Apoio ao fim do 6x1 cai se houver corte salarial
Levantamento da Nexus indica 73% de apoio ao fim da jornada de seis dias de trabalho, mas índice cai para 43% se houver redução salarial.
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Foto: Reprodução
A maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6x1, segundo pesquisa da Nexus divulgada nesta quarta-feira (11). O apoio chega a 73%. Quando a hipótese inclui redução de salário, porém, o índice cai para 43%.O tema ganhou força após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), enviar a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa, segundo ele, é votar o texto em maio. O projeto em análise impede que empregadores reduzam a remuneração de funcionários em caso de mudança na jornada.De acordo com o levantamento, 84% defendem que trabalhadores tenham ao menos dois dias de folga por semana. Apesar disso, apenas 12% afirmam conhecer com clareza o conteúdo da proposta em tramitação.A pesquisa segmentou as respostas em oito grupos:— 28% são a favor, mesmo com redução salarial;— 30% apoiam, desde que não haja corte de salário;— 10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução;— 11% são contra mesmo sem corte;— 6% não são nem a favor nem contra;— 5% apoiam, mas não opinaram sobre salário;— 1% é contra, sem se posicionar sobre salário;— 10% não souberam ou não responderam.Foram ouvidas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nos 26 estados e no Distrito Federal, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.A proposta de emenda à Constituição reúne textos da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Além do fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso, o texto prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas na CLT.Erika Hilton afirmou que a essência da proposta é instituir um novo modelo com cinco dias de trabalho e dois de descanso. Segundo a deputada, a prioridade é aprovar a redução dos dias trabalhados.
Bahia vai na contramão do Brasil e apresenta crescimento na geração de empregos
Em março, o estado gerou 9.324 postos de trabalho. É o terceiro mês seguido com saldo positivo
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Foto: Gov/BA
- Neste Dia do Trabalhador, os baianos que procuram por emprego têm razões para celebrar. Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em março, o estado gerou 9.324 postos de trabalho. É o terceiro mês seguido com saldo positivo. A taxa foi superior à dos meses de fevereiro (+8.132 postos) e ao do mesmo mês no ano passado (+7.989 postos). Ao todo, o estado passou a contar com 1.922.690 vínculos celetistas ativos. Na capital, Salvador, o saldo foi de 2.762 postos. O estado desponta como o primeiro do Nordeste, em termos absolutos, na geração de postos de trabalho. Entre todos os estados brasileiros, a Bahia aparece na oitava colocação. O cenário positivo, segundo analisa o economista Edval Landulfo, vem numa crescente desde o final do ano passado, com a superação das expectativas de retorno econômico durante o verão. “Em 2022, já havia uma sinalização positiva. Aí você tem final de ano, janeiro, fevereiro e março atingindo o seu ápice em postos de trabalho e em geração de emprego. Isso explica o resultado da Bahia e esse destaque também no cenário nacional”, considera, em entrevista ao Metro1, de Salvador. As atividades econômicas no estado a registrarem maior aumento de postos de trabalho foram os segmentos de Serviços (+5.218 vagas), Construção (+2.101 empregos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.759 postos) e Indústria geral (+873 vagas). Desemprego - Por outro lado, os dados nacionais apontam para o aumento da taxa de desocupação. O estudo mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado na última sexta com base na Pnad Contínua, mostra o crescimento do percentual de brasileiros desocupados entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano. O número foi de 7.9% a 8,8%. Junto a esse dado, o contingente de brasileiros ocupados recuou 1,6% em relação ao mesmo período, numa redução de 1,5 milhão de pessoas empregados. O número total de habitantes do país em algum tipo de ocupação é de 97,8 milhões, cerca de 45% da população total. Os dados gerais, no entanto, não devem diminuir a confiança dos baianos. O economista Edval Landulfo destaca que a Bahia vive um momento econômico positivo que deve refletir na criação e consolidação de novos postos. “Através dos números que acompanhamos, através do cenário político e econômico há algo a se comemorar. O Governo da Bahia com essa ida à China, com essa conversa mais afinada com o governo federal, vai estimular alguns setores”, analisa.
Haddad se reúne com acionistas da Shein; varejista se compromete a criar 100 mil empregos no Brasil
A empresa também disse que seguirá as regras de conformidade e a legislação brasileira sobre o comércio eletrônico
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- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, se reuniram com acionistas da Shein, nesta quinta-feira (20). Apesar da varejista chinesa ser uma empresa focada no comércio online de importação de produtos, durante o encontro com Haddad, os representantes da plataforma se comprometeram em investir na criação de fábricas no Brasil, para que a produção e o envio sejam nacionais. Os acionistas da Shein se comprometeram em gerar 100 mil empregos no território brasileiro e afirmaram que vão nacionalizar 85% das mercadorias vendidas ao Brasil. Os representantes da gigante chinesa também declararam que a empresa seguirá as regras de conformidade e a legislação brasileira sobre o comércio eletrônico.
País tem 14,44 milhões de pessoas sem ocupação, recorde para o período
Por: Akemi Nitahara
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Foto: Reprodução | Wikipédia Commons
- A desocupação caiu 0,6 ponto percentual no trimestre móvel encerrado em junho deste ano, na comparação com o primeiro trimestre, e fechou junho com taxa de 14,1%. Mesmo com essa redução, o país tem 14,4 milhões de pessoas procurando trabalho. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) e foram divulgados hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recorde da desocupação foi verificada no primeiro trimestre de 2021, com um total de 14,8 milhões de pessoas. De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, apesar da recuperação, a desocupação continua alta e representa o maior nível da série histórica para um segundo trimestre. “A população fora da força de trabalho subiu muito no ano passado e continua alta, num nível ainda bem mais elevado do que no período pré-pandemia. No trimestre houve uma queda de 1,6 milhão de pessoas fora da força de trabalho. Na comparação anual, depois de cinco trimestres com expansão consecutiva dessa população, houve a redução”. Ela destaca que a comparação anual é com o segundo trimestre de 2020, quando se começou a sentir os efeitos mais fortes da pandemia e a população fora da força de trabalho cresceu bastante. Pelo lado contrário, a população na força de trabalho teve uma expansão de 1,8% no segundo trimestre e chegou a 102 milhões de pessoas. Na comparação anual, o crescimento foi de 6,3%, após quatro trimestres de retração. As informações são do site Agência Brasil.























