CPI do 8 de Janeiro quer convocar Bolsonaro e quebrar sigilos do ex-presidente
CPI investiga os atos golpistas que culminaram na invasão às sedes dos três poderes; Carlos Bolsonaro também é alvo de pedido de convocação
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- Os deputados que compõem a CPI do 8 de janeiro - que investiga os atos golpistas que culminaram na invasão às sedes dos três poderes - têm realizados pedidos de convocação, convite e quebras de sigilo que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pelo portal Poder360, que fez um levantamento dados apresentados e catalogados pelo Senado até o último domingo (11). No requerimento que pede a convocação de Bolsonaro, há ainda o pedido para que o ex-presidente seja tratado como investigado. A solicitação de convocação de Bolsonaro foi feita pela deputada Erika Hilton (Psol) e pelo deputado Pastor Henrique Vieira (Psol). Já o convite ao ex-presidente foi proposto pelo deputado Rogério Correia (PT). Como justificativa da convocação, Erika e Pastor Henrique citam as falas e críticas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral. Na mesma linha de investigação, Rogério pede à CPI o acesso aos dados bancários, telefônicos e telemáticos de Bolsonaro, entre 30 de outubro de 2022, dia do 2º turno das eleições, e 10 de janeiro de 2023. Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho de Jair Bolsonaro, também tem um pedido de convocação, apresentado novamente por Erika e Pastor Henrique. Os deputados citam o “gabinete do ódio” como uma “milícia digital” que atuaria para “minar as instituições democráticas”, como embasamento para a convocatória.
Câmara de Jussiape vai abrir CPI para apurar interferência de mulher do prefeito na administração da cidade
A comissão poderá contar com dois vereadores da base do prefeito.
Por: Tiago Rego | Jornalista
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- Opositores do prefeito Éder Jakes (PSD), da cidade de Jussiape, sudoeste da Bahia, acusam que o gestor tem pouco administrado o município. E em seu lugar, tem atuado a esposa dele, Hilda Rejane Assunção Ribeiro Aguiar. Pelo menos é este o escopo que deve predominar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta na última sexta-feira (28), pela Câmara de Vereadores. Segundo informações apuradas pela redação do SUDOESTE BAHIA (SB), dois vereadores da base de Éder deverão integrar a comissão. Após aprovação em assembleia, o próximo passo da CPI será a escolha do presidente para comandar os trabalhos e também do relator. Ainda conforme apuração do SB, Jakes quase não tem aparecido na prefeitura, se limitando a despachar uma vez na semana, ficando a cargo de Hilda a quase totalidade dos atos administrativos, mas este por sua vez, teriam o aval do chefe do Executivo. Além do mais, pesa sobre Hilda acusações de coação e pressão a servidores e munícipes. E, para piorar a situação, os parlamentares afirmam que a mulher do prefeito tem realizado as atividades em sua própria casa. A situação provocou um desgaste na popularidade de Éder, pois até mesmo os simpatizantes de seu mandato têm afirmado que não elegeram Rejane para ditar os rumos políticos de Jussiape. O documento apresenta também a possibilidade da investigação sobre possíveis práticas ilícitas por parte de Éder. Em caso de confirmação das denúncias, Hilda poderá responder por usurpação de poder.
CPI do 8 de Janeiro é criada e disputa pelo comando da comissão preocupa governo
Governo Lula passou a defender a criação da comissão após divulgação de imagens do antigo ministro do GSI no Palácio do Planalto durante os atos golpistas
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- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), leu o requerimento para criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos atos golpistas do 8 de janeiro nesta quarta-feira (26), no Congresso Nacional. A base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que era contra a instauração do colegiado, passou a defendê-la após divulgação de imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto mostrarem Gonçalves Dias (então ministro do GSI) presente durante os atos. Após a demissão do então ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o governo mudou estratégia e passou a defender a CPI emplacada pela oposição. Agora, a disputa é sobre quem será a maioria representada e controlará os rumos da investigação.
Sem definir data, Pacheco diz que criará CPI mista sobre 8 de Janeiro
O presidente da República, porém, é contra a criação de um colegiado para apurar os atos golpistas
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- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que vai instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os ataques às sedes do Três Poderes em 8 de janeiro. Ele declarou, nesta terça-feira (18), que fará a leitura do pedido de criação do colegiado. A data de criação da CPI mista, no entanto, ainda é incerta. Nesta terça, foi marcada uma sessão do Congresso em que o pedido de abertura do colegiado pode ser lido. Mas Pacheco avalia adiar a sessão a pedido de líderes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da República é contra a criação de um colegiado para apurar os atos golpistas. O petista considera que o governo tem os instrumentos necessários para investigar os crimes. Por outro lado, o presidente do Senado disse que ainda não analisou um requerimento de partidos políticos e da liderança do governo para adiar a sessão. "Esse requerimento não foi apreciado, e logo após a minha saída aqui do Palácio do Planalto vou reunir com os líderes na presidência do Senado para poder apreciar esse pedido e o fundamento dele", disse. Líderes da oposição favoráveis à CPMI enviaram um ofício a Pacheco pedindo a manutenção da sessão do Congresso.
Deputado recolhe assinaturas necessárias para CPI da Coelba na Alba
Requerimento apresentado por Tum (PSC) ainda será analisado pelo presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD)
Por: Adele Robichez
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- O deputado estadual Tum (PSC) recolheu 34 assinaturas em um requerimento no qual sugere que a Coelba seja alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O número é o necessário para a instalação do colegiado, uma vez que o processo precisa ter aval de, no mínimo, um terço dos deputados, ou seja, 21. Ao apresentar o documento, Tum defende que a apuração deve se debruçar diante das "elevadas tarifas cobradas, bem como o grave problema de má qualidade na prestação e utilização do serviço fornecido à população baiana". O requerimento ainda será analisado pelo presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD). Segundo o deputado, a CPI será composta de 8 membros titulares e 4 membros suplentes e terá 90 dias de trabalho, prazo que pode ser prorrogado por igual período, quando justificável, apurar as ações e omissões da Coelba". "Uma análise dos fatos aponta pouca transparência da composição tarifária dos serviços prestados pela Coelba, em especial os prazos e custos nas solicitações de ligação, exigindo dos grandes consumidores valores milionários para viabilizar o fornecimento de energia, e há casos em que para um mesmo pedido foram apresentados valores diversos para a mesma solicitação", afirma Tum em sua justificativa.
Ciganos pedem instalação de CPI na Alba para apurar assassinatos em Conquista
Por: Geovana Oliveira
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- O Instituto de Ciganos do Brasil (ICB) enviou um ofício ao deputado Adolfo Menezes, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), solicitando a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as mortes dos ciganos em Vitória da Conquista e região. Entre os assassinados, estão também um adolescente e um empresário não ciganos. "Motivados pelas suspeitas de que alguns ciganos foram torturados, ameaçados e mortos pela polícia em Vitória da Conquista e região, conforme decorrente das mortes de dois policias P2, no Distrito de José Goncalves, em 13 de julho", explica o instituto sobre o pedido. Entre os motivos e provas para a instauração da CPI, o instituto cita a investigação desarticulada entre a polícia civil e a polícia militar; e a fragilidade no acolhimento das testemunhas pelo programa PROVITA; e o risco de novas execuções. Eles ainda afirmam que os "policiais justiceiros querem matar, não querem prender", e falam que policiais militares receberam elogio individual pelas mortes de três Ciganos em Anagé. Ao todo, oito ciganos, todos irmãos, foram mortos de forma brutal em diversas cidades no sudoeste do estado, incluindo Conquista, Anagé e Itiruçu. Os crimes começaram a acontecer depois que o tenente Luciano Libarino Neves e o soldado Robson Brito foram mortos no município, em julho. Desde então, a Polícia Militar iniciou a caçada contra os suspeitos do crime. "Não iremos aceitar que os Ciganos inocentes sejam vítimas de ação truculência absurda e desnecessária. Os “criminosos” devem responder na justiça pelos seus atos", afirma o ICB no documento.
Celular de Dominghetti apreendido pela CPI ligariam Bolsonaro à compra de vacinas
Mensagens conectam presidente e primeira-dama Michelle Bolsonaro a negociações dos imunizantes da Astrazeneca, oferecidos pela Davati Medical Supply
Por: Augusto Romeo
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- Em mensagens apreendidas pela CPI da Covid e divulgadas pelo portal O Antagonista, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti dá a entender que, além da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro participou das negociações para a compra das vacinas da Astrazeneca oferecidas pela Davati Medical Supply. Dominghetti, representante da empresa, diz ter recebido propina do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, que foi demitido após a revelação. Ele conversou com um contato identificado em seu celular como “Rafael Compra Deskartpak”. Para o contato, Dominghetti enviou a seguinte mensagem: “Manda o SGS. Urgente. O Bolsonaro está pedindo. Agora”. “SGS” é um certificado que garante que o produto passou por todas as etapas dos processos exigidos por órgãos reguladores. A mensagem não foi escrita por ele, mas reencaminhada. Integrantes da CPI suspeitam que o autor dessas mensagens enviadas a Dominghetti e reencaminhadas a “Rafael Compra Deskartpak” seja o reverendo Amilton Gomes de Paula, que será ouvido pela comissão no Senado. Nas mensagens, Dominguetti também comenta assustado sobre os avanços do reverendo e da relação com a primeira-dama. “Michele (sic) está no circuito agora. Junto ao reverendo. Misericórdia”, escreve. O interlocutor se mostra incrédulo diante do nome da primeira-dama: “Quem é? Michele Bolsonaro?”. Dominguetti retorna: “Esposa sim”. Não fica claro, quando Dominguetti diz que “Michelle está no circuito”, que tipo de participação a primeira-dama pode ter no caso. Os integrantes da CPI devem avançar sobre esse ponto para entender se a primeira-dama foi usada para que os supostos vendedores de vacinas chegassem a Bolsonaro. As mensagens encontradas no celular do policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira apontam que ele e o líder da associação privada Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), reverendo Amilton Gomes de Paula, discutiram a venda de vacinas contra a Covid-19 para países como Honduras, Paraguai e Angola. O reverendo apresentou atestado médico para não comparecer à CPI nesta semana.
"Caguei para a CPI", diz Bolsonaro após pedido de explicações à cúpula da comissão
Por: Kamille Martinho
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- Na noite desta quinta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não responderá à carta protocolado no Palácio do Planalto pela cúpula da CPI da Covid-19. No documento, os senadores Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI; Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice; e Renan Calheiros (MDB-AL), relator, pedem que Bolsonaro informe se fez referência ao líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), em conversa sobre compra suspeita de vacinas pelo governo. A carta visa cobrar um posicionamento do presidente em relação à declaração do deputado Luis Miranda (DEM-DF) à CPI. Na ocasião, Miranda disse que ele e o irmão, servidor do Ministério da Saúde, informaram ao presidente sobre suspeitas em relação à compra da vacina indiana Covaxin e Bolsonaro teria reagido dizendo que aquilo era "coisa" de Ricardo Barros. "Não vou entrar em detalhes sobre essa CPI aí do Renan Calheiros e do Omar Aziz, que dispensa comentários não é? E não vou responder nada para esses caras. Eu não vou responder nada para esse tipo de gente, em hipótese alguma. Que não estão preocupados com a verdade e sim em desgastar o governo. Por quê? O Renan, por exemplo, é aliadíssimo do Lula. O cara quer a volta do Lula a qualquer preço. Então, não vou responder questão de CPI para esses caras, não é? Hoje foi, acho que, não sei se foi o Renan ou o Omar e o saltitante. Fizeram uma festa lá embaixo na Presidência entregando um documento para eu responder perguntas para a CPI. Você sabe qual é a minha resposta, pessoal? Caguei. Caguei para a CPI. Não vou responder nada.", declarou Bolsonaro. Segundo o G1, os três senadores dizem na carta: "Somente Vossa Excelência pode retirar o peso terrível desta suspeição tão grave dos ombros deste experimentado político, o Deputado Ricardo Barros, o qual serve seu governo numa função proeminente."
Bolsonaro diz que não tem como saber o que acontece nos ministérios, sobre caso Covaxin
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Reuters
- Ao comentar com apoiadores nesta segunda-feira (28) a denúncia de irregularidades na compra da vacina Covaxin, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que não tem como saber o que acontece nos ministérios de seu governo. "Ele [o deputado Luis Miranda] que apresentou [informações sobre a compra da vacina], eu nem sabia como é que estavam as tratativas da Covaxin porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional] tem mais de 20 mil obras. [O Ministério da Infraestrutura], do Tarcísio [de Freitas] não sei, deve ter algumas dezenas, centenas de obras." "Não tenho como saber. O da Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos], o da Justiça, o da Educação. Não tenho como saber o que acontece nos ministérios, vou na confiança em cima de ministro, e nada fizemos de errado", disse Bolsonaro. Bolsonaro reconheceu novamente ter recebido a visita de Luis Miranda, mas afirmou que "aqui vem tudo quanto é tipo de gente". "Não posso falar: 'Você é deputado, deixa eu ver tua ficha aí'. Eu ia receber pouca gente. Recebo todo mundo", disse. O presidente também rebateu o entendimento de que o caso Covaxin trinca o discurso anticorrupção do governo. "Agora, os caras botam a narrativa 'a vacina fissura o governo Bolsonaro no tocante à corrupção'", queixou-se o presidente, que alegou que nenhuma vacina foi de fato comprada. "Inventaram a corrupção virtual, né? Não recebemos uma dose, não pagamos um centavo", disse Bolsonaro. O contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra da Covaxin entrou na mira da CPI, que suspeita de favorecimento para a vacina indiana e, em particular, para a empresa brasileira Precisa Medicamentos, que atuou como intermediária no negócio. A Covaxin é a vacina mais cara negociada pelo governo federal, com valor de R$ 80 a dose. Além disso, as negociações foram concluídas em tempo recorde, quando comparada com os processos com a Pfizer e o Instituto Butantan. A CPI da Covid pode comunicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o cometimento de crime de prevaricação (retardar ou deixar de praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal) por parte do presidente Jair Bolsonaro.
'Não querem investigar quem recebeu, só quem deu dinheiro', diz Bolsonaro
Por: Kamille Martinho
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- O presidente Jair Bolsonaro disse que a CPI da Covid-19 é integrada por "sete pilantras" que não querem investigar quem recebeu o dinheiro (referindo-se aos governadores), mas apenas quem enviou recursos."Lamentavelmente o Supremo decidiu pela CPI e decidiu também que governadores estão desobrigados a comparecer a mesma. Querem apurar o quê? No tapetão não vão levar", disse durante um discurso feito em Chapecó (SC), onde participou de uma 'motociata' com apoiadores. Na última quinta-feira (24), o STF formou maioria para liberar de comparecimento obrigatório os nove governadores chamados a falar à comissão.
Nise Yamaguchi fala em "crueldade" e move processo contra Omar Aziz e Otto Alencar
Médica foi inquirida pelo senador baiano sobre a diferença entre um vírus e um protozoário durante a CPI da Covid
Por: Luciane Freire
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- A médica bolsonarista Nise Yamaguchi resolveu processar os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Otto Alencar (PSD-BA), após depoimento prestado à CPI da Covid. A oncologista afirma ter sido vítima de misoginia e humilhação durante sessão. Ela pede indenização de R$ 360 mil aos parlamentares. Na ação, está escrito que os parlamentares “perpetraram um verdadeiro massacre moral”. Em outro trecho diz que os senadores agiram com “intencionalmente com morbo e com deliberada crueldade no escopo de destruir a imagem da médica perante toda a sociedade brasileira”. E que “atônita, viu um ser humano ter destroçada a sua dignidade enquanto médica, cientista e mulher.” Durante a CPI da Covid, o senador baiano questionou se Nise sabia diferenciar um vírus de um protozoário e perguntou se ela tinha estudado diversos aspectos para tratar da pandemia. Na ação, os advogados de Nise dizem que “os protozoários são estudados no 4° ano do estudo fundamental, fato este que por si só, demonstra a intenção de Otto Alencar em diminuir e humilhar publicamente Nise Yamaguchi, desprestigiando seu conhecimento científico”.
Governo ignorou 53 e-mails da Pfizer, diz vice-presidente da CPI da Covid
Segundo o sernador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, a omissão em relação aos emails da Pfizer aconteciam ao mesmo tempo que em gover
Por: Luciane Freire
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- O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que 53 e-mails da Pfizer sobre a negociação de vacinas contra a Covid-19 ficaram sem resposta do governo brasileiro no ano passado. Em rede social, Randolfe escreveu que a última mensagem não respondida, de 2 de dezembro, "é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil". Para ele, trata-se de "um dos maiores absurdos que já vimos". O último, datado de 2 de dezembro de 2020, é um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil. — Randolfe Rodrigues - (@randolfeap) June 4, 2021. Essa omissão na aquisição de vacinas da Pfizer acontecia ao mesmo tempo que o nosso Itamaraty pressionava a Índia para liberar cargas de hidroxocloroquina a uma empresa brasileira. — Randolfe Rodrigues - (@randolfeap) June 4, 2021.
CPI: Reunião com Bolsonaro decidiu pela não intervenção no Amazonas, diz Pazuello
Durante o seu segundo dia de depoimento na, Pazuello disse que sua pasta era favorável à intervenção
Por: Metro 1
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- Durante o seu segundo dia de depoimento na CPI da Covid, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que sua pasta era favorável a uma intervenção no estado do Amazonas, mas que foi decidido em contrário durante reunião de ministros, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. "Essa decisão não era minha. Ela foi levada ao conselho de ministros. O governador se apresentou ao conselho de ministros e se justificou. E foi decidido, nesse conselho, que não haveria", afirmou. "Foi levado à reunião de ministros com o presidente. E o governador, presente, se explicou, apresentou suas observações. E foi decidido pela não intervenção. Foi dessa forma que aconteceu", completou. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, voltou ao assunto posteriormente e afirmou que a decisão para uma intervenção federal cabe ao presidente da República e que ele seria então o responsável pela decisão de não interferir. Manaus enfrentou uma crise de falta de oxigênio no mês de janeiro, durante a segunda onda da Covid-19, que resultou em várias mortes pela falta do insumo. Documentos do Ministério Público de Contas indicam pelo menos 31 mortes por falta do oxigênio nos dias 14 e 15 de janeiro, quando ocorreu o ápice do desbastecimento. Ministério da Saúde foi comunicado no dia 07 de janeiro do problema, mas só no dia 14 começou a enviar oxigênio para Manaus.
Presidente da Anvisa se diz contra uso da cloroquina e confirma tentativa de mudar a bula do remédio
Antonio Barra Torres presta depoimento à CPI da Covid nesta terça-feira (11)
Por: Metro 1
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- O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou nesta terça-feira (11) ser contra a indicação do uso da hidroxicloroquina como tratamento da doença. A declaração foi dada durante depoimento à CPI da Covid. "Minha posição [de tratamento precoce] não contempla essa medicação", afirmou. Torres também foi questionado pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o relato do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Em seu depoimento ao colegiado, o ex-titular afirmou ter participado de reunião no Palácio do Planalto em que foi sugerida uma proposta de decreto para alterar na bula da cloroquina para contemplar a indicação contra a Covid-19. De acordo com o diretor da Anvisa, que também é contra-almirante da Marinha, participaram do encontro Mandetta, o então ministro da Casa Civil, general Braga Neto, e a médica Nise Yamaguchi. "Esse documento foi comentado pela doutora Nise Yamaguchi, o que provocou uma reação deselegante minha", relatou Torres. "Só quem pode modificar a bula é a agência, desde que requisitado pelo desenvolvedor do medicamento... quando houve uma proposta de pessoa física, eu falei 'não tem cabimento'", afirmou. Barra Torres confirmou que, em seguida, Mandetta se retirou da reunião. Ele disse não saber quem foi o autor do decreto, mas afirmou que Nise parecia estar "mobilizada".
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- Participante ativo da CPI da Covid, o senador Otto Alencar (PSD) usou uma frase bíblica para sugerir que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, parem de falar "bobagens"."Quem sua língua na boca segura, sua alma livre de angústia", disse o senador. A sugestão foi feita durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metropole. No começo da conversa, Otto explicou a ironia que dirigiu ao senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS), quando sugeriu ao gaúcho que deveria usar vacina antirrábica para prevenir a covid-19. "Chega um tempo que você perde a paciência depois de tanto explicar, com argumentos técnicos. A gente fala sobre como não existe tratamento preventivo para o vírus e que a vacina é a única forma de salvar vidas. Além do mais, a maneira como o senador se dirigiu de forma grosseira precisava de uma resposta", pontuou. Otto explicou que a CPI tem buscado uma postura propositiva para ajudar o governo brasileiro a adquirir vacinas contra o coronavírus, mas também tem buscado esclarecer situações como a exposta pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. "Ele [Mandetta] falou que queriam que alterasse a bula da hidroxicloroquina pra dizer que serve pra Covid-19. Isso é muito grave. Na hora do cafezinho, na CPI, o ministro Teich comentou que era um governo que todo mundo fala muito palavrão, era grosseiro. Não é por aí que se resolve estas questões. Não é o grito do capitão que vai resolver a ciência. Não é esse o ambiente". O político baiano também comentou as recentes declarações do presidente Bolsonaro contra a China, insinuando que o vírus teria sido propositadamente criado para interesses econômicos. "Eperde o controle da palavra e fala um monte de bobagem. Está atacando um parceiro comercial que é vital para as commodities brasileiros. Vamos ficar com a soja sem comprador no mercado".
Política livramentense: a estranha retirada da assinatura de Zé de Vital em requerimento que abriria CPI contra o prefeito
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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- A Câmara de Vereadores de Livramento de Nossa Senhora, em sessão virtual realizada ontem (13), decidiu pelo arquivamento do requerimento que pedia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para que se apurasse o conteúdo de áudios vazados por um ex-funcionário da Prefeitura de Livramento, que acusam o prefeito da cidade, Ricardinho Ribeiro (Rede), juntamente com seu filho, Aécio Ribeiro, de serem donos de equipamentos que estão a serviço da gestão municipal. O requerimento contava com mais de um terço de assinaturas necessárias, quando o vereador oposicionista, José Roberto Souza (PSD), o Zé de Vital, decidiu retirar o seu nome do documento. O fato gerou estranheza entre seus colegas de partido, já que Zé defendia com muito afinco que o prefeito fosse investigado, inclusive concedeu uma entrevista à uma rádio local, em que afirmou que a sociedade livramentense não poderia ficar sem respostas. Em contato por telefone com Vital, este por sua vez, alegou que de fato não era contra as investigações, mas não justificou o motivo pelo qual retirou a assinatura. Uma fonte ligada à gestão municipal, que pediu sigilo, informou ao site Sudoeste Bahia (SB), que Ricardinho mobilizou um grande esforço, por temer o desfecho da CPI. “Olha, ele [Ricardinho] e o pessoal da prefeitura dificilmente permitiria que uma investigação como esta fosse aberta. Ele está com o poder na mão, tem a maioria na mão dele. Os vereadores, todos ali, só querem saber dos recursos que Ricardinho passa para eles e mais nada. Agora, ele ficou preocupado, isso ficou, posso te garantir, pois ninguém tem o poder suficiente diante da Justiça,”afirmou. Vale lembrar ainda que o SB tentou contato com o presidente da Câmara e aliado do prefeito, Ronilto Alves (Rede), conhecido por “Batata”, e ele se recusou a falar sobre o assunto. A redação do SB contactou ainda o presidente do PSD em Livramento, Jenilson Rego, para saber como foi a recepção do partido sobre o recuo de Zé de Vital. Nas palavras de Jenilson, ninguém esperava tal atitude do parlamentar. “Ele não cumpriu o que o povo de Livramento pode esperar de um vereador de oposição. Tínhamos conversado, e ele era o mais assíduo em relação ao requerimento. Sinceramente, eu não esperava tal mudança de postura. A mim, ele [Zé de Vital] não apresentou nenhuma justificativa plausível, mas a única coisa que posso dizer, é que ele foi contra o povo”, reforçou Jenilson.
Áudios vazados: mesmo com cumprimento de requisitos jurídicos, aliado do prefeito e presidente da Câmara de Vereadores de Livramento pode querer atrasar instauração de CPI
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Editada por Sudoeste Bahia
- Os vereadores de oposição de Livramento de Nossa Senhora seguem pressionado o presidente da Câmara, Ronilton Alves (Rede), conhecido por “Batata”, para que se instaure uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que tem funcionalidade equivalente a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Para a oposição, Batata poderá configurar-se como um entrave na instauração da CEI, dado que o parlamentar compõe a base de apoio do prefeito Ricardo Ribeiro (Rede), o Ricardinho. Os áudios que foram vazados por um ex-funcionário municipal, de um aplicativo de mensagem instantânea, caíram como uma bomba no cenário político livramentense, pois apontam para um possível esquema envolvendo “laranjas”, que são proprietários de equipamentos que estão a serviço da gestão municipal livramentense, entre caçambas, uma máquina retroescavadeira e até mesmo um ônibus que realiza transporte para o município, que conforme as acusações contidas nos áudios, pertenceriam ao próprio Ricardinho e ao seu filho, Aécio Ribeiro. Em entrevista à Rádio 88 FM de Livramento, o oposicionista e vereador Josemar Miranda (PSD), o Zemar, disse que a abertura da CEI independe da vontade do presidente da Câmara, mas, sim, de assinaturas suficientes. “ A Constituição é bem clara no que diz respeito à abertura de CEI. Basta um terço de assinaturas. Ela independe de aprovação ou reprovação da Câmara. Basta consultar o artigo 52 da Constituição. Portanto, o presidente ao receber, ele não tem que colocar em votação de aprovação ou reprovação”, explicou Zemar. Ainda de acordo com o parlamentar, o requerimento já possui mais da terça parte do necessário, já que conta com cinco assinaturas, dos 13 vereadores de Livramento. “Já temos cinco assinaturas. Ele tem que instalar imediatamente essa comissão, até porque, existe jurisprudência sobre o assunto no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, se ele [Ronilton] recorrer à Lei Orgânica do Município, iremos apelar para a Justiça comum, pois os áudios são graves, as denúncias são fortes e precisam ser esclarecidos”, ressaltou.
Vereadores de oposição de Livramento entram com requerimento de CPI para que se investigue áudios vazados envolvendo o prefeito Ricardinho
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Editada por Sudoeste Bahia
- No último dia 31, o site Sudoeste Bahia (SB) publicou uma matéria sobre áudios que teriam sido vazados, em que um ex-funcionário da Prefeitura Municipal de Livramento afirma que o prefeito da cidade, Ricardo Ribeiro (Rede), o Ricardinho, e seu filho, Aécio Ribeiro, seriam donos de um conjunto de maquinários, entre caçambas, retroescavadeira e até mesmo um ônibus, que estão a serviço da gestão municipal livramentense. O fato teve grande repercussão na cidade e também em cidades vizinhas. E por conta do conteúdo dos áudios, os vereadores de oposição de Livramento, José Roberto Sousa (PSD), o Zé de Vital, Márcio Alan (PSD), o Alan de Gonçalinho, Josemar Miranda (PSD), o professor Zemar, Osvânio Aguiar (PSD) e Juscélio Pires (PSD), entraram com um requerimento, nesta terça-feira (06), em que pedem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para que se investigue a possível participação de Ricardinho na contratação e pagamento de serviços, envolvendo os equipamentos que estão sendo usados pela Prefeitura de Livramento. Caso se confirme, a prática poderá ser enquadrada como crime de responsabilidade.























