Angelo Coronel não descarta sabotagem após susto em voo de ACM Neto
Parlamentar afirmou que Cenipa e Polícia Federal devem apurar se houve falha mecânica, humana ou ação provocada.11 Jun 2026 / 13h30

Por: Juliana Almirante
Foto: Divulgação
Sem aprovação, dinheiro destinado a programas sociais como o BPC acabaria no fim deste mês
O Congresso Nacional aprovou ontem (11) uma autorização especial para que o governo do presidente Jair Bolsonaro pague R$ 248,9 bilhões em benefícios sociais por meio de empréstimos. Sem a permissão do Congresso para o crédito extra, o governo tinha risco de suspender pagamentos a beneficiários do BPC, concedido a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O dinheiro autorizado para essas despesas acabaria no fim deste mês. A votação só foi possível depois de o governo decidir liberar R$ 1 bilhão em recursos para o Minha Casa Minha Vida, R$ 330 milhões para bolsas de pesquisa científica; R$ 550 milhões para obras da transposição do rio São Francisco e mais R$ 1 bilhão para o custeio de universidades federais. Com o acordo, a oposição não obstruiu os trabalhos, embora tenha apoiado, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o voto em separado do senador Angelo Coronel (PSD-BA). O parlamentar baiano havia defendido que não seriam necessários créditos de R$ 248,9 bilhões, mas de R$ 146,7 bilhões, como informou a própria equipe econômica em audiência pública na CMO. “Estamos dando um cheque em branco para o governo”, alertou o senador. A permissão foi aprovada no Congresso por 450 deputados e 61 senadores. A liberação do crédito significa uma exceção à chamada “regra de ouro”, que determina que o governo não pode emitir títulos e aumentar a dívida para pagar despesas cotidianas, como pagamento de salários ou programas contínuos. De maneira simplificada, é como pegar dinheiro no banco para pagar o aluguel de um imóvel.
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