MP investiga suspeita de fraude em contratos na prefeitura de Correntina
MP e Gaeco investigam possível esquema de contratos irregulares em Correntina
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Foto: Reprodução
O Ministério Público do Estado da Bahia abriu um procedimento investigativo para apurar indícios de fraudes contratuais na prefeitura de Correntina, no oeste do estado. A investigação envolve a gestão do prefeito Walter Mariano Messias, conhecido como Mariano (União Brasil).A denúncia aponta suspeita de irregularidades em contratos públicos e a possível existência de um esquema de corrupção envolvendo fraude em licitações. Entre os pontos investigados está o uso de empresas sem atividade real — chamadas de “empresas fantasmas” — para atender interesses particulares dentro da administração municipal.A apuração é conduzida pela Promotoria de Justiça de Correntina e acompanha um processo que já tramita no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. O procedimento foi instaurado pela promotora substituta Suelim Iasmine dos Santos Braga para monitorar o andamento do Processo nº 25455e25, que analisa contratos firmados pela prefeitura.Entre os documentos analisados estão os contratos nº 0092/2022 e nº 0002/2024. O Ministério Público também acionou o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que passa a atuar no caso em apoio às investigações. Um dos pontos centrais da denúncia envolve a publicação do Termo de Adesão nº 005/2025 no Diário Oficial do município. O documento indica que a prefeitura teria aderido a uma Ata de Registro de Preços supostamente criada pelo Governo do Amazonas.Na prática, a administração municipal teria utilizado o mecanismo conhecido como “pegar carona”, aderindo a um contrato já existente para contratar serviços e fornecimentos sem realizar nova licitação.O acordo teria sido usado para contratar fornecimento de materiais de construção, materiais elétricos, ferragens, itens hidráulicos, além de serviços de iluminação pública, manutenção predial e reformas.Prefeitura fala em motivação política:Em nota, a prefeitura de Correntina afirmou que a denúncia tem motivação política e que os questionamentos fazem parte de disputas administrativas.Segundo a gestão municipal, todos os contratos seguem os princípios legais da administração pública, incluindo legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.A prefeitura também declarou que possui mecanismos internos de controle e que todas as informações solicitadas pelos órgãos de fiscalização já foram prestadas.Outras suspeitasO prefeito também já foi alvo de análise do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia em outro processo que investiga contratos ligados à compra de combustíveis.De acordo com o tribunal, um contrato superior a R$ 7 milhões teria estimado consumo de mais de 1,1 milhão de litros de combustível. O volume, segundo o órgão, permitiria que um veículo percorresse cerca de 7,1 milhões de quilômetros — distância equivalente a mais de 300 voltas completas ao redor da Terra.O tribunal aponta ainda que não teria sido apresentado estudo técnico prévio para justificar a quantidade contratada. Até outubro de 2025, os pagamentos relacionados ao contrato já somavam cerca de R$ 3,47 milhões.As investigações seguem em andamento.
Polícia apura fraude em contratos da Prefeitura de Itagibá
Mandados foram cumpridos em quatro cidades, com afastamento de servidores, apreensão de dinheiro e bloqueio de cerca de R$ 2 milhões por investigado.
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Foto: Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (27) a Operação Carta Marcada para investigar um esquema de corrupção envolvendo contratos de prestação de serviços firmados entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As apurações apontam fortes indícios de direcionamento contratual, contratações repetidas sem licitação e possível superfaturamento. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em quatro municípios: Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). A Justiça também determinou o afastamento imediato de dois servidores municipais, sendo um secretário e uma servidora da Controladoria do Município.Além disso, foi ordenado o bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado, medida que visa garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação. As investigações indicam a atuação conjunta de agentes públicos e representantes de duas empresas de consultoria, que teriam participado diretamente da montagem do esquema. Segundo a polícia, o grupo possuía divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos para ocultar e desviar recursos públicos.A suspeita é de que os contratos eram firmados de forma direcionada, usando a inexigibilidade de licitação de maneira irregular, em possível violação à legislação que rege a administração pública. A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), e contou com a participação de 60 policiais civis.Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e cerca de R$ 70 mil em dinheiro vivo. Todo o material será periciado e pode revelar novos detalhes sobre o esquema e a dimensão do prejuízo causado ao erário. As investigações continuam e a polícia não descarta o surgimento de novos envolvidos nem a identificação de outros valores desviados. O objetivo, segundo os investigadores, é responsabilizar todos os integrantes do grupo e recuperar o dinheiro público supostamente desviado.
Vereador é preso em operação contra esquema bilionário de lavagem de dinheiro
Ação conjunta envolveu polícias de quatro estados
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Foto: Divulgação
Um vereador de Santo Estêvão, no interior da Bahia, foi preso nesta quarta-feira (24) durante uma operação integrada das polícias civis da Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Segundo as investigações, iniciadas em 2023, mais de R$ 4,3 bilhões foram movimentados por meio de contas de terceiros e empresas de fachada. O parlamentar é suspeito de usar um posto de combustíveis como fachada para as transações financeiras. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos cerca de R$ 18 mil em espécie, cheques e contratos. Outro vereador, do município de Jaguarari, também foi alvo da operação, que cumpriu mandados de busca em imóveis ligados a ele. Ao todo, a força-tarefa cumpriu sete mandados de prisão temporária e realizou três prisões em flagrante. Foram apreendidas cinco armas de fogo, uma arma artesanal, dez veículos, duas motocicletas, joias, eletrônicos e mais de R$ 20 mil em espécie. A operação contou com a participação de mais de 170 policiais civis, além do apoio do Draco, da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que identificou indícios de sonegação fiscal no posto investigado.
Capitão da PM é condenado por esquema de propinas e perde o cargo público
Justiça Militar acata denúncia do MP-BA e impõe prisão e exoneração de oficial acusado de corrupção reiterada no sul da Bahia
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Foto: Folha de São Paulo
O capitão da Polícia Militar da Bahia, Fabrício Carlos Santiago dos Santos, foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva. A decisão, publicada nesta segunda-feira (9), também determina a perda do cargo público.A Justiça Militar acatou a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou a atuação do oficial em um esquema de cobrança de propinas para liberar eventos sonoros irregulares, como os chamados “paredões”, em Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul do estado. À época dos fatos, o acusado era comandante da 4ª Companhia da PM no município.As investigações, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), revelaram que entre junho de 2023 e fevereiro de 2024, o capitão recebeu transferências via Pix, com valores entre R$ 135 e R$ 500, além de bebidas alcoólicas como pagamento indevido. O esquema, apelidado de “Toddy” pelo próprio oficial, foi comprovado por mensagens trocadas com comerciantes.A Justiça também determinou a continuidade da prisão preventiva, justificando a medida pelos antecedentes do réu e para garantir a ordem pública. Fabrício já havia sido condenado anteriormente a mais de seis anos por crimes semelhantes e responde a outras quatro ações penais na 1ª Vara de Auditoria Militar.
STJ mantém afastamento de desembargadora investigada por esquema de venda de sentenças na BA
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do TJ-BA é alvo da Operação Faroeste, iniciada em 2019
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Foto: Reprodução
- A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça aceitou mais uma denúncia do Ministério Público Federal contra a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A decisão foi tomada por unanimidade pela Corte Especial na última quarta-feira (17). Ela chegou a ser presa em 2019, na primeira fase da Operação Faroeste, e foi solta logo depois. A desembargadora se tornou ré pelas acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Maria do Socorro e outras 19 pessoas são rés por outros crimes no STJ desde 2020. Nos últimos anos, a apuração se expandiu com ajuda de delações premiadas, mirando advogados que atuavam como intermediários da venda de sentenças e empresários suspeitos de se beneficiar com as decisões. O ex-juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio também se tornou réu. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O colegiado também recebeu a denúncia contra outros suspeitos.
Polícia descobre esquema de furto de gasolina em Itabuna
A retirada do combustível era feita em um condomínio residencial. Dois homens foram presos em flagrante
Por: Gabriel Amorim
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Foto: Divulgação | Polícia Civil
- Dois homens foram presos em flagrante por policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Itabuna. Os homens foram acusados de furto qualificado na quinta-feira (30), após subtrair 12 galões de gasolina de 20 litros cada de um caminhão tanque da empresa Hora Distribuidora de Petróleo. “Descobrimos um esquema de venda de combustíveis que ocorria em um condomínio residencial na cidade. No curso correto o caminhão deveria abastecer e se dirigir para Feira de Santana, porém o motorista desviava o caminho para esse condomínio faziam a retirada de parte da gasolina e substituía por água”, relatou o titular da DRFR, delegado Luciano Lima de Medeiros. O porteiro do condomínio relatou que o esquema já ocorria há bastante tempo e que outros caminhões faziam a retirada do material no local. “Prendemos o motorista e um homem que estava em cima do caminhão. Eles informaram que vendiam o litro da gasolina por R$ 2,50. Estamos investigando outros envolvidos na quadrilha, já que em depoimento o porteiro disse que tinha uma determinação para que caminhões tanques pudessem entrar no condomínio, e que esse não teria sido o primeiro”, explicou o delegado. A dupla e o material apreendido foram encaminhados para a delegacia onde permanecem presos à disposição da justiça.
Região: Estudante de medicina é suspeito de organizar esquema de pirâmide financeira que deu prejuízo de mais de R$ 7 milhões
A polícia estima que 150 pessoas podem ter sido lesadas pelo esquema de pirâmide financeira, o que teria gerado um prejuízo de R$ 7 milhões aos envolvidos
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- O estudante de medicina Henrique Sepúlveda, da cidade de Jequié, será investigado pela polícia, por suposta organização em um esquema de pirâmide financeira, o que é proibido por lei. Segundo informações da a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Jequié, ao todo, mais de 150 pessoas podem ter sido vítimas da promessa enganosa de rendimento de 5% para um determinado valor aplicado. Na cidade, algumas pessoas que registraram queixa na delegacia, disseram que chegaram a investir uma cifra de R$ 700 mil. A polícia estipula que o prejuízo causado pelo golpe gira em torno de R$ 7 milhões. Segundo informações do delegado do caso, Nadson Pelegrini, repassadas ao jornal A Tarde, o estudante se apresentava como sendo ‘expert’ em práticas do mercado financeiro. “Acreditavam que esse cidadão, por possuir conhecimento superior, iria proporcionar maiores lucros e ganhos. Mas o resultado é que toda essa clientela, que se estima, de início, ser de 150 pessoas, está amargando um prejuízo que beira os R$ 7 milhões, podendo ser descobertos mais valores no decorrer da investigação”, afirmou. Caso sejam confirmados os indícios, Henrique poderá responder por estelionato, crime contra o mercado de capitais, além de ter atentado contra a ordem do Sistema Financeiro Nacional.























