Prefeitura de Iuiu decreta emergência por estiagem e autoriza medidas contra falta de água
Decreto tem validade inicial de 180 dias e prevê ações para garantir abastecimento e atender famílias afetadas pela estiagem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Prefeitura de Iuiu, no sudoeste da Bahia, decretou situação de emergência por causa da estiagem que agravou a escassez de água no município. O Decreto nº 127/2026, com validade inicial de 180 dias, destaca a redução drástica nos poços, reservatórios e barragens, afetando o abastecimento de famílias, animais e a produção da agricultura familiar e das áreas de pastagem, além de elevar riscos à saúde pública.
- Para enfrentar a crise, a administração municipal mobiliza a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) e prevê a contratação de carros‑pipa, aquisição emergencial de insumos e ações de apoio às comunidades, incluindo campanhas de conscientização sobre o uso seguro da água.
Foto: Ruy Abrante
A Prefeitura de Iuiu decretou situação de emergência devido ao agravamento da estiagem no município, no sudoeste da Bahia. A medida consta no Decreto nº 127/2026, publicado no Diário Oficial, e terá validade inicial de 180 dias. Segundo a administração municipal, a irregularidade das chuvas provocou redução significativa da disponibilidade de água, principalmente na zona rural, com impactos no abastecimento de famílias e animais. O período prolongado de seca também afetou poços tubulares, reservatórios, aguadas e barragens, reduzindo a oferta de água utilizada pelas comunidades e pela atividade agropecuária. A produção da agricultura familiar e as áreas de pastagem estão entre as mais afetadas, com registro de perdas para produtores locais. A prefeitura também aponta possíveis consequências para a saúde pública. O clima seco e as temperaturas elevadas podem favorecer o aumento de problemas respiratórios, enquanto a menor disponibilidade de água eleva o risco de utilização de fontes sem tratamento adequado. O município classificou a ocorrência como desastre de Nível II, considerado de média intensidade. De acordo com o decreto, os danos provocados pela estiagem ultrapassam a capacidade financeira e operacional da administração municipal para serem enfrentados apenas com recursos próprios. Com o reconhecimento da emergência, órgãos municipais poderão ser mobilizados sob coordenação da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC). Entre as medidas previstas estão a contratação de carros-pipa, a aquisição emergencial de insumos e a realização de ações de apoio às comunidades atingidas. A prefeitura também poderá promover campanhas e outras iniciativas destinadas a reduzir os efeitos da escassez de água durante o período de emergência.
Aneel mantém bandeira tarifária amarela em agosto
Aneel mantém bandeira tarifária amarela em agosto
Consumidores continuarão pagando adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh devido ao período seco e ao maior custo de geração de energia
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de agosto, o que significa a continuidade da taxa adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz. A decisão é justificada pelas condições climáticas desfavoráveis e pelo período de estiagem, que reduzem os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e demandam o acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de operação é mais elevado.
- O sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo principal sinalizar ao consumidor o custo real da produção de energia elétrica no país, incentivando o consumo consciente. Enquanto a bandeira verde indica condições favoráveis sem custo extra, as bandeiras amarela e vermelha (patamares 1 e 2) aplicam cobranças adicionais proporcionais à complexidade e ao custo de geração de energia no período.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com a decisão, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz. A cobrança extra está em vigor desde maio. Segundo a Aneel, a permanência da bandeira amarela reflete as condições menos favoráveis para a geração de energia no país durante o período de estiagem. Com a redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, cresce a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar aos consumidores o custo real da geração de energia elétrica. Quando as condições são favoráveis, é aplicada a bandeira verde, sem cobrança adicional. Já em cenários de maior custo, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha, com acréscimos na tarifa. Atualmente, os valores extras cobrados são de R$ 1,88 a cada 100 kWh na bandeira amarela, R$ 4,46 na bandeira vermelha patamar 1 e R$ 7,87 na bandeira vermelha patamar 2. A bandeira verde, por sua vez, não gera cobrança adicional ao consumidor. De acordo com a agência reguladora, a sinalização busca tornar mais transparente o custo da produção de energia e incentivar o consumo consciente, especialmente em períodos de menor disponibilidade hídrica.
Agricultores de Guanambi alertam para colapso na irrigação com queda no nível da Barragem de Ceraíma
Reservatório está em situação crítica e pode atingir volume morto até junho de 2026
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Foto: Divulgação
A Barragem de Ceraíma, em Guanambi, no sudoeste da Bahia, enfrenta um dos períodos mais delicados dos últimos anos. O reservatório, responsável por abastecer o perímetro irrigado da região, opera com apenas 30% da capacidade e já comprometeu parte da safra local. Segundo o presidente da Cooperativa dos Agricultores de Ceraíma, Marco Antônio Fraga, as chuvas registradas recentemente não foram suficientes para elevar o nível da barragem. Ele afirma que cerca de 40% da produção agrícola já foi perdida e alerta para risco de colapso caso não haja recuperação significativa nos próximos meses. Fraga também criticou a retirada contínua de água pela Embasa, que, segundo ele, poderia utilizar a Adutora do Algodão como alternativa. “Estamos vivendo uma situação crítica. Se não chover na cabeceira, vamos perder o restante da safra”, disse. No perímetro irrigado, os agricultores reduziram drasticamente o uso da água, o que tem impactado diretamente na produção de frutas e hortaliças. A previsão é de que, sem chuvas suficientes, o reservatório atinja o volume morto até junho de 2026, inviabilizando a irrigação. Mais de 27 municípios vizinhos dependem da produção de Ceraíma, o que amplia a preocupação com os impactos econômicos e sociais da crise hídrica.
Crise hídrica: reservatórios registram menor armazenamento de água em 21 anos
Crise hídrica: reservatórios registram menor armazenamento de água em 21 anos
Por: Juliana Rodrigues
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Foto: Reprodução
- Os reservatórios de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por mais da metade da geração de energia do país, estão com o menor nível médio de armazenamento de água em 21 anos. A queda é o recorde histórico registrado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que atua desde 2000. Na quinta-feira (14), o armazenamento médio nos reservatórios das regiões bateu 16,86%. Na mesma data, em 2001, quando o país passou por um racionamento de energia, a taxa era de 21,4%. O Brasil passa, atualmente, por uma crise hídrica. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a pedir que a população controle os seus gastos para ajudar o país. Atualmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) opera com a "bandeira tarifária escassez hídrica", que adiciona, como valor extra, mais R$ 14,20 às contas de energia a cada 100 kW/h consumidos.
Crise hídrica: Represa de Furnas registra menor volume para setembro em 20 anos
Crise hídrica: Represa de Furnas registra menor volume para setembro em 20 anos
Reservatório é responsável por 70% do fornecimento de energia do país
Por: Matheus Simoni
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Foto: Reprodução
- A Represa de Furnas, em Minas Gerais, responsável por 70% do fornecimento de energia do país, registrou o menor volume para o mês de setembro em 20 anos. O índice atual está em 14,5%, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgados no último sábado (25). O volume de setembro é o menor desde 2001, quando o mês chegou a um volume útil de 12,98%. Na época, o Brasil passou por um racionamento de energia. Em agosto, o índice da represa também foi o menor em duas décadas, com volume de 18,3%. Atualmente, o montante atual do reservatório é de 754 metros acima do nível do mar, ou seja, oito metros abaixo do que é considerado aceitável para a exploração do turismo e outras atividades.
Apagão no sudeste não foi provocado por crise hídrica, diz ONS
Apagão no sudeste não foi provocado por crise hídrica, diz ONS
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Google Imagens
- O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou, neste domingo (19), que o apagão ocorrido no Rio de Janeiro e em Minas Gerais no sábado (18) não tem relação com a crise hídrica enfrentada pelo país. Segundo a entidade, a causa da interrupção de energia foi uma falha na subestação de Rocha Leão, em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. “O ONS avaliará as causas da ocorrência junto aos agentes envolvidos. Vale ressaltar que o episódio não tem relação com a crise hídrica do país”, disse a nota da Eletrobras Furnas. O local onde a subestação parou de funcionar pertence ao órgão. No final de agosto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou a atual crise hídrica do país como "a maior da história". Diante do que considera um "problema sério", fez um apelo para que as pessoas economizem energia e "apaguem um ponto de luz" em casa. Ele também disse que algumas hidrelétricas, sem especificar quais, podem parar de funcionar caso a situação se agrave.
























