Temer fala sobre decisão dos EUA contra facções brasileiras
Temer fala sobre decisão dos EUA contra facções brasileiras
Ex-presidente ressaltou que não deve haver interferência externa em assuntos internos do Brasil, mas defendeu integração entre órgãos de segurança dos dois países.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ex-presidente Michel Temer declarou em Lisboa que a classificação do PCC e do Comando Vermelho pelos Estados Unidos como organizações terroristas não ameaça a soberania brasileira. Ele ressaltou que, embora a medida não configure interferência direta, qualquer ação de combate ao crime organizado deve respeitar a autonomia das instituições brasileiras, criticando qualquer intervenção direta em assuntos internos do país.
- Temer defendeu maior integração e cooperação internacional entre as autoridades de segurança dos dois países para enfrentar o avanço transnacional das facções criminosas. A declaração ocorre após os EUA incluírem PCC e CV na lista de "Terroristas Globais Especialmente Designados", permitindo ampliar mecanismos de monitoramento financeiro e sanções, e o tema tem gerado amplos debates sobre seus impactos.
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (1º) que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não representa uma ameaça à soberania brasileira. A declaração foi feita durante o Fórum de Lisboa, realizado em Portugal, onde Temer comentou os desdobramentos da medida anunciada pelo governo norte-americano na última semana. Segundo o ex-presidente, a classificação das facções criminosas não configura, por si só, uma interferência externa nos assuntos internos do Brasil. Ele ressaltou, no entanto, que qualquer iniciativa relacionada ao combate ao crime organizado deve respeitar a autonomia das instituições brasileiras. “O que não se pode permitir é exata e precisamente uma intervenção direta nas questões internas do Brasil”, afirmou. Temer também defendeu uma maior integração entre as autoridades de segurança dos dois países. Para ele, o avanço das organizações criminosas para além das fronteiras nacionais exige cooperação internacional e compartilhamento de informações. De acordo com o ex-presidente, a atuação conjunta entre órgãos brasileiros e norte-americanos pode contribuir para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, especialmente diante da expansão das atividades dessas facções em diferentes países. A declaração ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”. Segundo autoridades americanas, investigações identificaram atividades ligadas às organizações criminosas em pelo menos 12 estados norte-americanos. A classificação permite ao governo dos EUA ampliar mecanismos de monitoramento financeiro, bloqueio de bens e aplicação de sanções contra pessoas ou empresas que mantenham vínculos com os grupos investigados. O tema tem gerado debates entre especialistas em segurança pública, autoridades brasileiras e representantes do meio político, especialmente sobre os impactos da medida na cooperação internacional e no combate ao crime organizado transnacional. Até o momento, o governo brasileiro não anunciou mudanças em sua legislação ou na classificação jurídica das facções em razão da decisão norte-americana.
Governo Lula critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e vê risco à soberania brasileira
Planalto afirma que medida pode prejudicar cooperação policial, economia do país e até o funcionamento do PIX; nota oficial critica articulação da família Bolsonaro após encontro com Trump
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo federal criticou integrantes da família de Jair Bolsonaro após os EUA classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas. Em nota, o governo acusou aliados do ex-presidente de tentarem estimular interferência estrangeira no Brasil.
- A nota do Planalto também afirma que o governo brasileiro mantém parceria com os EUA no combate ao crime organizado e rejeita medidas arbitrárias.
Foto: Reprodução
O governo federal criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após os Estados Unidos anunciarem que vão classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo afirmou que o Brasil já atua no combate às facções criminosas e acusou aliados do ex-presidente de tentarem estimular interferência estrangeira em assuntos internos do país. “É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, diz o comunicado. O texto também afirma que o terrorismo praticado por facções criminosas não deve ser confundido com ações de motivação ideológica, política ou religiosa ligadas ao terrorismo internacional. “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, acrescenta a nota. Cooperação internacional: O governo brasileiro ressaltou que mantém parceria com diversos países no combate ao crime organizado, incluindo os Estados Unidos. Segundo o Planalto, em abril deste ano o Brasil apresentou ao Departamento de Estado americano uma proposta de cooperação focada em inteligência, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas. A nota afirma ainda que o país continuará aberto à colaboração internacional, mas rejeita medidas consideradas arbitrárias. “Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”, afirmou o governo. O Planalto também citou possíveis impactos econômicos e operacionais caso medidas sejam adotadas sem negociação prévia com o Brasil. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.” Encontro nos Estados Unidos: Na terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro esteve na Casa Branca para reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após o encontro, o parlamentar afirmou ter pedido ao governo americano que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. Flávio também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, responsável pela formalização desse tipo de medida. Pouco depois da divulgação da nota do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar “muito triste e decepcionado” com a decisão americana.
EUA anunciam PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras
EUA anunciam PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras
Medida anunciada pelo Departamento de Estado entra em vigor em 5 de junho e pode ampliar sanções financeiras e mecanismos de cooperação internacional contra as organizações criminosas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo dos Estados Unidos anunciou a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que deve entrar em vigor a partir de 5 de junho. Isso ocorre em meio a preocupações do governo brasileiro sobre possíveis impactos diplomáticos e econômicos. A classificação deve fortalecer a cooperação internacional para combater o crime organizado e bloquear recursos ligados ao narcotráfico.
- A medida reforça a estratégia do governo do presidente Donald Trump de enfrentar organizações criminosas transnacionais na América Latina, tratando grupos ligados ao narcotráfico sob uma abordagem semelhante à adotada contra organizações terroristas.
Foto: Divulgação
O governo dos Estados Unidos anunciou que irá classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida foi confirmada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e deve entrar em vigor a partir de 5 de junho.Segundo o Departamento de Estado, as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e possuem atuação que ultrapassa as fronteiras nacionais, alcançando outros países da América Latina e os próprios Estados Unidos.Além da futura classificação como organizações terroristas estrangeiras, PCC e CV já foram incluídos na categoria de “Terroristas Globais Especialmente Designados”, mecanismo que permite ao governo norte-americano ampliar restrições financeiras e ações de combate às redes ligadas aos grupos criminosos.A decisão ocorre em meio a preocupações do governo brasileiro sobre possíveis impactos diplomáticos e econômicos. Integrantes do Palácio do Planalto vinham manifestando receio de que a medida pudesse abrir espaço para sanções mais amplas ou interpretações relacionadas à soberania nacional.Especialistas avaliam que a principal consequência prática da classificação deve ocorrer no campo financeiro, com maior monitoramento de transações, bloqueio de ativos e fortalecimento da cooperação internacional para rastrear recursos ligados ao crime organizado.O anúncio reforça a estratégia do governo do presidente Donald Trump de ampliar o enfrentamento a organizações criminosas transnacionais na América Latina, tratando grupos ligados ao narcotráfico sob uma abordagem semelhante à adotada contra organizações terroristas.
Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira
Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump na quinta-feira
Reunião deve tratar de temas econômicos e de segurança, segundo governo dos EUA
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Casa Branca confirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberá o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quinta-feira. A expectativa é que Lula viaje na quarta e retorne ao Brasil na sexta, após discutir 'assuntos econômicos e de segurança de interesse comum'. O governo brasileiro ainda aguarda o comunicado oficial.
- A visita foi confirmada após meses de espera. Lula já havia mencionado a possibilidade de um encontro no início do ano, mas a visita prevista para março não ocorreu. Após o início da guerra contra o Irã, as conversas foram retomadas nas últimas semanas.
Foto: Daniel Torok | Casa Branca
A Casa Branca confirmou nesta terça‑feira (5) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima quinta‑feira (7). A expectativa é que Lula viaje na quarta e retorne ao Brasil na sexta. A confirmação foi feita por um funcionário do governo norte‑americano ao jornal Folha de São Paulo. Segundo ele, os dois presidentes devem discutir “assuntos econômicos e de segurança de interesse comum”. Lula já havia mencionado a possibilidade de um encontro no início do ano. Uma visita prevista para março não ocorreu. Após o início da guerra contra o Irã, diplomatas afirmam que as conversas para uma reunião entre os líderes perderam ritmo, mas foram retomadas nas últimas semanas. Apesar da confirmação dos Estados Unidos, o governo brasileiro ainda aguarda o comunicado oficial. Integrantes da comitiva de Lula já estão em Washington para preparar a agenda. Nesta terça, o vice‑presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil pretende propor um acordo de cooperação no combate ao crime organizado transnacional. Segundo ele, o tema já havia sido tratado anteriormente entre os dois presidentes. “É um assunto extremamente relevante. Podemos avançar em áreas como controle de fluxo financeiro e investigação”, disse Alckmin em entrevista à GloboNews. A agenda completa da visita deve ser divulgada pelo governo brasileiro após a confirmação formal do encontro.























