Idoso é absolvido após agredir genro para defender filha em Irecê
Júri entendeu que réu agiu sob forte abalo emocional, segundo a Defensoria
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Defensoria Pública da Bahia
Um lavrador foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal do Júri após confessar que agrediu o próprio genro, em Irecê, no interior da Bahia. Ele respondia por tentativa de homicídio, sequestro e cárcere privado. O julgamento ocorreu após cerca de dez anos de tramitação.De acordo com a Defensoria Pública do Estado da Bahia, o caso teve origem em dezembro de 2015, quando o idoso soube que a filha, grávida, havia sido agredida pelo companheiro. Segundo o relato, além da violência física, o genro teria quebrado o celular da vítima e já possuía histórico de agressões.O lavrador levou a filha e as netas para sua casa e, em seguida, chamou o genro até uma propriedade rural. No local, ele amarrou o homem e o agrediu com uma corda. Em depoimento, afirmou que não teve intenção de matar, mas de impedir novas agressões.O genro registrou ocorrência três dias depois. O Ministério Público denunciou o idoso por tentativa de homicídio, e o processo seguiu até julgamento pelo júri popular.Durante a sessão, o defensor público Felipe Ferreira sustentou que o réu agiu sob forte abalo emocional e para proteger a filha de um ciclo de violência doméstica. Os jurados acolheram a tese da defesa e consideraram o acusado inocente.O caso voltou a repercutir após a divulgação de um vídeo do julgamento nas redes sociais, compartilhado pela deputada federal Silvye Alves. As imagens mostram o momento em que o idoso se emociona ao relatar os fatos e aguardar a decisão do júri.Com a absolvição, o lavrador não terá qualquer condenação criminal relacionada ao caso.
Tribunal do Júri absolve réu de tentativa de homicídio em Igaporã
Júri acolheu tese da defesa e condenou o réu por lesão corporal, com pena em regime aberto.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Divulgação
O Fórum de Igaporã, no sudoeste da Bahia, sediou na última quinta-feira (6) uma sessão plenária do Tribunal do Júri que despertou o interesse da comunidade local. O réu Igor Oliveira Andrade foi julgado acusado de tentar matar Luís Eduardo Oliveira da Silva, em um caso ocorrido no dia 9 de julho de 2023. Segundo a denúncia do Ministério Público, por volta das 0h30, em um bar na Rua 7 de Setembro, centro da cidade, Igor e Eduardo se envolveram em uma discussão motivada por divergências políticas. Após o desentendimento, o acusado foi até sua casa, pegou uma tranca de madeira usada para fechar janelas e atingiu a cabeça da vítima.Conforme o MP, a morte só não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do agressor. Por esse motivo, ele foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado, sob a alegação de que o ataque teria dificultado a defesa da vítima. Durante o julgamento, a defesa — representada pelos advogados Manoel Aprígio Neto, Linyker Júnior e Renata Castilho — argumentou que Igor não teve intenção de matar, pedindo sua condenação apenas por lesão corporal, crime com pena mais branda.
Foto: Reprodução
A sessão foi presidida pelo juiz Edson Nascimento Campos. Atuararam na acusação o promotor de Justiça Jailson Trindade e a assistente de acusação Juliana Ladeia. Após os depoimentos e os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença acatou a tese defensiva, absolvendo Igor da tentativa de homicídio e o condenando por lesão corporal. A pena foi fixada em 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto.Apesar da pena mais branda, o réu não deixou o fórum em liberdade, pois continua preso por outro processo que ainda tramita na Justiça. O caso reforça a importância do Tribunal do Júri como instrumento democrático de análise dos crimes contra a vida, permitindo que cidadãos participem diretamente das decisões judiciais.
Defesa de Bolsonaro estima R$ 2 mi em gastos com ações judiciais e estuda vaquinha online
Um levantamento feito pela própria assessoria de Bolsonaro apontou que ele saiu derrotado em 95% dos processos que enfrentou
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
- Caso perca o processo que enfrenta na Justiça, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter de pagar, nos próximos meses, um montante de até R$ 2 milhões, segundo informou a defesa do ex-chefe de Estado à CNN Brasil. Para arcar com o valor, uma das soluções levantadas pelos advogados de Bolsonaro é a realização de uma arrecadação online, uma espécie de vaquinha. Segundo a reportagem da CNN, caso a alternativa seja aprovada, ela precisará passar por uma auditoria. Ao menos 25 investigações contra o ex-presidente estão em curso. Um levantamento feito pela própria assessoria de Bolsonaro apontou que ele saiu derrotado em 95% dos processos que enfrentou. A mais recente delas ocorreu na última quinta-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que condenou o ex-presidente a pagar uma indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo praticado contra jornalistas.























