PF aponta mensagens entre Jaques Wagner e investigado do Banco Master: "você faz parte disso"
Operação apura suposto favorecimento ao Banco Master e suspeitas de repasses milionários ligados a familiares do senador.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, revelando suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima, após encontrar diálogos durante a Operação Compliance Zero.
- A investigação apura suspeitas de irregularidades, including vantagens indevidas e lavagem de dinheiro. A PF suspeita que famílias do senador receberam R$ 3,5 milhões e que um imóvel de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões foi utilizado como contrapartida por favorecimentos.
Augusto Lima, um dos investigados, teria trocado mensagens com Jaques Wagner - Foto: Reproduçã
A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os diálogos foram encontrados durante a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira. Nesta quinta-feira (18), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, as conversas indicam que o senador atuava como um interlocutor relevante em temas de interesse do Banco Master, especialmente durante as negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com a investigação, em março de 2025 Augusto detalhou ao parlamentar aspectos da operação. Em uma das mensagens, o empresário afirmou: "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso!!". A Polícia Federal sustenta que Wagner acompanhava de perto as articulações relacionadas ao negócio. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, conhecida como "Projeto Vórtice", acabou rejeitada pelo Banco Central após análises sobre riscos financeiros da operação. Os investigadores também apuram suspeitas de vantagens indevidas. Segundo a PF, familiares do senador teriam recebido R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a Augusto Lima. Além disso, a corporação investiga a suposta aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que teria sido utilizado como contrapartida por favorecimentos. Mensagens obtidas pela investigação mostram cobranças de pagamentos feitas por Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner.
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Presidente do Senado afirma que não atuou contra indicação de Jorge Messias ao STF e tenta reconstruir diálogo com o Planalto.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou um movimento de reaproximação com o governo federal. A derrota, considerada um dos maiores reveses para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou Alcolumbre a buscar diálogo direto com Lula, defendendo que não atuou contra a nomeação e que havia alertado o Planalto sobre o risco, atribuindo o resultado à insatisfação dos parlamentares e buscando "passar a régua" no episódio.
- Em resposta à crise, ministros como José Múcio Monteiro e José Guimarães intensificaram reuniões com Alcolumbre e aliados governistas no Congresso. Apesar dos sinais de distensão e da necessidade de apoio do Senado em pautas prioritárias como as PECs da Segurança Pública, do SUAS e da mineração, setores do Planalto ainda cogitam mudanças na articulação política. A relação entre Planalto e Senado permanece tensa, com o governo buscando evitar novos desgastes em votações estratégicas.
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou movimentos de reaproximação com o governo federal após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. A derrota imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerada uma das mais duras enfrentadas pelo Palácio do Planalto no atual mandato. Segundo interlocutores do governo, Alcolumbre demonstrou interesse em conversar diretamente com Lula para encerrar o desgaste político provocado pela votação. A aliados, o senador afirmou que deseja “passar a régua” no episódio e sustentou que não trabalhou contra a indicação do chefe da AGU. Nos bastidores, o presidente do Senado argumenta que alertou previamente o Planalto sobre o risco de rejeição e atribui o resultado à insatisfação de parlamentares da Casa. O discurso adotado pelo senador é o de preservação da relação institucional com o governo federal. Após a derrota de Messias, ministros do governo intensificaram articulações para reduzir a crise. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com Alcolumbre na terça-feira (5). Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, almoçou com o senador na quarta-feira (6). No Senado, Alcolumbre também manteve conversas com aliados do governo, entre eles o líder governista no Congresso, Randolfe Rodrigues. Apesar disso, setores do Planalto defendem mudanças na articulação política da Casa, incluindo possíveis trocas em cargos de liderança. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também enfrenta resistência. Segundo integrantes do governo, a relação entre Wagner e Alcolumbre se deteriorou durante a tramitação da indicação de Jorge Messias ao STF. A preocupação do Planalto é evitar novos desgastes em votações consideradas estratégicas para o governo. Entre os projetos prioritários estão as PECs da Segurança Pública e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), além da proposta que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil. Outro tema que depende do aval político do Senado é a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A matéria ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas o governo avalia que precisará do apoio de Alcolumbre para acelerar a votação no Senado antes do avanço do calendário eleitoral. Apesar dos sinais de distensão, integrantes do governo admitem que a relação entre o Planalto e o presidente do Senado ainda atravessa um momento de forte desgaste político.























