Milhares participam da Marcha da Maconha na Avenida Paulista
Milhares participam da Marcha da Maconha na Avenida Paulista
Participantes destacaram o uso medicinal da cannabis e defenderam mudanças na legislação brasileira.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Milhares de pessoas participaram da 18ª Marcha da Maconha na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (21), com o objetivo de defender a legalização e regulamentação da cannabis no Brasil. Os manifestantes, que incluíam ativistas, pacientes e famílias, criticaram os impactos da criminalização, como a superlotação carcerária, e destacaram a importância do acesso à cannabis medicinal para diversos tratamentos de saúde. Cartazes e faixas reforçaram a demanda por mudanças na legislação e o fim do preconceito em torno do tema.
- A manifestação trouxe à tona dados e depoimentos relevantes sobre o uso da cannabis no país. A professora Stephanie Oliveira, por exemplo, compartilhou a experiência de sua mãe com a cannabis medicinal para dores crônicas, evidenciando o estigma persistente. Levantamentos como o Anuário da Kaya Mind e da Bliss Data revelam que cerca de 50 mil brasileiros utilizam produtos à base de cannabis para saúde, com mulheres de meia-idade e idosas sendo o principal grupo de usuários, apesar da resistência social que dificulta o avanço da regulamentação.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Milhares de pessoas participaram da 18ª edição da Marcha da Maconha na tarde deste domingo (21), na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu apoiadores da legalização da cannabis, ativistas e organizações ligadas ao debate sobre a regulamentação da planta no Brasil. A concentração aconteceu em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde os manifestantes defenderam mudanças na legislação e criticaram os impactos da criminalização da maconha. Entre os argumentos apresentados estavam a superlotação do sistema prisional e as dificuldades enfrentadas por pacientes que utilizam medicamentos à base de cannabis para tratamentos de saúde. Cartazes e faixas exibidos durante a manifestação destacavam o uso medicinal da planta e cobravam maior acesso aos produtos derivados da cannabis. O público era formado por pessoas de diferentes faixas etárias, incluindo idosos, famílias com crianças, pacientes e jovens adultos. A professora Stephanie Oliveira participou da marcha pela primeira vez e relatou que sua mãe utiliza cannabis medicinal para auxiliar no tratamento de dores crônicas e problemas relacionados ao sono. Segundo ela, ainda existe preconceito em torno do tema, o que faz com que muitas pessoas evitem falar abertamente sobre o assunto. Dados do Anuário da Kaya Mind apontam que cerca de 50 mil brasileiros utilizam produtos à base de cannabis para tratamentos de saúde. A publicação destaca que a resistência de parte da sociedade em relação ao tema é um dos fatores que dificultam o avanço da regulamentação no país. Outro levantamento, realizado pela Bliss Data em 2026, indica que mulheres de meia-idade e idosas representam atualmente o principal grupo de usuários de cannabis medicinal no Brasil. A Marcha da Maconha é realizada anualmente em diversas cidades brasileiras e busca ampliar o debate público sobre políticas de drogas, saúde e direitos dos usuários.
Bahia inicia mobilização pelos 21 Dias de Ativismo contra a violência
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Atividades incluem o Dia M, debates sobre masculinidades e ações integradas com municípios; Selo Lilás segue com inscrições abertas até janeiro.
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Foto: Adriana Ituassu | Ascom SPM
A Secretaria das Mulheres do Estado da Bahia (SPM) promoveu, na quinta-feira (13), um encontro virtual para apresentar a programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, campanha internacional que reúne ações de conscientização até dezembro. O objetivo é ampliar a mobilização social, integrar municípios e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero, ao racismo, à LGBTfobia e a outras formas de opressão. Uma das atividades nacionais destacadas no encontro será o Dia M, conduzido pelo Ministério das Mulheres, em 2 de dezembro, com o tema “Mulheres, Mobilidade e + Respeito”. A ação terá foco na prevenção do assédio e da importunação sexual nos transportes públicos.Durante o evento, a SPM também apresentou o edital do Selo Lilás, certificação estadual concedida a empresas e instituições que promovem igualdade de gênero no ambiente de trabalho. As inscrições seguem abertas até 20 de janeiro, por meio do site oficial da secretaria. A secretária estadual das Mulheres, Neusa Cadore, enfatizou o papel dos municípios e o engajamento masculino nas iniciativas de prevenção.“Precisamos dedicar atenção às ações que dialoguem com os homens. Programas como o Oxe, Me Respeite atuam nas escolas com meninos e meninas, criando comitês permanentes para coibir violências desde a infância. O Selo Lilás também incentiva práticas que envolvem os homens no enfrentamento à violência”, afirmou.A chefa de gabinete da SPM, Neia Bastos, reforçou o caráter coletivo da campanha.“É uma mobilização contínua. Precisamos unir nossas vozes pelo feminicídio zero. Não vamos descansar um dia sequer. A luta é de todas as pessoas”, destacou. Gestoras municipais também apresentaram experiências locais. De Irará, a diretora de Políticas para as Mulheres, Lidiane Oliveira, relatou as iniciativas realizadas no município e anunciou a inauguração da Casa da Mulher Iraraense, destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência.Como parte da programação, será realizado, no dia 19 de novembro, o Encontro Interterritorial de Lançamento da Campanha, com representantes dos territórios da Bacia do Jacuípe, Portal do Sertão, Sisal e Litoral Norte/Agreste 2. O evento ocorrerá na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), das 9h às 17h. No dia 25 de novembro, a Bahia participará da 10ª Marcha das Mulheres Negras, em Brasília. Já em 27 de novembro, a SPM promoverá o Encontro sobre Masculinidades Saudáveis, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, com roda de conversa sobre o papel dos homens na promoção da equidade de gênero.























