Carnaval: campanha alerta para infecções sexualmente transmissíveis
Proposta é reforçar importância do uso do preservativo na folia
Por: Paula Laboissière
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- O carnaval está de volta e o momento é de celebrar a alegria, o amor, a diversidade e o respeito com responsabilidade pra curtir a folia em segurança. É o que defende a Campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), lançada nesta sexta-feira (17) pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o alerta vale para qualquer tipo de IST, não apenas o HIV, e inclui, por exemplo, o HPV, a herpes genital e a sífilis. Com o slogan Voltou o carnaval e com camisinha a alegria é geral, a proposta é reforçar a importância do uso do preservativo, sobretudo entre o público de 15 a 34 anos. As peças publicitárias incluem um filme para televisão veiculado nacionalmente; conteúdo informativo nas redes sociais; e peças afixadas em locais de grande circulação, como pontos de ônibus, estações de metrô, rodoviárias e avenidas. De acordo com o ministério, haverá reforço das mensagens de prevenção em Salvador, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Recife e em Brasília, cidades onde há maior concentração de foliões. Uma novidade da campanha em 2023 é o ajuste na nomenclatura dos preservativos distribuídos pela pasta: antes conhecidos como masculino e feminino, eles passam a ser identificados como externo e interno. As IST são causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos transmitidos por meio do contato sexual oral, vaginal e anal sem o uso de preservativo e com uma pessoa que esteja infectada. A terminologia infecções sexualmente transmissíveis passou a ser adotada em substituição à expressão doenças sexualmente transmissíveis (DST) porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção mesmo sem sinais e sintomas. Covid-19 - Por meio de nota, o ministério reforçou que, apesar da melhora no cenário epidemiológico da covid-19 no país, o carnaval 2023 ainda ocorre em um momento de pandemia e a recomendação é que todos busquem as unidades de saúde e completem o ciclo de imunização. Atualmente, mais de 19 milhões de brasileiros estão com a segunda dose do esquema vacinal primário atrasada; 68 milhões estão em atraso com a primeira dose de reforço; e pouco mais de 30 milhões, com a segunda dose.
Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm aumento em Vitória da Conquista
Com chuva, mais focos do mosquito foram identificados na cidade, mas situação ainda não é alarmante
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- O último Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês de novembro pelo Centro de Controle de Endemias (CCE), indica que, em Vitória da Conquista, no centro-sul da Bahia, foi apresentado um índice de infestação de 2,2%. Na pesquisa anterior, feita em setembro, esta taxa estava em 1,4%, ou seja, houve um aumento de 0,8%.O coordenador do CCE, Eliezer Almeida, afirmou que, com as chuvas dos últimos meses, as equipes têm identificado mais focos do mosquito. Apesar, disso, ele ainda não classifica a situação como alarmante. “As pessoas acabam se descuidando e o mosquito encontra condições para se reproduzir em recipientes pequenos que acumulam água. Nesse momento, é natural que aumente um pouco o número de casos, mas não é algo alarmante. Estamos tomando todas as providências”, disse. Os agentes de endemias inspecionaram 6.420 residências e estabelecimentos em 78 bairros e loteamentos do perímetro urbano no último estudo estudo. As localidades que apresentaram índice de infestação do mosquito de alto risco foram: Ipanema (18.7), Vila Conquista (17.0), Orfanato (10.7), Cidade Maravilhosa (8.5) e Panorama (5.6). Em 2021, o município registrou 891 notificações de casos suspeitos de arboviroses. Desse total, 77 foram confirmados laboratorialmente para dengue, 25 para chikungunya e oito para zika. Outros 689 casos foram descartados, 41 tiveram resultados inconclusivos e 51 estão aguardando resultado laboratorial.























