PF faz buscas por suspeita de vazamento na Receita
Auditoria identificou múltiplos acessos sem justificativa funcional; quatro servidores são investigados.
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A Receita Federal do Brasil identificou indícios de que um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados cedido ao Fisco acessou de forma irregular sistemas do órgão e repassou dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares. A apuração embasou operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (17), com quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram determinadas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, recolhimento domiciliar noturno e afastamento imediato das funções públicas.Segundo nota do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, os alvos são Luiz Antônio Martins Nunes — servidor do Serpro no Rio de Janeiro —, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As investigações preliminares apontaram “diversos e múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Receita, seguidos de vazamento de informações protegidas por sigilo fiscal. O rastreamento identificou quais dados foram visualizados, por quanto tempo e se houve download ou impressão de documentos.Um robô foi usado para mapear acessos relacionados a mais de 100 pessoas, entre ministros da Corte e familiares. Parte do relatório já foi enviada a Moraes, que havia solicitado auditoria abrangendo os últimos três anos. Entre os casos identificados está o acesso à declaração da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Reportagem do O Globo revelou que o Banco Master contratou o escritório dela por R$ 3,6 milhões mensais em 2024. O banco foi liquidado pelo Banco Central do Brasil no ano passado.A Receita informou que já havia investigação prévia em curso, conduzida em parceria com a PF, e que ampliou desde 2023 os controles de acesso a dados fiscais. Segundo o órgão, sete processos disciplinares foram concluídos no período, com três demissões, e outros dez seguem em andamento. As defesas dos investigados não foram localizadas.
CGU aponta que Refinaria de Mataripe foi vendida a preço abaixo do mercado
A informação consta em um relatório divulgado pelo órgão, nesta quinta-feira (4)
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- Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou que a venda da Refinaria de Mataripe, antiga Refinaria Landulpho Alves (RLAM), foi vendida pela Petrobras a preço abaixo do mercado. A informação foi divulgada pelo órgão através de um relatório, publicado nesta quinta-feira (4). A venda da refinaria baiana ao fundo arábe Mubadala Capital foi feita por US$ 1,8 bilhão, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021. A precificação da venda foi realizada pela Petrobras levando em consideração os meses de março e abril de 2020, em que o mercado estava prejudicado devido a pandemia da Covid-19. Para a CGU, a precificação da refinaria utilizou "premissas excessivamente pessimistas". O órgão também questionou o motivo pelo qual a estatal continuou com o processo de venda da empresa, já que havia solicitado um prazo maior para vender outras seis refinarias. "Traz-se à luz, de forma precisa, a possível incoerência na paralisação ou suspensão dispensada a alguns desinvestimentos e na continuidade dada a outros, dentro do mesmo contexto", diz um trecho do relatório.
Auditoria da CGU aponta distorções contábeis de R$ 202 bi na gestão de Bolsonaro
Só no Ministério da Agricultura a auditoria registrou inconsistências de R$ 142,9 bilhões; a maior parte das distorções está atrelada a possíveis falhas contábeis no Instituto Nacional de Colonização
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- A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que, só no último ano de gestão do governo Bolsonaro, houve distorções contábeis de R$ 202 bilhões em contas de cinco ministérios. Os relatórios de auditoria financeira de 2022 foram publicados em abril deste ano, mas a divulgação só ocorreu nesta quarta-feira (19). De acordo com o documento, o Ministério da Agricultura registrou inconsistências de R$ 142,9 bilhões. A auditoria indicou ainda que a maior parte das distorções (R$ 134 bilhões) está atrelada a possíveis falhas contábeis no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que na gestão de Bolsonaro fazia parte do Ministério da Agricultura. São contabilização de imóveis e dos programas Fundo de Terras, Reforma Agrária e Funcafé. Já no Ministério da Educação (MEC), as falhas são de R$ 17,1 bilhões. De acordo com a auditoria, as demonstrações da pasta "não refletem a situação patrimonial, o resultado financeiro e os fluxos de caixa" do MEC. Para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), por exemplo, foram registrados valores diferentes dos apresentados na Caixa e no Banco do Brasil. As distorções somam R$ 782 milhões. Foi identificado ainda falhas de R$ 15,9 bilhões no Ministério da Saúde, relacionadas aos controles internos de pagamento de despesas e na gestão de medicamentos e estoques. No Ministério da Cidadania, a CGU apontou distorções de R$ 6,3 bilhões no pagamento dos programas Auxílio Brasil e Auxílio Gás. Já nos Ministério da Infraestrutura as falhas somaram R$ 20,3 bilhões. Um total de R$ 2,3 bilhões estava relacionado a erros nas contas envolvendo concessões de aeroportos.























