Município de Pindaí inaugura órgão para preservar documentos históricos
A criação do Arquivo contou com apoio técnico da Fundação Pedro Calmon e do Arquivo Público do Estado, integrando o projeto Conectar Arquivos.
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Foto: Reprodução
A Prefeitura de Pindaí, no Sudoeste da Bahia, instituiu oficialmente o Arquivo Público Municipal. A criação do órgão foi sancionada pelo prefeito João Veiga por meio da Lei nº 596, de 28 de outubro de 2025, após aprovação na Câmara de Vereadores. Com a nova estrutura, o município passa a contar com uma política própria de organização, gestão e preservação de documentos administrativos e históricos. O objetivo é garantir a proteção da memória institucional e reforçar a identidade local.A implantação do Arquivo contou com apoio técnico da Secretaria de Cultura da Bahia, por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC), e com a colaboração de servidores do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). A iniciativa integra a Rede FPC, que conecta e orienta prefeituras na criação e fortalecimento de arquivos municipais. Para o coordenador de Fomento aos Arquivos Públicos Municipais (CAPM/APEB), Afonso Pereira da Silva, o avanço representa um compromisso de Pindaí com a gestão eficiente e o acesso à informação. “A criação do Arquivo Público reafirma o compromisso do município com a transparência, a preservação documental e o acesso à informação — elementos essenciais para uma gestão pública eficiente e cidadã”, afirmou.O novo órgão também passa a integrar o Conectar Arquivos, projeto da Rede FPC voltado ao mapeamento, incentivo e suporte técnico aos municípios baianos. A iniciativa busca fortalecer práticas de gestão documental, preservar acervos históricos e ampliar a transparência pública, contribuindo para a valorização da história local e para a qualificação das administrações municipais.
Morador descobre possível sítio arqueológico com pinturas rupestres em Caetité
Figuras em tons avermelhados podem ter mais de 3 mil anos; área deve passar por análise técnica de órgãos especializados
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FOTO: LEOZINHO
Um possível sítio arqueológico com pinturas rupestres inéditas foi identificado em uma pedreira desativada em Caetité, no sudoeste da Bahia. A descoberta foi feita por Leozinho, jovem morador da região, durante uma trilha com familiares. As figuras se estendem por mais de 10 metros de rochas e chamam atenção pela preservação e diversidade. Entre os desenhos, em tons avermelhados, há formas que remetem a animais — incluindo um semelhante a um porco e outro com várias pernas — além de símbolos parecidos com os encontrados em outros sítios arqueológicos do país.Parte das imagens apresenta danos, possivelmente causados pela antiga extração de pedras na pedreira. “Sempre gostei de trilhas e as cores nas pedras me chamaram atenção. Ao olhar mais de perto, vi o primeiro desenho e continuei explorando até encontrar várias figuras. Relatei o achado a dois órgãos na cidade, mas ainda não tive retorno. Agora o importante é proteger a área e buscar uma visita técnica do IPHAN ou CNBio”, disse Leozinho.
FOTO: LEOZINHO
O local exato das pinturas não foi divulgado para evitar vandalismo. Ainda não há confirmação sobre a idade das representações, mas a estimativa é que possam ter mais de 3 mil anos, a exemplo de registros semelhantes encontrados no sítio arqueológico do Morro do Jacaré, também em Caetité. As pinturas rupestres são manifestações culturais feitas com pigmentos naturais como argila, carvão e minerais. Elas retratam animais, símbolos e cenas do cotidiano, preservando aspectos da vida e da visão de mundo de povos ancestrais. No Brasil, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, reúne os registros mais expressivos desse tipo e é referência internacional em arqueologia.























