Delação de Lessa aponta que irmãos Brazão infiltraram miliciano no Psol para vigiar Marielle
Ambos os irmãos, Chiquinho e Domingos Brazão, foram presos pela Polícia Federal neste domingo (24)
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Guilherme Cunha
- Ao investigar o assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), a Polícia Federal (PF) descobriu que um membro da milícia carioca se filiou ao partido da parlamentar, um ano antes do crime ser cometido, para vigiá-la. A informação foi revelada para a PF durante a delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Segundo a corporação, a filiação do miliciano Laerte da Silva de Lima no partido ocorreu a pedido do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil) e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. Ambos são irmãos, apontados como mandantes do assassinato da vereadora e foram presos durante a manhã deste domingo (24). Pelo mesmo motivo, a PF também prendeu o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.
Ronnie Lessa delata Domingos Brazão como um dos mandantes da morte de Marielle Franco
A principal versão é de que Brazão ordenou o atentado como uma vingança contra Marcelo Freixo
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de assassinar a vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em 2018, apontou Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, como um dos mandantes do atentado. A informação foi divulgada pelo Intercept Brasil, que ouviu fontes ligadas à investigação. Preso desde março de 2019, Lessa tem um acordo de delação com a Polícia Federal, que ainda precisa ser homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque Brazão, enquanto conselheiro do TCR, tem foro privilegiado.Em 2019, ele chegou a ser acusado formalmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstruir as investigações. Segundo o Intercept, a principal versão é de que Brazão ordenou o atentado como uma vingança contra Marcelo Freixo, ex-deputado estadual do Rio de Janeiro e atual presidente da Embratur. Marielle trabalhou 10 anos com Freixo, que chegou a citar Brazão no relatório final da CPI das milícias, em 2008. Ao Intercept, a defesa de Domingos Brazão afirmou que não ficou sabendo dessa informação e que tudo que sabe sobre o caso é o que vem sendo veiculado na imprensa, já que teve o pedido de acesso aos autos negado. Em entrevistas anteriores, Brazão sempre negou envolvimento com o caso.
Em delação, Mauro Cid atribui a Carlos Bolsonaro o comando do
O tenente-coronel afirmou ainda que Jair Bolsonaro utilizava o próprio celular para disseminar notícias falsas sobre o Judiciário e as urnas eletrônicasa
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- Novos trechos da delação premiada que o tenente-coronel Mauro Cid assinou com a Polícia Federal têm repercutido. Dessa vez, o conteúdo é o chamado gabinete do ódio e a disseminação de fake news. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria atribuído ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), um dos filhos do ex-presidente, o comando de um grupo formado por assessores do Palácio do Planalto para fazer, nas redes sociais, publicações apontadas como ataques aos adversários políticos e às instituições democráticas. A informação é do colunista Aguirre Talento, do portal Uol. Cid teria detalhado, em sua delação, todo o funcionamento do gabinete do ódio, relatando inclusive o papel dos assessores que atuavam no esquema e dos apoiadores que se organizavam nas redes sociais em uma espécie de milícia digital. O ex-ajudante de ordens também teria citado o nome do ex-presidente, afirmando que Bolsonaro estava diretamente envolvido na disseminação de notícias falsas relacionadas às urnas eletrônicas. Segundo Cid, Bolsonaro usava o próprio celular para enviar mensagens de notícias falsas, não só sobre o sistema eleitoral, mas também sobre autoridades públicas, como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF já investigava essa possibilidade, após encontrar mensagens enviadas pelo ex-presidente ao empresário Meyer Negrini, contendo ataques ao Judiciário, às urnas e às vacinas.























