Silvânia anuncia desligamento da Calcinha Preta em comunicado
Cantora se despede por meio de post no Instagram; rumores de desentendimento rondam o grupo.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
A cantora Silvânia Aquino anunciou, na segunda-feira (10), sua saída da banda Calcinha Preta. Em comunicado publicado no Instagram, a artista agradeceu ao público pelo carinho e definiu o período no grupo como “anos de história, amor e dedicação”. No texto, Silvânia afirmou que construiu amizades, viveu “momentos inesquecíveis” e desenvolveu uma ligação profunda com o público. “Cada capítulo foi escrito com muito carinho e verdade, levando minha voz e meu coração a cada um de vocês”, escreveu a cantora.A notícia da saída ocorre em meio a rumores de desentendimentos internos. Nas últimas semanas, circulou a informação de que o clima entre Silvânia e O´hara Ravick estaria insustentável, e que as duas vinham evitando aparições públicas juntas. Silvânia destacou ainda sua gratidão aos fãs e colaboradores. “No meu coração só tem amor e a minha eterna gratidão a cada fã, a cada amigo, a cada colaborador que sonhou ao meu lado. […] A história não para por aqui!”, afirmou. A decisão da vocalista foi comentada por ex-integrantes do grupo. Marlus Viana e Berg Rabelo publicaram mensagens de surpresa e apelo. “Isso não pode ser verdade. Você é peça fundamental para o sucesso do grupo”, escreveu Berg. “Pensa direito, Sil, por favor!!!”, publicou Marlus. A saída da cantora ocorre semanas antes da gravação do DVD comemorativo dos 30 anos da banda. Não houve, até o momento, manifestação oficial da produção do grupo sobre os desdobramentos.
Forró é reconhecido como manifestação da cultura nacional
Ritmo musical existe há cerca de 70 anos no país
Por: Sabrina Craide
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O gênero musical forró foi reconhecido como manifestação da cultura nacional O projeto de lei que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (7). Segundo o projeto de lei, o forró é um dos mais autênticos gêneros musicais brasileiros. Nascido a partir da mistura de ritmos tradicionais da Região Nordeste como baião, xaxado, coco, arrasta-pé e xote, existe há cerca de sete décadas. Em 2021, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Participaram da assinatura a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o deputado federal Zé Neto (PT-BA), autor da proposta, e a senadora Teresa Leitão (PT-PE), que foi relatora do projeto no Senado. “Um passo gigantesco para o nosso forró nordestino, e que passará a ter muito mais grandeza, respeito e possibilidade de fazer parte das políticas públicas em nosso país”, disse o deputado nas redes sociais.
Opinião: Por festejos juninos sem sertanejo universitário financiado com dinheiro público
"Cabe ao poder público, levando em conta o conceito de identidade cultural, fornecer subsídios para que a cultura da música nordestina, juntamente com seus costumes e tradições mantenham-se fortes"
Por: Tiago Rego | Jornalista
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Ilustrativa
- O mês de junho é, sem sombra de dúvidas, o mais nordestino de todos. E, claro, que isso se deve ao forró, música oficial dos festejos juninos. Portanto, o São João é a época do ano em que o Nordeste se afirma, mais do que nunca, enquanto potência cultura e, neste contexto, cabe ao poder público, levando em conta o conceito de identidade cultural, fornecer subsídios para que a cultura da música nordestina, juntamente com seus costumes e tradições mantenham-se fortes. No entanto, o que tem se visto nos últimos anos, é um desvirtuamento das festas de São João, dada a enorme inclusão de artistas do gênero sertanejo, principalmente o tido como “universitário”. Quero deixar claro aqui, que não se trata de um repúdio ao estilo musical que é super popular e faz parte do modo de ser do brasileiro, mas sim, da defesa da identidade cultural. Entende-se por identidade cultural, costume, rito, celebração ou experiência que é típica de um povo. E neste contexto, o forró está para o São João assim como o samba está para o carnaval carioca, e é preciso que os administradores do dinheiro público entendam este expediente. Só para explicar, que não se trata de impor barreiras ao sertanejo, na semana passada, o cantor Flávio José, um dos grandes ícones da música de Luiz Gonzaga, fez uma reclamação mais do que justificável que seu show, em Campina Grande, na Paraíba, teve mais de 30 minutos diminuído, para ampliar a apresentação de Gusttavo Lima, ou seja, um verdadeiro acinte à cultura popular, e o que é pior: a iniciativa partiu da própria Prefeitura de Campina Grande. No contexto local, em Livramento de Nossa Senhora, o prefeito Ricardinho (PSD), anunciou com muito êxtase, que a dupla João Bosco e Vinícius será uma das atrações da Festa da Rua do Areião, que apesar de ter agradado uma parcela grande dos livramentenses, já que os cantores contam com uma grande base de fãs, do ponto de vista cultural, a escolha foi mal pensada. Portanto, diante do avanço do capital empresarial, que investe cifras milionárias com divulgação e até mesmo impulsionamento em rádios e serviços de streamings, formando praticamente um cartel musical, cabe ao poder público preservar a essência do São João e seu principal ativo: o forró.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Sudoeste Bahia.























