Jornalista questiona Lula sobre ato pró-Bolsonaro e é vaiada; presidente evitou comentários
Jornalista questionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o ato feito no domingo (25) em apoio a Jair Bolsonaro (PL)
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Foto: Ricardo Stuckert
- Durante evento no Palácio do Planalto, uma jornalista questionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o ato feito no domingo (25) na avenida Paulista, em São Paulo, em apoio ao ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). A jornalista foi vaiada por militantes de movimentos sociais que estavam presentes na reunião. Apesar do questionamento, o presidente não respondeu à pergunta. As vaias só cessaram depois que a equipe de Lula pediu silêncio para os apoiadores. Mais adiante na entrevista, outra jornalista refez a pergunta, mas ficou igualmente sem resposta. O ex-presidente reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista, e fez um discurso no qual maneirou a conhecida agressividade contra o STF (Supremo Tribunal Federal), disse buscar a pacificação do país e pediu anistia aos presos pelo ataque golpista de 8 de janeiro de 2023.
Moraes determina soltura de 137 presos envolvidos em atos antidemocráticos
O ministro determinou que a prisão preventiva destas pessoas sejam substituídas por medidas cautelares
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Foto: Reprodução
- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (28), soltou 137 pessoas que haviam sido presas por envolvimento nos atos antidemocráticos que ocorreram no dia 08 de janeiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A liberação imediata dos apoiadores extremistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi determinada dentro de um processo de relatoria de Moraes, que está sob sigilo. A informação foi confirmada pelo STF. A decisão foi tomada porque o ministro compreendeu que as infrações cometidas por estas pessoas não são consideradas graves, já que elas não foram as principais responsáveis por organizar e financiar os atos. Entretanto, apesar da soltura imediata, Moraes decidiu que os participantes dos ataques terroristas devem responder às denúncias em seus respectivos estados. Além disso, o ministro determinou que a prisão preventiva será substituída por medidas cautelares, entre elas o cancelamento do passaporte, apresentação semanal a um juiz, uso de tornozeleira eletrônica, cassação de porte de armas, entre outros. “Na análise dos casos, o ministro avaliou que a maioria tem a condição de réu primário e filhos menores de idade, além de já terem sido denunciados pela Procuradoria Geral da República por incitação ao crime e associação criminosa”, declarou o STF, em nota.
Organizados 2 meses antes, atos de Bolsonaro 'flopam' com menos público que o previsto
Em São Paulo, onde Bolsonaro discursou na Avenida Paulista no meio da tarde, a Polícia Militar estimou a presença de 125 mil pessoas. O esperado eram 2 milhões
Por: Juliana Rodrigues
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
- Os atos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta terça-feira (7), em diversas capitais do Brasil, foram menores do que previram os organizadores do evento. Mesmo com dois meses de antecedência e tendo ocorrido em um feriado, os atos 'floparam' em boa parte do país. Em São Paulo, onde Bolsonaro discursou na Avenida Paulista no meio da tarde, a Polícia Militar estimou a presença de 125 mil pessoas. O esperado eram 2 milhões — ou seja, apenas 6% do público se fez presente. Em Brasília, a primeira parcial divulgada era da presença de 105 mil pessoas, que depois foi corrigida para 400 mil. Ainda assim longe do milhão esperado. Em Salvador, a PM não divulgou uma contagem oficial.
Isolado, Bolsonaro parte para "tudo ou nada" com atos no 7 de Setembro, reconhecem aliados
Manifestações de raiz golpista se convertem em oportunidade para presidente tentar mostrar que ainda consegue mobilizar as ruas
Por: Alexandre Santos
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Foto: Reprodução | Folhapress
- Aliados de Jair Bolsonaro (sem partido) reconhecem que o presidente chega politicamente isolado ao Sete de Setembro e precisando projetar força após sucessivas notícias negativas para o governo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, no entorno do Planalto, há quem diga que os atos devem marcar um “tudo ou nada” para o mandatário, centro das manifestações de raiz golpista convocadas para esta terça-feira, feriado da Independência. De acordo com a publicação, ao mesmo tempo em que perde capital político com a crise entre os Poderes, intensificada por seus ataques ao Judiciário, a alta da inflação e a crise energética se colocam como novos obstáculos para o projeto de sua reeleição em 2022. Nesse quadro, de acordo com auxiliares, os protestos se converteram na oportunidade para Bolsonaro tentar mostrar que ainda consegue mobilizar as ruas. Um comparecimento aquém do desejado —dizem interlocutores— reforçaria a percepção de que Bolsonaro tem cada vez menos condições de viabilizar sua campanha para 2022, o que poderia impulsionar atos da oposição. À Folha um dirigente partidário de centro comparou esse hipotético cenário ao do ex-presidente Fernando Collor. Ao convocar manifestações em seu apoio em 1992, acabou provando que tinha poucos apoiadores, facilitando o caminho para o impeachment. Por outro lado, caso seja bem-sucedido em se apresentar como um líder de massas, Bolsonaro espera sair das cordas diante do desgaste que se acumula no Judiciário, no Senado e, mais recentemente, entre líderes empresariais.























