Alcolumbre quer votar nesta quarta-feira PEC da redução da maioridade penal
Alcolumbre quer votar nesta quarta-feira PEC da redução da maioridade penal
A ideia é que os senadores Camilo Santana (PT-CE), líder do PT, e Rogério Marinho (PL-RN) cheguem a um acordo em torno de um texto de consenso
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Em sessão de última hora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), negociou com os senadores Camilo Santana (PT‑CE) e Rogério Marinho (PL‑RN) um acordo para acelerar a votação da PEC da Segurança Pública e abrir caminho à votação da proposta de redução da maioridade penal. A manobra, vista como um aceno à direita, busca ampliar apoio ao seu projeto de recondução à presidência do Senado em 2027, ao dividir a bancada do PL e incluir parlamentares da oposição.
- Com o plenário retirando o tema da maioridade penal do texto principal, a proposta foi transformada em projetos separados, exigindo 49 votos em dois turnos para aprovação. A estratégia de Alcolumbre visa consolidar maiorias e garantir sua permanência, enquanto a direita ainda não dispõe de votos suficientes para aprovar a PEC por conta própria.
Foto: Carlos Moura | Agência Senado
Em um acordo fechado de última hora no plenário, após a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acertou a tentativa de votação nesta quarta-feira (4) de uma PEC para reduzir a maioridade penal. A informação é do portal G1. A ideia é que os senadores Camilo Santana (PT-CE), líder do PT, e Rogério Marinho (PL-RN) cheguem a um acordo em torno de um texto de consenso. A iniciativa é um aceno de Alcolumbre à direita, onde busca votos para garantir sua recondução à presidência do Senado. Nesta terça (3), os governistas conseguiram evitar que duas emendas que tratavam da redução da maioridade penal fossem votadas junto com a PEC da Segurança Pública.Por um placar apertado, de 38 a 36, o plenário decidiu retirar o tema do texto e transformá-lo em propostas separadas. O resultado mostrou que a direita não tinha, naquele momento, votos suficientes para aprovar uma PEC. Uma emenda constitucional precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Não interessa a Alcolumbre, porém, impor uma derrota definitiva à direita, onde busca apoio para garantir sua recondução à presidência do Senado. O acordo prevê acelerar a tramitação da PEC para tentar votá-la diretamente no plenário. A tentativa de aproximação com a direita ocorre em meio à campanha de Alcolumbre para continuar na presidência do Senado a partir de 2027. O senador tenta construir uma maioria que inclua parlamentares da oposição e tem como uma de suas principais estratégias dividir a bancada do PL. O partido terá a maior bancada do Senado e discute lançar Rogério Marinho (PL-RN) contra Alcolumbre. Nas últimas semanas, o presidente do Senado também vinha discutindo pautas de interesse da direita na tentativa de ampliar seu apoio nesse campo. Na saída do plenário, Alcolumbre confirmou ao blog que vai tentar votar nesta quarta a redução da maioridade penal.
























