Casos de SRAG por Influenza A param de crescer na Bahia
Boletim indica interrupção do crescimento, mas alerta para baixa vacinação e risco ainda elevado.28 Abr 2026 / 05h22

Por: Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução | Agência Brasil
Na corrida contra o tempo para enfrentar a epidemia de microcefalia, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Vital Brazil está trabalhando para desenvolver um soro contra o zika. A ideia é que o produto seja injetado nas grávidas que contraírem a doença para diminuir a carga viral no organismo e assim reduzir o risco de transmissão aos fetos.A pesquisa por um soro foi citada como prioritária pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, na visita da diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan. A expectativa é de que o soro leve menos tempo de desenvolvimento do que uma vacina. Ainda assim, serão necessários de dois a três anos até que esteja liberado para uso humano.O trabalho começa no Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) da UFRJ. Células manipuladas geneticamente produzem proteínas da estrutura externa do vírus. “Essas cópias das proteínas do vírus, chamadas de proteínas recombinantes, mimetizam o vírus e podem levar à formação de anticorpos antizika”, explica a engenheira química Leda Castilho, coordenadora do LECC.As células manipuladas geneticamente são colocadas em biorreatores (tanques de crescimento), para que as proteínas sejam produzidas em escala. Depois, passam por um processo de purificação para isolá-las de outras substâncias. Essas proteínas estruturais do vírus serão inoculadas em cavalos, criados pelo Instituto Vital Brazil, para estimular o sistema imune dos animais – é o mesmo processo para a produção do soro antiofídico ou antirrábico.
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