Nova delação de Vorcaro não traz fatos inéditos, avaliam investigadores
Nova delação de Vorcaro não traz fatos inéditos, avaliam investigadores
Primeira versão apresentada em maio já havia sido rechaçada por integrantes da PF e da PGR
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A segunda proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal foi considerada insuficiente por investigadores. A apuração do caso Master é obstaculizada por a defesa do ex-banqueiro não ter entregue informações inéditas.
- Uma nova reunião deve ocorrer para discutir os próximos passos das negociações, após a primeira proposta ter sido rejeitada em maio.
Foto: Divulgação | SAP-SP
A segunda versão da proposta de delação apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal tem sido vista por investigadores como insuficiente para avançar nas negociações. Segundo integrantes da apuração do caso Master, o material entregue não trouxe informações inéditas e manteve um tom predominantemente defensivo. Apesar da avaliação negativa, uma nova reunião entre a defesa de Vorcaro e os órgãos responsáveis pela investigação deve ocorrer ainda nesta semana para discutir os próximos passos das tratativas. As negociações para um acordo de colaboração já haviam enfrentado obstáculos anteriormente. Em maio, a primeira proposta apresentada pelos advogados do ex-banqueiro foi rejeitada por policiais federais e procuradores, levando a PF a anunciar o encerramento das conversas. Dias depois, porém, a corporação voltou a considerar a possibilidade de um acordo após receber a sinalização de que Vorcaro poderia fornecer novos elementos para as investigações. Há uma percepção entre esses investigadores de que os novos capítulos narrados pelo banqueiro foram mais detalhados, com contexto, informações e datas, mas ainda sem elementos que eles já não soubessem.
Delação de Lessa aponta que irmãos Brazão infiltraram miliciano no Psol para vigiar Marielle
Ambos os irmãos, Chiquinho e Domingos Brazão, foram presos pela Polícia Federal neste domingo (24)
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Foto: Guilherme Cunha
- Ao investigar o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), a Polícia Federal (PF) descobriu que um membro da milícia carioca se filiou ao partido da parlamentar, um ano antes do crime ser cometido, para vigiá-la. A informação foi revelada para a PF durante a delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Segundo a corporação, a filiação do miliciano Laerte da Silva de Lima no partido ocorreu a pedido do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil) e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. Ambos são irmãos, apontados como mandantes do assassinato da vereadora e foram presos durante a manhã deste domingo (24). Pelo mesmo motivo, a PF também prendeu o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.
Ronnie Lessa delata Domingos Brazão como um dos mandantes da morte de Marielle Franco
A principal versão é de que Brazão ordenou o atentado como uma vingança contra Marcelo Freixo
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Foto: Reprodução
- O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de assassinar a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em 2018, apontou Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, como um dos mandantes do atentado. A informação foi divulgada pelo Intercept Brasil, que ouviu fontes ligadas à investigação. Preso desde março de 2019, Lessa tem um acordo de delação com a Polícia Federal, que ainda precisa ser homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque Brazão, enquanto conselheiro do TCR, tem foro privilegiado.Em 2019, ele chegou a ser acusado formalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstruir as investigações. Segundo o Intercept, a principal versão é de que Brazão ordenou o atentado como uma vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual do Rio de Janeiro e atual presidente da Embratur. Marielle trabalhou 10 anos com Freixo, que chegou a citar Brazão no relatório final da CPI das milícias, em 2008. Ao Intercept, a defesa de Domingos Brazão afirmou que não ficou sabendo dessa informação e que tudo que sabe sobre o caso é o que vem sendo veiculado na imprensa, já que teve o pedido de acesso aos autos negado. Em entrevistas anteriores, Brazão sempre negou envolvimento com o caso.
Em delação, Mauro Cid atribui a Carlos Bolsonaro o comando do
Em delação, Mauro Cid atribui a Carlos Bolsonaro o comando do
O tenente-coronel afirmou ainda que Jair Bolsonaro utilizava o próprio celular para disseminar notícias falsas sobre o Judiciário e as urnas eletrônicasa
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Foto: Reprodução
- Novos trechos da delação premiada que o tenente-coronel Mauro Cid assinou com a Polícia Federal têm repercutido. Dessa vez, o conteúdo é o chamado gabinete do ódio e a disseminação de fake news. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), um dos filhos do ex-presidente, o comando de um grupo formado por assessores do Palácio do Planalto para fazer, nas redes sociais, publicações apontadas como ataques aos adversários políticos e às instituições democráticas. A informação é do colunista Aguirre Talento, do portal Uol. Cid teria detalhado, em sua delação, todo o funcionamento do gabinete do ódio, relatando inclusive o papel dos assessores que atuavam no esquema e dos apoiadores que se organizavam nas redes sociais em uma espécie de milícia digital. O ex-ajudante de ordens também teria citado o nome do ex-presidente, afirmando que Bolsonaro estava diretamente envolvido na disseminação de notícias falsas relacionadas às urnas eletrônicas. Segundo Cid, Bolsonaro usava o próprio celular para enviar mensagens de notícias falsas, não só sobre o sistema eleitoral, mas também sobre autoridades públicas, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF já investigava essa possibilidade, após encontrar mensagens enviadas pelo ex-presidente ao empresário Meyer Negrini, contendo ataques ao Judiciário, às urnas e às vacinas.























