Deputado cobra explicações sobre aumento da dívida da Bahia
Deputado cobra explicações sobre aumento da dívida da Bahia
Parlamentar afirma que crescimento das despesas com juros reduz recursos para áreas essenciais e cobra mais transparência sobre os empréstimos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou, nesta quarta-feira (1º), o expressivo aumento da previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT). Baseado em levantamento do Bahia Notícias, a projeção de despesas saltou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026, um crescimento de 116,03%, o maior da série histórica iniciada em 2007, acendendo um alerta sobre a situação fiscal do estado.
- Luciano Ribeiro alertou que a rota de endividamento é "muito perigosa", comprometendo investimentos prioritários em saúde, segurança e educação, e defendeu maior transparência nos pedidos de empréstimos. Ele destacou que o número de solicitações de operações de crédito encaminhadas pelo Executivo à Assembleia Legislativa da Bahia, totalizando 24 pedidos e cerca de R$ 32,2 bilhões, supera o observado em gestões anteriores, reforçando a necessidade de explicações à população.
Foto: Divulgação | Ascom Luciano Ribeiro
O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou, nesta quarta-feira (1º), o aumento da previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O parlamentar afirmou que os números acendem um alerta sobre a situação fiscal do Estado e defendeu maior transparência em relação aos pedidos de empréstimos enviados à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A manifestação foi feita após levantamento publicado pelo Bahia Notícias, com base nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs), apontar que a previsão de despesas com juros e encargos passou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026. O crescimento é de 116,03%, o maior da série histórica iniciada em 2007. Segundo Luciano Ribeiro, o aumento dessas despesas pode comprometer investimentos em setores considerados prioritários. "Esse dado mostra que a Bahia entrou em uma rota muito perigosa. Enquanto o governo tenta vender normalidade, a previsão de gastos apenas com juros da dívida mais que dobrou. É dinheiro que deixa de ir para saúde, segurança, educação, estradas e serviços públicos para cobrir o custo de uma política de endividamento que precisa ser explicada à população", afirmou. O deputado também destacou que o crescimento registrado na atual gestão supera o observado nos governos anteriores. Ele criticou ainda o número de pedidos de autorização para operações de crédito encaminhados pelo Executivo estadual à Assembleia. Conforme o levantamento, com o novo pedido de empréstimo de R$ 5,5 bilhões enviado em 2026, o governo chegou a 24 solicitações de autorização para operações de crédito, que somam cerca de R$ 32,2 bilhões.
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Proposta orçamentária de 2026 reserva R$ 1,9 bilhão para juros e encargos, maior valor desde o início da série histórica das LOAs.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A gestão do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia registrou um aumento significativo na previsão de gastos com juros e encargos da dívida, com um crescimento de 116% desde 2023. Isso significa que o Estado terá um custo maior para manter empréstimos e financiamentos. Além disso, a proposta orçamentária de 2026 prevê um aumento nos novos empréstimos, o que pode aumentar os gastos futuros com juros.
- Essa tendência segue o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado e também a intensificação dos pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia. Especialistas alertam que o aumento do endividamento pode elevar os gastos futuros com juros.
Foto: Divulgação
A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida mais que dobrou durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e alcançou o maior valor da série histórica dos orçamentos estaduais iniciada em 2007. Os dados constam nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) e mostram que a despesa prevista passou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026, um crescimento de 116%. Os valores se referem apenas aos juros e demais encargos da dívida pública, sem incluir o pagamento do principal. Na prática, representam o custo que o Estado tem para manter empréstimos e financiamentos contratados ao longo dos anos. O aumento supera o registrado nas gestões anteriores. Durante o governo Jaques Wagner, a previsão caiu de R$ 671,8 milhões para R$ 546,5 milhões, redução de 18,66%. Já no governo Rui Costa, houve alta de 26,51%, passando de R$ 608 milhões para R$ 769,1 milhões. O avanço acompanha o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado. A LOA de 2023 estimava R$ 1,395 bilhão em novos empréstimos. Na proposta enviada para 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão. Desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues também intensificou os pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com um novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado neste ano, o governo chegou a 24 solicitações, que somam cerca de R$ 32,2 bilhões. Embora parte dessas operações ainda dependa de contratação e algumas tenham o Estado apenas como garantidor, especialistas apontam que o aumento do endividamento tende a elevar os gastos futuros com juros. Na comparação entre os dois últimos orçamentos, a previsão para juros da dívida passou de R$ 1,358 bilhão em 2025 para R$ 1,868 bilhão em 2026, alta de 37,5% em apenas um ano, estabelecendo um novo recorde nas contas públicas estaduais.
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
TCU aprova contas de Lula, mas faz 11 alertas fiscais
Relatório aponta superestimação de receitas, crescimento da dívida pública e fragilidades na gestão de estatais, mas recomenda aprovação das contas ao Congresso.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025, em decisão tomada nesta quarta-feira. O tribunal, apesar de recomendar a aprovação, emitiu uma série de alertas significativos sobre a condução da política fiscal e econômica do país. As principais preocupações destacadas incluem a superestimação de receitas no Orçamento em cerca de R$ 60 bilhões, o crescimento da dívida pública, com projeção de atingir 84,2% do PIB até 2028, e a concessão de benefícios fiscais.
- Adicionalmente, o TCU apontou fragilidades na governança de empresas estatais, com foco nos Correios, e questionou operações financeiras e garantias para empréstimos bilionários envolvendo a empresa. Apesar das observações, o tribunal concluiu que os apontamentos não são suficientes para a rejeição das contas presidenciais, mantendo um padrão de aprovações com ressalvas desde 2000. O parecer será agora encaminhado ao Congresso Nacional para a decisão final, lembrando que as últimas rejeições ocorreram em 2014 e 2015, durante o governo Dilma Rousseff.
Foto: Reprodução
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou com ressalvas as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao exercício de 2025. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (10) durante sessão que analisou a condução da política fiscal e econômica da União. Embora tenha recomendado a aprovação das contas, o tribunal apresentou uma série de alertas relacionados à situação fiscal do país. Entre os principais pontos levantados estão a superestimação de receitas no Orçamento, o crescimento da dívida pública, a concessão de benefícios fiscais e fragilidades na governança de empresas estatais. O parecer foi relatado pelo ministro Benjamin Zymler, que destacou preocupações com a sustentabilidade das contas públicas nos próximos anos. Segundo o TCU, as receitas previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) apresentaram uma diferença estimada em cerca de R$ 60 bilhões em relação aos valores efetivamente arrecadáveis, o que, na avaliação da Corte, pode comprometer a transparência e o planejamento fiscal. Outro ponto de atenção é a trajetória da dívida pública. Dados analisados pelo tribunal indicam que o endividamento do país continua em crescimento e poderá atingir o pico de 84,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2028, antes de iniciar uma possível trajetória de queda. O relatório também apontou questionamentos sobre a supervisão de estatais federais, especialmente em relação aos Correios. O tribunal acompanha operações financeiras envolvendo a empresa e avalia possíveis irregularidades na concessão de garantias para empréstimos bilionários. Apesar das observações, o TCU concluiu que os apontamentos não configuram irregularidades suficientes para recomendar a rejeição das contas presidenciais. O parecer agora será encaminhado ao Congresso Nacional, responsável pela decisão final sobre a aprovação ou não das contas do governo. Desde 2000, o tribunal tem aprovado as contas presidenciais com ressalvas. As últimas rejeições ocorreram durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, nos exercícios de 2014 e 2015.























