Governo tenta evitar crise de crédito em meio a cenário de juros altos, diz nº 2 da Fazenda
O foco, segundo secretário, será o Desenrola, programa de renegociação de dívidas para pessoa física
Por: Adriana Fernandes e Anna Carolina Papp
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- Número 2 do Ministério da Fazenda, o secretário executivo Gabriel Galípolo afirma que a equipe econômica vai atuar para tentar evitar uma crise de crédito no País e dinamizar a economia para garantir o crescimento. A possibilidade de uma forte desaceleração do mercado de crédito num cenário de juros altos entrou no radar e ameaça o crescimento da economia brasileira em 2023. A crise das Lojas Americanas e a sinalização dos bancos de colocar um pé no freio na oferta de crédito reforçaram a preocupação dos empresários e dos agentes do mercado financeiro. Ao Estadão o secretário acenou que o governo pode lançar mão de medidas compensatórias que garantam liquidez às empresas caso seja necessário. "O governo e a equipe econômica estão totalmente focados em evitar uma crise de crédito no País", disse. Segundo ele, o ministério tem monitorado diariamente o quadro junto ao setor empresarial e financeiro para se antecipar. Galípolo adiantou que dados da arrecadação da Receita Federal parciais de fevereiro são muito positivos e mostram recuperação da receita previdenciária com reação positiva da atividade. O foco agora será o programa de renegociação de dívidas para pessoa física, o Desenrola. Galípolo antecipa que a medida também vai atender devedores com renda superior a dois salários mínimos. Hoje, o País tem 70 milhões negativados, o que ele avaliou como "uma situação muito grave" e que "demanda uma ação rápida". Os anúncios nos últimos dias, de reajuste do salário mínimo, correção da tabela do Imposto de Renda e o novo Minha Casa Minha Vida fazem parte dessa estratégia de combater a piora do crédito e evitar uma recessão econômica.
Caixa fará "maior operação de crédito da história do Brasil", diz presidente do banco
Pedro Guimarães acompanhou Bolsonaro nesta terça (31) na inauguração de um complexo de captação e tratamento de água em Uberlândia (MG)
Por: Luciane Freire
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
- O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou nesta terça-feira (31) que o banco fará "a maior operação de crédito da história do Brasil". Sem entrar em detalhes, Guimarães disse que será uma "revolução no mercado financeiro" e que mais de 100 milhões terão uma linha diferenciada na Caixa. Segundo ele, o anúncio será feito pelo presidente Jair Bolsonaro em "duas ou três semanas". O presidente da Caixa acompanhou Bolsonaro na inauguração de um complexo de captação e tratamento de água em Uberlândia (MG). "Daqui a umas duas ou três semanas o presidente vai anunciar uma revolução no mercado financeiro. A Caixa vai fazer a maior operação de crédito da história do Brasil. Mais de 100 milhões de pessoas terão uma linha diferenciada na Caixa. Aguardem que vai ser uma coisa histórica, focado em quem menos tem", discursou Guimarães no evento.























