Deputado quer supermercados populares sob gestão da Conab
Proposta apresentada na Câmara cria rede pública de mercados com preços controlados, inspirada no antigo modelo baiano da Cesta do Povo.
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Foto: Reprodução
Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados propõe a criação da Rede Nacional de Supermercados Populares, iniciativa que busca ampliar o acesso a alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta é inspirada no antigo programa baiano Cesta do Povo, privatizado em 2018 pelo então governador Rui Costa (PT). O texto prevê a implantação de uma rede de varejo administrada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com produtos vendidos a preços subsidiados ou controlados. As unidades, chamadas de Cestão do Povo, comercializariam itens básicos de alimentação e higiene a valores inferiores aos praticados no mercado privado.O projeto foi apresentado pelo deputado federal Leo Prates (PDT-BA), que destaca o impacto histórico da Cesta do Povo na Bahia, criada durante a gestão de Antônio Carlos Magalhães (ACM). Para o parlamentar, o modelo representou uma política pública de grande alcance e ainda é lembrado como referência para a população de baixa renda. Pela proposta, a Conab poderá adquirir produtos diretamente da agricultura familiar, utilizar estoques reguladores e estruturar centros de distribuição e pontos de venda em áreas consideradas mais vulneráveis. A rede também funcionaria como instrumento de regulação de preços em momentos de crise ou distorções de mercado.Prates afirma que a intervenção estatal é necessária diante da “carestia” enfrentada pela população. Caso o projeto seja aprovado, o Poder Executivo terá 180 dias para regulamentar o programa, que passará a valer 90 dias após a publicação. A antiga rede da Cesta do Povo era administrada pela Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e foi leiloada em 2018. Em 2015, o sistema contava com 276 lojas na Bahia, sendo 43 em Salvador e Região Metropolitana, além de unidades em outros 229 municípios.
Safra de grãos 2023/2024 é estimada em 316,7 milhões de toneladas
A informação foi divulgada hoje pela Conab
Por: Paula Laboissière
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Foto: Reprodução | CNA
- O volume da produção brasileira de grãos deve atingir 316,7 milhões de toneladas na safra 2023/2024 com menos 4,7 milhões de toneladas ou 1,5% abaixo do registrado em 2022/23. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “O percentual de área semeada, atualmente, apresenta-se aquém do observado no mesmo período da safra anterior, devido, principalmente, ao excesso de chuvas nas Regiões Sul e Sudeste e às baixas precipitações no Centro-Oeste.” O balanço aponta ainda um crescimento de 0,5% sobre a área cultivada, passando para 78,9 milhões de hectares. Além das culturas de primeira safra, cujo plantio se estende até dezembro, a área prevista abrange as culturas de segunda e terceira safras e as de inverno, com plantios encerrando em junho. Soja e milho - De acordo com o boletim, a soja deve atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas – um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, “o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa”. Quanto ao milho, houve redução de 5% na área total a ser cultivada, calculada em 21,1 milhões de hectares, com produção prevista de 119,1 milhões de toneladas. Algodão - Já para o algodão, é esperado um crescimento de 4,2% na área a ser semeada, em um total de 1,73 milhão de hectares, e produção de pluma em 3,04 milhões de toneladas. Arroz e feijão - No caso do arroz, há expectativa de crescimento de 5,2% na área que está sendo semeada e produção de 10,8 milhões de toneladas. O mesmo vale para o feijão, com crescimento previsto de 3,3% na área total a ser semeada com as três safras, estimada em 2,8 milhões de hectares, e com a produção total no país de 3,1 milhões de toneladas.























