Polícia apura conduta de socorrista que usou farda e ambulância do SAMU para atuar como advogado em Carinhanha
Servidor público do SAMU teria utilizado a estrutura do serviço para defender investigado em operação policial; caso será apurado pela Corregedoria.
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Foto: Reprodução
Um possível caso de advocacia administrativa está sendo investigado em Carinhanha, no oeste da Bahia, após a atuação de um servidor do SAMU durante uma operação policial. O caso ocorreu na tarde do último domingo (14), no Hospital Municipal Maria Pereira Costa. Segundo a Polícia Militar, guarnições da 38ª CIPM e da RONDESP Meio Oeste foram acionadas após denúncia de que homens armados estariam circulando no hospital, onde estava internado um suspeito de tráfico e homicídios. Durante a averiguação, um técnico de enfermagem do SAMU, identificado como Cleidemauro da Conceição Silva, chegou ao local com uma ambulância do serviço, fardado, e se apresentou como advogado do paciente abordado.Conforme registro da PM, o servidor teria iniciado filmagens e feito provocações à guarnição, comportamento que se assemelha à prática conhecida como cop-baiting — tentativa de induzir policiais ao erro enquanto são gravados. Ele apresentou sua carteira da OAB e deixou o local na ambulância em que chegou. A coordenação do SAMU confirmou que Cleidemauro estava de plantão como socorrista no momento da abordagem. Informou ainda que a situação foi comunicada à Secretaria Municipal de Saúde e será encaminhada à Corregedoria para apuração.O caso pode configurar o crime de advocacia administrativa, previsto no artigo 321 do Código Penal, que ocorre quando um servidor público utiliza sua função para beneficiar interesses privados. A pena prevista é de até três meses de detenção ou multa. As circunstâncias da conduta do servidor serão analisadas pelas autoridades competentes.























