Agricultores de Guanambi alertam para colapso na irrigação com queda no nível da Barragem de Ceraíma
Reservatório está em situação crítica e pode atingir volume morto até junho de 2026
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Foto: Divulgação
A Barragem de Ceraíma, em Guanambi, no sudoeste da Bahia, enfrenta um dos períodos mais delicados dos últimos anos. O reservatório, responsável por abastecer o perímetro irrigado da região, opera com apenas 30% da capacidade e já comprometeu parte da safra local. Segundo o presidente da Cooperativa dos Agricultores de Ceraíma, Marco Antônio Fraga, as chuvas registradas recentemente não foram suficientes para elevar o nível da barragem. Ele afirma que cerca de 40% da produção agrícola já foi perdida e alerta para risco de colapso caso não haja recuperação significativa nos próximos meses. Fraga também criticou a retirada contínua de água pela Embasa, que, segundo ele, poderia utilizar a Adutora do Algodão como alternativa. “Estamos vivendo uma situação crítica. Se não chover na cabeceira, vamos perder o restante da safra”, disse. No perímetro irrigado, os agricultores reduziram drasticamente o uso da água, o que tem impactado diretamente na produção de frutas e hortaliças. A previsão é de que, sem chuvas suficientes, o reservatório atinja o volume morto até junho de 2026, inviabilizando a irrigação. Mais de 27 municípios vizinhos dependem da produção de Ceraíma, o que amplia a preocupação com os impactos econômicos e sociais da crise hídrica.
Crise hídrica: reservatórios registram menor armazenamento de água em 21 anos
Por: Juliana Rodrigues
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Foto: Reprodução
- Os reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por mais da metade da geração de energia do país, estão com o menor nível médio de armazenamento de água em 21 anos. A queda é o recorde histórico registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que atua desde 2000. Na quinta-feira (14), o armazenamento médio nos reservatórios das regiões bateu 16,86%. Na mesma data, em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia, a taxa era de 21,4%. O Brasil passa, atualmente, por uma crise hídrica. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a pedir que a população controle os seus gastos para ajudar o país. Atualmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) opera com a "bandeira tarifária escassez hídrica", que adiciona, como valor extra, mais R$ 14,20 às contas de energia a cada 100 kW/h consumidos.
Crise hídrica: Represa de Furnas registra menor volume para setembro em 20 anos
Reservatório é responsável por 70% do fornecimento de energia do país
Por: Matheus Simoni
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Foto: Reprodução
- A Represa de Furnas, em Minas Gerais, responsável por 70% do fornecimento de energia do país, registrou o menor volume para o mês de setembro em 20 anos. O índice atual está em 14,5%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgados no último sábado (25). O volume de setembro é o menor desde 2001, quando o mês chegou a um volume útil de 12,98%. Na época, o Brasil passou por um racionamento de energia. Em agosto, o índice da represa também foi o menor em duas décadas, com volume de 18,3%. Atualmente, o montante atual do reservatório é de 754 metros acima do nível do mar, ou seja, oito metros abaixo do que é considerado aceitável para a exploração do turismo e outras atividades.
Apagão no sudeste não foi provocado por crise hídrica, diz ONS
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Google Imagens
- O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou, neste domingo (19), que o apagão ocorrido no Rio de Janeiro e em Minas Gerais no sábado (18) não tem relação com a crise hídrica enfrentada pelo país. Segundo a entidade, a causa da interrupção de energia foi uma falha na subestação de Rocha Leão, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. “O ONS avaliará as causas da ocorrência junto aos agentes envolvidos. Vale ressaltar que o episódio não tem relação com a crise hídrica do país”, disse a nota da Eletrobras Furnas. O local onde a subestação parou de funcionar pertence ao órgão. No final de agosto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou a atual crise hídrica do país como "a maior da história". Diante do que considera um "problema sério", fez um apelo para que as pessoas economizem energia e "apaguem um ponto de luz" em casa. Ele também disse que algumas hidrelétricas, sem especificar quais, podem parar de funcionar caso a situação se agrave.























