
As contas públicas do Brasil podem encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit nominal em mais de duas décadas, segundo estimativas de economistas. O indicador, que considera receitas, despesas e o pagamento de juros da dívida pública, pode atingir 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do mandato. Dados do Banco Central mostram que o déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a 9,99% do PIB em junho. No mesmo período, a dívida bruta do governo subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. Especialistas afirmam que o principal fator de preocupação é o crescimento das despesas públicas acima da arrecadação. Eles alertam que, sem medidas de ajuste fiscal, a dívida pode continuar aumentando e alcançar 100% do PIB nos próximos anos. Os economistas também destacam que juros elevados, baixo crescimento da economia e déficits recorrentes pressionam as contas públicas. A avaliação é de que o país precisará adotar reformas e medidas para controlar os gastos e garantir maior equilíbrio fiscal nos próximos anos.