Governo inclui 7 milhões de famílias na revisão do CadÚnico
Revisão no ano de 2023 retirou 1,7 milhões de famílias unipessoais da lista de beneficiários
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Foto: Reprodução
- O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome incluiu 7 milhões de famílias na revisão cadastral do Cadastro Único (Cadúnico) em 2024, entre beneficiários ou não do Bolsa Família. As famílias que foram incluídas na ação terão que procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou a gestão municipal do CadÚnico para atualizar dados. As famílias selecionadas irão passar tanto por uma revisão quanto por uma averiguação. A primeira vai tratar de cadastros desatualizados a mais de 24 meses e a segunda vai analisar inconsistências de renda, vínculo empregatício ou composição familiar. No ano passado, a revisão gerou uma retirada de 1,7 milhão de famílias unipessoais da lista de beneficiários. Os excluídos eram famílias de uma pessoa, que recebia o benefício de forma irregular ou que integravam uma família maior e escolheram a opção incorreta.
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Principal impacto para esse grupo é de alimentos e bebidas
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial para famílias com renda mais baixa, em novembro deste ano, continuou sendo menor do que para aquelas com renda mais alta, como ocorreu nos cinco meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, em novembro a inflação para famílias com renda muito baixa, baixa e média-baixa passou de 0,13% em outubro para 0,20% em novembro. Entre as pessoas com renda média, a inflação passou de 0,22% para 0,23%. Entre aquelas com renda média-alta, a inflação manteve-se em 0,23%. Por fim, entre as pessoas com renda alta, a alta de preços passou de 0,55% para 0,58%. Segundo o Ipea, o principal impacto inflacionário para as classes de renda mais baixas, em novembro, veio do grupo “alimentos e bebidas”, com altas de produtos como o arroz (3,7%), feijão-preto (4,2%), batata (8,8%), cebola (26,6%), carnes (1,4%) e aves e ovos (0,53%). Os gastos com habitação também pressionaram o orçamento das famílias com renda mais baixa, principalmente devido ao aumento de 1,1% nas tarifas de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, o maior impacto da inflação no mês veio da alta de 19,1% nos preços das passagens aéreas e de 0,76% nos planos de saúde. No acumulado de 12 meses, a inflação cresce de acordo com a faixa de renda: muito baixa (3,38%), baixa (3,85%), média baixa (4,40%), média (4,93%), média-alta (5,24%) e alta (6,09%). A inflação oficial é medida mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea usa os dados do IBGE para fazer a divisão da inflação por faixa de renda.
Famílias chefiadas por pessoas negras são mais atingidas pela fome
Falta de comida é ligada à discriminação racial, diz pesquisa
Por: Rafael de Carvalho Cardoso
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Foto: Tânia Rego
- A fome é um problema que atinge um quinto das famílias chefiadas por pessoas autodeclaradas pardas e pretas no Brasil (20,6%). Esse percentual é duas vezes maior quando comparado ao de famílias comandadas por pessoas brancas (10,6%). Os dados, divulgados nesta segunda-feira (26), são referentes ao período entre novembro de 2021 e abril de 2022. Eles fazem parte do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (II Vigisan). No total, 33,1 milhões de pessoas foram impactadas pela fome no país. Aqueles que se enquadram em determinados recortes de raça e gênero estão mais vulneráveis. Os lares chefiados por mulheres negras representam 22% dos que sofrem com o problema, quase o dobro em relação aos liderados por mulheres brancas (13,5%). “A situação de insegurança alimentar e de fome no Brasil ganha maior nitidez agora. Precisamos urgentemente reconhecer a interseção entre o racismo e o sexismo na formação estrutural da sociedade brasileira, implementar e qualificar as políticas públicas, tornando-as promotoras da equidade e do acesso amplo, irrestrito e igualitário à alimentação”, diz a professora Sandra Chaves, coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). O Vigisan é realizado pela Rede Penssan. Ele leva em conta dados registrados pelo Instituto Vox Populi, com apoio da Ação da Cidadania, ActionAid, Ford Foundation, Fundação Friedrich Ebert Brasil, Ibirapitanga, Oxfam Brasil e Sesc São Paulo. Em dados gerais divulgados anteriormente, o estudo mostrou que quatro entre 10 famílias tinham acesso pleno a alimentos, ou seja, em condição de segurança alimentar. Por outro lado, 125,2 milhões estavam na condição de insegurança alimentar - leve, moderada ou grave. Os níveis foram medidos pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), também usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Escolaridade, emprego e filhos - Os recortes de raça e gênero também ficaram evidentes quando foram analisados outros dados como escolaridade, situação de emprego e renda e presença de crianças na família. No caso dos lares chefiados por pessoas com oito anos ou mais de estudo, a falta de alimentos foi maior quando uma mulher negra estava à frente: 33%. Esse número foi menor no caso de homens negros (21,3%), mulheres brancas (17,8%) e homens brancos (9,8%). Nas famílias com problemas de desemprego ou trabalho informal, a fome atingiu metade daquelas chefiadas por pessoas negras. Quando se trataram de pessoas brancas, um terço dos lares foi impactado. A insegurança alimentar grave foi mais freqüente em domicílios comandados por mulheres negras (39,5%) e homens negros (34,3%). Nas situações em que a pessoa responsável tinha emprego formal, e a renda mensal familiar era maior do que um salário mínimo per capita (para cada indivíduo), a segurança alimentar estava presente em 80% dos lares chefiados por pessoas brancas e em 73% dos chefiados por pessoas negras. A presença de crianças menores de 10 anos de idade nas famílias também foi um fator importante. Nesse contexto, a segurança alimentar era uma realidade em apenas 21,3% dos lares chefiados por mulheres negras, menos da metade dos chefiados por homens brancos (52,5%) e quase metade dos chefiados por mulheres brancas (39,5%).
Percentual de famílias endividadas se mantém em 78%
Famílias com dívidas em atraso somam 29,9%, revela pesquisa
Por: Vitor Abdala
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A parcela de famílias com dívidas - em atraso ou não - se manteve em 78% na passagem de dezembro de 2022 para janeiro deste ano. Em janeiro do ano passado, o percentual era de 76,1%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (8), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre aqueles que ganham até três salários mínimos, os endividados são 79,2%. Já aqueles que ganham mais de dez salários são 74,4%. Inadimplência - As famílias com dívidas em atraso, as chamadas inadimplentes, somam 29,9% do total, abaixo dos 30% de dezembro, mas acima dos 26,4% de janeiro do ano passado. Entre aquelas com renda de até três salários mínimos, 38,7% são inadimplentes. Já entre os que ganham mais de dez salários, a inadimplência atinge 13,5%. Sem condições de pagar - As famílias que não terão condições de pagar suas dívidas são 11,6%, percentual superior aos 11,3% de dezembro e aos 10,1% de janeiro de 2022. O problema atinge 17,4% daqueles que ganham até três salários mínimos e 2,9% dos que ganham mais de dez salários.
Endividamento das famílias atinge maior nível em 12 anos, diz entidade
Percentual de endividados no país está há 11 meses em alta
Por: Luciana Freire
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O percentual de famílias brasileiras com dívidas em atraso ou não chegou a 74,6% em outubro deste ano, maior patamar da série da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), iniciada em janeiro de 2010. Antes de julho deste ano, a parcela nunca havia superado a marca dos 70%. O percentual de endividados no país, que está há 11 meses em alta, supera o número.Os dados foram divulgados nesta segunda (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em setembro deste ano, o índice havia ficado em 74%. Já em outubro do ano passado, os inadimplentes eram 66,5% das famílias.
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Foto: Reprodução | Ascom PMI
- Produtores locais e a Prefeitura Municipal de Igaporã acertaram os últimos detalhes para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2021, que beneficiará 23 produtores locais e fornecerá produtos alimentícios para 250 famílias carentes do município a cada 15 dias. A Secretaria Municipal de Assistência Social escolheu as famílias inscritas no Programa Bolsa Família, do Governo Federal, que vivem sob condições de vulnerabilidade social, residentes na sede e nas comunidades rurais de Caiçara, Salgado, Santa Maria e Alecrim. De acordo com a Secretária Ediana Pereira de Oliveira, famílias de outras comunidades poderão ser incluídas no programa. Os beneficiados do PAA em Igaporã vão receber tapioca, raiz de mandioca, farinha, banana, abóbora, cenoura, pimentão, cebola, batata inglesa, pão caseiro, biscoito voador, tomate, rapadura e laranja. Na cidade, os alimentos serão entregues na sede da Secretaria. O PAA: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi criado pela Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, com o objetivo de apoiar e incentivar a agricultura familiar no Brasil, beneficiando agricultores, cooperativas e associações que vendem seus produtos para órgãos públicos. Através do PAA, os órgãos públicos podem adquirir os produtos sem a necessidade de licitações, destinando-os à rede socioassistencial. Em 2020, o programa beneficiou cerca de 12 milhões de pessoas em todo o país. “O PAA fortalece a nossa luta por levar melhores condições de vida à população mais carente, atingindo desde aquele pequeno agricultor que trabalha no campo em conjunto com os seus familiares, até a família carente que encontra dificuldades para o seu sustento. O apoio aos mais necessitados é uma das nossas principais bandeiras administrativas”, disse o prefeito Neto Cotrim.























