Justiça condena influenciador Hytalo Santos por exploração sexual de menores
Sentença também atinge companheiro; defesa afirma que vai recorrer e cita preconceito
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A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hitalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo Santos, e seu companheiro, Israel Natã Vicente, por crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes. As penas foram fixadas em 11 anos e 4 meses de prisão para Hytalo e 8 anos, 10 meses e 20 dias para Vicente, ambos em regime fechado. A decisão é do juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa.O caso teve repercussão nacional em 2025, após denúncias envolvendo a exposição de adolescentes em conteúdos divulgados nas redes sociais. O casal foi preso em agosto daquele ano, em Carapicuíba (SP), durante investigação sobre suposto lucro obtido com a difusão de imagens de menores. A condenação se baseia em dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que tipifica crimes como exploração sexual, produção e distribuição de material envolvendo menores, além de prever punições para quem agencia ou recruta vítimas.As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho, que também solicitou o bloqueio de bens do influenciador. O despacho judicial inclui pedido de acionamento da Interpol. Defesa fala em preconceito: Em nota, a defesa do casal afirmou que a sentença é “desprovida de fundamentação adequada” e sustentou que houve homofobia e racismo no julgamento. Os advogados disseram que vão recorrer e que pretendem acionar o Conselho Nacional de Justiça para apurar eventual conduta do magistrado. O advogado Sean Kompier Abib também se manifestou nas redes sociais, reiterando que, segundo ele, provas e depoimentos favoráveis ao casal não teriam sido considerados na decisão.
Denúncias de exploração sexual de crianças na internet bate recorde em 2023 e registram aumento de 77%
Dados são referentes ao Brasil e foram divulgados pela ONG Safernet; Canal de Ajuda registrou aumento de 125% nos primeiros dias de 2024
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- O número de denúncias de exploração sexual infantil na internet bateu recorde em 2023, com 71.867 novos registros. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela organização não governamental (ONG) brasileira Safernet. As queixas representam um aumento de 77% em relação ao ano anterior (2022) e o maior número da série histórica, que começou em 2005. A ONG responsável pelo estudo monitora violações de direitos humanos na internet com foco em crianças. As denúncias são ainda 28% superior ao recorde anterior, registrado em 2008, com 56.115 denúncias. De acordo com a organização, três fatores principais motivaram o aumento: as demissões em massa realizadas pelas big techs, que atingiram as equipes de segurança, integridade e moderação de conteúdo de algumas plataformas; a proliferação da venda de imagens de nudez e sexo autogeradas por adolescentes; e o uso de inteligência artificial para a criação desse tipo de conteúdo. O Canal de Ajuda da Safernet, Helpline, também registrou nos primeiros dias de 2024 aumentos em pedidos de ajuda relacionados a aliciamento sexual infantil, com disparo de 125%, e de casos relacionados à imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet (alta de 5,88%). As denúncias são pré-processadas e disponibilizadas ao Ministério Público Federal para análise e investigação.























