada em análises técnicas conduzidas pela área responsável pelo licenciamento de instalações do setor. Segundo a ANSN, o processo incluiu avaliações de segurança, histórico operacional e cumprimento de exigências regulatórias. A unidade de Caetité é a única em operação na América Latina dedicada à mineração e concentração de urânio. Já a planta de Resende atua na produção de combustível nuclear utilizado nas usinas Angra I e Angra II. De acordo com o órgão regulador, as renovações confirmam que as instalações atendem aos padrões nacionais e às diretrizes internacionais estabelecidas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Com a medida, as unidades seguem autorizadas a operar, mantendo atividades consideradas estratégicas para o abastecimento energético e para a autonomia do ciclo nuclear brasileiro.
Novo Diretor de Recursos Minerais da INB é empossado
Novo Diretor de Recursos Minerais da INB é empossado
Por: Willian Silva
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Novo Diretor de Recursos MInerais da INB (de paletó preto)
Tomou posse, na manhã desta sexta-feira (28) o novo Diretor de Recursos Minerais (DRM) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Rogério Mendes Carvalho. Ele substitui Adauto Seixas, que atuou na empresa com os últimos dois presidentes da INB. Rogério Mendes tem um vasto currículo. Ele é graduado em Engenharia de Minas (com honras); Rogério Carvalho é graduado em Engenharia de Minas pela Universidade Federal de Minas Gerais; Possui pós-graduação pelo Centre de Géostatistique de Fontainebleau (MINES Paristech) (Hons) e Doutorado (D.Sc.). Ele é Fellow (FAusIMM) do Instituto Australiano de Mineração e Metalurgia (AusIMM) e tem a experiência e qualificações apropriadas para ser Competent Person (CP) sob o Código JORC ou Qualified Person (QP) sob NI 43-101. Rogério Carvalho possui mais de 34 anos de experiência em exploração geológica, geoestatística, avaliação de recursos, avaliação de reservas, planejamento e projeto, economia mineral, planejamento estratégico, planejamento e gestão, desenvolvimento de negócios, Finanças, Opções Reais, trabalhando para grandes empresas como engenheiro de planejamento e projeto, geoestatístico, gerente de serviços técnicos, gerente de desenvolvimento de negócios, gerente geral. Tem larga experiência em um número significativo de commodities incluindo minério de ferro, manganês, materiais refratários, magnesita, argila, cromita, grafita, ouro, platina, níquel, diamante, carvão. Foi responsável por projetos desde prospecção e exploração até estudo de viabilidade e desenvolvimento e também auditorias técnicas em vários países. O novo DRM da INB terá como missão, junto também ao recém-empossado presidente da mineradora uranífera brasileira, o militar Carlos Freire, em tirar a empresa de uma crise que se arrasta por um bom tempo. A crise atinge, inclusive, empresas terceirizadas que prestam serviços a INB no município de Caetité. As terceirizadas já demitiram cerca de 25% dos funcionários. A INB alega falta de recursos por parte do governo federal que também reduziu os recursos destinados à INB.
Ibama e CNEN investigam denúncia de vazamento de urânio em Caetité
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Foto: Reprodução | Eco Debate
Uma investigação foi iniciada pelo Instituto do Meio Ambiente (Ibama) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para apurar suposto vazamento de licor ou pó radioativos do minério extraído pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité. De acordo com o site Eco Debate, toda a estrutura da fábrica – construída através do Programa Nuclear Brasileiro, pela Odebrecht e empreiteiras terceirizadas – é analisada por técnicos especializados, que buscam apurar, além de dados de insegurança técnico-operacional, a irresponsabilidade gerencial, inadequação da estrutura da planta industrial e equipamentos obsoletos, inclusive, tendo como contrapartida o fato de que, em abril de 2000, milhões de litros de licor de urânio vazaram para o solo, problema este já conhecido pela CNEN, que apontou as possibilidades de contaminação do lençol freático e demais impactos ambientais.
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Foto: Jorge Santana | Sudoeste Bahia
Além de conviver com as péssimas condições de trafegabilidade – devido principalmente aos buracos já existentes e outros causados pelas chuvas - e também a falta de sinalização, os condutores de veículos que trafegam pela BR-122, trecho que liga o município de Caetité ao Distrito de Maniaçu, devem redobrar a atenção quanto a existência de animais na rodovia. Na manhã desta quinta-feira (08/12), a reportagem do Sudoeste Bahia flagrou dois bovinos na rodovia, perigo eminente e propício a causa de acidentes. “É necessário que haja a fiscalização deste trecho. Além desta quantidade de buracos que nos leva muitas vezes a pista contrária, temos ainda que nos preocupar com animais soltos na rodovia. Isso já é ruim e perigoso durante o dia, imagine a noite quando a visibilidade é ruim”, disse um motorista à nossa reportagem. Vale ressaltar que o referido trecho - principal via de acesso a unidade de processamento das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) - é conhecido pelo grande número de acidentes, inclusive com vítima fatais, pois há nesta localidade tráfego intenso de veículos.
























