Zema alfineta segurança da Bahia e diz sentir reflexos em Minas
Governador mineiro afirma que reforçou a polícia na fronteira e diz que em Minas “bandido é tratado como bandido”.
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Foto: Reprodução
Durante passagem pela Bahia neste sábado (24), o governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que a violência registrada no estado baiano tem reflexos diretos no território mineiro, principalmente nas áreas de fronteira entre os dois estados. Segundo ele, a Polícia Militar de Minas atua com reforço dobrado na divisa para evitar a entrada de facções criminosas. Zema também disse que Minas Gerais não tem áreas dominadas pelo crime organizado.“Sentimos esse impacto sim. A polícia trabalha com atenção redobrada na fronteira para impedir que o crime que atua aqui entre em Minas. Lá, com orgulho, não existe um metro quadrado de território controlado por facções”, declarou. O governador adotou tom duro ao falar sobre segurança pública e disse que dá total apoio às forças policiais. “Invasão de terra é proibida, propriedade privada é respeitada e bandido é tratado como bandido”, afirmou.Zema ainda criticou decisões judiciais que soltam suspeitos presos e reforçou a política de enfrentamento ao crime. “Se alguém atirar na polícia, vai levar resposta mais forte ainda”, disse. O discurso acompanha dados recentes da pesquisa Ipsos, que apontou crime e violência como a maior preocupação de 45% dos brasileiros.Para o governador, a política de segurança de Minas é responsável por tornar o estado mais atrativo para investimentos. “Ninguém investe onde não há segurança. Minas hoje é um dos estados mais seguros do Brasil e isso traz desenvolvimento”, concluiu.
Estudantes da UFRB suspendem aulas por falta de segurança
Paralisação ocorre após confrontos entre facções em Cachoeira e São Félix
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Foto: Wikipedia
Estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira, decidiram suspender a participação nas atividades acadêmicas até esta sexta-feira (3), em protesto contra a escalada da violência na região. A paralisação foi motivada pelos constantes confrontos armados entre facções criminosas que atuam em Cachoeira e São Félix. Os estudantes relatam tiroteios frequentes, inclusive em áreas próximas ao centro das cidades, onde circulam alunos, professores e servidores.Segundo informações, os estudantes afirmam que a decisão é uma resposta direta à falta de segurança e à postura considerada insensível da administração universitária diante do contexto atual. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo criticou o Comitê de Crise da UFRB, que teria minimizado a gravidade da situação ao recomendar o retorno das atividades presenciais.“A administração não pode decidir que as atividades acadêmicas estão acima da nossa segurança”, afirmaram os estudantes no comunicado. Eles também lembraram que em ocasiões anteriores, a universidade suspendeu aulas por questões burocráticas, como atrasos administrativos. O movimento reforçou ainda que qualquer tentativa da gestão em forçar o funcionamento normal das aulas será interpretada como um desrespeito à decisão da comunidade estudantil, e responsabilizou a instituição por eventuais riscos à integridade física dos envolvidos.A paralisação, segundo os estudantes, tem o objetivo de proteger não apenas os alunos, mas também docentes e técnicos administrativos. Eles destacam a precariedade da infraestrutura de saúde disponível na região, o que agrava a situação diante de possíveis emergências causadas pela violência.
Operação policial prende suspeitos de repassar armas e mais de 60 mil munições a facção criminosa
Ação conjunta das forças de segurança cumpriu mandados no Engenho Velho da Federação; entre os detidos, está um CAC que fornecia peças e insumos para montagem de armamentos.
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Dois homens foram presos na manhã desta sexta-feira (26) durante uma operação integrada das forças de segurança pública para desarticular um esquema de fornecimento de armas e munições a uma facção criminosa com atuação em Salvador. De acordo com a Polícia Civil da Bahia, as investigações tiveram início há cerca de seis meses e identificaram que os suspeitos comercializavam grandes quantidades de munições e armamentos — incluindo pistolas e fuzis — com integrantes da organização criminosa.Os presos foram identificados como João dos Santos Filho, conhecido como “Chocolate”, e Gilmar Veloso Meirelles, apelidado de “Dido”. Ambos foram localizados no bairro do Engenho Velho da Federação, onde foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Segundo as investigações, João era responsável pela montagem e manutenção de armas da facção, enquanto Gilmar, que possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), fornecia munições, peças para montagem de armamentos adaptados e insumos para recarga de projéteis. Ele possui três pistolas registradas em seu nome.A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) estima que, ao longo dos últimos dois anos, mais de 60 mil munições tenham sido repassadas aos criminosos por meio do esquema. A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia, com participação de agentes das Polícias Civil — por meio da Coordenação de Repressão a Armas (DESARME) e do Core —, Polícia Militar (COPPM, CPRs Atlântico e BTS, além do BPATAMO) e Polícia Federal (COT e GPI). Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.As investigações seguem em curso para identificar outros envolvidos na rede criminosa e o destino final do armamento.























