Quadrilha roubou mais de 100 carros de luxo; MP-BA estima prejuízo de R$ 10 milhões
Servidores do Dentran-BA estão envolvidos no esquema
Por: Gabriel Amorim
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Foto: Divulgação | Polícia Civil
- Uma quadrilha que roubou mais de 100 carros de luxos de locadoras e adulterou documentos para comercializar os veículos é alvo da Operação Fake Rent, deflagrada nesta quinta-feira (12) pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A operação conta ainda com o apoio dos Gaecos dos estados de Alagoas, Goiás e Sergipe, das Polícias Civil e Militar baianas, e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). De acordo com o MP-BA, três mandados de prisão preventiva e outros 21 de busca e apreensão, além de pedidos de afastamentos de função pública, proibições de exercício de atividade econômica e restrições veiculares foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador e estão sendo cumpridos nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Dias D´ávila, Simões Filho e Eunápolis, e nos estados de Alagoas, Goiás e Sergipe. Há indícios de que o gupo tem atuação no Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA). Um homem suspeito de integrar a quadrilha foi preso no bairro da Caixa D'água, na capital, esta manhã. Esquema - Conforme as investigações, o esquema do grupo criminoso consiste em se apropriar indevidamente de carros pertencentes a locadoras de veículos para depois comercializá-los. Até o momento, de acordo com a Promotoria, mais de 100 veículos, a maioria de luxo, foram subtraídos das locadoras, num prejuízo estimado de mais de R$10 milhões. As investigações apontam ainda que o esquema funciona há pelo menos cinco anos no Detran baiano. Segundo apurado, os envolvidos cooptam pessoas para alugarem veículos pertencentes a grandes locadoras nacionais e estrangeiras, contam com a ajuda de despachantes e corrompem servidores do órgão estadual de trânsito para inserirem dados falsos nos sistemas informáticos do órgão. Os automóveis seriam transferidos para “laranjas”, pessoas falecidas ou terceiros que tiveram seus dados utilizados sem seu conhecimento. Associação criminosa, estelionato, falsidades documentais, inserção de dados falsos nos sistemas informáticos e corrupção ativa e passiva estão entre os crimes apurados.























