Eduardo Bolsonaro diz que não voltará ao Brasil após condenação
Eduardo Bolsonaro diz que não voltará ao Brasil após condenação
Ex-deputado afirmou que permanecerá nos Estados Unidos após condenação a quatro anos e dois meses de prisão; durante evento em Washington, Javier Milei também atacou Lula e declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro, condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação nos EUA, declarou em Washington que não pretende voltar ao Brasil e que a saída do ministro Alexandre de Moraes do STF é essencial para um eventual governo de seu irmão, Flávio Bolsonaro. A fala foi feita durante um jantar de celebração à cultura hispânica, com a presença do presidente argentino Javier Milei, que também criticou o presidente Lula e apoiou a candidatura de Flávio.
- Eduardo ressaltou que a remoção de Moraes facilitaria a consolidação de uma aliança de direita na América Latina, citando a possibilidade de ampliar a cooperação regional caso Flávio vença a disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ainda negou ter pedido apoio ao ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, e enfatizou que as pesquisas eleitorais são apenas um indicativo, não uma certeza.
Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que não pretende voltar ao Brasil após ser condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação e voltou a defender a saída do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou a jornalistas durante um jantar em celebração à cultura hispânica nos Estados Unidos, que contou com a presença do presidente argentino, Javier Milei. Na semana passada, Moraes determinou o cumprimento da pena e o cancelamento dos passaportes de Eduardo, condenado por atos praticados nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e tentar impedir a análise da trama golpista. Durante o evento, o ex-deputado afirmou que a saída de Moraes do STF seria necessária para um eventual governo de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para o dia 25. “Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, disse. Eduardo também declarou confiança na candidatura do irmão, mas reconheceu que a disputa eleitoral não está decidida. Segundo ele, as pesquisas “podem dar um norte, mas não são tudo”. O ex-deputado afirmou ainda que pretende conversar com Milei sobre a relação entre Brasil e Argentina caso Flávio vença a eleição. O presidente argentino, por sua vez, atacou Lula durante o evento e o chamou de “ditador comunista”, além de manifestar apoio à candidatura de Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo. Os discursos ocorreram em meio à discussão sobre a relação entre setores da direita e o STF e à possibilidade de parlamentares defenderem processos de impeachment contra ministros da Corte. Eduardo também negou ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarasse apoio à candidatura de Flávio. Ele defendeu uma aproximação entre governos de direita da América Latina e os Estados Unidos e afirmou que uma eventual vitória do irmão poderia ampliar a cooperação regional.
Flávio Bolsonaro compara Lula a líder do PCC
Flávio Bolsonaro compara Lula a líder do PCC
Durante encontro com empresárias em São Paulo, senador criticou a posição do governo federal sobre a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente a posição do governo federal liderado pelo presidente Lula da Silva (PT) em relação à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Flávio Bolsonaro defendeu a medida adotada pelo governo norte-americano e afirmou que o Brasil deveria atuar de forma conjunta no combate às organizações criminosas. Ele também apresentou propostas para mudanças na política de segurança pública e no sistema penal brasileiro.
- A crítica do senador amplia a tensão política entre governo e oposição em um momento de intensificação das articulações para as eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro evitou comentar sobre o caso Master e também não se pronunciou sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (8), ao afirmar que o chefe do Executivo parece agir como "o chefe do PCC" diante da oposição do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante um almoço promovido pelo Grupo Voto, organização que reúne mulheres empresárias, realizado no Hotel Palácio Tangará, em São Paulo. Ao abordar o tema da segurança pública, Flávio defendeu a medida adotada pelo governo norte-americano e afirmou que a classificação representa uma oportunidade para enfraquecer o poder das facções criminosas. Segundo o senador, o Brasil deveria atuar de forma conjunta no combate às organizações criminosas. Em seu discurso, ele criticou a posição do governo federal e associou a resistência à medida à postura adotada pelo presidente da República. O governo brasileiro tem manifestado preocupação com a decisão dos Estados Unidos, argumentando que a classificação das facções como grupos terroristas pode abrir precedentes para ações estrangeiras em território nacional e representar riscos à soberania do país. Além das críticas ao governo federal, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças na política de segurança pública e no sistema penal brasileiro. O parlamentar afirmou que é necessário endurecer o combate à criminalidade e ampliar o período de permanência na prisão para condenados por crimes violentos. Durante o evento, o senador atribuiu o aumento da sensação de insegurança nas cidades brasileiras às políticas adotadas por administrações petistas e afirmou que o país precisa fortalecer mecanismos de punição e combate à impunidade. Na área econômica, Flávio também apresentou propostas para uma eventual candidatura presidencial. Entre elas, a defesa do adiamento da entrada em vigor da reforma tributária por pelo menos um ano e a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. O senador evitou comentar questionamentos relacionados ao caso Master e também não se pronunciou sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel. O levantamento apontava queda nas intenções de voto do parlamentar em um eventual segundo turno contra Lula. As declarações ampliam a tensão política entre governo e oposição em um momento de intensificação das articulações para as eleições presidenciais de 2026, cenário que tem sido marcado por trocas de críticas entre lideranças dos dois campos políticos.
























