Livro resgata história de um dos primeiros acidentes aéreos do sertão baiano ocorrido em 1949
“A Viagem sem Retorno” será lançado na V FLIMAC e reconstrói memória do acidente em Lagoa Clara, em Macaúbas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O livro 'A Viagem sem Retorno' reconta o acidente aéreo de 1949 em Lagoa Clara, Bahia, que marcou profundamente a região. A obra visa preservar a memória coletiva da comunidade e resgatar um capítulo pouco conhecido da história da aviação no interior do estado.
- Além de reviver a tragédia, o livro destaca a precariedade da infraestrutura aeronáutica no tempo e antecede outra tragédia aérea que marcou a política baiana. A obra será apresentada na V Festa Literária de Macaúbas (FLIMAC) e contará com um momento de homenagem à comunidade de Lagoa Clara.
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
A memória de um dos primeiros acidentes aéreos registrados no sertão da Bahia ganha novo fôlego com o lançamento do livro A Viagem sem Retorno. A obra será apresentada no dia 28 de maio, durante a V Festa Literária de Macaúbas (FLIMAC), no Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Paramirim. O livro revisita o acidente ocorrido há 77 anos, em 26 de maio de 1949, quando um avião caiu durante uma tentativa de decolagem em um campo de pouso improvisado na comunidade de Lagoa Clara, distrito de Macaúbas. O episódio marcou profundamente a região e permaneceu vivo na memória dos moradores por mais de sete décadas. História preservada pela comunidade - A obra reconstrói o contexto histórico do pós-guerra, quando a aviação ainda engatinhava no interior baiano. Em 1949, não havia aeródromos estruturados na região, e o campo de pouso de Lagoa Clara teria sido preparado pelos próprios moradores. O livro destaca a precariedade da infraestrutura, o impacto da modernidade chegando ao sertão e a forma como o acidente foi transmitido oralmente de geração em geração. Segundo os organizadores, o objetivo é transformar essa memória coletiva em registro permanente, preservando um capítulo pouco conhecido da história da aviação no interior do estado. Precursor de uma era de riscos na política baiana - O episódio de Lagoa Clara também ganha relevância por anteceder outra tragédia aérea que marcou a política baiana. Em 11 de setembro de 1950, pouco mais de um ano após o acidente em Macaúbas, um monomotor caiu em Bom Jesus da Lapa, matando o candidato ao governo da Bahia, Lauro de Freitas, e o político Gercino Coelho, pai do ex-governador Nilo Coelho. Enquanto todos sobreviveram ao acidente de 1949, o desastre de 1950 ocorreu em plena campanha eleitoral e evidenciou os riscos e o improviso que acompanhavam as viagens aéreas pelo interior do estado no período pós-guerra. Lançamento e homenagens - Além da apresentação oficial na FLIMAC, há expectativa de que a comunidade de Lagoa Clara receba um momento simbólico de homenagem, reforçando o vínculo entre a obra e o local onde a história aconteceu. O livro se propõe a unir narrativa histórica e memória afetiva, resgatando um episódio que marcou o sertão baiano e ajudou a moldar a relação da região com a aviação no século XX.
Município de Pindaí inaugura órgão para preservar documentos históricos
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A criação do Arquivo contou com apoio técnico da Fundação Pedro Calmon e do Arquivo Público do Estado, integrando o projeto Conectar Arquivos.
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Foto: Reprodução
A Prefeitura de Pindaí, no Sudoeste da Bahia, instituiu oficialmente o Arquivo Público Municipal. A criação do órgão foi sancionada pelo prefeito João Veiga por meio da Lei nº 596, de 28 de outubro de 2025, após aprovação na Câmara de Vereadores. Com a nova estrutura, o município passa a contar com uma política própria de organização, gestão e preservação de documentos administrativos e históricos. O objetivo é garantir a proteção da memória institucional e reforçar a identidade local.A implantação do Arquivo contou com apoio técnico da Secretaria de Cultura da Bahia, por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC), e com a colaboração de servidores do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB). A iniciativa integra a Rede FPC, que conecta e orienta prefeituras na criação e fortalecimento de arquivos municipais. Para o coordenador de Fomento aos Arquivos Públicos Municipais (CAPM/APEB), Afonso Pereira da Silva, o avanço representa um compromisso de Pindaí com a gestão eficiente e o acesso à informação. “A criação do Arquivo Público reafirma o compromisso do município com a transparência, a preservação documental e o acesso à informação — elementos essenciais para uma gestão pública eficiente e cidadã”, afirmou.O novo órgão também passa a integrar o Conectar Arquivos, projeto da Rede FPC voltado ao mapeamento, incentivo e suporte técnico aos municípios baianos. A iniciativa busca fortalecer práticas de gestão documental, preservar acervos históricos e ampliar a transparência pública, contribuindo para a valorização da história local e para a qualificação das administrações municipais.
Morador descobre possível sítio arqueológico com pinturas rupestres em Caetité
Morador descobre possível sítio arqueológico com pinturas rupestres em Caetité
Figuras em tons avermelhados podem ter mais de 3 mil anos; área deve passar por análise técnica de órgãos especializados
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FOTO: LEOZINHO
Um possível sítio arqueológico com pinturas rupestres inéditas foi identificado em uma pedreira desativada em Caetité, no sudoeste da Bahia. A descoberta foi feita por Leozinho, jovem morador da região, durante uma trilha com familiares. As figuras se estendem por mais de 10 metros de rochas e chamam atenção pela preservação e diversidade. Entre os desenhos, em tons avermelhados, há formas que remetem a animais — incluindo um semelhante a um porco e outro com várias pernas — além de símbolos parecidos com os encontrados em outros sítios arqueológicos do país.Parte das imagens apresenta danos, possivelmente causados pela antiga extração de pedras na pedreira. “Sempre gostei de trilhas e as cores nas pedras me chamaram atenção. Ao olhar mais de perto, vi o primeiro desenho e continuei explorando até encontrar várias figuras. Relatei o achado a dois órgãos na cidade, mas ainda não tive retorno. Agora o importante é proteger a área e buscar uma visita técnica do IPHAN ou CNBio”, disse Leozinho.
FOTO: LEOZINHO
O local exato das pinturas não foi divulgado para evitar vandalismo. Ainda não há confirmação sobre a idade das representações, mas a estimativa é que possam ter mais de 3 mil anos, a exemplo de registros semelhantes encontrados no sítio arqueológico do Morro do Jacaré, também em Caetité. As pinturas rupestres são manifestações culturais feitas com pigmentos naturais como argila, carvão e minerais. Elas retratam animais, símbolos e cenas do cotidiano, preservando aspectos da vida e da visão de mundo de povos ancestrais. No Brasil, o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, reúne os registros mais expressivos desse tipo e é referência internacional em arqueologia.























