Após manifestações, Mourão diz que não vê 'clima' para impeachment
Após os discursos golpistas realizados por Bolsonaro durante manifestações, partidos estão se mobilizando para possível saída de líder do país
Por: Alexandre Santos
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Foto: Reprodução | Wikipédia Commons
- O vice-presidente da República Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que não vê “clima” para o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) tanto no Congresso quanto na população. A declaração foi feita ao jornal Folha de S. Paulo um dia após ele ter participado de ato antidemocrático no feriado de 7 de Setembro. "Não vejo que haja clima para o impeachment do presidente. Clima tanto na população, como um todo, como dentro do próprio Congresso", disse o vice. "Acho que o nosso governo tem a maioria confortável de mais de 200 deputados lá dentro. Não é maioria para aprovar grandes projetos, mas é capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República", completou. Após os discursos golpistas, contra o STF, realizados por Bolsonaro durante as manifestações desta terça-feira (7), integrantes de vários partidos estão se mobilizando para um possível impeachment. Em entrevista à Rádio Metropole, o governador de São Paulo, João Dória, também se posicionou sobre assunto e disse que acredita que a força das ruas decidirá a retirada do presidente, citando os atos contra Bolsonaro marcados para acontecer neste domingo (12).
Pacheco rejeita pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes
O presidente do Senado seguiu parecer da Advocacia-Geral da Casa
Por: Gabriel Amorim
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Foto: Reprodução | Hugo Barreto
- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu arquivar nesta quarta-feira (25) o pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Pacheco seguiu parecer da Advocacia-Geral da Casa, que entendeu não haver motivos para iniciar o processo. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. Há pouco, a assessoria de imprensa de Pacheco anunciou que ele falará com jornalistas ainda nesta noite, após a sessão deliberativa em plenário.
Planalto não comenta, mas sentiu as manifestações do último sábado
Manifestantes reivindicaram a vacina, auxílio emergencial de R$ 600 e pediram a saída do presidente Jair Bolsonaro
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O Palácio do Planalto decidiu não comentar sobre os protestos ocorridos no último sábado (29). Apesar da rede bolsonarista ter ironizado as manifestações com memes e até mesmo com fake news, na verdade, segundo jornalistas que acompanham os bastidores da política em Brasília, Jair Bolsonaro e seus apoiadores sentiram o baque. Desde o início do governo Bolsonaro, esta foi a primeira vez que protestos de rua foram convocados, em meio a pandemia. No entanto, apesar de ter sido ignorado pelo Planalto, o que se viu foram ruas de pelo menos 22 cidades sendo tomadas por manifestantes que reivindicavam a vacina, o auxílio emergencial de R$ 600 e o impeachment de Bolsonaro. Tudo isso em um momento em que a CPI da Pandemia tem jogado luz em supostas negligências do Governo Federal relacionadas a gerência da pandemia, bem como a recusa na compra de vacinas. Os protestos de sábado contaram, em parte, com a participação, principalmente, dos partidos políticos de oposição ao governo, mas foram organizados por movimentos sociais, a exemplo da Frente Povo Sem Medo. Participaram do movimento a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos do Psol, Glauber Braga, do mesmo partido, além de outras lideranças. Por parte dos analistas políticos, existem diversas interpretações das manifestações. Alguns afirmam que a polarização entre Lula e Bolsonaro foi cravada e outros dizem que uma centelha para o impedimento do presidente pode ter surgido. No entanto, o que é consenso entre eles, é que se atos desta natureza continuarem acontecendo, o chefe do Executivo nacional poderá chegar totalmente em frangalhos em 2022, já que uma possível aceitação de pedido de impeachment, por parte de Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, ainda é algo pouco provável.
Datafolha: 49% apoiam impeachment de Bolsonaro; 46% são contra
Por: Kamile Martinho
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Foto: Reprodução | AFP
- A pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (15) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo", aponta que 49% dos brasileiros apoiam o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e 46% se dizem contrários. O estudo ouviu 2.071 pessoas na terça (11) e na quarta (12) presencialmente e sua margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Datafolha: 49% - Bolsonaro deveria sofrer impeachment (eram 46% em março) 46% - Bolsonaro não deveria sofrer impeachment (eram 50% em março) 4% - Não sabem. A pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (15) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo", aponta que 49% dos brasileiros apoiam o impeachment do presidente Jair Bolsonaro e 46% se dizem contrários. O estudo ouviu 2.071 pessoas na terça (11) e na quarta (12) presencialmente e sua margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o Datafolha: 49% - Bolsonaro deveria sofrer impeachment (eram 46% em março) 46% - Bolsonaro não deveria sofrer impeachment (eram 50% em março) 4% - Não sabem. Os percentuais representam um empate técnico. A reprovação ao impeachment é defendido por homens e no Sul do país (52%), entrevistados que dizem não ter medo do coronavírus (60%), evangélicos (57%) e entre assalariados registrados (56%). Já o apoio ao afastamento cresce entre jovens de 16 a 24 anos (57%), moradores do Nordeste (também 57%), desempregados que procuram emprego (62%) e entrevistados que dizem ter muito medo da pandemia (60%). Entre eleitores do ex-presidente Lula (PT), o apoio ao afastamento salta para 74%.
Impeachment volta a rondar Palácio do Planalto
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Reuters
- Ao todo, já foram entregues ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), 57 pedidos de impeachment. Com apenas um arquivamento, nenhum deles foi colocado em discussão. No entanto, a crise pandêmica que se agravou em Manaus, no estado do Amazonas, reacendeu a discussão e deixou o Palácio do Planalto em estado de alerta. Em entrevista concedida à jornalista Rachel Sheherazade, Maia afirmou que a pressão por um processo de impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) cresceu muito com as incongruências do governo diante da pandemia do novo coronavírus. No entanto, à Rachel, o democrata afirmou que caberá ao próximo presidente da Câmara decidir se abre ou não um processo de impedimento. “A pressão por um processo de impeachment tem sido muito grande. Porém não cabe mais a mim abrir o processo, mas ao próximo presidente”, afirmou. Rodrigo também complementou a sua fala dizendo que um processo de impeachment depende, acima de tudo, de pressão popular e que a questão da vacina poderá servir de combustível. “Não é somente uma vontade do Congresso. É preciso haver vontade popular para que isso (impeachment) aconteça. Porém, eu acredito, que se o governo continuar tratando a Covid-19 da forma que está, o povo irá se revoltar e um processo de impeachment será quase que inevitável”, ponderou.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
Com a impossibilidade dos protestos de rua, têm crescido nas redes sociais, com destaque para o Twitter, menções negativas em relação a Bolsonaro, principalmente a tag impeachment. Os famigerados panelaços vêm cada vez mais ganhando força e adeptos, sobretudo em localidades com alto poder aquisitivo, parte do eleitorado em que o presidente da República obteve grande margem de votos em 2018. E na última sexta-feira (15), em ação conjunta, partidos de oposição, — PT, PSB, PCdoB, PDT e Rede, além do líder da Minoria — entregaram o 57º pedido de impeachment a Rodrigo Maia, que registrou o momento em uma selfie. Em fevereiro, a eleição para mesa diretora da Câmara dos Deputados será decisiva, e Jair Bolsonaro está apoiando Arthur Lira (PP), condenado por improbidade administrativa em 2ª instância, mas que está recorrendo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto o bloco organizado por Maia irá apoiar Baleia Rossi (MDB).























