Nova versão do Desenrola está em fase final e aguarda aval de Lula
Proposta prevê reduzir endividamento e pode incluir uso de FGTS para quitar dívidas
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O governo federal prepara uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, nos moldes do Desenrola, que deve ser anunciada após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa.A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o desenho final da proposta ainda está sendo concluído pela equipe econômica e será apresentado ao presidente nos próximos dias.O anúncio oficial ficará a cargo de Lula após o retorno ao Brasil. “Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan, em São Paulo, após evento relacionado às obras do túnel Santos–Guarujá.Entre as medidas em estudo está a possibilidade de liberar recursos retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O valor pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo estimativas preliminares.O programa tem como objetivo reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas digitais, como forma de diminuir o endividamento das famílias.De acordo com o ministro, a proposta deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.Durigan embarca nesta segunda-feira para compromissos nos Estados Unidos e na Europa, onde deve se encontrar com o presidente. A agenda internacional inclui discussões sobre governança financeira, transição energética e cooperação internacional, além do alinhamento final do programa.A expectativa é de que o anúncio seja feito após o retorno da comitiva ao país.
Desenrola Brasil: renegociação de dívidas começa nesta segunda-feira
A autorização vale para a “Faixa 2” do programa, que é voltada para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil
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- O Desenrola Brasil, programa do Governo Federal que renegocia as dívidas, começa na próxima segunda-feira (17), de acordo com portaria do Ministério da Fazenda no Diário Oficial da União publicada nesta sexta-feira (14). A autorização vale para a “Faixa 2” do programa, que é voltada para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil e deve beneficiar 30 milhões de pessoas. As renegociações valem para dívidas inscritas até 31 de dezembro de 2022 e que continuam ativas. Para não incentivar a inadimplência, o Ministério da Fazenda escolheu uma data de corte anterior ao anúncio do plano. Os cinco maiores bancos do país –Bradesco, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica e Santander– já anunciaram que vão aderir ao Desenrola. A renegociação dos débitos será feita por meio de uma plataforma digital. Para isso, o devedor entrará no sistema com seu login do portal gov.br. Além disso, os devedores também terão direito a um curso de educação financeira.
Bancos confirmam adesão ao "Desenrola Brasil"
Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander confirmaram que vão participar do programa que visa beneficiar cerca de 70 milhões de negativados
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- Os bancos Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander, confirmaram que vão participar do "Desenrola Brasil", Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, que visa beneficiar cerca de 70 milhões de negativados. A informação foi diculgada pela Folha de São Paulo. A Caixa Econômica Federal ainda não declarou adesão ao programa. Em nota enviada à Folha, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou ter participado das negociações com o Governo Federal e diz que o programa é uma forma de garantir crédito futuro a quem está endividado. A adesão dos bancos é importante para a execução do programa, já que serão as instituições financeiras que realizarão as operações de crédito e receberão o valor do devedor, repassando em seguida para o credor. O Ministério da Fazenda prevê que o potencial em dívidas a serem negociadas é de mais de R$ 50 bilhões. O pagamento poderá ser realizado de diversas formas, como débito em conta, PIX ou boleto bancário, assim como terá a possibilidade ser efetuado a vista ou por financiamento bancário, com 1,99% de juros ao mês e na primeira parcela após 30 dias. De acordo com a pasta, a maior parte das dívidas negativadas, 66,3%, é com varejistas e companhias de água, gás e telefonia, que deverão participar das negociações.
Percentual de famílias endividadas se mantém em 78%
Famílias com dívidas em atraso somam 29,9%, revela pesquisa
Por: Vitor Abdala
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- A parcela de famílias com dívidas - em atraso ou não - se manteve em 78% na passagem de dezembro de 2022 para janeiro deste ano. Em janeiro do ano passado, o percentual era de 76,1%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (8), no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre aqueles que ganham até três salários mínimos, os endividados são 79,2%. Já aqueles que ganham mais de dez salários são 74,4%. Inadimplência - As famílias com dívidas em atraso, as chamadas inadimplentes, somam 29,9% do total, abaixo dos 30% de dezembro, mas acima dos 26,4% de janeiro do ano passado. Entre aquelas com renda de até três salários mínimos, 38,7% são inadimplentes. Já entre os que ganham mais de dez salários, a inadimplência atinge 13,5%. Sem condições de pagar - As famílias que não terão condições de pagar suas dívidas são 11,6%, percentual superior aos 11,3% de dezembro e aos 10,1% de janeiro de 2022. O problema atinge 17,4% daqueles que ganham até três salários mínimos e 2,9% dos que ganham mais de dez salários.
Brasil encerrou 2021 com número recorde de famílias endividadas
Pesquisa foi feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
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- O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. É o que aponta a pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou 76,3% do total de famílias – patamar máximo histórico já registrado pela CNC. Ou seja, 7 em cada 10 famílias contraíram algum tipo de dívida com o sistema financeiro em 2021. Em 2020, o nível médio de endividamento foi de 66,5%.
Datafolha: 45% dos brasileiros têm contas em atraso
Dívidas atrasadas com cartão de crédito foram citadas por 25% dos entrevistados
Por: Luciane Freire
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- Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (20) mostra que 45% dos brasileiros têm alguma dívida ou conta atrasada no momento. Os outros 55% estão com os débitos em dia. Dívidas atrasadas com cartão de crédito foram citadas por 25% dos entrevistados. Conta de luz em atraso, por 22%. De água, por 16%.Outras contas incluídas na pesquisa são aluguel ou prestação de imóvel, 11%; gás, 8%; mensalidade de escola ou faculdade, 6%; prestação de automóvel ou motocicleta, também 6%; plano de saúde, 5%. Por região, a taxa mais alta está no Norte/Centro-Oeste (53%), seguido por Nordeste (48%), Sudeste (42%) e Sul (36%).























