Em jogo duro, Brasil perde para a França na Copa Feminina e deixa disputa por vaga para última rodada
Europeias dominaram o primeiro tempo e abriram o placar; Seleção melhorou na segunda etapa, empatou, mas vacilou e tomou o segundo gol
Por: Marina Aragão
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Foto: Divulgação | CBF
- Velhas conhecidas se reencontraram na manhã deste sábado (29) e um tabu se manteve. O Brasil nunca conseguiu bater a França e, desta vez na Copa do Mundo Feminina, foi derrotado por 2 x 1 pelas Les Bleus, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos. As europeias dominaram o primeiro tempo e abriram o placar com Le Sommer. Na volta do intervalo, a Seleção melhorou, empatou o marcador com um belo gol de Debinha, mas, num erro de marcação, tomou o segundo em cabeçada de Renard. Com a derrota no Estádio Brisbane (AUS), o Brasil permanece com os três pontos e aparece, provisoriamente, na vice-liderança do Grupo F. A decisão da vaga nas oitavas de final fica para a próxima quarta-feira (2), na terceira e última rodada da fase de grupos. A Seleção entra em campo contra a Jamaica às 7h (horário de Brasília), no AAMI Park, em Melbourne, Austrália. O JOGO - Primeiro tempo - O jogo começou truncado em Brisbane, o Brasil tentava trocar passes no campo de ataque, mas as primeiras boas chegadas foram da França logo aos dois e aos quatro minutos. As francesas, mais soltas na partida, marcavam alto para forçar o erro do Brasil - que não ganhava uma dividida sequer. Não à toa, Le Sommer aproveitou um vacilo na saída de bola brasileira e quase abriu o placar aos 12. Do outro lado, o Brasil, desconfortável, errava passes e não conseguia sair de trás. Aos 16, as Les Bleus aproveitaram o bom momento e abriram o placar. Após o gol, a Seleção esboçou uma reação e teve a chance de empatar com Adriana após os 20. No entanto, a França não diminuiu a pressão depois de abrir vantagem e a Canarinho não conseguiu impor seu jogo no primeiro tempo. Aos dois minutos, Le Sommer recebeu enfiada de bola e, só após o corte de Luana, a arbitragem marcou impedimento. Em seguida, a França avançou pela lateral direita e, após cruzamento rasteiro para a área, Toletti aproveitou a sobra e finalizou fraco para a bola ficar nas mãos de Lelê. O Brasil errou na saída de bola e Le Sommer recebeu em condição perigosa aos 12. A camisa 9 ficou sem ângulo para o chute, soltou e tentou a cabeçada após cruzamento de Dali. Lelê caiu no cantinho direito para espalmar e fazer defesa difícil. Aos 16, a França abriu o placar. Karchaoui cruzou de longe, Diani desviou pelo alto e Le Sommer, sozinha, cabeceou para empurrar para o fundo da rede brasileira. Geyse roubou a bola na lateral direita aos 22, passou para Debinha, que limpou a marcação e rolou atrás para Adriana. A camisa 11 bateu colocado, na entrada da grande área, por cima do gol francês. Aos 31, Lelê fez milagre. Geyoro recebeu na cara do gol, após mais um erro de passe brasileiro, e a goleira da Canarinho abafou para evitar o segundo da França. Em seguida, a arbitragem marcou posição irregular. Com quatro brasileiras na área, Antônia chutou para o gol de longe e Peyraud-Magnin encaixou aos 42. Segundo tempo - O Brasil voltou do intervalo mais encaixado na marcação, mas continuou errando na saída de bola e nas tomadas de decisão para chegar à área da França com mais liberdade - furar a linha defensiva das europeias era o grande desafio. A mudança de postura veio após os 10: a Canarinho tirou as francesas da zona de conforto e, depois de trocar passes, Debinha fez um belo gol para igualar o placar. Depois do o empate, o Brasil continuou pressionando - dessa vez, passou a ganhar as divididas. As Les Bleus chegavam menos, em comparação à primeira etapa, mas continuavam ameaçando. Em erro defensivo, Renard aproveitou a bola áerea e ampliou o placar. Fim de jogo melhor para as francesas. Aos 12, o Brasil trocou passes pela esquerda até Kerolin tentar o chute da entrada da área, travada pela marcação. A bola respingou e sobrou para Debinha, que dominou bonito e finalizou na saída de Peyraud-Magnin para empatar o marcador. Geyoro recebeu de Becho dentro da grande área, aos 21, e bateu consciente. A bola foi em cima e Lelê espalmou em mais uma ótima defesa. Aos 28, Debinha cobrou falta na ponta esquerda e Kerolin desviou. A bola passou perto do gol francês. Em seguida, Bacha ganhou a dividida na entrada da área e chutou na rede pelo lado de fora. Aos 37, Renard escapou da marcação no escanteio cobrado na segunda trave e cabeceou para dentro do gol - 2 x 1 França; Kerolin perdeu a bola e Le Garrec chutou de longe aos 42. Lelê saltou e fez defesa segura. FICHA TÉCNICA - França 2 x 1 Brasil; Fase de Grupos - 2ª rodada; Local: Estádio Brisbane, em Brisbane (AUS); Data: 29/07/2023 (sábado); Horário: 7h (horário de Brasília); Árbitro: Kate Jacewicz (AUS); Assistentes: Kyoung-Min Kim (COR) e Joanna Kate Charaktis (AUS); Quarta árbitra: Lina Lehtovaara (FIN); VAR: Massimiliano Irrati (ITA); Gols: Le Sommer, Renard (França) / Debinha (Brasil); Cartões amarelos: Dali, Toletti, Karchaoui (França) / Luana (Brasil); França: Peyraud-Magnin; Lakrar, Renard ©, Perisset e Karchaoui; Geyoro, Toletti, Dali (Le Garrec); Bacha, Diani e Le Sommer (Becho). Técnico: Hervé Renard; Brasil: Letícia; Antônia (Mônica), Lauren, Rafaelle © e Tamires; Luana, Kerolin, Adriana (Bia Zaneratto) e Ary Borges (Ana Vitória); Debinha (Marta) e Geyse (Andressa Alves). Técnica: Pia Sundhage.
Chegou a hora de o Brasil vencer a França, diz Pia Sundhage
Seleção brasileira enfrenta europeias no próximo sábado pela Copa
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Foto: Reuters
- A técnica sueca Pia Sundhage afirmou que chegou a hora de o Brasil vencer a França. A declaração foi dada durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (28), um dia antes da partida da seleção brasileira com as europeias pelo Grupo F da Copa do Mundo de futebol feminino. “Há sempre um histórico quando você joga contra um time. E quanto mais tempo você joga contra um time, como a França, mais perto você chega da vitória. Isso é um fato, é uma questão de tempo. Temos uma oportunidade. Tento comparar 2019 [quando o Brasil foi eliminado do Mundial justamente pelas francesas] com agora, e está muito diferente. Quando observo a equipe, elas estão alegres, confiantes e acreditam que é possível. Este é o momento para jogarmos um ótimo futebol e vencer o jogo”, declarou a treinadora. Porém, para garantir os três pontos neste sábado (29), a seleção canarinho terá que quebrar um incômodo tabu, terá que vencer pela primeira vez as francesas em uma partida oficial, pois em 11 partidas são 6 derrotas e 5 empates. Considerando apenas confrontos em Copas, há um empate de 1 a 1 no Mundial de 2003 pela fase de grupos e uma derrota, de 2 a 1 na prorrogação, nas oitavas de final da última edição da competição, em 2019.Segundo Pia, a equipe brasileira chega mais preparada para o confronto com as francesas após alcançar importantes resultados contra equipes qualificadas nos últimos anos: “Enfrentar a Inglaterra, vencer a Alemanha, Chile e Panamá, nos dá confiança. A cada gol marcado, ganhamos confiança. E, como eu disse, procuramos criar uma atmosfera de ‘este é o momento’. Então, esta é a nossa oportunidade neste jogo específico contra a França”. O Brasil enfrenta a França, a partir das 7h (horário de Brasília) do próximo sábado no estádio de Brisbane, na Austrália, pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo.
Copa do Mundo: Lauren afirma que espera confronto duro com a França
Seleção brasileira enfrenta europeias no próximo sábado em Brisbane
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Foto: CBF
- Após golear o Panamá na sua estreia da Copa do Mundo, o Brasil tem um grande desafio na segunda rodada do Grupo F da competição, a França. E o confronto com uma das principais equipes europeias da atualidade é o foco das atenções das jogadoras brasileiras, entre elas a zagueira Lauren, que falou do assunto em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (26). “A França é uma equipe muito forte, uma das tops do mundo, mas a nossa equipe também é uma equipe fortíssima. É o principal confronto do nosso grupo, e temos totais condições de reverter o histórico em relação à França [as equipes já se enfrentaram em duas oportunidades em mundiais, com uma vitória das francesas e um empate]. Então, vai ser um jogo muito duro, que vai ser resolvido nos detalhes ofensivos e defensivos, mas temos totais condições de fazer um grande jogo e sair com a vitória”, afirmou. Segundo Lauren, a vitória na estreia foi fundamental para a equipe brasileira, que agora chega com menos ansiedade para os próximos compromissos: “Essa estreia trouxe confiança para o grupo. O que é muito importante, além de termos vencido, termos feito um bom jogo, termos sido consistentes, realmente ganhamos confiança para o próximo jogo”. Na entrevista, a jogadora de 20 anos, que estreou em uma Copa do Mundo na goleada de 4 a 0 sobre as panamenhas da última segunda-feira (24), também explicou como lidou com o nervosismo para entrar no gramado: “No dia anterior [ao jogo], eu realmente estava um pouco mais nervosa, mas no dia do jogo segui meus rituais habituais que costumo fazer antes de cada partida, assim como faço em outros jogos. Acredito que isso me tranquilizou um pouco. Mas entrar em campo, ir para o aquecimento, e ver que o estádio era quase todo brasileiro, verde e amarelo, facilitou muito. Pudemos sentir um pouquinho do Brasil, nos sentir em casa, e isso me deixou muito mais confortável”. A seleção canarinho enfrenta a França a partir das 7h (horário de Brasília) do próximo sábado (29) no Estádio de Brisbane, na Austrália.























