Pesquisa Quaest: desaprovação ao governo Lula sobe para 50%
Pesquisa Quaest: desaprovação ao governo Lula sobe para 50%
Levantamento realizado entre 3 e 6 de setembro mostra alta da desaprovação e queda da aprovação em relação à pesquisa anterior.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda‑feira (7) mostrou que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 50%, enquanto a aprovação recuou para 43%, com 7% dos entrevistados sem resposta. O levantamento, realizado entre 3 e 6 de setembro com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, indica ainda que 38% classificam a gestão como negativa, 34% como positiva e 25% como regular, em um contexto marcado pela crise envolvendo o STF.
- Com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026, reforçando a tendência de aumento da desaprovação e queda da aprovação da administração Lula nos últimos dias.
Foto: Reprodução
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e chegou a 50%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento mostra que 43% dos brasileiros aprovam a forma como o petista administra o país, enquanto 7% não souberam ou preferiram não responder. Na comparação com a rodada anterior, divulgada na semana passada, a desaprovação aumentou dois pontos percentuais, passando de 48% para 50%. Já a aprovação caiu de 45% para 43%. A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre o governo. Atualmente, 38% classificam a gestão como negativa, índice um ponto acima do registrado anteriormente. A avaliação positiva recuou de 35% para 34%, enquanto 25% consideram o governo regular. Outros 3% não responderam. O levantamento foi realizado entre os dias 3 e 6 de setembro, período marcado pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, foram entrevistados 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.
Candidatos criticam STF e saem em defesa de André Mendonça no 7 de Setembro
Candidatos criticam STF e saem em defesa de André Mendonça no 7 de Setembro
Enquanto candidatos da oposição intensificaram críticas ao Supremo e defenderam André Mendonça, Lula manteve discurso institucional e evitou abordar a crise.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou destaque nas manifestações de 7 de setembro, com candidatos à Presidência usando o tema para atacar a Corte ou apoiar o ministro André Mendonça. Enquanto a oposição intensificou as críticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve um discurso institucional, participando das comemorações ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, e evitando referências ao conflito.
- Nos bastidores, a decisão de André Mendonça de retirar o sigilo das mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro alimentou o debate nas redes sociais, fortalecendo manifestações de apoio ao ministro e gerando preocupação na campanha petista sobre possíveis desgastes políticos.
Foto: Reprodução
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) dominou parte dos discursos dos candidatos à Presidência da República durante as manifestações de 7 de Setembro. Enquanto nomes da oposição aproveitaram os atos para intensificar as críticas à Corte e manifestar apoio ao ministro André Mendonça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou abordar o assunto e adotou um tom institucional. Segundo integrantes das campanhas, o tema ganhou força após a repercussão da decisão de André Mendonça de retirar o sigilo das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é de que o episódio ampliou as críticas ao STF nas redes sociais e fortaleceu manifestações de apoio a Mendonça. Durante os atos, Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) defenderam publicamente o ministro e reforçaram o discurso contra decisões do Supremo. Na Avenida Paulista, manifestantes entoaram gritos de apoio a André Mendonça, enquanto lideranças políticas e religiosas exaltaram sua atuação. Já Lula participou das comemorações da Independência ao lado do presidente do STF, ministro Edson Fachin, sem fazer referências à crise. Segundo aliados, a estratégia foi preservar uma postura institucional. Nos bastidores, integrantes da campanha petista admitem, no entanto, que a crise pode provocar desgaste político ao associar o presidente ao ministro Alexandre de Moraes em meio ao debate nacional.
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
Pedido foi encaminhado ao presidente do STF após novos desdobramentos do caso Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro do STF André Mendonça solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, em meio à escalada da crise envolvendo as investigações do Banco Master. O pedido surge após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta mensagens entre Moraes e o ex‑controlador Daniel Vorcaro, levando a Corte a abrir novo processo de análise.
- Em retaliação, Moraes encaminhou um pedido para que Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político nos casos Banco Master e INSS. Fachin concedeu prazo de cinco dias para que os envolvidos – incluindo o procurador‑geral da República e o diretor da Polícia Federal – apresentem esclarecimentos, mantendo o foco nas investigações em curso.
Foto: Antônio Augusto | STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções no Supremo. O pedido foi apresentado em meio ao agravamento da crise envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master. A solicitação ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que cita mensagens e contatos entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em resposta, Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido para que André Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político na condução de investigações ligadas aos casos Banco Master e INSS. Os dois pedidos agora estão sob análise da Presidência do STF. Edson Fachin determinou prazo de cinco dias para que André Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Mensagens entre Moraes e Vorcaro pressiona Senado e pode travar PEC da escala 6x1; entenda
Após divulgação de mensagens sobre a relação entre o ministro e o banqueiro, senador Carlos Viana protocolou pedido de impeachment; governo teme impacto sobre pautas de interesse do Executivo
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Divulgações de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a pressão política no Senado, levando o senador Carlos Viana (PSD-MG) a protocolar novo pedido de impeachment contra Moraes. O parlamentar acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de inércia e pediu o afastamento imediato do ministro, alegando necessidade de respostas diante das revelações.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
A divulgação de mensagens que revelam detalhes da relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro elevou a pressão política no Senado e pode afetar a votação de pautas de interesse do governo Lula nesta semana, entre elas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. As informações vieram a público após o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, retirar o sigilo de parte das investigações nesta terça-feira (1º). Desde então, parlamentares da oposição retomaram a ofensiva pelo impeachment de Moraes. O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, protocolou um novo pedido de impeachment contra o ministro. Em entrevista coletiva no Senado, o parlamentar afirmou que a Casa não poderia permanecer omissa diante das informações divulgadas. Viana também acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de manter pedidos anteriores de impeachment contra Moraes sem andamento. O senador pediu ainda o afastamento imediato do ministro e afirmou ter apresentado uma denúncia por suposto crime de responsabilidade. “Não estou pré-condenando ninguém, mas nós não podemos mais deixar de dar respostas”, declarou Carlos Viana. Governo teme impacto na agenda do Senado - Nos bastidores, segundo revelado pelo colunista Igor Gaintegrantes do governo Lula demonstram preocupação de que o novo cenário político dificulte as votações previstas durante o esforço concentrado do Senado nesta semana. Um dos principais pontos da agenda é a PEC que trata do fim da escala 6x1. A expectativa era de que a proposta avançasse na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pudesse também ser analisada pelo plenário. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, o temor do governo é que Alcolumbre, pressionado pela oposição em torno do impeachment de Moraes, reduza o ritmo de votação das matérias de interesse do Executivo como forma de evitar uma escalada ainda maior da crise política. A tendência seria permitir inicialmente apenas o andamento da proposta na CCJ, sem levar imediatamente o texto ao plenário. Alcolumbre já sinalizou nos bastidores que não pretende abrir um processo de impeachment contra Moraes. Os dois são aliados, e o presidente do Senado não demonstra disposição para atender à ofensiva dos parlamentares bolsonaristas. A crise, porém, acrescenta um novo elemento à disputa em torno da PEC da escala 6x1. Enquanto o governo defende a aprovação da proposta, a oposição bolsonarista é contrária ao texto e apresenta alternativas para mudanças na jornada de trabalho.
Vice-prefeito confirma autoria de áudio e expõe racha político com prefeito de Riacho de Santana
Tito Eugênio diz que divergências são antigas, critica perda de espaço no grupo e nega formação de chapa com ex-prefeito Alan Vieira
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O vice‑prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro confirmou a autoria do áudio que provocou a crise política em Riacho de Santana, alegando que o trecho foi tirado de contexto e que as divergências com o prefeito João Vitor Martins Laranjeira já existiam antes da divulgação.
- Tito nega qualquer composição de chapa com o ex‑prefeito Alan Vieira, esclarece que a exoneração de sua esposa não motivou o conflito e promete não transformar a disputa em inimizade, reafirmando seu compromisso com a cidade.
Foto: Divulgação
O vice-prefeito de Riacho de Santana, Tito Eugênio Cardoso de Castro, confirmou a autoria do áudio que provocou uma crise política no município e expôs publicamente suas divergências com o prefeito João Vitor Martins Laranjeira. A manifestação foi enviada à redação do Sudoeste Bahia na noite desta quarta-feira (19), marcando o primeiro posicionamento oficial de Tito desde o início do conflito. No comunicado, o vice-prefeito afirma que “não nega o que disse”, mas ressalta que o trecho divulgado faz parte de uma conversa maior e teria sido apresentado fora de contexto. Segundo ele, as insatisfações mencionadas já haviam sido levadas pessoalmente ao prefeito antes da divulgação do áudio. Tito relata que seu descontentamento cresceu ao perceber o afastamento de pessoas que ajudaram a construir o projeto eleitoral e a redução de sua participação nas decisões da administração. Ele também cita mudanças em acordos políticos, incluindo indicações para cargos estratégicos, como a Secretaria de Saúde. A crise ganhou força após Tito aparecer em fotos ao lado do ex-prefeito Alan Vieira, o que gerou especulações sobre uma possível chapa para 2028. O vice, porém, nega qualquer composição definida e afirma que decisões futuras devem envolver lideranças, o grupo político e a população: “Não existe chapa formada com Alan Vieira.”A nota também aborda a exoneração de sua esposa, Nádia Beatriz, do cargo de secretária de Assistência Social. Tito afirma que a saída dela não iniciou as divergências, que já existiam anteriormente e envolviam revisões de compromissos assumidos no início da gestão. Em tom conciliador, o vice-prefeito diz que não pretende transformar o conflito em inimizade pessoal e reforça sua ligação com o município: “Riacho de Santana é minha história, é minha terra querida e sempre será o meu bem-querer.” A crise política deve seguir repercutindo na cidade, já que o rompimento entre prefeito e vice tende a reorganizar alianças e movimentar o cenário local.
Prefeito de Riacho de Santana exonera esposa do vice após rompimento político e vazamento de áudio
Crise se agrava após críticas do vice-prefeito em áudio e aproximação com ex-gestor
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A crise política em Riacho de Santana, no Oeste da Bahia, ganhou um novo capítulo após o rompimento entre o prefeito João Vitor Martins Laranjeira e o vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro. A exoneração de Nádia Beatriz Fernandes Cardoso de Castro, esposa do vice, do cargo de secretária municipal de Assistência Social, e sua substituição por Viviane Barbosa Andrade, ocorreu logo depois do vazamento de um áudio em que Tito faz críticas duras ao prefeito e questiona decisões da gestão.
- João Vitor descreveu a postura do vice como “verdadeira traição” e afirmou que, embora Tito tivesse espaço e relevância na administração, a permanência dele na base aliada tornou-se insustentável após os episódios recentes. Mesmo com o rompimento, o prefeito garantiu que continuará conduzindo o Executivo municipal e mantendo os compromissos assumidos com a população, enquanto a expectativa se volta para os próximos movimentos políticos na cidade, com a reorganização de alianças e o fortalecimento da oposição local.
Foto: Reprodução | Redes Sociais
A crise política em Riacho de Santana, no Oeste da Bahia, ganhou um novo capítulo após o rompimento entre o prefeito João Vitor Martins Laranjeira e o vice-prefeito Tito Eugênio Cardoso de Castro. O desdobramento mais recente foi a exoneração de Nádia Beatriz Fernandes Cardoso de Castro, esposa do vice, do cargo de secretária municipal de Assistência Social. Para o lugar dela, foi nomeada Viviane Barbosa Andrade. O afastamento ocorre logo depois do vazamento de um áudio atribuído a Tito Eugênio, no qual o vice faz críticas duras ao prefeito e questiona decisões da gestão. O clima já estava tenso desde que Tito publicou fotos ao lado do ex-prefeito Alan Antônio Vieira, seu antigo adversário político, sinalizando a formação de um novo grupo de oposição no município. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, João Vitor classificou a postura do vice como “verdadeira traição”. O prefeito afirmou que Tito tinha espaço e relevância dentro da administração, inclusive com a indicação de familiares para cargos estratégicos, como as secretarias de Saúde e Assistência Social. Segundo o gestor, a permanência do vice na base aliada tornou-se insustentável após os episódios recentes. Mesmo com o rompimento, João Vitor disse que seguirá conduzindo o Executivo municipal e mantendo os compromissos assumidos com a população. A expectativa agora é sobre os próximos movimentos políticos na cidade, já que o racha deve reorganizar alianças e fortalecer a oposição local.
Jaques Wagner resiste a deixar liderança do governo no Senado
Jaques Wagner resiste a deixar liderança do governo no Senado
Senador afirma que só deixará o cargo se houver pedido do presidente Lula; encontro entre os dois é esperado para esta semana.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem resistido à pressão de aliados e integrantes do governo para deixar seu cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. O senador afirma que só se afastará da liderança se houver um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem uma conversa é aguardada para quarta-feira, após seu retorno a Brasília.
- Nos bastidores, o governo discute a saída de Wagner para reduzir o desgaste político. Embora Lula tenha manifestado solidariedade, integrantes do governo alertam que isso não garante sua permanência. Uma solução negociada é cogitada, com Wagner deixando a liderança após a visita presidencial à Bahia, no início de julho, justificando a necessidade de se dedicar a articulações eleitorais no estado.
Foto: Alessandro Dantas | PT-SF
O líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), tem resistido à pressão de aliados e integrantes do governo para deixar o cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. Segundo interlocutores, Wagner tem afirmado que não pretende se afastar da liderança do governo, a menos que receba um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma conversa entre os dois é aguardada para quarta-feira (24), quando o senador deve retornar a Brasília. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a saída de Wagner poderia reduzir o desgaste político provocado pela investigação e evitar que o tema continue impactando o Palácio do Planalto. A expectativa entre aliados é que Lula discuta o assunto diretamente com o senador nos próximos dias. Parte da base governista defende uma solução negociada, com Wagner deixando a liderança após a visita presidencial à Bahia, prevista para o dia 2 de julho. Nesse cenário, a justificativa pública seria a necessidade de o senador se dedicar às articulações políticas e eleitorais no estado. A permanência de Wagner também divide opiniões dentro do governo. Alguns aliados entendem que a continuidade no cargo mantém o senador sob maior exposição política e dificulta sua estratégia de defesa. Outros avaliam que uma saída imediata poderia ser interpretada como um pré-julgamento. Nos últimos dias, o presidente Lula conversou com Wagner por telefone e manifestou solidariedade ao aliado. Integrantes do governo, porém, afirmam que o gesto não representa necessariamente uma garantia de permanência na liderança. Enquanto as discussões continuam, o senador tem reiterado publicamente que permanece no cargo e que qualquer decisão sobre a liderança cabe ao presidente da República.
PF aponta mensagens entre Jaques Wagner e investigado do Banco Master: "você faz parte disso"
Operação apura suposto favorecimento ao Banco Master e suspeitas de repasses milionários ligados a familiares do senador.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, revelando suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima, após encontrar diálogos durante a Operação Compliance Zero.
- A investigação apura suspeitas de irregularidades, including vantagens indevidas e lavagem de dinheiro. A PF suspeita que famílias do senador receberam R$ 3,5 milhões e que um imóvel de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões foi utilizado como contrapartida por favorecimentos.
Augusto Lima, um dos investigados, teria trocado mensagens com Jaques Wagner - Foto: Reproduçã
A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os diálogos foram encontrados durante a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira. Nesta quinta-feira (18), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, as conversas indicam que o senador atuava como um interlocutor relevante em temas de interesse do Banco Master, especialmente durante as negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com a investigação, em março de 2025 Augusto detalhou ao parlamentar aspectos da operação. Em uma das mensagens, o empresário afirmou: "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso!!". A Polícia Federal sustenta que Wagner acompanhava de perto as articulações relacionadas ao negócio. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, conhecida como "Projeto Vórtice", acabou rejeitada pelo Banco Central após análises sobre riscos financeiros da operação. Os investigadores também apuram suspeitas de vantagens indevidas. Segundo a PF, familiares do senador teriam recebido R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a Augusto Lima. Além disso, a corporação investiga a suposta aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que teria sido utilizado como contrapartida por favorecimentos. Mensagens obtidas pela investigação mostram cobranças de pagamentos feitas por Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner.
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Presidente do Senado afirma que não atuou contra indicação de Jorge Messias ao STF e tenta reconstruir diálogo com o Planalto.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou um movimento de reaproximação com o governo federal. A derrota, considerada um dos maiores reveses para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou Alcolumbre a buscar diálogo direto com Lula, defendendo que não atuou contra a nomeação e que havia alertado o Planalto sobre o risco, atribuindo o resultado à insatisfação dos parlamentares e buscando "passar a régua" no episódio.
- Em resposta à crise, ministros como José Múcio Monteiro e José Guimarães intensificaram reuniões com Alcolumbre e aliados governistas no Congresso. Apesar dos sinais de distensão e da necessidade de apoio do Senado em pautas prioritárias como as PECs da Segurança Pública, do SUAS e da mineração, setores do Planalto ainda cogitam mudanças na articulação política. A relação entre Planalto e Senado permanece tensa, com o governo buscando evitar novos desgastes em votações estratégicas.
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou movimentos de reaproximação com o governo federal após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. A derrota imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerada uma das mais duras enfrentadas pelo Palácio do Planalto no atual mandato. Segundo interlocutores do governo, Alcolumbre demonstrou interesse em conversar diretamente com Lula para encerrar o desgaste político provocado pela votação. A aliados, o senador afirmou que deseja “passar a régua” no episódio e sustentou que não trabalhou contra a indicação do chefe da AGU. Nos bastidores, o presidente do Senado argumenta que alertou previamente o Planalto sobre o risco de rejeição e atribui o resultado à insatisfação de parlamentares da Casa. O discurso adotado pelo senador é o de preservação da relação institucional com o governo federal. Após a derrota de Messias, ministros do governo intensificaram articulações para reduzir a crise. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com Alcolumbre na terça-feira (5). Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, almoçou com o senador na quarta-feira (6). No Senado, Alcolumbre também manteve conversas com aliados do governo, entre eles o líder governista no Congresso, Randolfe Rodrigues. Apesar disso, setores do Planalto defendem mudanças na articulação política da Casa, incluindo possíveis trocas em cargos de liderança. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também enfrenta resistência. Segundo integrantes do governo, a relação entre Wagner e Alcolumbre se deteriorou durante a tramitação da indicação de Jorge Messias ao STF. A preocupação do Planalto é evitar novos desgastes em votações consideradas estratégicas para o governo. Entre os projetos prioritários estão as PECs da Segurança Pública e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), além da proposta que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil. Outro tema que depende do aval político do Senado é a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A matéria ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas o governo avalia que precisará do apoio de Alcolumbre para acelerar a votação no Senado antes do avanço do calendário eleitoral. Apesar dos sinais de distensão, integrantes do governo admitem que a relação entre o Planalto e o presidente do Senado ainda atravessa um momento de forte desgaste político.
























