Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo
Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução
A primeira pesquisa Quaest do ano sobre a disputa pelo governo da Bahia, divulgada nesta quarta-feira (29), mostra ACM Neto (União Brasil) com 41% das intenções de voto e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) com 37%. Pela margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. Segundo o levantamento, Ronaldo Mansur (PSOL) aparece com 1%. Brancos e nulos somam 10%, e 11% dos entrevistados não souberam responder. Em um segundo cenário testado pelo instituto, que inclui José Estevão (DC), ACM Neto mantém 41%, enquanto Jerônimo registra 36%. Mansur tem 1%, e Estevão não pontuou. Brancos e nulos são 8%, e indecisos chegam a 14%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, ACM Neto e Jerônimo aparecem com 13% cada. Os demais pré-candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 73%. O instituto também simulou um eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. Nesse cenário, o ex-prefeito de Salvador tem 41%, e o atual governador aparece com 38%. Brancos e nulos somam 9%, e indecisos são 12%. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de abril, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pelo Banco Genial e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03657/2026.
Prefeitura de Guanambi desmente ACM Neto após vídeo sobre hospital
Ex-prefeito afirmou que obra foi prometida por Jerônimo, mas unidade já funciona há quase 30 anos.
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Foto: Reprodução | Redes Sociais ACM Neto
Uma publicação feita pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto repercutiu nesta segunda-feira (27) após apresentar uma informação incorreta sobre a rede de saúde de Guanambi, no sudoeste da Bahia. No vídeo divulgado em suas redes sociais, o político afirma que o governador Jerônimo Rodrigues teria prometido construir o Hospital Geral de Guanambi. A Prefeitura de Guanambi contestou a declaração e informou que o Hospital Geral de Guanambi (HGG) já existe e foi inaugurado em 27 de julho de 1998, sendo referência regional há quase três décadas. Segundo a administração municipal, a unidade passou por ampliações recentes, com novos leitos, maternidade ampliada, setores de imagem e neurocirurgia modernizados. A gestão também esclareceu que o único equipamento hospitalar atualmente em construção na cidade é o Hospital Municipal de Guanambi, obra que, de acordo com o município, está em fase avançada e é financiada por emenda parlamentar, convênio com a Caixa Econômica Federal e recursos próprios, sem participação do governo estadual. Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura reforçou que a informação divulgada no vídeo não corresponde à realidade e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos. A administração municipal reiterou que “não se pode prometer o que já existe” e destacou que o HGG atende Guanambi e toda a região há décadas.
Pré-candidato, Caiado avalia governo Bolsonaro como fraco e o culpa por retorno de Lula
Governador de Goiás afirma que derrota eleitoral indica falhas na gestão federal
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teve um bom desempenho à frente do governo federal entre 2019 e 2022.Pré-candidato à Presidência da República, Caiado disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 é um indicativo de falhas na gestão.Segundo ele, o resultado eleitoral abriu espaço para o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Partido dos Trabalhadores ao poder.“Se você está no mandato, perde a eleição e não faz o sucessor, é lógico que não pode se credenciar como bom gestor naquele momento”, afirmou.Caiado também declarou que, na avaliação dele, uma gestão considerada positiva teria dificultado a volta do PT ao Executivo federal.
Prefeito de LEM, Júnior Marabá reforça apoio à candidatura de ACM Neto
Gestor de Luís Eduardo Magalhães anuncia adesão à pré-campanha; ato reuniu lideranças políticas
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O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), declarou apoio, nesta sexta-feira (24), à pré-campanha de ACM Neto ao governo da Bahia. O anúncio foi feito durante encontro com lideranças políticas e divulgado nas redes sociais. Ao confirmar a adesão, Marabá afirmou que a decisão está alinhada ao “desejo de mudança” no estado.ACM Neto agradeceu o apoio e destacou a importância política do prefeito, que administra um dos principais municípios do oeste baiano. Segundo ele, a adesão fortalece o projeto eleitoral. O evento contou com a presença de outras lideranças, entre elas o senador Angelo Coronel (Republicanos), o ex-ministro João Roma (PL), o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), além de deputados e pré-candidatos.Luís Eduardo Magalhães é um dos principais polos agrícolas da Bahia, com cerca de 116 mil habitantes, segundo o IBGE. O município tem o quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado. De acordo com dados da prefeitura, a cidade registrou crescimento econômico expressivo nas últimas duas décadas, com expansão no número de empresas e aumento do PIB.Júnior Marabá está no segundo mandato como prefeito. Ele foi eleito em 2020 e reeleito em 2024, com votação recorde no município.
Nomeação na Codevasf provoca desgaste entre Eures Ribeiro e Jerônimo Rodrigues
Prefeito de Bom Jesus da Lapa critica decisão e aliados apontam influência política na escolha
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A nomeação da ex-prefeita de Cotegipe, Márcia da Silva Sá Teles, para a 2ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, com sede em Bom Jesus da Lapa, provocou desgaste político no oeste da Bahia. O prefeito Eures Ribeiro (PSD) reagiu à mudança no comando do órgão, que até então estava sob responsabilidade interina de Luiz Geraldo Sciam Bastos, servidor de carreira.Nos bastidores, aliados do gestor municipal atribuem a indicação da nova superintendente à influência do ministro Rui Costa, apontado como pré-candidato ao Senado. O primeiro posicionamento público veio do presidente da Câmara Municipal, Gedson Nascimento, que divulgou vídeo com críticas à nomeação.A relação entre Eures Ribeiro e Rui Costa é marcada por divergências. Em 2018, durante agenda do então governador na região, houve tensão em protesto na comunidade quilombola de Rio das Rãs, com intervenção do prefeito. Mais recentemente, em 2025, aliados de Ribeiro afirmam que houve interferência na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a transferência de uma visita prevista para Bom Jesus da Lapa para outro município, o que teria ampliado o distanciamento político.Outro ponto de atrito ocorreu após o prefeito sinalizar que não apoiaria a reeleição do senador Jaques Wagner (PT), indicando aproximação com Angelo Coronel (PSD). Em mensagem divulgada em grupo de WhatsApp, Eures criticou a nomeação e afirmou que não aceita decisões impostas, além de defender maior respeito ao cenário político local.Até o momento, o governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Lula lidera cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro e outros nomes, diz CNT
Petista aparece com 44,9% contra 40,2% de Flávio Bolsonaro; margem de erro é de dois pontos
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Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta terça-feira (14) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera cenários de segundo turno para a Presidência da República. No principal recorte, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula aparece com 44,9% das intenções de voto, enquanto o adversário soma 40,2%. Outros 3,6% declararam voto nulo ou branco, e 11,3% disseram estar indecisos.Em comparação com levantamento anterior, divulgado em novembro, Lula apresentou queda de quatro pontos percentuais. Flávio Bolsonaro não havia sido incluído na rodada anterior. A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 45% das intenções, ante 31,6% do adversário. Nulos e brancos somam 15,9%, e 7,3% estão indecisos.No confronto com Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 44,4%, contra 32,7% do adversário. Já contra Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 45,4%, enquanto o ex-ministro tem 29,1%. Em cenário com Renan Santos (Missão), Lula soma 45% das intenções de voto, frente a 28,3% do adversário.O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 8 e 12 de abril, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02847/2026.
Grupo político de Caetité se reúne com ACM Neto e reforça apoio ao União Brasil
Encontro ocorreu na sede do União Brasil e reuniu lideranças locais e o deputado estadual Luciano Ribeiro
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Foto: Reprodução - redes sociais Éder David
Uma comitiva política de Caetité se reuniu, nesta segunda-feira (13), com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, na sede do União Brasil, em Salvador. Participaram do encontro a enfermeira Fabiane Públio, os ex-vereadores Zé Adolfo, Maria da Serragem, Dé Axé e Jorginho Ladeia, o vereador Rodrigo Gondim, acompanhado da esposa, além do ex-candidato a prefeito de Caetité e advogado Éder David, com Magda David. Também integrou a agenda o deputado estadual e ex-prefeito de Caculé, Luciano Ribeiro.Segundo uma fonte ligada ao grupo, a visita teve como objetivo manifestar apoio a ACM Neto, que articula uma possível candidatura ao governo da Bahia, e fortalecer o grupo político em Caetité com foco nas próximas eleições. Durante o encontro, foram discutidos cenários políticos e estratégias para o município e a região. Em declaração, Éder David afirmou que a reunião foi um momento de “conversa franca e alinhamento” sobre os caminhos políticos e destacou a importância do diálogo e da união para o desenvolvimento local.Já Fabiane Públio manifestou apoio público a ACM Neto, ressaltando expectativas em relação a um projeto político voltado ao estado da Bahia e defendendo a construção de propostas com base no diálogo e na escuta da população. O encontro ocorre em meio às movimentações políticas antecipadas no interior do estado, com lideranças locais buscando articulações visando os próximos ciclos eleitorais.
Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, indica pesquisa
Levantamento indica queda na aprovação e aumento de avaliações regulares; percepção varia entre grupos sociais.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Pesquisa do Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral. O levantamento mostra queda na avaliação positiva, que passou de 32% para 29%. Já a parcela que considera o governo regular subiu de 26% para 29%.Na avaliação pessoal do presidente no terceiro mandato, a reprovação variou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%, dentro da margem de erro. A pesquisa também indica diferenças entre grupos. A avaliação positiva é mais presente entre pessoas mais velhas, com menor escolaridade e moradores do Nordeste. Já a avaliação negativa é maior entre entrevistados com maior nível de instrução, residentes do Sul, evangélicos e pessoas com renda acima de dez salários mínimos.O levantamento traz ainda comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo a série histórica.
Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em cenário de 1º turno
Diferença entre os dois principais candidatos está dentro da margem de erro de 1 ponto percentual.
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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Veritá aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança das intenções de voto para a Presidência da República em um cenário de primeiro turno. De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 35,9% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma 33,2%. A diferença está dentro da margem de erro, que é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, o que configura empate técnico. Na sequência, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tem 3%, mesmo após ter desistido da pré-candidatura. O empresário Pablo Marçal (União Brasil) aparece com 2,1%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 1,9%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o integrante do MBL Renan Santos (Missão) registram 1,8% cada. Já o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) tem 0,4%. Segundo o instituto, 20% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo. A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todo o país entre os dias 13 de março e 4 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02476/2026.
Angelo Coronel declara apoio a Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais
Senador disse que decisão é pessoal e defendeu independência do eleitor na escolha para presidente.
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Foto: Lula Marques | Agência Brasil
O senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que pretende apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, nas eleições de outubro. A declaração foi feita na manhã de segunda-feira (6), durante entrevista à Rádio Antena 1 de Salvador.Coronel, que disputa a reeleição ao Senado pela base de oposição na Bahia, disse que a decisão não tem motivação política, mas pessoal. Segundo ele, a escolha está ligada à relação de amizade com o colega de Congresso. “Por ser amigo pessoal, um colega de Senado, eu não vou deixar de votar no amigo Flávio para votar em outro com quem não tenho nenhuma relação”, afirmou.O senador também avaliou que lideranças locais têm pouca influência na escolha do eleitor para presidente. Segundo Coronel, a influência política nos municípios é maior em disputas estaduais e proporcionais, enquanto a decisão para o Palácio do Planalto tende a ser individual.“A liderança do município influencia na eleição do governador e do senador. Ninguém consegue mudar a cabeça de ninguém na hora do voto para presidente”, declarou.
Prazo para tirar ou regularizar título vai até 6 de maio
Serviço pode ser feito online ou presencialmente; prazo vale para novos eleitores e regularizações
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Foto: Reprodução
Eleitores que pretendem tirar o título pela primeira vez, transferir o local de votação ou regularizar pendências têm até o dia 6 de maio para procurar a Justiça Eleitoral. O prazo é necessário para garantir a participação nas eleições gerais de outubro, quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados.A regularização pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio dos serviços do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com a legislação, o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70.Adolescentes já podem solicitar o título a partir dos 15 anos, mas só poderão votar se tiverem 16 anos completos até a data da eleição. Quem não estiver regularizado dentro do prazo ficará impedido de votar.
Prazo de desincompatibilização leva 11 governadores a deixarem cargos
Regra eleitoral exige afastamento para disputa; eleições acontecem em outubro
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Foto: Reprodução
Terminou neste sábado (4) o prazo de desincompatibilização para agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro. A regra exige o afastamento de cargos no Executivo, como governadores, prefeitos e ministros. Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram seus postos para concorrer a outros cargos.Entre eles, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) sinalizaram pré-candidaturas à Presidência da República. Outros nove governadores deixaram os cargos com foco no Senado, como Gladson Cameli, Wilson Lima, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho, João Azevêdo e Antonio Denarium.O ex-governador Cláudio Castro também deixou o cargo para disputar o Senado, mas foi declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral e deve concorrer sub judice. Por outro lado, nove governadores permanecem no cargo para disputar a reeleição, como Jerônimo Rodrigues e Tarcísio de Freitas. A legislação permite que candidatos ao segundo mandato não precisem se afastar. Outros sete governadores optaram por concluir seus mandatos e não disputar cargos neste pleito. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso necessário, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.
Jerônimo discute nome de Ivana Bastos para vice, e MDB condiciona apoio à filiação
Articulação envolve equilíbrio da base aliada e disputa por espaço na chapa majoritária
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), iniciou novas articulações para a formação da chapa majoritária nas próximas eleições e discute o nome da deputada estadual Ivana Bastos, atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), como possível candidata a vice-governadora.As negociações avançaram após uma reunião realizada na noite de domingo (29) entre Jerônimo e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, uma das principais lideranças do MDB no estado. Segundo informações publicadas pelo jornal A Tarde, o partido condiciona o apoio à indicação de Ivana à filiação da deputada à legenda, como forma de garantir protagonismo na composição da chapa.Nos bastidores, o nome da deputada é visto como estratégico. Ivana reúne forte capilaridade política no interior, é considerada uma das lideranças mais votadas do estado e poderia fortalecer a presença feminina na disputa majoritária.Além disso, a escolha também teria impacto no equilíbrio entre partidos da base governista, especialmente o PSD, que hoje concentra o maior número de prefeituras na Bahia. Apesar da pressão, Ivana Bastos ainda resiste à composição. Entre os fatores estão a ausência de um sucessor político consolidado e a avaliação de que pode manter influência ao permanecer na Assembleia, onde tem caminho aberto para reeleição e possível recondução à presidência da Casa.Aliados de Jerônimo afirmam que o governador deve intensificar as negociações para viabilizar o nome da deputada na chapa.
Lula anuncia Leonardo Barchini como novo ministro da Educação
Camilo Santana deixa o cargo para disputar eleições; governo destaca obras e avanço na conectividade escolar
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30) que o atual secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini, será o novo titular da pasta. Ele substituirá Camilo Santana, que deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano.O anúncio foi feito durante evento de balanço do MEC, em Brasília, onde também foram inauguradas simultaneamente 107 obras na área da educação. Segundo o governo federal, os investimentos somam R$ 413,49 milhões, com recursos do Novo PAC e do próprio ministério. Na mesma agenda, o governo informou que 99.005 escolas públicas já contam com conectividade adequada, o equivalente a 71,7% das unidades do país. A meta é atingir 100% das escolas da educação básica até o fim de 2026, beneficiando cerca de 24 milhões de estudantes.O Ministério das Comunicações anunciou ainda a contratação de serviços para ampliar o acesso à internet em mais 16,7 mil escolas. O avanço é mais expressivo em regiões como o Norte e em áreas rurais, além de comunidades indígenas e quilombolas. No balanço de obras, o MEC informou que há cerca de 9,7 mil intervenções em andamento ou concluídas em todo o país, incluindo creches, escolas e institutos federais, além de ampliações e melhorias em unidades já existentes.
Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
No xadrez político da Bahia, o Vale do Jiquiriçá consolidou-se como uma das peças mais resilientes do tabuleiro governista. Enquanto a oposição tenta personificar em Zé Cocá uma ameaça à hegemonia petista, os dados revelam uma realidade distinta: o que existe é um "cinturão governista" que não apenas resiste, mas isola o prefeito de Jequié (que pertence ao Médio Rio de Contas) em um enclave geográfico e político. Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região. A força de Zé Cocá, embora robusta em Jequié — onde saltou de 38,29% em 2020 para 91,97% em 2024 —, carece de capilaridade regional. Ao analisarmos o mapa do Vale, (afinal, Zé Cocá iniciou sua vida política como prefeito de Lafaiete Coutinho) Jequié aparece como um ponto fora da curva em um oceano de domínio governista. O isolamento de Cocá é acentuado pelo cerco estratégico de Jerônimo Rodrigues, que já garantiu o apoio de 14 das 20 prefeituras da região e deixa o projeto da oposição restrito a Jequié e pequenos satélites como Lafaiete Coutinho e Itiruçu. O segredo da "blindagem" do Vale reside no fenômeno do lulismo. Lula não é apenas um nome na cédula; é um traço cultural consolidado na região. Com uma média de votação superior a 76% e picos de 84,62% (Santa Inês) e 84,40% (Cravolândia), Lula funciona como um motor de alta tração que puxa as candidaturas de Jerônimo, Wagner e Rui Costa. Essa fidelidade inabalável cria uma correlação de votos forte (0,76). A série histórica (2002-2022) mostra que, mesmo quando o cenário nacional foi adverso, o eleitor do Vale nunca flertou com a oposição majoritária. Para Zé Cocá e ACM Neto, o desafio não é apenas vencer o PT, mas vencer a conexão emocional e histórica que o povo do Jiquiriçá mantém com o projeto federal e estadual de Lula. Os dados de 2024 confirmam que a base governista não sofreu erosão. A vitória de prefeitos aliados em dois terços da região (PT, PSD, Avante e PSB) assegura o controle das máquinas municipais e a capilaridade direta em cada distrito. A correlação é cirúrgica: Desempenho dos prefeitos da base (2024): média de 65%. Desempenho de Jerônimo (2022): média de 65,9%. Essa estabilidade demonstra que o capital político está preservado. Enquanto a oposição celebra números isolados em Jequié, o governo Jerônimo opera uma estrutura homogênea que cobre a vasta maioria do território. Com o controle de 14 prefeituras estratégicas, incluindo o contrapeso de Jaguaquara (onde o PT venceu com 66,7%), o governo estadual bloqueia as rotas de expansão da oposição. Zé Cocá é um líder forte em uma cidade forte, mas sua influência termina onde começa o cinturão de prefeitos aliados a Jerônimo. O cenário para 2026 no Vale do Jiquiriçá é de uma blindagem profunda com a vitória provável de Jerônimo em todos os 20 municípios, feito já realizado na eleição anterior. Vale lembrar que, mesmo com Zé Cocá prefeito, em 2022, Jerônimo venceu ACM Neto em Jequié, com 51,41%. A oposição entra na disputa tentando transformar uma "onda localizada" em Jequié em uma maré regional, mas os dados mostram que o mar continua sendo do PT. Com Lula como o grande eleitor e uma rede de prefeitos resilientes, o governo entra na próxima disputa com o Vale do Jiquiriçá como um território de vitória muito provável, deixando Zé Cocá isolado na tarefa hercúlea de tentar furar uma das bases mais sólidas do petismo na Bahia.
*Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais.
Da persuasão à mobilização: o que está em jogo nas eleições de 2026
Segundo a Quaest, 55% dos entrevistados se sentem frustrados, pois reconhecem que ganham mais, mas a vida não melhorou devido à explosão do custo de vida.
Por: Yuri Almeida*
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
Há uma grande dissonância entre os indicadores econômicos oficiais (PIB em crescimento, inflação controlada e desemprego baixo) e a percepção da maioria dos brasileiros, onde 43% afirmam que a economia piorou e 61% dizem ter menos poder de compra. A chave para essa contradição é o conceito de affordability (relação entre renda e custo de vida). Segundo a Quaest, 55% dos entrevistados se sentem frustrados, pois reconhecem que ganham mais, mas a vida não melhorou devido à explosão do custo de vida. Este paradoxo impede que os bons números oficiais se traduzam em dividendos políticos para a reeleição do presidente Lula, refletindo uma tendência global de enfraquecimento da correlação entre sentimento econômico e aprovação presidencial. Gratidão não se traduz em votos: Apesar de o Governo Federal apresentar um pacote robusto de "entregas" e políticas sociais, como o Bolsa Família, que historicamente beneficiaria os incumbentes, os dados mostram que a aprovação do governo não registra saldo positivo há mais de um ano. Isso ocorre porque a “dinâmica da gratidão automática” parece ter se esgotado. Para cerca de 70% dos brasileiros, os programas sociais deixaram de ser vistos como favores e passaram a ser percebidos como direitos consolidados, uma vez que a rede de proteção foi mantida e ampliada por governos anteriores (Jair Bolsonaro e o Congresso). O desafio da comunicação política é reconstruir a narrativa, mostrando que as escolhas políticas concretas (votar em A ou B) levam a desfechos diferentes na vida das pessoas. Um país que se descobriu mais à direita: Com a perda de força explicativa da economia e das entregas de governo, os valores ganharam espaço na explicação do voto. O Brasil passou por um deslocamento para posições mais conservadoras e tradicionais. A autodeclaração de direita aumentou de 28% para 36% desde 2007, e a de centro subiu de 28% para 37%. A esquerda, por sua vez, recuou a 23%. A maior novidade é que apenas 4% permanecem indefinidos, em comparação com 22% em 2007. Essa migração se deu porque o discurso da direita conseguiu organizar valores conservadores que antes não se reconheciam em nenhum projeto político. Curiosamente, a juventude, embora mais conservadora em alguns temas, tende a buscar o centro e rejeitar a polarização, abrindo uma oportunidade para discursos menos binários em 2026. Lula, direita, bolsonarismo e a calcificação do eleitorado: Os valores influenciam a percepção das lideranças, ilustrando a confusão do eleitorado: 45% veem Lula como um radical de esquerda. O eleitorado está praticamente calcificado e dividido em dois grandes blocos de 35% cada: um alinhado a Lula (lulismo, maior que a esquerda) e outro alinhado à direita (maior que o bolsonarismo). A calcificação é o processo, descrito por Nunes e Traumann (Biografia do Abismo), em que o eleitor se agarra ao seu campo político por medo da vitória do "outro lado", transformando grupos de apoio em "fã-clubes" menos permeáveis à persuasão. Essa dinâmica é alimentada por uma polarização imaginada, onde os eleitores superestimam o peso dos extremos (pensam que há 35% de lulistas e 32% de bolsonaristas, enquanto os números reais são 20% e 13%, respectivamente), o que reforça o clima de "guerra cultural". A batalha de 2026: mais mobilizar do que convencer: A eleição de 2026 tende a ser uma disputa pautada pelo desejo de mudança. As simulações da Quaest indicam um quadro competitivo, com Lula operando próximo ao seu piso e com dificuldades para crescer entre os independentes (cerca de 25%). Flávio Bolsonaro replica o movimento, consolidando seu campo e crescendo entre os independentes (18%). No entanto, o centro é enganoso: embora 29% dos eleitores se posicionem no meio, uma grande parte é apática e desinteressada da vida pública. Diante de um eleitorado calcificado e um centro reduzido e desinteressado, a lógica da campanha se desloca da persuasão (mudar a opinião) para a mobilização (levar o eleitor a votar). Com abstenções crescentes, a margem de decisão se torna estreita, e o que decidirá a eleição é a capacidade de transformar simpatizantes em militantes e eleitores desanimados em participantes ativos. Desafios e oportunidades para 2026: Fórmulas simples serão insuficientes em 2026. Governos não podem mais confiar apenas em números econômicos positivos, pois o eleitor prioriza a capacidade real de pagar o custo de vida. Da mesma forma, programas sociais não garantem mais votos automaticamente. Oportunidades surgem no espaço dos valores e da narrativa. Partidos e candidatos que souberem equilibrar o entendimento do país mais conservador com a demanda por moderação da juventude terão vantagem. A disputa será travada sobre um centro pequeno e de baixa energia cívica, e a prioridade das campanhas será mobilizar afetos e contar uma história convincente sobre como decisões políticas produzem ou não uma vida melhor. A máxima que resume 2026 é a percepção de justiça na vida concreta – e a capacidade de mobilizar afetos em torno dela – que decidirá quem governa o país. *Yuri Almeida é estrategista político, professor e especialista em campanhas eleitorais.
Após pressão do Congresso, Planalto recua e reavalia articulação política
Aliados apontam falta de experiência política como entrave; Planalto avalia nomes mais fortes para negociar com o Congresso
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de indicar o secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, para o comando do Ministério das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo. O recuo ocorreu após líderes do Congresso manifestarem resistência ao nome. A avaliação entre parlamentares é que o cargo exige experiência direta na negociação com deputados e senadores, algo que Noleto não tem — ele nunca exerceu mandato eletivo.Com a saída iminente de Gleisi Hoffmann, que deixará o posto para disputar o Senado, o Planalto agora busca um perfil mais testado politicamente para a função. Dois nomes surgem como alternativas: o senador Otto Alencar (PSD) e o ministro Wellington Dias. Ambos, porém, enfrentam obstáculos.Alencar preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma das mais influentes do Senado, e teria de deixar o cargo. Além disso, sua atuação é mais concentrada entre senadores, enquanto o governo enfrenta maior dificuldade de articulação na Câmara. O próprio senador negou qualquer negociação e ironizou a possibilidade ao mencionar que se recupera de uma cirurgia cardíaca. Já Wellington Dias comanda uma das pastas mais estratégicas do governo, responsável por programas sociais. Seu perfil conciliador também levanta dúvidas entre aliados, que veem o posto de articulador como uma função que exige, em momentos críticos, maior capacidade de enfrentamento político.Nos bastidores, congressistas alertaram o Planalto sobre a necessidade de um nome com força suficiente para garantir o cumprimento de acordos, especialmente na liberação de emendas parlamentares — tema sensível em ano eleitoral. Há expectativa de acelerar esses pagamentos até junho, o que depende diretamente da articulação entre ministérios e da relação com deputados e senadores. Parlamentares querem garantir que os recursos cheguem às bases antes das eleições.Outro fator de desgaste é a proximidade de Noleto com Alexandre Padilha, ex-titular da pasta, que enfrentou dificuldades na relação com o centrão, especialmente durante a gestão do então presidente da Câmara, Arthur Lira. A troca no comando da articulação ocorre em meio a votações estratégicas no Congresso, como propostas na área de segurança pública e discussões relacionadas aos desdobramentos dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
Janela partidária agita cenário político na Bahia; saiba quem mudou de partido
Movimentações envolvem deputados e senador; prazo vai até 5 de abril e deve ampliar mudanças.
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A janela partidária já provoca reconfiguração no cenário político da Bahia com a migração de lideranças de olho nas eleições de 2026. As mudanças, oficializadas nos últimos dias, indicam fortalecimento de siglas como Avante, PSD e Republicanos.Entre os principais movimentos está a filiação do senador Angelo Coronel ao Republicanos. Ele passa a integrar o grupo político ligado ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, pré-candidato ao governo estadual. Também migraram para a sigla seus filhos, os deputados Diego Coronel e Angelo Coronel Filho.No mesmo partido, o deputado federal Leo Prates deixou o PDT após a legenda se aproximar da base do governador Jerônimo Rodrigues.Outra mudança relevante foi a saída da deputada Elisângela Araújo do Partido dos Trabalhadores (PT) para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), com intenção de disputar a reeleição.O ex-deputado Bebeto Galvão deixou o PSB após mais de 20 anos e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD). No mesmo movimento, também migraram Raimundo da Pesca e Adriano Lima.Na Assembleia Legislativa, a deputada Ludmilla Fiscina trocou o PV pelo PSD. Já os deputados Vitor Azevedo e Laerte do Vando deixaram PL e Podemos, respectivamente, para ingressar no Avante, que também recebeu Felipe Duarte.Outras articulações seguem em curso. O deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP) admite deixar a sigla após a federação nacional com o União Brasil e pode migrar para o PDT. Já o deputado estadual Niltinho (PP) é cotado para o PSB, assim como Eduardo Salles e Antonio Henrique Júnior.O futuro político de Hassan (PP) também é incerto, diante da proximidade com o governo estadual e alianças locais. Nos bastidores, o prefeito Zé Cocá é apontado como possível vice em uma eventual chapa encabeçada por ACM Neto.A janela partidária permite que parlamentares troquem de legenda sem perder o mandato. O prazo segue aberto até 5 de abril, e a expectativa é de novas mudanças nos próximos dias.
José Ronaldo afirma que foi convidado para ser vice de Jerônimo e ACM Neto
Prefeito de Feira de Santana afirma que recebeu convites de aliados dos dois grupos políticos, mas garante que pretende permanecer no cargo.
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O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou que recebeu convites para disputar o cargo de vice-governador da Bahia em duas possíveis chapas para as próximas eleições estaduais.Segundo ele, os convites partiram de interlocutores ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).A declaração foi feita nesta quarta-feira (11), durante entrevista ao jornalista Dilton Coutinho, no programa Acorda Cidade.“Ser convidado com tanta atenção e respeito para disputar uma vaga de vice-governador é algo que me deixa honrado, me deixa feliz”, afirmou o prefeito.Durante a entrevista, José Ronaldo não revelou quem foram os articuladores responsáveis pelos convites. Segundo ele, as conversas ocorreram dentro do ambiente político comum e fazem parte do processo natural de articulação.“Ser convidado por pessoas respeitadas na Bahia ou no país é algo positivo. Você se sente feliz e agradecido por esse momento”, declarou.Apesar das sondagens, o prefeito afirmou que não pretende deixar o cargo para disputar outra função nas próximas eleições.“É uma decisão que precisa ser bem analisada, mas, no momento, não tenho intenção de deixar a prefeitura”, disse.Encontro com Geddel:José Ronaldo também comentou um encontro ocorrido em janeiro com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB).Segundo ele, a reunião não teve como foco a formação de chapas eleitorais, mas sim uma conversa sobre o cenário político da Bahia.Ronaldo relatou que Geddel chegou a mencionar a possibilidade de filiação ao MDB, mas afirmou que o convite foi feito de forma informal, como costuma ocorrer nas articulações partidárias.“O partido está às suas ordens, ele disse. Mas isso é algo normal na política. Já teve dirigente que chegou até a me oferecer presidência de partido, mas eu não tenho essa vontade”, concluiu.
Deputada Cláudia Oliveira entra na disputa para vice na chapa de Jerônimo Rodrigues
Governador confirma diálogo com o PSD enquanto cresce a possibilidade de mudança na composição da chapa governista.
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A deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) passou a ser citada nos bastidores como possível candidata a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições na Bahia. A especulação ganhou força após crescer a possibilidade de saída do atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) da composição governista.Além de Cláudia Oliveira, outros dois nomes do Partido Social Democrático também foram mencionados nas articulações políticas: a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, e o ex-presidente da Casa, Adolfo Menezes. Nesta segunda-feira (9), Jerônimo confirmou que mantém conversas com lideranças do PSD sobre a reorganização da chapa governista. Segundo o governador, existe um compromisso político com o partido que precisa ser preservado nas negociações.As tratativas, de acordo com o petista, ocorrem tanto no plano estadual quanto no cenário nacional. Cláudia Oliveira aparece como um dos nomes cotados por reunir experiência administrativa e força política no extremo sul do estado. Ela foi prefeita de Porto Seguro por dois mandatos e atualmente exerce o segundo mandato como deputada estadual.Nos bastidores, lideranças governistas avaliam que a definição da vice deve fazer parte de um redesenho mais amplo das alianças para a disputa eleitoral na Bahia.
Analista político questiona metodologia de pesquisa eleitoral na Bahia
Levantamento indica liderança de ACM Neto na disputa pelo governo baiano, mas analista aponta falhas metodológicas e questiona aplicação das entrevistas.
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
A pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Séculus Análise e Pesquisa sobre a disputa pelo governo da Bahia em 2026 passou a ser alvo de questionamentos no meio político. O analista político Yuri Almeida criticou a metodologia do levantamento e apontou possíveis inconsistências na coleta e na divulgação dos dados. Segundo o estudo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da corrida ao Palácio de Ondina, com 48,28% das intenções de voto. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) surge em segundo lugar, com 31,15%.O cenário estimulado inclui ainda José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65%, e Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,52%. Outros 9,93% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 9,47% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. O levantamento ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-09740/2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.Críticas à metodologia: Ao comentar os dados, Yuri Almeida afirmou que tem dificuldade em analisar pesquisas de institutos que apresentam histórico de erros em levantamentos eleitorais.Segundo ele, um dos pontos que geram dúvida é o tempo de aplicação das entrevistas. De acordo com o analista, o levantamento teria sido realizado em um intervalo curto, o que levanta questionamentos sobre a execução do trabalho de campo.“Como é que eles aplicaram, em 24 horas, mais de 1.200 questionários em mais de 70 cidades baianas, ainda por cima embaixo de chuva? Estou muito curioso para saber como isso foi feito”, afirmou. Outro ponto criticado diz respeito ao material utilizado durante a apresentação dos candidatos aos entrevistados.Para Almeida, a legislação eleitoral exige que os chamados “discos” — material com os nomes dos candidatos exibido aos eleitores — tenham proporção equilibrada, sem destaque visual que possa influenciar a resposta. “Quando há distorção na proporção dos nomes, isso pode influenciar diretamente a escolha do entrevistado”, disse.Falta de cenários eleitorais: O analista também questionou a ausência de simulações consideradas relevantes para avaliar a disputa eleitoral, como cenários de segundo turno entre os principais candidatos.“A pesquisa não crava primeiro turno para ninguém, mas também não testa o confronto direto entre Jerônimo e ACM Neto. Não apresenta cenário de segundo turno. Como é que isso é possível?”, questionou. Ele também apontou divergência entre os resultados apresentados e o histórico eleitoral do estado.“Historicamente, na Bahia, o governador costuma eleger também os senadores e puxar a votação do candidato a presidente. A pesquisa aponta uma votação muito forte para Lula e para os senadores ligados ao governo, mas ao mesmo tempo coloca o governador atrás. É um cenário que causa estranhamento”, avaliou. Possível contestação:Em declaração ao portal Notícias da Bahia, Yuri Almeida afirmou que o instituto responsável pelo levantamento deverá apresentar a documentação completa da pesquisa para análise. Segundo ele, a empresa tem prazo para encaminhar ao sistema oficial todos os dados detalhados do levantamento, incluindo o registro de cada entrevista realizada.Caso sejam identificadas inconsistências entre o plano amostral, os resultados divulgados e os dados do trabalho de campo, o levantamento poderá ser contestado na Justiça Eleitoral.
Zé Cocá surge como favorito para vice na chapa de ACM Neto em 2026
Prefeito de Jequié cresce nas articulações da oposição; chapa ainda discute vice-governadoria e segunda vaga ao Senado.
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Com a aproximação das eleições de 2026, a oposição ao governo da Bahia intensifica as articulações para a disputa ao Palácio de Ondina. O grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) já tem uma definição considerada praticamente certa: a candidatura do ex-ministro João Roma (PL) para uma das vagas ao Senado. Com isso, permanecem abertas duas posições estratégicas na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado.Nos bastidores, diferentes nomes têm sido citados para compor a vice de ACM Neto. Entre eles aparecem o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Nas últimas semanas, porém, o nome de Zé Cocá ganhou força dentro do grupo oposicionista. Interlocutores ligados à pré-campanha avaliam que a presença de uma liderança com forte base no interior pode ser decisiva para ampliar o alcance eleitoral da chapa em 2026.Aliados de ACM Neto consideram que a ausência de um nome com forte influência regional foi um dos pontos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando o ex-prefeito acabou superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). O avanço do nome de Cocá também ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato, o que reduziria as chances de renúncia para disputar a vice-governadoria.Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser visto como um dos principais ativos políticos do interior baiano dentro do campo oposicionista. Segundo fontes ouvidas pelo Bahia Notícias, o diálogo entre ACM Neto e o prefeito segue em andamento, embora ainda não exista definição oficial sobre a composição da chapa.O próprio Cocá tem condicionado qualquer avanço nas tratativas à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, considerado estratégico para o desenvolvimento da região. Paralelamente às negociações para a vice, outro tema que movimenta os bastidores envolve o futuro político do senador Angelo Coronel (PSD). O parlamentar avalia deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.Apesar das especulações, o eventual destino partidário de Coronel ainda não foi definido e segue em discussão nas articulações políticas para 2026.
Lula lidera corrida presidencial na Bahia com 48,35%, aponta Séculus
Levantamento ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
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Um levantamento da Séculus Análise e Pesquisa, contratado pelo Bahia Notícias, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente das intenções de voto para a Presidência da República em cenário estimulado na Bahia. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (4), Lula aparece com 48,35% das intenções de voto. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 21,87%.Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 2,14%; Ratinho Júnior, com 1,36%; Romeu Zema, com 1,04%; Eduardo Leite, com 0,58%; Renan Santos, com 0,32%; e Aldo Rebelo, com 0,13%. Ainda segundo o levantamento, 15,18% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 9,02% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o presidente registra 49,12% das intenções de voto, contra 23,04% do senador. Brancos, nulos ou nenhum somam 16,55%, e 11,29% disseram não saber ou não opinar. A pesquisa ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos entre os dias 25 e 27 de fevereiro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-04320/2026, possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Avante aciona TRE-BA e tenta barrar divulgação de pesquisa eleitoral da Séculus
Legenda alega irregularidades no registro BA-09740/2026 e sustenta que formato do questionário pode influenciar eleitor.
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O Avante acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia pedindo a suspensão imediata da pesquisa registrada sob o nº BA-09740/2026, realizada pela Séculus Consultoria e Assessoria. Na representação, o partido aponta o que classifica como irregularidades metodológicas, estatísticas e financeiras e solicita a concessão de liminar para impedir a divulgação do levantamento.Segundo o Avante, a pesquisa não detalha quais municípios e bairros foram incluídos, nem a quantidade de entrevistados por localidade. A legenda afirma que a ausência dessas informações compromete o plano amostral exigido por resolução do Tribunal Superior Eleitoral e pode abrir margem para direcionamento de resultados. O partido também questiona o questionário aplicado e a forma de apresentação dos nomes dos pré-candidatos. De acordo com a ação, haveria diferença de proporção gráfica no disco exibido aos entrevistados, com destaque para ACM Neto (União Brasil) em relação a Jerônimo Rodrigues (PT), o que, na avaliação da legenda, poderia influenciar a escolha do eleitor.A representação menciona ainda que, nas eleições de 2022, o Instituto Séculus divulgou levantamentos que apontavam vantagem de ACM Neto sobre Jerônimo, resultado que não se confirmou nas urnas. Até o momento, não há decisão do TRE-BA sobre o pedido de suspensão.
Arthur Maia diz que Jerônimo não cumpriu promessas e cobra obras no interior
Parlamentar do União Brasil questiona gestão estadual, cita possíveis nomes para vice e elogia legado de Rui Costa.
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Foto: Reprodução - Rádio Alvorada
O deputado federal Arthur Maia (União Brasil) criticou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante entrevista concedida nesta terça-feira (3) à Rádio Alvorada FM, em Guanambi, no sudoeste baiano. Maia afirmou que o governador não teria cumprido promessas feitas durante a campanha, citando anúncios de obras para Jequié que, segundo ele, ainda não foram executadas. O deputado disse que o prefeito Zé Cocá (União Brasil) já sinalizou que eventual apoio político dependerá da entrega dos compromissos assumidos.Questionado sobre a posição de Nal Azevedo (Avante), Maia declarou que a aproximação com o governo estadual estaria relacionada a demandas por obras. Ao comentar um possível apoio a Jerônimo, afirmou: “Quem vota em Jerônimo é quem não conhece”. Sobre a formação da chapa de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia, o parlamentar citou como possíveis nomes para vice a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), o prefeito Zé Cocá e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil).Ele ponderou que não acredita que José Ronaldo deixe a prefeitura para disputar a eleição, mas avaliou que Cocá e Sheila Lemos seriam “bons nomes” para compor a chapa. Apesar das críticas ao atual governo, Maia afirmou que o ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), foi “um grande governador”, diferenciando sua gestão da administração atual.























