Caso Banco Master: PGR discordou da apreensão de dinheiro e bens de Jaques Wagner
Paulo Gonet apoiou buscas contra o senador, mas considerou prematura a apreensão de bens e valores em espécie.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente a uma operação de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner, mas se opôs à apreensão de dinheiro em espécie e de bens de alto valor. Em documentos públicos, Gonet avaliou que a apreensão desses itens era uma medida prematura e excessivamente invasiva.
- A investigação faz parte do caso Banco Master e apura suspeitas envolvendo Jaques Wagner e o banqueiro Daniel Vorcaro. Foram apreendidos 13 relógios de luxo e cerca de R$ 479 mil em espécie, e o senador nega qualquer irregularidade, confiante de que conseguirá comprovar sua inocência durante o andamento do processo.
Foto: Reprodução
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à operação de busca e apreensão realizada contra o senador Jaques Wagner, mas foi contrário à apreensão de dinheiro em espécie e de bens de alto valor encontrados durante a ação. A informação consta em documentos tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Nos documentos, Paulo Gonet avaliou que a apreensão dos valores e dos objetos era uma medida prematura e excessivamente invasiva. Segundo o procurador-geral, a simples posse de dinheiro em espécie ou de bens de luxo não caracteriza, por si só, a prática de crime. Apesar da manifestação da Procuradoria-Geral da República, André Mendonça acolheu o pedido da Polícia Federal e autorizou a apreensão dos itens. Durante a operação, foram recolhidos 13 relógios de luxo e cerca de R$ 479 mil em espécie, entre reais, dólares e euros, localizados em um hotel de Brasília e em um apartamento do senador, em Salvador. A investigação faz parte do chamado caso Banco Master e apura suspeitas envolvendo Jaques Wagner e o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os fatos investigados também está a negociação de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões. Por meio da defesa, o senador nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que parte dos relógios apreendidos são réplicas e sustentam que Jaques Wagner está tranquilo em relação às investigações, confiante de que conseguirá comprovar sua inocência durante o andamento do processo.
PF aponta mensagens entre Jaques Wagner e investigado do Banco Master: "você faz parte disso"
Operação apura suposto favorecimento ao Banco Master e suspeitas de repasses milionários ligados a familiares do senador.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, revelando suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima, após encontrar diálogos durante a Operação Compliance Zero.
- A investigação apura suspeitas de irregularidades, including vantagens indevidas e lavagem de dinheiro. A PF suspeita que famílias do senador receberam R$ 3,5 milhões e que um imóvel de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões foi utilizado como contrapartida por favorecimentos.
Augusto Lima, um dos investigados, teria trocado mensagens com Jaques Wagner - Foto: Reproduçã
A Polícia Federal identificou mensagens trocadas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os diálogos foram encontrados durante a investigação da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição financeira. Nesta quinta-feira (18), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, as conversas indicam que o senador atuava como um interlocutor relevante em temas de interesse do Banco Master, especialmente durante as negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). De acordo com a investigação, em março de 2025 Augusto detalhou ao parlamentar aspectos da operação. Em uma das mensagens, o empresário afirmou: "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso!!". A Polícia Federal sustenta que Wagner acompanhava de perto as articulações relacionadas ao negócio. A tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, conhecida como "Projeto Vórtice", acabou rejeitada pelo Banco Central após análises sobre riscos financeiros da operação. Os investigadores também apuram suspeitas de vantagens indevidas. Segundo a PF, familiares do senador teriam recebido R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a Augusto Lima. Além disso, a corporação investiga a suposta aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, que teria sido utilizado como contrapartida por favorecimentos. Mensagens obtidas pela investigação mostram cobranças de pagamentos feitas por Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado de Wagner.
























