Flávio e Lula focam economia e segurança na propaganda eleitoral na reta final
Flávio e Lula focam economia e segurança na propaganda eleitoral na reta final
Programas desta terça-feira (22) abordaram endividamento, inflação, segurança pública e comparação entre governos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A menos de duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram a propaganda eleitoral, focando em economia e segurança pública. Flávio acusou ataques da campanha petista e apresentou propostas de renegociação de dívidas, redução de juros e impostos, além de medidas como a construção de cinco megapresídios federais e a redução da maioridade penal.
- Lula, por sua vez, destacou a situação econômica, prometendo ações para conter a inflação e comparou políticas tributárias e preços de alimentos entre os governos de Jair Bolsonaro e o atual presidente. Analistas políticos apontam que a disputa gira em torno de endividamento, custo de vida e segurança, enquanto candidatos como Augusto Cury e Ronaldo Caiado seguem estratégias próprias. O horário eleitoral gratuito encerra‑se em 1º de outubro, três dias antes da votação em 4 de outubro.
Foto: Reprodução
A menos de duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a concentrar a propaganda eleitoral desta terça-feira (22) na comparação entre os dois grupos políticos e em temas como economia e segurança pública. Flávio abriu seu programa afirmando que vem sendo alvo de ataques da campanha petista e criticou o conteúdo exibido pelo adversário. Na mesma peça, apresentou propostas para renegociação de dívidas, redução de juros e impostos, além de medidas mais rígidas na segurança pública, como a construção de cinco megapresídios federais e a redução da maioridade penal. O senador também afirmou que pretende ampliar as penas para crimes como roubo de celulares. Já o programa de Lula destacou a situação econômica e prometeu medidas para reduzir a inflação, além de comparar políticas tributárias e preços de alimentos entre os governos do atual presidente e de Jair Bolsonaro. A propaganda petista também voltou a associar Flávio à gestão do pai. Para os cientistas políticos Aldo Fornazieri, da FESPSP, e Camilo Aggio, da UFMG, ouvidos na análise publicada pela imprensa, os programas refletem uma disputa concentrada em temas como endividamento, custo de vida e segurança pública. Candidatos que aparecem atrás dos dois principais nomes também mantiveram estratégias próprias: Augusto Cury (Avante) reforçou a proposta de terceira via, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) explorou trechos de entrevistas e conteúdos digitais. O horário eleitoral gratuito do primeiro turno termina em 1º de outubro, três dias antes da votação, marcada para 4 de outubro.
Opinião: Lula repete Bolsonaro e faz reajuste eleitoreiro no Bolsa Família, pressionado por queda em pesquisa
Populismo econômico atinge candidatos de esquerda e de direita; nos EUA, Trump prometeu cheque de US$ 5 mil
Por: Alvaro Gribel / Estadão Conteúdo
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- O governo federal anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, medida divulgada a apenas 17 dias das eleições e vista como estratégia eleitoreira para reconquistar eleitores que vêm diminuindo seu apoio ao presidente Lula. A decisão, comparada ao aumento de 50% do antigo Auxílio Brasil em 2022, foi justificada como correção inflacionária, remanejamento de rubricas e combate a fraudes, mas gera um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, exigindo revisão do orçamento de 2027 e dificultando o cumprimento das metas fiscais em um cenário de juros altos e dívida pública crescente.
- Pesquisas recentes mostram oscilações na intenção de voto entre os beneficiários: de 65% para 51% entre agosto e setembro, com recuperação para 64% em 14 de setembro, refletindo a influência do programa nas preferências eleitorais. Analistas apontam que, embora o Bolsa Família seja um programa meritório de redução da pobreza, seu uso como moeda de barganha política pode comprometer a sustentabilidade fiscal e a efetividade das políticas sociais no Brasil.
Foto: Reprodução
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17), um reajuste de 15% no Bolsa Família, depois de passar meses negando a hipótese de aumento no valor do programa. A medida é claramente eleitoreira, pois acontece a apenas 17 dias das eleições, e reflete a perda de votos de Lula entre essa parcela do eleitorado, capturada por algumas pesquisas de intenção de votos. De certa forma, Lula repete Bolsonaro, que anunciou um forte aumento no então Auxílio Brasil em 2022. O reajuste naquela época, contudo, foi muito maior: uma alta de 50%, de R$ 400 para R$ 600, e sem que os seus valores tivessem contemplados na peça orçamentária herdada pelo próprio governo Lula, em 2023. Um erro não justifica o outro, porque em ambos os casos o programa tem sido usado para conquistar votos de forma artificial. Nos EUA, o presidente americano, Donald Trump, prometeu um cheque de US$ 5 mil para cada americano caso o seu partido vença as eleições de meio de mandato, em novembro. O populismo na economia está disseminado entre presidentes de esquerda e de direita. Aqui no Brasil, a pesquisa BTG/Nexus acendeu um sinal de alerta para o governo. De 17 de agosto a 8 de setembro as intenções de voto para Lula entre quem recebe o programa caíram de 65% para 51%. Na última pesquisa, do dia 14, houve forte recuperação, para 64%. Com o empate no quadro geral entre Lula e Flávio Bolsonaro, e com o candidato do PL aparecendo à frente já em algumas sondagens, o governo preferiu não mais esperar e fazer o que havia negado. A equipe econômica até tentou dar um ar de caráter técnico para o anúncio, afirmando que ele reflete três aspectos: primeiro, que é apenas uma correção da inflação desde 2023, segundo, que não haverá impacto no Orçamento total, porque acontecerá por meio de remanejamento de rubricas. Terceiro, diz que o combate a fraudes permitiu que houvesse queda no dispêndio total com o programa. O fato é que o reajuste terá um impacto de R$ 22 bilhões ao ano, como admitiu o próprio ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Valor que não está previsto na peça orçamentária de 2027, enviada pelo governo ao Congresso no final de agosto. O Orçamento terá que ser refeito, em um valor considerável. Também significa que o governo terá mais dificuldade para cumprir as metas primárias, em um contexto de juros altos e dívida pública elevada. Apesar de o Bolsa Família não ser uma despesa obrigatória como a Previdência, dificilmente algum governo gastará capital político para reduzir o seu valor. O Bolsa Família é um programa meritório, que ajudou a diminuir os índices de pobreza do País. O melhor seria que fosse usado como programa de Estado, para atingir seus objetivos, e não como instrumento de barganha de voto com o eleitor.
TCU condena ex‑prefeito de Guanambi a devolver R$ 130 mil por irregularidades na saúde
Decisão aponta falhas na aplicação de recursos federais entre 2011 e 2012
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o deputado federal Charles Fernandes devolva cerca de R$ 130 mil ao Fundo Nacional de Saúde por irregularidades na aplicação de recursos federais durante sua gestão como prefeito de Guanambi em 2011 e 2012. A decisão, publicada em 21 de maio, analisou verbas repassadas ao Fundo Municipal de Saúde para ações da Atenção Básica, concluindo que as contas apresentadas eram irregulares, embora tenha acolhido parte das justificativas da defesa.
- Além de Charles Fernandes, a decisão menciona outros ex‑gestores e empresas que prestaram serviços ao município, como a Clínica Médica Dr. Ginaldo Gomes Ltda., Climed – Clínica Médica S/S Ltda. e Clínica Vidas Médica Ltda. Os valores deverão ser devolvidos com atualização monetária e juros de mora, e o TCU encaminhou cópia da decisão à Procuradoria da República na Bahia para avaliação de medidas judiciais.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o deputado federal Charles Fernandes devolva cerca de R$ 130 mil ao Fundo Nacional de Saúde por irregularidades na aplicação de recursos federais durante sua gestão como prefeito de Guanambi, nos anos de 2011 e 2012. Segundo a decisão publicada nesta sexta‑feira (21), o processo analisou verbas repassadas ao Fundo Municipal de Saúde para ações da Atenção Básica. O TCU acolheu parte das justificativas apresentadas pela defesa, mas concluiu pela irregularidade das contas. Na época, Charles Fernandes assumiu a prefeitura após deixar o cargo de vice‑prefeito. O então prefeito, Nilo Coelho, havia deixado a função em 2010 para disputar a eleição como candidato a vice‑governador. A decisão estabelece responsabilidade solidária do ex‑gestor em dezenas de parcelas relacionadas a ocorrências registradas em 2011. Também foram citados outros ex‑gestores e empresas que prestaram serviços ao município, como Clínica Médica Dr. Ginaldo Gomes Ltda., Climed – Clínica Médica S/S Ltda. e Clínica Vidas Médica Ltda. Os valores deverão ser devolvidos com atualização monetária e juros de mora. O TCU encaminhou cópia da decisão à Procuradoria da República na Bahia, que poderá avaliar medidas judiciais.
Déficit das contas públicas pode ser o maior em mais de 20 anos no governo Lula
Déficit das contas públicas pode ser o maior em mais de 20 anos no governo Lula
Economistas apontam avanço da dívida pública e alertam para necessidade de ajuste fiscal nos próximos anos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro corre o risco de encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit nominal em mais de duas décadas, devido às contas públicas que estão em um patamar precário. O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou 9,99% do PIB em junho, e a dívida bruta do governo subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB.
- Os especialistas afirmam que o crescimento das despesas públicas acima da arrecadação é o principal fator de preocupação e que sem medidas de ajuste fiscal, a dívida pode continuar aumentando e alcançar 100% do PIB nos próximos anos.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
As contas públicas do Brasil podem encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit nominal em mais de duas décadas, segundo estimativas de economistas. O indicador, que considera receitas, despesas e o pagamento de juros da dívida pública, pode atingir 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do mandato. Dados do Banco Central mostram que o déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a 9,99% do PIB em junho. No mesmo período, a dívida bruta do governo subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. Especialistas afirmam que o principal fator de preocupação é o crescimento das despesas públicas acima da arrecadação. Eles alertam que, sem medidas de ajuste fiscal, a dívida pode continuar aumentando e alcançar 100% do PIB nos próximos anos. Os economistas também destacam que juros elevados, baixo crescimento da economia e déficits recorrentes pressionam as contas públicas. A avaliação é de que o país precisará adotar reformas e medidas para controlar os gastos e garantir maior equilíbrio fiscal nos próximos anos.
Deputado cobra explicações sobre aumento da dívida da Bahia
Deputado cobra explicações sobre aumento da dívida da Bahia
Parlamentar afirma que crescimento das despesas com juros reduz recursos para áreas essenciais e cobra mais transparência sobre os empréstimos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou, nesta quarta-feira (1º), o expressivo aumento da previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT). Baseado em levantamento do Bahia Notícias, a projeção de despesas saltou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026, um crescimento de 116,03%, o maior da série histórica iniciada em 2007, acendendo um alerta sobre a situação fiscal do estado.
- Luciano Ribeiro alertou que a rota de endividamento é "muito perigosa", comprometendo investimentos prioritários em saúde, segurança e educação, e defendeu maior transparência nos pedidos de empréstimos. Ele destacou que o número de solicitações de operações de crédito encaminhadas pelo Executivo à Assembleia Legislativa da Bahia, totalizando 24 pedidos e cerca de R$ 32,2 bilhões, supera o observado em gestões anteriores, reforçando a necessidade de explicações à população.
Foto: Divulgação | Ascom Luciano Ribeiro
O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou, nesta quarta-feira (1º), o aumento da previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O parlamentar afirmou que os números acendem um alerta sobre a situação fiscal do Estado e defendeu maior transparência em relação aos pedidos de empréstimos enviados à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A manifestação foi feita após levantamento publicado pelo Bahia Notícias, com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), apontar que a previsão de despesas com juros e encargos passou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026. O crescimento é de 116,03%, o maior da série histórica iniciada em 2007. Segundo Luciano Ribeiro, o aumento dessas despesas pode comprometer investimentos em setores considerados prioritários. "Esse dado mostra que a Bahia entrou em uma rota muito perigosa. Enquanto o governo tenta vender normalidade, a previsão de gastos apenas com juros da dívida mais que dobrou. É dinheiro que deixa de ir para saúde, segurança, educação, estradas e serviços públicos para cobrir o custo de uma política de endividamento que precisa ser explicada à população", afirmou. O deputado também destacou que o crescimento registrado na atual gestão supera o observado nos governos anteriores. Ele criticou ainda o número de pedidos de autorização para operações de crédito encaminhados pelo Executivo estadual à Assembleia. Conforme o levantamento, com o novo pedido de empréstimo de R$ 5,5 bilhões enviado em 2026, o governo chegou a 24 solicitações de autorização para operações de crédito, que somam cerca de R$ 32,2 bilhões.
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Proposta orçamentária de 2026 reserva R$ 1,9 bilhão para juros e encargos, maior valor desde o início da série histórica das LOAs.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- A gestão do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia registrou um aumento significativo na previsão de gastos com juros e encargos da dívida, com um crescimento de 116% desde 2023. Isso significa que o Estado terá um custo maior para manter empréstimos e financiamentos. Além disso, a proposta orçamentária de 2026 prevê um aumento nos novos empréstimos, o que pode aumentar os gastos futuros com juros.
- Essa tendência segue o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado e também a intensificação dos pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia. Especialistas alertam que o aumento do endividamento pode elevar os gastos futuros com juros.
Foto: Divulgação
A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida mais que dobrou durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e alcançou o maior valor da série histórica dos orçamentos estaduais iniciada em 2007. Os dados constam nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) e mostram que a despesa prevista passou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026, um crescimento de 116%. Os valores se referem apenas aos juros e demais encargos da dívida pública, sem incluir o pagamento do principal. Na prática, representam o custo que o Estado tem para manter empréstimos e financiamentos contratados ao longo dos anos. O aumento supera o registrado nas gestões anteriores. Durante o governo Jaques Wagner, a previsão caiu de R$ 671,8 milhões para R$ 546,5 milhões, redução de 18,66%. Já no governo Rui Costa, houve alta de 26,51%, passando de R$ 608 milhões para R$ 769,1 milhões. O avanço acompanha o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado. A LOA de 2023 estimava R$ 1,395 bilhão em novos empréstimos. Na proposta enviada para 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão. Desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues também intensificou os pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com um novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado neste ano, o governo chegou a 24 solicitações, que somam cerca de R$ 32,2 bilhões. Embora parte dessas operações ainda dependa de contratação e algumas tenham o Estado apenas como garantidor, especialistas apontam que o aumento do endividamento tende a elevar os gastos futuros com juros. Na comparação entre os dois últimos orçamentos, a previsão para juros da dívida passou de R$ 1,358 bilhão em 2025 para R$ 1,868 bilhão em 2026, alta de 37,5% em apenas um ano, estabelecendo um novo recorde nas contas públicas estaduais.
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
Relatório aponta superestimação de receitas, crescimento da dívida pública e fragilidades na gestão de estatais, mas recomenda aprovação das contas ao Congresso.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025, em decisão tomada nesta quarta-feira. O tribunal, apesar de recomendar a aprovação, emitiu uma série de alertas significativos sobre a condução da política fiscal e econômica do país. As principais preocupações destacadas incluem a superestimação de receitas no Orçamento em cerca de R$ 60 bilhões, o crescimento da dívida pública, com projeção de atingir 84,2% do PIB até 2028, e a concessão de benefícios fiscais.
- Adicionalmente, o TCU apontou fragilidades na governança de empresas estatais, com foco nos Correios, e questionou operações financeiras e garantias para empréstimos bilionários envolvendo a empresa. Apesar das observações, o tribunal concluiu que os apontamentos não são suficientes para a rejeição das contas presidenciais, mantendo um padrão de aprovações com ressalvas desde 2000. O parecer será agora encaminhado ao Congresso Nacional para a decisão final, lembrando que as últimas rejeições ocorreram em 2014 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (10) durante sessão que analisou a condução da política fiscal e econômica da União. Embora tenha recomendado a aprovação das contas, o tribunal apresentou uma série de alertas relacionados à situação fiscal do país. Entre os principais pontos levantados estão a superestimação de receitas no Orçamento, o crescimento da dívida pública, a concessão de benefícios fiscais e fragilidades na governança de empresas estatais. O parecer foi relatado pelo ministro Benjamin Zymler, que destacou preocupações com a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos. Segundo o TCU, as receitas previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentaram uma diferença estimada em cerca de R$ 60 bilhões em relação aos valores efetivamente arrecadáveis, o que, na avaliação da Corte, pode comprometer a transparência e o planejamento fiscal. Outro ponto de atenção é a trajetória da dívida pública. Dados analisados pelo tribunal indicam que o endividamento do país continua em crescimento e poderá atingir o pico de 84,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2028, antes de iniciar uma possível trajetória de queda. O relatório também apontou questionamentos sobre a supervisão de estatais federais, especialmente em relação aos Correios. O tribunal acompanha operações financeiras envolvendo a empresa e avalia possíveis irregularidades na concessão de garantias para empréstimos bilionários. Apesar das observações, o TCU concluiu que os apontamentos não configuram irregularidades suficientes para recomendar a rejeição das contas presidenciais. O parecer agora será encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pela decisão final sobre a aprovação ou não das contas do governo. Desde 2000, o tribunal tem aprovado as contas presidenciais com ressalvas. As últimas rejeições ocorreram durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, nos exercícios de 2014 e 2015.
























