Advogado é preso por falsificar decisão do STJ para tentar libertar líder de facção, em Salvador
Operação da Dececap prendeu o suspeito no bairro da Vitória; ele teria forjado documento do STJ para beneficiar traficante ligado ao Bonde do Maluco
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Foto: Polícia Civil
Um advogado foi detido na manhã desta quinta-feira (11), no bairro da Vitória, em Salvador, acusado de tentar fraudar um processo criminal com o uso de uma decisão judicial falsificada, supostamente emitida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A prisão ocorreu durante a Operação Fake Freedom, coordenada pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), vinculada ao Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). Segundo as investigações, o suspeito atua como defensor de Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como "Averaldinho", apontado como líder da facção Bonde do Maluco (BDM) e responsável pelo tráfico de entorpecentes nos bairros do Calabar e Alto das Pombas, na capital baiana. Durante a diligência, foram apreendidos três notebooks, dois leitores de cartão, dois pen drives e diversos documentos no imóvel onde funciona o escritório do advogado investigado. A Justiça determinou, ainda, a suspensão imediata do exercício da advocacia por parte do acusado, após indícios de que ele teria apresentado a decisão forjada com o objetivo de obter um alvará de soltura para Averaldinho.De acordo com a delegada Lara Candice, titular da Dececap, a fraude foi descoberta no dia 22 de julho deste ano, quando a Secretaria do Juízo constatou a inexistência da decisão no sistema oficial do STJ, levantando suspeitas de falsificação. A operação segue em curso e o caso será encaminhado ao Ministério Público para as devidas providências legais.
Advogado é investigado por uso de documentos falsos em ao menos 217 processos judiciais na Bahia
Na ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão
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Foto: Reprodução | MP-BA
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, nesta quarta-feira (25), uma operação para investigar um advogado suspeito de um esquema criminoso que envolve falsificação e uso de documento falso. Segundo o órgão, o homem teria agido em, pelo menos, 217 processos judiciais. Na ação, batizada de “Operação Fatura”, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador. Conforme as investigações do MP, o advogado falsificava a própria fatura de consumo de serviço de televisão a cabo para utilizá-la em processos judiciais. Até o momento, foi apurado que, desde 2018, 217 ações judiciais foram propostas com a utilização de documentos falsos, sendo que 36 foram contra uma única empresa de telefonia. Através de decisões judiciais ou expedição de alvarás, o integrante da Ordem dos Advogados secção Bahia (OAB-BA), teria chegado a receber R$ 304.846,96, dos quais R$ 58.264,84 referentes a ações que envolvem a mesma empresa de telefonia. Há ainda indícios de que algumas ações foram ajuizadas sem o conhecimento dos supostos beneficiários A operação é realizada com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a 19ª Promotoria de Justiça Criminal de Salvador (1º promotor de Justiça), em conjunto com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (Dreof).
Advogado que estava desaparecido há 14 dias é encontrado morto na zona rural de Caculé
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Acervo Pessoal
- O corpo do advogado Cláudio Márcio Amorim Coutinho, de 47 anos, foi encontrado na tarde desta segunda-feira (06), nas imediações da Fazenda Mulungu, que fica localizada na zona rural de Caculé, cidade do Sudoeste da Bahia. Segundo informações da Polícia Civil (PC), um homem foi preso e encaminhado para a Delegacia Judiciária de Guanambi, por suspeição de ocultar o cadáver do advogado. Cláudio estava desaparecido desde o último dia 23, quando foi visto pela última vez, após deixar a sua residência. Familiares e amigos realizaram diversas campanhas com o objetivo de encontrá-lo, mas infelizmente, a história teve um desfecho trágico. Ainda segundo a PC, não há qualquer informação sobre o que teria motivado a morte de Coutinho e, por isso, um inquérito policial será aberto para que se apure as circunstâncias do fato.
Advogado afirma que Secretaria de Saúde de Caetité promoveu esquema para furar fila de vacinação contra Covid-19
A secretaria de saúde de Caetité, Verônica Barbosa, teria furado a fila da vacinação da Covid-19, aponta o advogado
Por: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
- O advogado de Cynthia Lopes, ex-secretária de Saúde de Caetité, Marco Antonio Rochael, em réplica processual afirma que a Secretaria de Saúde Municipal promoveu vacinação de inúmeras pessoas que não se enquadravam nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, ação esta conhecida popularmente como “fura-fila”. Entenda o caso: isso porque Cynthia entrou com uma ação contra a Prefeitura de Caetité, solicitando que fosse vacinada pelo município, por estar realizando um tratamento de câncer de pâncreas em São Paulo, dado o risco de contaminação pela Covid-19, no que tange às viagens de ônibus para o estado, além do ambiente hospitalar, foram umas das alegações da defesa da ex-secretária. Diante da peça jurídica, o juiz José Eduardo das Neves Brito determinou a vacinação imediata de Cynthia, em decisão do dia 12 de fevereiro deste ano. E, por conta da determinação judicial, Cynthia foi vacinada pelo município de Caetité, inclusive já fez uso de duas doses da CoronaVac. No entanto, o Ministério Público (MP) derrubou a liminar que permitiu que a paciente se vacinasse, mas quando o MP se manifestou, Lopes já havia se vacinado. E na referida réplica, Rochael faz inúmeras afirmações sobre pessoas que furaram a fila da vacina. O advogado relata que foi vítima de tratamento vexatório por parte de defensores da prefeitura, já que uma vez vacinada, não há possibilidade de reverter o ato. Além do mais, de acordo com Rochael, foi proposto à Cynthia, que ela fosse vacinada, mas que seu nome não era pra constar em uma lista de registro. “De tudo isso, o mais estarrecedor foi o ataque que o advogado subscritor sofrera quando da resposta, uma ofensa gratuita, desnecessária, pois sequer referiram-se à parte, mas foram diretamente à pessoa, chamando o profissional de tolo, de burro, ignorante, de louco, de irreal, ao taxarem seus argumentos de sandices”, diz um trecho da réplica. O advogado continua: "sandice é quem vacinou todo o hospital particular de Caetité, de “mamando a caducando”, da filha de Antônio Gomes, o diretor, que trabalha no escritório com o pai; das cozinheiras, dos médicos da ala separada, que quando vê um contaminado corre léguas e alguns tinham meses que não compareciam ao hospital com medo; de médicos que vieram de Guanambi e lá não foram vacinados por não fazer parte do combate à pandemia e não se enquadrarem no momento, mas aqui, foram vacinados, antes mesmo dos velhos do abrigo. Sandice é vacinar médicos aposentados que ainda não estavam na idade protocolar, inclusive filhos desses médicos. Sandice é esconder que a atual secretária de saúde e o marido foram vacinados, quando ela ainda não estava nomeada e o marido ocupava o cargo interinamente”, rechaçou. A Prefeitura de Caetité ainda não se manifestou sobre o caso.























