Eduardo Bolsonaro critica Moraes e diz que decisão sobre Jair Bolsonaro é política
Ex-deputado afirmou nas redes sociais que medida não tem fundamento jurídico e voltou a contestar acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta terça-feira (24), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação na rede social X, Eduardo Bolsonaro afirmou que a medida não teria fundamento jurídico e seria motivada por razões políticas. Segundo ele, a decisão do magistrado estaria relacionada a uma preocupação com possíveis consequências caso o ex-presidente permanecesse preso.Na postagem, o ex-deputado também mencionou o estado de saúde de Jair Bolsonaro e disse esperar que ele receba acompanhamento médico adequado durante o período de prisão domiciliar. Eduardo Bolsonaro voltou ainda a contestar as acusações relacionadas aos Ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a prisão do ex-presidente seria injusta e argumentou que, na data dos atos, Jair Bolsonaro estava fora do país e já não ocupava o cargo de presidente da República.O ex-deputado também declarou que o pai foi um presidente honesto e defendeu o legado político do ex-mandatário. Ao final da publicação, manifestou apoio e fez referência às eleições de 2026, afirmando expectativa de mudança no cenário político.
Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas
Decisão é preventiva e ocorre após ausência superior a 30 dias; corregedoria abriu processo administrativo.
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi afastado de forma preventiva do cargo de escrivão da Polícia Federal por excesso de faltas não justificadas. A decisão determina que ele entregue a arma de fogo institucional e a carteira funcional em até cinco dias úteis. Em 2 de janeiro, a PF havia ordenado o retorno imediato de Eduardo ao exercício do cargo no Rio de Janeiro, após a cassação do mandato parlamentar. Desde 19 de dezembro de 2025, porém, ele acumula ausências não justificadas. O ex-deputado está nos Estados Unidos.À época, a corporação informou que a ausência poderia resultar em providências administrativas e disciplinares. Nesta quinta-feira (26), foi publicado o despacho do corregedor regional da PF no Rio com a formalização do afastamento. Em 27 de janeiro, a corregedoria instaurou processo administrativo para apurar se houve abandono intencional do cargo por mais de 30 dias consecutivos. O afastamento permanece válido até a conclusão do procedimento.Eduardo ingressou como escrivão da PF em 2010, em Guajará-Mirim (RO), e atuou até 2015, quando se licenciou para assumir o mandato de deputado federal. Por que o mandato foi cassado: O mandato foi cassado com base em regra constitucional que prevê a perda do cargo para parlamentares que faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas do ano. Desde o início do ano, Eduardo reside nos Estados Unidos, alegando perseguição política e jurídica. O que faz um escrivão da PF: O escrivão é responsável pela formalização de procedimentos investigativos, garantindo a validade jurídica de inquéritos policiais. Também atua na lavratura de autos e mandados, organização de documentos, controle de provas e registros de fianças.
Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Ramagem
Decisão foi publicada no Diário Oficial após fim do prazo de defesa
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A maioria dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quinta-feira (18), declarar a cassação dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). A Mesa é presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB). A decisão foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa. O prazo para apresentação de defesa pelos parlamentares havia se encerrado na quarta-feira (17). Na semana passada, Motta afirmou que pretendia concluir os dois casos antes do início do recesso parlamentar, marcado para esta sexta-feira (19).Eduardo Bolsonaro estava sujeito à perda do mandato por excesso de faltas às sessões da Câmara em 2025. O deputado está nos Estados Unidos desde março. Já Alexandre Ramagem deixou o país durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou em condenação à perda do mandato e a 16 anos e um mês de prisão, por participação em tentativa de golpe de Estado. A Mesa Diretora é composta pelo presidente e seis membros titulares, além de quatro suplentes. Entre os titulares, votaram a favor da cassação, além de Motta, os deputados Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Carlos Veras (PT-PE). Entre os suplentes, endossaram a decisão Paulo Folletto (PSB-ES), Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) e Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES).O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a medida e afirmou que os dois deputados estariam em exílio por perseguição política do Judiciário. Em publicação nas redes sociais, classificou a decisão como grave e afirmou que a Mesa retirou do plenário o direito de deliberar sobre os mandatos. Na semana passada, Hugo Motta notificou Eduardo Bolsonaro para apresentar defesa em até cinco sessões e afirmou que, vencido o prazo, determinaria a cassação. Segundo o presidente da Câmara, o deputado já ultrapassou o limite de faltas previsto na Constituição. A Constituição Federal estabelece, no artigo 55, que perde o mandato o parlamentar que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial. Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em março, de onde passou a articular ações políticas contra autoridades brasileiras, incluindo pedidos de sanções ao governo norte-americano, então liderado por Donald Trump. Ele afirma que deixou o país por sofrer perseguição política.Alexandre Ramagem, por sua vez, teria se mudado em setembro para um condomínio na Flórida, de onde gravava vídeos e participava de votações remotas na Câmara, amparado por atestado médico.
No país do osso de primeira e de segunda, camarão se tornou caviar
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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- Uma falsa discussão foi levantada nos últimos dias pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), numa dessas tentativas de desviar o foco de um dos assuntos mais alarmantes do Brasil do pai (Jair Bolsonaro) do parlamentar - a volta da fome. Isso tudo por conta de uma foto do ator Wagner Moura, que dispensa apresentações, que está no Brasil divulgando seu filme, Marighella. Na foto, o intérprete do Capitão Nascimento aparece saboreando um prato de vatapá, comida típica da culinária soteropolitana, que dentre seus ingredientes, contém camarão. Até aí tudo bem, mas o que incomodou o deputado, que é conhecido em Brasília pelo epíteto de “Bananinha” ou ainda “Dudu Bananinha", foi o fato de Moura saborear o seu quitute em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que na pobre visão de Bananinha e seus asseclas, movimentos desta magnitude pregam a exaltação da pobreza. Para Bananinha, aqueles que lutam por Justiça Social, distribuição de renda, o que inclui segurança alimentar, são chamados de socialistas ou comunistas e, portanto, não deveriam se render às ditas benesses do “inclusivo” sistema capitalista. Sendo que, em um capitalismo saudável, todos os cidadãos deveriam ter acesso a camarão ou a qualquer outra iguaria. Bananinha ao cometer tamanha incongruência, não leva em consideração que o maior produtor de alimentos do mundo, responsável pela alimentação de mais de um bilhão de pessoas, no Brasil, a era Bolsonaro inaugurou a modalidade do osso de primeira e de segunda, dos ora rejeitados pés de galinha, que agora estão nas mesas das famílias, e do ovo como principal fonte de proteína. Mas a fila do osso, o banquete das famílias ao redor de sacos de lixo, homens desesperados gritando nas ruas por um prato de comida, nada incomoda a essa gente; o que incomoda mesmo é Wagner Moura, pois em um país de Bolsonaro, devastado pela fome, pela inflação e pelo desemprego, camarão virou caviar.
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Sudoeste Bahia.























