TSE julga nesta quinta candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
TSE julga nesta quinta candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
Ex-procurador recebeu 2,9 milhões de votos no Paraná, mas candidatura é questionada com base na Lei da Ficha Limpa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará nesta quinta‑feira (8) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. Caso a maioria dos ministros o considere inelegível, os 2,9 milhões de votos recebidos serão anulados e será convocada nova eleição para a vaga. Dallagnol, ex‑procurador da Lava Jato, afirma confiar na decisão da Corte, ressaltando o respeito ao voto popular.
- A disputa surge após a decisão de 2023 do TSE, que indeferiu seu registro para a Câmara dos Deputados por ter se exonerado do Ministério Público Federal antes de processos disciplinares no CNMP, violando a Lei da Ficha Limpa. O PT do Paraná recorreu ao TSE contra a decisão do TRE‑PR que manteve o registro, e o julgamento final ocorrerá agora na instância eleitoral superior.
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta quinta-feira (8) o registro de candidatura do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo), eleito para uma das duas vagas do Paraná no Senado com 2,9 milhões de votos. A diplomação, porém, depende da decisão da Corte sobre a validade da candidatura. Se a maioria dos ministros considerar Dallagnol inelegível, os votos recebidos serão anulados e uma nova eleição para a vaga deverá ser realizada. Em nota divulgada nesta quarta-feira (7), Dallagnol afirmou que "confia que o julgamento honrará essa missão, com independência, respeito à lei e à soberania popular, acima de quaisquer vínculos pessoais ou interesses políticos". "O povo do Paraná fez sua escolha. Seus votos merecem respeito", declarou. A candidatura é questionada com base em uma decisão do próprio TSE, de 2023, que indeferiu o registro de Dallagnol para a Câmara dos Deputados e resultou na perda do mandato. Na ocasião, a Corte entendeu que ele havia antecipado o pedido de exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, enquanto havia procedimentos em andamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para evitar eventual abertura de processo administrativo disciplinar (PAD). Pela Lei da Ficha Limpa, integrantes do Ministério Público que pedem exoneração enquanto respondem a PAD podem ficar inelegíveis por oito anos. Ao analisar o caso anterior, o TSE entendeu que os procedimentos em tramitação no CNMP poderiam resultar na abertura de processos disciplinares e que a exoneração antecipada teria evitado a incidência da regra. Para a disputa deste ano, Dallagnol foi novamente alvo de ações que alegam que a inelegibilidade se estenderia até 2029. O principal processo foi apresentado pela coligação que apoiou a candidatura do PT ao Governo do Paraná. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, por 4 votos a 3, manter o registro da candidatura. A maioria considerou, entre outros pontos, que os procedimentos antigos não resultaram efetivamente em novos PADs ou sanções. O PT recorreu ao TSE, que agora fará a análise definitiva do caso na instância eleitoral superior.
Após Zema, Novo oficializa apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Após Zema, Novo oficializa apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Anúncio foi feito após reunião da cúpula do partido com o candidato do PL, em Brasília
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Partido Novo anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da Presidência da República, destacando a intenção de "tirar o PT" do poder e enfrentar os "intocáveis" do STF. A decisão foi tomada após reunião em Brasília com a cúpula do partido, incluindo Eduardo Ribeiro, Deltan Dallagnol e Marcel Van Hattem, e segue a declaração de voto do ex‑governador Romeu Zema, também do Novo.
- No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos (47,03% dos válidos), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 53,8 milhões (45,15%). Outros candidatos, como Ronaldo Caiado, já anunciaram apoio a Flávio, que também conta com o respaldo da federação PP‑União Brasil. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Foto: Reprodução | TV Globo
O partido Novo declarou, nesta quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno. O anúncio foi feito após encontro entre a cúpula da legenda e o candidato, realizado no comitê de campanha de Flávio, em Brasília. No primeiro turno, o Novo havia lançado Romeu Zema ao Planalto. Segundo o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, a decisão tem como objetivo "tirar o PT" do poder e "enfrentar os intocáveis" do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Ribeiro, estiveram na reunião parlamentares do partido, como Deltan Dallagnol (PR) e Marcel Van Hattem (RS). No primeiro turno das Eleições 2026, o Novo elegeu 10 deputados federais, 15 deputados estaduais e três senadores. Flávio agradeceu o apoio e afirmou que as adesões recebidas indicam união em torno de uma mudança no governo federal. Segundo o candidato, a disputa deixou de ser entre esquerda e direita e passou a opor "quem quer a mudança" àqueles que não a desejam. O anúncio do partido ocorre um dia depois de o próprio Zema (Novo) declarar voto em Flávio Bolsonaro (PL). O ex-governador de Minas Gerais, que ficou em sexto lugar no primeiro turno, com 326.488 votos (0,27% dos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral), disse que não pretende se omitir nem ficar "em cima do muro". "Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro", afirmou, acrescentando que o país não suportaria mais quatro anos de governo Lula nem a indicação de novos ministros do Supremo pelo petista. Resultado do primeiro turno - No primeiro turno, Flávio recebeu mais de 56 milhões de votos (47,03% dos válidos) e disputará a Presidência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que obteve 53,8 milhões de votos (45,15%). Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, e já afirmaram que não apoiarão nenhum dos dois finalistas. O quinto colocado, Ronaldo Caiado (PSD), anunciou voto em Flávio, que também conta com o apoio da federação PP-União Brasil. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
Liminar impede uso de recursos públicos, propaganda e participação em atos de campanha
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar que suspende todos os atos de campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026, após recurso da coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança contra decisão do TRE‑PR. O ministro Floriano de Azevedo Marques apontou risco ao processo eleitoral e citou precedente de 2023 que indeferiu seu registro para a Câmara, mantendo Dallagnol impedido de usar recursos públicos, veicular propaganda e participar de debates até novo julgamento do colegiado.
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, por meio de uma liminar, os atos de campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques em uma ação que questiona o registro da candidatura. O pedido foi apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que recorreram contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que havia deferido o registro de Dallagnol. Na decisão, o ministro considerou haver elementos que justificam a análise do recurso e apontou risco ao processo eleitoral caso a campanha continuasse enquanto a questão sobre a elegibilidade permanece em discussão. Com a liminar, Dallagnol fica impedido de receber e utilizar recursos públicos de campanha, veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão, participar de debates e realizar outros atos de campanha. A decisão é provisória e ainda deverá ser submetida à análise do colegiado do TSE. O ministro também citou como fundamento um julgamento de 2023, quando o tribunal indeferiu o registro de Dallagnol para a Câmara dos Deputados por entender que houve fraude à lei relacionada à sua saída do Ministério Público Federal. O caso atual trata da candidatura ao Senado e ainda terá o recurso analisado pela Justiça Eleitoral.
























